Dia a Dia, com os Potter

13 Capítulo 13- Siga o plano


Notas iniciais
Esse capítulo vai em agradecimento a NessaRibeiro pela minha 21 recomendação e pela MilenaNeves pela minha 22 recomendação...

Pelas minhas contas serão só mais três capitulos e o epílogo. Desculpem o sumiço, mas foi complicado escrever esse, desculpem não responder a todos os comentários, tempo tá curtíssimo, desculpem o tamanho do capítulo, eu empolguei.

Beijos a todos, que tentaram advinhar o nosso suspeito, mas eu tenho que dizer Ju, vc é o cara, foi a primeira a acertar nuns três capítulos atrás...

Sejam bem vindas as leitoras novas...

Pov Pansy

Acordei num pulo, eu ouvia as batidas na porta, mas não entendia o que era, levantei sem a mínima vontade de fazê-lo, ainda era cedo. Quem era o otário que me atormentava a essa hora? Vesti um roupão em cima da fina camisola para ver se aplacava um pouco o frio, o inverno ainda era intenso. Desci os degraus me perdendo nos rangidos de madeira velha e carunchada, e cheguei a minha porta, sem pensar duas vezes abri, não agüentava o infernal barulho das batidas, e sem esperar o convite, ele entrou.

Olhei incrédula para ele e me assustei com a sua expressão, a face estava contorcida de raiva, de ódio, não me olhou nos olhos, ele buscava alguma coisa. Observou todos os cantos e não encontrou nada. Pousou os olhos em mim.

Droga, como eu fui idiota, como eu pude amar tanto uma pessoa assim, como fui burra a ponto de entregar meu coração a ele? E o imbecil simplesmente o pisoteou.

- Onde ele está?

Encarei-o atordoada. Eu não entendia do que ele estava falando.

- Ele quem?

- Não se faça de idiota, Pansy. Onde ele está?

Eu não conseguia entender, não conseguia assimilar do que ele estava falando. Ele parecia bravo, nervoso. Eu já imaginava de quem ele falava, só não entendia como ele chegou aqui, como supôs que eu teria alguma coisa a ver com aquilo.

- Eu não sei do que você está falando, não tem ninguém aqui, pode conferir.

Ele rolou os olhos pela minha humilde sala, vislumbrou as escadas que levava ao andar de cima, apurou os ouvidos, mas não encontrou nada. Olhou de novo pra mim.

- Eu não quero compactuar com isso, eu não posso que aquele idiota pense que estou metido nisso. Onde é que está ele? Cadê o filho do Potter, Pansy.

Meu coração gelou. Eu senti que ele sabia que eu tinha alguma coisa a ver, mas ele não ia falar, eu o conhecia, ele não ia se dar este gostinho de me interrogar. Nãão ele não ia. Mas ele tinha a varinha em punhos, poderia me obrigar a fazer isso. Não, ele não ia me obrigar a nada.

- Eu não sei do que você está falando, saia daqui. Não tenho nada com isso. Nem sei quem é o filho do Potter. Do que é que você está falando?

A expressão dele não mudou em nada, ele olhou de novo e estendeu o dedo pra mim.

- Ele vai se ferrar, Pansy. Ele vai se ferrar e você vai ter que carregar essa culpa. Eu queria dar um jeito nisso, eu queria consertar essa burrada que ele está fazendo, mas eu não posso fazê-lo, eu não sei onde ele está e você sabe sua idiota. E vai sobrar pra você. O Potter vai pegá-lo e eu quero estar bem longe daqui quando isso acontecer, quero nunca ter ouvido falar no nome dele quando o bastardo do pai do garoto, pousar suas mãos nele. Ele é um homem morto, Pansy. E eu espero, espero muito que ele não diga seu nome para que o Potter não possa associar nada a você, por que se não você também estará morta.

Ele não disse mais nada, virou as costas e saiu com entrou, como um vendaval, como sempre fazia, deixando destroços, deixando pedaços, deixando mágoas, deixando dores, deixando um coração sangrando.

Pov Harry

Cheguei em casa já se passava das seis da tarde, Gina, Lilian e Alvo estavam sentados na sala. As crianças viam alguma coisa na televisão, minha esposa estava ali, mas sua mente não, ela tinha o rosto vermelho e os olhos irritados, sintoma natural de choro. Era torturante...

- Pai?

Lilian pulou do colo da mãe e se jogou em mim. Apertei-a junto ao peito e escondi meu rosto na imensidão vermelha dos seus cabelos, deixei que o cheiro da minha florzinha, enchesse meus pulmões. Eu precisava daquilo para seguir em frente.

- Oi pai.

Alvo também veio até mim. Com um esforço pequeno também o peguei no colo. Também respirei se cheirinho. Senti um enorme vazio ao me dar conta de que me faltava alguém ali.

- Tudo bem?

- Não amor, não está tudo bem, mas eu te prometo, vai ficar.

Beijei de leve os lábios frios de Gina.

- Vou subir e tomar um banho, Rony e Hermione estão vindo pra cá, nós temos umas coisas pra acertar.

Devolvi as crianças no sofá.

- Tá certo. Descanse um pouco, vou fazer Lilian e Alvo jantarem, durma e quando eles chegarem eu te aviso.

Ela se aproximou de mim e tocou meus olhos.

- Você está exausto, precisa se cuidar...

- Vou fazer o que você disse. Amo-te tanto Gina, preciso tanto de você agora.

- Eu sei meu amor, eu sei...

...

Deixei que a água lavasse a minha alma e quando saí, cochilar me pareceu de bom grado. Vesti uma bermuda qualquer, abracei o travesseiro de minha esposa e me deixei dominar pelo cansaço.

Pov Gina

Eu tinha acabado de colocar as crianças no quarto, quando as batidas na porta começaram. Apressei o passo, Harry só havia dormido a uma hora e eu queria que ele o fizesse mais um pouquinho.

- Gina!

Hermione entrou e me abraçou, não sei se por não agüentar mais me fingir de forte, deixei as lágrimas caírem.

- Calma minha irmã, nós vamos encontrá-lo.

Rony também me abraçou.

- Eu sei que vão, mas dói tanto não tê-lo por perto.

Eles entraram e se encaminharam para a sala.

- Cadê seu marido? Nós marcamos uma reunião com ele aqui.

- Espere só uns minutos, Rony. Ele acabou de dormir, coisa que não faz há dois dias. Daqui a pouco subo e acordo-o.

- Não precisa amor. Eu já estou aqui.

Suspirei frustrada e encontrei seu olhar, não era pra ele estar aqui agora.

- Obrigado pela tentativa, mas eu já descansei e te prometo que logo que chegarmos a uma conclusão aqui, eu irei fazê-lo mais um pouco.

Não discuti, eu o conhecia bem demais pra saber que ele falava sério.

- Rony, Hermione...

Cumprimentou.

- Então Harry, a que conclusão você chegou depois de visitar o Malfoy?

- Malfoy?

Quase me desfiz em incredulidade ao ouvir Hermione falar dele.

- É meu bem, Rony e eu fizemos uma visitinha ao nosso amigo comensal.

- E?

- E que eu acho que não foi ele...

- Mas, Harry...

- Não foi, Rony. Ele sabe quem foi, disso eu não tenho dúvida, mas não foi ele.

Minhas engrenagens trabalhavam a mil, maldito Malfoy...

- Então o obrigue a falar, Harry. Torture-o, ameace-o, sei lá mais o que, mas faça-o falar quem está com meu filho.

Nessa hora minhas lágrimas já desciam e eu tremia.

- Não é bem assim, Gina.

- Como não, Hermione?

- Nada liga Malfoy ao seqüestro, se Harry agir por impulso, Draco pode acusá-lo de abuso de poder e isso seria uma falta que pode levar de suspensão a afastamento por tempo indeterminado do seu posto de auror e isso é o que nós menos precisamos agora.

Busquei os olhos de meu marido, eu queria que ele me negasse à fala de Mione.

- Ela está certa.

Merda!

- Então o que faremos agora?

- Primeiro você vai se acalmar, depois eu vou falar das outras pistas que temos, e então juntos, tentaremos chegar a uma conclusão racional.

Respirei fundo, meu marido tinha razão.

- Pronto?

- Sim.

Respondi baixo e contido, tentando passas tranqüilidade.

- Então vamos às pistas.

Ele se sentou no tapete e abriu o mapa da região de onde supostamente o comensal teria aparatado, todo ele estava marcado com riscos vermelhos, que só depois eu descobri que poderiam ser rotas de fuga utilizadas pelo meliante.

- Rony, o que descobriu sobre as cerdas da vassoura.

Olhei para meu irmão que também se sentou ao chão.

- Fui ao Beco Diagonal, e visitei a loja do Olívio e ele me deu umas informações bem interessantes.

- Olívio? Olívio Wood?

- Ele mesmo minha irmã, desde que parou de jogar quadribol, abriu uma loja de artigos esportivos e vassouras é sua especialidade, mas então, ele inspecionou bem e me disse que as cerdas são de uma Comet 260.

Vi a expressão de Harry se tornar cada vez mais preocupada,

- Não é uma vassoura veloz, Rony, se eu tivesse me apressado poderia tê-lo pegado.

- Espere meu cunhado, não é só isso. Olívio me contou que provavelmente ela seja da série 163.

- E o que isso importa?

Hermione se manifestou.

- Importa Mione, que é uma série feita exclusivamente sob encomenda.

- Então tem como saber quem são os donos?

Perguntei.

- Sim e não.

- Ah Rony, fale logo está me deixando confusa.

- Hogwarts. Essa série foi feita única e exclusivamente atendendo a um pedido de Alvo Dumbledore, que queria melhorar as aulas de vôo e prática de Quadribol na escola.

Minha cabeça estava um nó. Harry parecia focado em seus pensamentos.

- Isso reforça a minha teoria.

- Que teoria, Harry?

- De que eu preciso ir até lá, Mione. Com essa informação, de posse do bilhete e da dica do Malfoy tenho certeza que descobrirei quem é o seqüestrador.

- Bilhete? Que bilhete e que dica Malfoy te deu?

Ele me mostrou o pedaço de papel mal escrito e Rony me disse algo sobre filhos que não tem exemplos.

- E você já tem um suspeito, Harry?

- Tenho vários, amor. Mas todos me levam a um único lugar: Sonserina. Tenho certeza que foi alguém de lá e se a diretora Minerva por sorte, tiver algum documento assinado pelos alunos de nossa época, amanhã mesmo eu coloco a mão no indivíduo, pois nada me tira da cabeça que esse salafrário me conhece desde aquela época.

Ninguém discordou do meu marido, ele parecia tão centrado, que sua certeza era nossa certeza.

Depois que meu irmão e minha cunhada foram embora prometendo encontrar conosco no outro dia de manhã, fui até a cozinha e preparei um lanche para Harry, incluí um chá bem quente e doce eu queria que ele se acalmasse e dormisse pelo menos duas horas seguidas aquela noite.

Subi e o encontrei no quarto de Tiago.

- Trouxe para você.

Ele se virou e então eu pude ver que ele segurava a camiseta do pijaminha que meu pequenininho tinha usado na manhã daquele dia triste.

- Estou sem fome.

- Eu sei, mas você tem que se esforçar.

Entreguei-lhe a bandeja e peguei a peça de sua mão levando-a ao nariz, o cheirinho de meu filho impregnou minha alma e renovou as minhas forças.

- Vem...

Arrasteio-o para nosso quarto e o obriguei a comer, entrei para o banheiro e me entreguei a um banho cheio de renovações e qualidades.

Voltei ao quarto meia hora depois, e Harry já dormia pesado, a roupinha de Tiago presa em seus dedos.

Suspirei exausta e me deitei ao seu lado, se tudo desse certo essa seria a nossa última noite sem meu filho amado.

...

Os primeiros raios de sol ameaçavam sair, quando senti o movimento de Harry se levantando. Logo, me pus de pé.

- O que pensa que esta fazendo? Deite-se aí, ainda é cedo.

- Eu vou com você.

- Gi...

Não olhei para ele, eu conhecia aquele “Gi”, sabia que ele ia tentar me fazer mudar de idéia.

- É meu filho, Harry. Eu não vou ficar plantada, enquanto você se arrisca por aí. Já foi o tempo...

O teimoso ainda resmungou alguns impropérios, mas eu entrei pro banheiro e fingi que nem era comigo.

Dez minutos depois estávamos nós na sala de casa recomendando a Monstro que não saísse e nem abrisse a porta para ninguém e que qualquer barulho suspeito aparatasse com Alvo e Lilian para o Largo Grimauld.

Confesso que me senti meio irresponsável em deixá-los sem os meus cuidados, mas ousei a confiar nos poderes de elfo de nosso Monstro, eu precisava encontrar meu filho.

Quando chegamos a Hogsmead Rony e Hermione já estavam, devido os feitiços de proteção que envolve a escola, fomos obrigados a fazer o trajeto até lá a pé. O melhor de fazê-lo era encontrar Hagrid já de cara, o meio gigante quase nos desmontou com seus abraços e ainda nos repreendeu, pois segundo ele simplesmente esquecemos-nos de sua existência.

Eu até que gostei de revê-lo, mas meu coração de mãe me mandava falar com a diretora logo.

Assim que adentramos o tão conhecido castelo Filch nos recebeu e com o seu mau humor de sempre nos levou até a sala de nossa antiga professora. Harry tinha o olhar perdido, o conheço bem demais para saber que nessa hora lembranças antigas boas e ruins o arrematavam com força total.

Pov. Harry

- Por aqui.

Filch ia à frente e o seguimos em silêncio. Ele entrou primeiro, esperamos do lado de fora enquanto o mesmo nos anunciava. Não demorou muito e fomos recebidos por uma Diretora Minerva de aparência feliz e saudosa.

- Ah meninos! A que devo a honra da presença tão ilustre em nossa escola.

Desviei os olhos dela enquanto Hermione e Gina a colocavam a par de toda a situação. Aquele gabinete era Dumbledore em todos os sentidos, passei por tantas coisas aqui que nem sei se conseguia olhar sem achar que a atual diretora fosse uma intrusa.

- Harry, deixe-me ver o bilhete.

Entreguei a ela, que analisou os rabiscos.

- Você não acha que essa teoria da conspiração já deu o que tinha que dar.

Olhei incrédulo para ela, todas as vezes que desconfiei de alguma coisa envolvendo os Sonserinos, eu estava certo.

- Tudo bem diretora, eu até posso estar enganado, mas eu tenho a obrigação de investigar tudo e minha intuição não me engana. Se a senhora puder nos ajudar bem, mas se não, pode ficar tranqüila eu buscarei outros meios.

- Harry?

Não olhei para Hermione, não queria ouvir sua repreensão agora. Estava concentrado demais em encarar a diretora assustada com minhas palavras a minha frente. Era meu filho que estava desaparecido, eu revistaria o mundo se precisasse.

E de repente ela sorriu, não um sorriso sínico e sim um sorriso caloroso e orgulhoso.

- Uma vez Harry Potter, sempre Harry Potter. É claro que eu vou ajudá- los. Venham comigo.

Suspirei aliviado e segui atrás dela. Passamos por vários corredores, até chegarmos numa enorme sala com fichários de todos os lados.

Ela levantou os óculos finos e passou a correr os dedos por alguns armários.

- Corvinal, Corvinal. Lufa- Lufa, Lufa- Lufa, não, aqui não... Grifinória, Grifinória... Grifinória... Aqui,... Sonserina.

Ela continuou a procurar.

- 1995, 1985, 1983. Aqui... Essa é a mesma turma da época de vocês.

Apresentou-nos um armário contendo inúmeros arquivos. Era agora ou nunca.

- Fiquem a vontade, eu tenho alguns assuntos pra resolver, então vou deixá-los a sós.

Ouvi-a bater a porta e sair, mas nem olhei estava concentrado demais na possibilidade que se abria a minha frente. Gina foi a primeira a pegar uma pasta, Hermione foi à próxima e logo depois Rony, fiquei por último e como tinha minhas suspeitas fui direto ao suspeito.

Li as informações preliminares como filiação, localização, pulei as páginas disciplinares que eu sabia, eram uma negação, foleei mais algumas e enfim cheguei aonde queria a prova original dos NOMS, que refizemos quando ainda estávamos aqui, e a dele era a única que eu precisava, eu não tinha mais dúvida, os erres mal traçados, os esses e zes confundidos e trocados e por último para por fim a todas as minhas suspeitas os erros de grafia grotescos e a caligrafia garranchada, era ele, eu não tinha dúvidas.

- Achei...

Falei exasperado, atraindo a atenção de minha família ali presente.

- Mas, ele, Harry isso é impossível...

- Não Rony, não é impossível, junte todas as pistas.

Ele me olhou e começou a numerar as minhas suspeitas.

- As cerdas da vassoura, as palavras de Draco, o bilhete, o vulto encapuzado que Gina viu, a descrição das crianças, o local da aparatação...

Ele citava e encarava a ficha do suspeito, olhando atentamente a foto do arquivo. Hermione e Gina não se manifestavam e eu agradecia por isso, essa era uma área que eu e meu cunhado dominávamos.

- Por Merlin! Tudo leva a ele, Harry. Então o que estamos fazendo aqui, vamos logo.

Ele saiu apressado e eu fui atrás já passando as coordenadas do plano.

- Eu vou falar com a diretora para liberar uma lareira, para que cheguem mais rápido ao ministério. Avise a todos Rony e me encontre no mesmo lugar em que fizemos as últimas buscas. Tenho que passar em casa pra pegar algumas coisas e já te encontro lá. Venha comigo, Gina.

Não esperei resposta. Agarrei a mão dela e saí correndo pelos corredores tão conhecidos. A diretora não se assustou com a minha constatação, ela parecia mais decepcionada do que surpresa. Eu a entendia. E pela primeira vez em minha vida me arrependi de ter salvado alguém, se eu tivesse deixado que ele se queimasse junto com Draco e Crabbe, isso nunca teria acontecido. Aparatamos em casa e vimos que Monstro cumpria bem sua missão, assim que ele ouviu o barulho de nossa chegada, pegou Lilian e Alvo pela mão e já estava pronto para fugir, só não o fez porque Gina gritou e anunciou a ele que éramos nós.

Cruzei a soleira da porta feito um furacão e fui direto ao meu quarto, peguei a capa da invisibilidade, o mapa onde eu tinha traçado várias rotas e localização do possível cativeiro, já estava correndo escada à baixo quando um brinquedo infantil chamou minha atenção no quarto de Tiago, peguei-o e o escondi dentro do casaco, algo me dizia que ele seria de grande utilidade. Cheguei à sala, dei um beijo em meus filhos ainda recomendando a Monstro que cuidasse de tudo, prometi a Lilian que traria Tiago pra casa, e então olhei fundo nos olhos de minha mulher, dessa vez não daria pra ir sem ela e sei que ela se recusaria a ficar.

- Eu... Não queria fazer isso, Gina, mas dessa vez você terá de ir comigo, eu tenho um plano e preciso de você para o êxito dele. Então por favor, me prometa que vai me obedecer e fazer tudo do jeito que eu mandar.

Ela me olhou profundamente.

- Você está louco se acha que eu iria ficar e diga logo qual o plano.

- Não! Só digo se você prometer que fará o combinado, do jeitinho que eu mandar, afinal é a vida de nosso filho que está em jogo.

Eu vi medo em seus olhos. Só que era Tiago..., um dos nossos tesouros.

- Eu prometo.

- Certo, então faremos o seguinte: assim que encontrarmos todos, nos separaremos de dois em dois, eu irei com você e se meu sexto sentido estiver certo mais uma vez nós o encontraremos, pois é isso que ele quer, eu.

Então antes de me revelar a ele, eu exijo que você se esconda na capa da invisibilidade e quando eu conseguir tirar Tiago das mãos dele eu quero que você pegue-o e fuja com ele...

- Não, claro que não... Eu não vou deixar você.

Estendi a mão para ela fazendo com que se calasse.

- Ou é desse jeito, ou vou sozinho e peço Hermione para fazer a sua parte.

Joguei baixo, mas foi preciso a essa altura do campeonato não daria tempo de usar outro argumento. Ela baixou os olhos deixando uma lágrima escorrer.

- Eu topo.

Aproximei e beijei seu rosto molhado.

- Tudo vai dar certo. E eu te prometo que volto para você.

Ela suspirou ainda em prantos.

...

Fomos os últimos a chegar ao local marcado, Rony tinha convocado todos os aurores disponíveis, mais meu sogro e meus cunhados Jorge e Gui.

Fiz exatamente o que disse a Gina separei-os de dois em dois, claro que Mione e Rony se recusaram a nos deixar ir só.

Eles sabiam do meu faro para comensais. Tentei fazer com que cada canto daquela região fosse revistado, meu pequeno estava por ali, eu tinha certeza.

Pegamos nossas vassouras e subimos, olhos tentos para qualquer casebre suspeito.

Estávamos perto do mar quando uma coisa me chamou a atenção, uma coruja negra de aparência velha, descansava sobre o telhado de uma cabana velha e abandonada, o cenário era amedrontador e algo me fez acreditar que ali era o lugar certo.

Empinei minha vassoura para baixo e comecei a descer, pousei um pouco afastado e pelo farfalhar das folhas no chão me certifiquei que todos tinham feito o mesmo.

- É aqui.

Abaixei e guardei a minha arma secreta em minha meia por dentro da calça, como minha família estava um pouco pra trás, tenho certeza que nenhum deles percebeu o que eu fiz.

- Gina, cumpra a sua parte no acordo.

- Harry.

- Agora!

Ela bufou, lhe passei a capa da invisibilidade, que logo lhe cobriu por inteiro.

Bem em tempo.

Antes que eu pudesse pensar em alguma coisa, a porta se abriu, e então a figura já presumida por mim, saiu... A varinha apontada para a cabeça de meu pequeno, que lhe servia como escudo.

Tiago não estava bem, eu podia ver que ele mal se sustentava nas perninhas, a roupa estava manchada de sangue, o rostinho estava inchado e os braços pareciam feridos e arranhados.

Ouvi Gina respirar mais alto...

E o homem deu dois passos para fora, saindo da proteção do casebre, exatamente como eu pensei que ele faria...

- Goyle, Gregório Goyle.

Falei em um tom que ele conseguiria me ouvir.

- Harry Potter. Encontramos-nos de novo, em Cicatriz?

Dei um passo à frente e ele apertou mais Tiago junto a si, meu filho gemeu.

- Papai.

Eu jurei pra mim mesmo naquele momento que não mataria o parasita a minha frente, eu o deixaria vivo e contemplaria a sua queda até a tortura que o faria passar até o fim de seus dias...

Notas finais
O próximo já está praticamente pronto, só não o coloquei aqui pois ficaria grande demais..

Espero comentários e recomendações..

Adoro tudo isso...

Beijos..