Notas iniciais
olha eu aqui de novo tentando me redimir.
Escrevi esse capitulo ouvindo a musica Ainda Bem de Marisa Monte, achei que tinha tudo a ver com Damon e Bonnie.
Espero que goste,
bjs.

PVD Autora.

Elena abraçou Damon o mais forte possível. E para surpresa de Damon Stefan foi abraça-lo também.

- Mas...mas... O que aconteceu? Nós os vimos morrer. Eu acompanhei sua morte. – Eu não estava entendendo. Damon havia morrido. – pensou Elena.

- Eu não sei, mas o importante é que estou vivo.

- Verdade, isso que importa, mas mesmo assim estou intrigado. Como? – Stefan falou.

Damon falou que toda sua historia na Dimensão das Trevas. Desde a hora em que foi achado até quando conseguiu sair. Stefan e Elena o ouviram atentamente.

- Ah Damon, sentimos tanto sua falta. Eu, Stefan. Até Meredith e Matt. – Elena disse.

- Nossa, até nossa caçadora? E Mutt? Não sabia que fazia tanta falta. Principalmente pra você Elena.

- Damon, em outras circunstancias ficaria com muita raiva de você por esse comentário, mas não vou mentir, senti muita a sua falta. – Elena o abraçou muito mais forte.

Stefan outrora ficaria com ódio dessa cena, mas seu irmão acabara de voltar da morte. Ele o amava muito.

- E a pequena Bonnie, sentiu minha falta também? – Perguntou tentando esconder sua curiosidade, mas Stefan percebeu. Conhecia muito bem o irmão para saber que ele estava muito curioso.

- Ela foi a que sentiu mais falta. Em quanto a isso, temos que conversar.

- Estou ouvindo. – Damon cruzou as pernas e se inclinou dando ouvidos.

Stefan explicou tudo. O quanto ela sofreu, o pedido que ela fez e tudo. A única coisa que se esqueceu de falar e também não achou tão importante foi à mudança de visual. Damon o escutou atentamente.

Ela se sentiu tão ruim assim? Qual o motivo? A ponto de pedir para se esquecer de mim? Não faz sentido. Eu também senti muita falta dela. Preciso vê-la urgentemente. – Pensou Damon.

Damon levantou-se e foi a caminho da porta.

- Aonde você vai? – Quis saber Elena.

- Dar uma volta. – disse e correu na sua velocidade máxima.

Tinha que ir à casa de sua ruivinha. Precisava vê-la. Ele necessitava disso, mesmo sem saber por que. A única coisa que sabia era que ela o fazia bem. Mas quando chegou a casa dela a única coisa que viu foi o quarto com janelas fechadas e escuro. Percebeu que não estava em casa.

Onde estaria? Quando voltaria? E com quem foi? – era estranho pensar nessas perguntas, nunca havia se importado com isso, mas imaginar a bruxinha com um cara que ele não conhecia que poderia machuca-la... Ele ano suportava nem pensar. Reformulando, imagina-la com qualquer outro cara era inadmissível. Só restou uma coisa a fazer, voltar à pensão e perguntas a Stefan onde ela estava.

[...]

- Onde está Bonnie? – Damon abriu a porta do quarto de Stefan abruptamente. Stefan estava acordado escrevendo em seu diário.

- Ela não veio conosco, mas vem amanha. Ao que parece o professor não a dispensou de uma prova da faculdade, mas, segundo ela, assim que acabar a prova vem pra cá. – Disse um tranquilo Stefan.

- Em que faculdade ela está?

- Virginia Tech.

— Certo. – Disse e saiu.

- Espera aonde você vai? – Stefan perguntou, mas já era tarde, Damon já havia saído.

[...]

Pela manhã Bonnie teve que ir a biblioteca alugar uns livros de belas artes, mas antes tinha que avisar aos amigos que ano poderia ir hoje.

“Alô”

- Meredith?

“Bonnie? Você já está vindo”?

- Era por isso que estou ligando, pra dizer que não posso ir hoje. O Sr. Gordan passou outro trabalho, vou ter que ficar aqui o dia todo. Sinto muito, mas amanha assim que o sol nascer eu vou. Vai dar pra chegar a tempo da festa do Dia dos Fundadores.

“Tudo bem Bonnie, vou falar aos outros. Até amanhã”.

- Até. Beijos

“Beijos”.

Bonnie estava cheia de livros nas mãos e com o telefone nas orelhas, nem percebeu quando se esbarrou com alguém. E caiu com o bumbum no chão.

Da mesma forma era Damon, estava tão atento em procurar sua ruivinha que nem percebeu que se esbarrara em uma morena.

- Ai. – Disse a morena que caíra no chão espalhando vários livros ao seu redor.

- Desculpe. – Damon falou por educação. Ajudando-a levantar.

A morena aceitou a mão que Damon ofereceu. Levantou massageando o bumbum.

Damon não acreditou quando viu.

Bonnie não acreditou no que seus olhos viram. O mais perfeito homem que um dia já viu.

- Bonnie? – Não podia ser, sua ruivinha não era mais ruiva e sim morena. Não estava entendendo mais nada.

Bonnie não acreditou que aquele homem magnifico sabia seu nome. Ela tinha certeza de que não o conhecia. Afinal era impossível esquecer uma beleza daquela.

- Desculpe, mas como você sabe meu nome? – Disse confusa.

- Ora, somos colegas de turma. – Damon falou despreocupadamente.

- Não me lembro de você em minha turma.

- Costumo sentar-me atrás.

- Certo. – Falou desconfiada.

- Estava indo a algum lugar?

- Fazer um trabalho. Preciso entregar amanhã para que eu possa viajar.

- Aonde você vai?

- Fell’s Church.

- Eu também vou pra lá amanhã, posso te dar uma carona se preferir.

Era estranho, sempre aprendeu com os pais que nunca, em hipótese alguma, deveria aceitar carona de estranhos. Aquele cara era um estranho, sabia disso, mas algo nele lhe passava segurança, sabia que podia confiar nele.

- Não posso aceitar. Nem te conheço. – Falou retomando seu caminho.

- Eu já disse quem sou, mas se não basta, meu nome é Damon. – Deu um sorriso sedutor.

Damon, esse nome parece algo perigoso, mas ao mesmo tempo despertou algo nela. Saudade, felicidade, medo e segurança.

- Tudo bem, Damon. Aceito a carona. Ao proposito sou Bonnie.

- Ok. Te espero na entrada da universidade amanhã 7 horas da manhã.

- Tudo bem. – Deu um sorrisinho e saiu.

PDV Bonnie

Era exatamente 7 horas, a hora em que Damon marcou e como disse já estava me esperando com uma Ferrari preta. Uau, uma FERRARI. Nunca havia andando em uma dessas.

-Bom dia. – Eu falei olhando para ele que estava encostado no carro com uma jaqueta preta, calça Jens preta, blusa preta e óculos preto. Uau aquilo era uma visão.

- Bom dia. – Respondeu ele retirando os óculos e mostrando uma linda fileira de dentes perfeitamente brancos dando um sorriso fatal.

- Damas primeiro. – abriu a porta do carona para mim como um verdadeiro cavalheiro.

- Obrigada. – Falei enquanto deslizava para o banco do carona.

O carro era lindo, apesar de preto do lado de fora, ele era todo de coro bege com o símbolo da Ferrari no volante. E o cheiro... O cheiro era totalmente inebriante.

- Ponha o cinto senhora. – Ordenou ele educadamente. E partimos.

Conversamos muito sobre o que esperava do meu curso, se eu estava gostando, como eu estava e se eu nunca pensei em pintar meu cabelo de vermelho.

- Na verdade sou ruiva. Pintei meu cabelo recentemente.

- Mas por que você pintou? – Ele perguntou sem tirar os olhos da estrada.

- Cansei de ser ruiva.

- É uma pena. Tenho certeza de que era lindo. Adoro ruivas, principalmente as naturais. – Falou dando uma olhada pra mim com o sorriso torto. Meu coração disparou e eu corei.

Era estranha a sensação de segurança que aquele desconhecido a transmitia, mas o mais estranho foi que o sentimento de solidão que ela sentia, o sentimento que ela achava que era uma premunição, simplesmente passou.

Não fazia ideia de que horas eram só sabia de uma coisa, eu estava ficando com sono. Encostei minha cabeça próxima à janela e fechei os olhos.

- Acho melhor paramos. – Damon disse percebendo que eu cochilava.

- Não atrase sua viajem por minha causa, eu durmo no carro mesmo. – Falei, não queria atrapalha-lo. Já era muito a carona que ele estava me dando.

-Não tem problema, até por que também estou cansado.

- Tudo bem. – Ele parou o carro.

- Infelizmente por aqui não tem nenhum lugar onde possamos nos hospedar. Vamos ter que dormir no carro mesmo. – Ele disse olhando ao redor. E um pouco pensativo.

- Não me importo com isso. – Ai meu Deus, meus pais nunca que poderiam ficar sabendo que eu peguei carona com um desconhecido, ainda por cima dormido com ele em seu caro tão lindo quanto o dono.

Inclinamos os bancos pra trás e logo peguei no sono.

PVD Autora.

Damon olhou para a garota que estava em seu carro e quase não acreditou que era sua pequena Bonnie. Esta dormindo. A respiração da garota estava tranquila e os batimentos cardíacos calmos e serenos.

Escutar seus batimentos o fez ter fome. Bonnie exalava um cheiro incrível. Com certeza seu sangue deveria ser delicioso. Seus dentes começaram a latejar quando viu uma veia azul brotar em seu pescoço.

Se eu der uma pequena mordidinha ela nem sentiria e os pequenos furos não apareceriam, os lamberia fazendo com que cicatrizassem antes de acordar. – Pensou cheio de vontade de experimentar o sangue. Logo sacudiu a cabeça para tirar o pensamento da cabeça.

- Que é isso Damon? Você não pode mordê-la. Preciso caçar alguma coisa. Pena que aqui não tem nem uma pessoa é o jeito seguir por hoje a dietinha do meu irmãozinho. – Falou com ele mesmo.

Saiu para caçar qualquer coisa que fosse possível. Precisava estar alimentado quando estivesse com Bonnie. – Mesmo que seja nojento e horrível o gosto do sangue de animal em comparação com um humano. – Pensou Damon.

Quando voltou Bonnie estava do mesmo jeito, dormindo tranquilamente. Era linda dormindo, parecia um anjo. Ele não entendia o que fazia pensar assim. Nem com Elena ele sentia isso, nem com Katherine. Nem com ninguém. Quando estava com Bonnie sentia que ninguém poderia invadir o espaço deles, se sentia completo, foi por ela que teve tanto vigor em voltar. Não foi por Elena. Bonnie era como o Sol que invadia com seus cabelos vermelhos a noite escura que era sua vida.

- será que estou ficando idiota igual o meu irmão? – Perguntou-se tristemente.

Olhou pra sua passarinha de novo e se “desarmou”. Não importava se parecesse idiota como Stefan, só queria Bonnie a seu lado sempre. Nunca a deixaria, esse pensamento podia ser egoísta, mas ele nunca sentiu tanta felicidade com um egoísmo como aquele.

Passou delicadamente seus dedos na pele lisinha e rosada como pêssego de seu rosto. Sentiu um formigamento nas pontas dos dedos que entraram em contato com as bochechas de Bonnie, e toda eletricidade do toque percorreu eu corpo a muito adormecido. Bonnie se mexeu sob o toque do vampiro, mas continuou dormindo.

- Boa noite, meu amor. – Damon falou baixinho. Bonnie não ouviu. E deu um leve beijo em seus lábios como se estivesse beijando uma bolha de sabão, com cuidado para não estourar.

“ O meu coração já estava aposentado

Sem nenhuma ilusão

Tinha sido maltratado

Tudo se transformou

Agora você chegou”.

(Marisa Monte. – Ainda bem).

Notas finais
owww.... Damon é lindo de mais.