Dia a Dia, com os Potter

12 Capítulo 12- Pistas


Notas iniciais
Fic chegando ao fim....

John obrigado por cuidar de mim...

Obrigada a Malu Chan que recomendou e mais as 20 pessoinhas lindas que me enchem de orgulho...

Desculpem se não estou respondendo todos os comentários, mas eu leio todos e amo cada um, minha vida tá uma correria só....

Beijos, Ju, Clara, Ree, Luana, Ana, Ren, Bele, B_05,e todo mundo que me apoia...

Enquanto isso em um lugar afastado...

2° Dia de Sequestro

- E então, ele já parou de sangrar?

- Claro que já seu idiota ou você se esqueceu que eu sou uma bruxa muito competente, aliás, não... Você não se esqueceu, isso explica o motivo de eu estar aqui agora, eu só me pergunto onde eu estava com a cabeça quando aceitei te ajudar. Você tem consciência do tamanho da burrada que está cometendo? Cara, esse garoto que você acabou de derramar o sangue é filho de Harry Potter, eu nem quero imaginar o que ele vai fazer com você quando ele te pegar, porque tenha certeza, é isso que vai acontecer e eu nem quero estar perto quando isso acontecer.

Ainda olhei para ela alguns segundos antes de assimilar tudo. Eu não tinha machucado o pirralho por querer, mas ele se remexeu muito e me irritou, eu perdi a cabeça e o atirei no chão, nem percebi que tinha batido a testa na parede, só quando o escutei murmurando alguma coisa e vim investigar, foi que percebi que o pestinha estava delirando, sua testa estava tomada de sangue e ele queimava em febre. Nem pensei direito, saí que nem um louco e só ela me veio à cabeça.

- Ele não vai me pegar, ele não é tão bom como todos pensam, eu peguei o garoto bem debaixo do nariz dele.

Ela torceu o nariz e levantou.

- Tome mais cuidado com o garoto ele não tem culpa de sua rusga com o pai dele, alimente-o quando acordar. Eu já vou e só mais uma coisinha...

Ela apontou o dedo no meu nariz.

- Quando ele te pegar, me mantenha fora disso.

Mulher idiota... Ela saiu bateu a porta e nem olhou pra trás. Pansy era legal, mas ultimamente andava com medo demais pro meu gosto...

Pov. Gina

Voltar pra casa sem Tiago foi à parte mais difícil de tudo. Algo não estava certo, meu coração parecia em pedaços, Lilian chorava copiosamente no colo do pai implorando pelo irmão, Alvo se retraiu em si e suas lágrimas silenciosas me desestruturavam ainda mais. Minha mãe praticamente implorou pra que ficássemos na casa dela, mas Harry não aceitou, eu entendia minha mãe, ela só nos queria por perto, mas eu entendia meu marido, lá não era seguro o bastante para manter Alvo e Lilian a salvo de qualquer ameaça.

Entrei no quartinho de meu bebê e quase me desfiz aos pedaços. Alvo estava deitado na pequena cama abraçado ao travesseiro do irmão já envolto em um sono dos justos enquanto Harry estava estirado na poltrona com Lilian aconchegada em seu peito, ela também dormia. Meu marido estava com os olhos fechados, mas seu semblante sofrido e o carinho protetor que ele fazia nas costas de Lilian me garantiam que ele estava acordado.

- Ela demorou muito a dormir?

Ele abriu os olhos e me estudou por um tempinho, até suspirar cansado.

- Chorou muito, se lamentou demais, me pediu que buscasse o irmão, até que o cansaço a venceu e ela dormiu.

- Não acha melhor fazer o mesmo, tome um banho e descanse um pouco, o dia foi intenso demais.

Ele se levantou com Lilian no colo e me olhou por sobre o ombro.

- Traga Alvo para o nosso quarto.

Nem ousei a perguntar por que, peguei meu pequeno e levei ao encontro do pai. Ele já acomodava Lilian no meio da cama, fez o mesmo com Alvo assim que me pus ao seu lado.

- Preciso de um banho, eu já volto.

Encarei a porta por alguns segundos até ouvir os soluços vindos de dentro do nosso banheiro. Era dilacerante. Ele se manteve firme até agora, e sua reclusão me mostrava o quanto ele estava se esforçando para não me deixar ainda mais desesperada. Encostei minha cabeça na porta e chorei do lado fora. Meu mundo estava de cabeça pra baixo e a maldita dor, ameaçava me dominar por inteira.

Forcei meus pés a caminhar, desci até a cozinha e preparei um chocolate quente para ele. Por Merlin! Meu marido não tinha comido nada o dia todo. Enquanto o leite se misturava ao chocolate, vislumbrei minha janela e imediatamente perdi uma batida de meu coração... Lembrei-me que há poucos dias atrás eu imaginei um comensal vigiando nossa casa, não era imaginação, por que só agora me dei conta disso, meus filhos já corriam perigo há muito tempo.

Entrei de volta no quarto.

- Pra você, sei que não está com fome, mas, por favor, force um pouquinho, você precisa estar bem pra encontrar nosso filho.

Ele pegou a xícara e me puxou para junto de si com a outra mão.

- Eu fui tão desatento, Gina. Seu irmão está certo, nunca serei capaz de proteger vocês. Tiago é tão pequeno, ele tá doentinho. Por Deus! Eu me sinto perdido agora.

Tampei sua boca com a mão.

- Não repita uma sandice dessas. Tiago é um Potter, ele é valente e corajoso como o pai e os avós. Você escutou o relato das crianças, ele protegeu os mais novos, ele é nosso heroizinho, querido. Eu confio em você e sei que o trará de volta para mim.

Harry tomou alguns goles de seu chocolate.

- Deite-se. Já está tarde e as crianças precisam de você amanhã.

- Vem comigo. Você também está exausto e olhar para o nada nessa janela não te levará a lugar nenhum, você precisar estar inteiro para amanhã.

O puxei para a cama. Deitamos-nos, um de cada lado das crianças, nossos olhares cravados um no outro. Ele estava tenso e pensativo.

- Eu só não consigo assimilar como o comensal sabia que as crianças estavam na casa da sua mãe.

- Ele estava de tocaia, amor. Outro dia, eu pensei que tivesse visto um comensal...

Contei a ele toda a história.

- Por Merlin, Gina você deveria ter me falado, coisas desse tipo não se deixa passar, eu teria investigado, reforçado a proteção... Sei lá... Eu teria feito o diabo a quatro, mas quem sabe não teria evitado essa catástrofe e Tiaguinho estaria aqui conosco agora.

Foi como uma punhalada no peito, não era intenção dele, mas as acusações de minha falta de atenção em relatar os acontecimentos pareciam de um peso enorme agora. Embolei-me como uma criança e meus olhos lacrimejaram.

- Oh meu amor! Perdoa-me, não estou te acusando de nada, quem sou eu pra isso. Eu mais que ninguém sei que quando uma coisa tem que acontecer, não a nada nem ninguém que impeça. Não se culpe. Eu o trarei para você e te prometo por minha vida, que o infeliz que está nos causando isso vai pagar, por cada minuto de dor e angústia.

Pov. Harry

Mais uma vez passei minha varinha pelo trajeto que supostamente o seqüestrador teria feito, mas sem sucesso eu não conseguia ver uma luz no fim do túnel.

O dia já começava a clarear, da janela do quarto de meu filho eu via o céu se transformar de negro para um acinzentado escuro, peculiar de nossos dias de inverno.

Depois que Gina chorou até dormir, eu levantei e vim pra cá, eu não conseguiria dormir então achei melhor tentar traçar um plano, mas parecia impossível as emoções eram tantas que me cegavam a visão e a razão. Desci para a cozinha e encontrei Monstro com uma xícara de café forte a minha espera, engoli a bebida fumegante e no mesmo instante senti o meu cansaço se esvair, cafeína era de uma ajuda nessas horas...

Voltei ao meu quarto, Gina e as crianças ainda dormiam. Tomei um banho demorado, troquei de roupa, beijei de leve a testa de minha esposa acordando-a.

- Eu já vou, amor. Durma mais um pouco ainda é cedo.

Ela tocou os meus olhos.

- Você não dormiu...

Não era uma pergunta.

- Me faça um favor? Não saia de casa e qualquer coisa me avise, não espere por mim, mas não se preocupe eu estarei bem e qualquer novidade, te aviso.

Ele me empurrou delicadamente se sentando na cama olhou para o lado e suspirou ao ver nossos filhos.

- Não foi um pesadelo.

A abracei e beijei de novo a sua cabeça.

- Descanse, eu já vou.

Deitei-a, tracei a pequena face de Lilian e Alvo e saí. Eu pensava em cada possibilidade, uma mais absurda que a outra. Todo o seqüestro parecia ter sido minimamente planejado eu não via falhas, então teria que ser no talento mesmo. Ainda me lembro da nossa cassada as Horcruxes, era como procurar agulha num palheiro e, no entanto, todas foram encontradas, eu faria o mesmo por minha cria, ou melhor, eu faria bem mais por um dos meus.

Aparatei na entrada do Ministério nem chegava a ser sete horas da manhã, cruzei com alguns companheiros de trabalho que irritantemente me olharam com pena. Não retribui, eu estava no modo automático. Entrei em minha sala e um exemplar do dia, do Profeta Diário chamou minha atenção. Na capa quase em tamanho natural, um foto do rostinho do meu filho com os seguintes dizeres:

Desaparecimento de Tiago Potter coloca a sociedade bruxa em alerta.

Abri o jornal procurando na página indicada a tal matéria.

Uma notícia exclusiva de um de nossos informantes de dentro do alto escalão do Ministério da Magia nos revelou uma bomba, ontem à tarde. Segundo ele o filho primogênito de Harry Potter, um dos principais aurores de nosso mundo, e Gina Potter, comentarista exclusiva de esportes dessa casa, teria sido seqüestrado, ontem pela manha. Nosso informante ainda diz que o pai da criança desesperado, colocou todo o seu setor a procura do filho, mas nenhuma pista foi encontrada.

Essa informação coloca em cheque a nossa segurança, se o tal seqüestrador foi capaz de burlar o forte sistema de segurança que Harry Potter impunha a sua família, eu lhes pergunto meus leitores: O que resta para nós?

Até o fechamento dessa edição, não se tinha notícia concreta das investigações, informamos ainda que estamos aguardando uma nota oficial da família do garoto e que as novidades serão repassadas assim que saírem.

Me despeço de vocês, desejando que o pirralhinho seja encontrado, se é que ele foi realmente seqüestrado, ainda tenho minhas dúvidas, algo me diz que ele simplesmente fugiu de um pai e uma mãe ausentes que não têm tempo para os filhos.

Beijinhos e até breve.

Rita Skeeter

Embolei aquele jornalzinho sensacionalista e o atirei bem longe de mim, rezava eu para que Rita não cruzasse meu caminho hoje, jurei pra mim mesmo que quando isso tudo acabasse eu faria uma visitinha a ela e faria o favor de levar Hermione comigo, ela ainda tinha algumas contas a acertar com ela.

Já se passava das oito quando Rony chegou nem o cumprimentei direito e fui arrastando-o para fora, uma idéia se formava em minha mente e eu precisava tirá-la a limpo.

- O que fazemos aqui, Harry. Você acha que ele?

Ele não terminou a pergunta.

- Não sei Rony, mas temos que começar as investigações e quem é o mais próximo de nós que conhece e sabe tudo sobre um comensal?

Cruzamos os portões fantasmagóricos e paramos em frente à enorme porta de carvalho. Bati e um elfo nos recebeu.

- O que querem?

- Tão receptivo quanto o dono.

Rony cochichou para mim.

- Quero falar com seu dono?

- Meu amo, não recebe ninguém...

- Ora, ora, ora... A que devo a honra de uma visita tão inusitada a essa hora da manhã?

O tempo era implacável com todo mundo, apesar de uma aparência um tanto envelhecida. O sorriso cínico do idiota do Malfoy continuava o mesmo.

- Bom dia pra você também Draco. Eu e Rony temos umas perguntinhas pra você.

- Saia daqui estrupício, eu me resolvo com esses dois.

Ele apontou para uma saleta a esquerda e nós, o acompanhamos, apertei minha varinha à mão, um deslize se quer e eu acabaria com ele.

- Espero que não tenham vindo me acusar de nada, Potter.

- Não Malfoy, ainda não é uma acusação, por enquanto.

- Por enquanto? Então quer dizer que estão tentando me incriminar de algo. Olha, eu posso abrir uma sindicância de perseguição, em?

Olhei nervoso para ele e sua discussão com Rony.

- Poupe-me Malfoy. Eu preciso de uma informação sua. Quero um relatório completo de todos os seguidores de Voldemort, os vivos, os mortos, os presos, os foragidos, os velhos e os novos... AGORA.

- Uou! Quanta nervosia, Potter. Eles ainda te dão trabalho.

Uma raiva me dominou, que eu nem vi como fiz aquilo. Só me lembro de ter pegado-o pelo pescoço e encostado perigosamente a varinha na sua cabeça.

- Um desses sem amor a vida, roubou o meu filho de mim, Malfoy, e não brinque com isso, eu posso me zangar, fácil...

Ele me olhava meio aturdido, quando fomos interrompidos.

- Papai, você tá aí?

Olhei para o lado e me surpreendi com um garoto pequeno, loiro e a cara do pai, me olhou assustado. Instintivamente soltei-o, era uma criança e nada justificava o trauma que eu poderia causar nele, mostrando-o como queria arrancar a cabeça do pai dele naquele momento.

- Astória, tire Escórpio daqui.

Uma mulher alta, magra e pálida, mas com uma expressão fria e orgulhosa pegou o garotinho no colo e saiu.

- Ponha suas mãos em mim de novo, e eu acabo com você Potter. E saiba que você perdeu seu tempo, não tenho contato nenhum com essas pessoas mais. Espero realmente que encontre seu filho. Agora se não se importa, eu tenho mais o que fazer...

Ele apontou para a saída e eu por mais que pareça loucura, acreditei nele.

- Idiota. Malfoy nunca vai crescer... Hum.

Rony resmungava ao meu lado.

- Potter?

Já estávamos quase no portão quando ele me chamou...

- Filhos, são o espelho dos pais, eu tento mudar pelo meu, mas você sabe que não tive o melhor exemplo. Quem sabe se com outras pessoas também não foi assim...

Fechou a porta num baque surdo e sumiu, guardei aquelas palavras, algo me dizia que eu ainda iria precisar delas.

- Harry!!!

Já entrava de volta na minha sala quando Hermione atravessou o meu caminho.

- Isso é pra você.

Tomei o envelope da mão dela e um garrancho de letra, me surpreendeu

Estou com seu garoto Potter, se você colaborar, as coisas se resolveram em breve.

Espere mais informações.

Sentei, e me pus a pensar eu tinha um leque de informações em mãos e uma idéia se formava em minha cabeça.

Levantei e fui pra casa, eu precisa acalmar o coração de minha esposa e se meus planos se formassem direito, Hogwarts seria minha próxima parada amanhã.

Notas finais
Comentem....
Indiquem...

Dei várias pistas, agora tá fácil, que se arrisca???