Diários Do Vampiro - Entardecer
8 Desentendimento
Notas iniciais
espero que gostem desse capitulo. é curto, mas é de coraçao.
bjs.
PVD Damon
- Bom dia! – falei sorrindo pra ela.
- Bom dia! – Ela passou as mãos nos cabelos espreguiçou-se. – Que horas são?
- Esta cedo ainda. Seis horas. – Notei que ela estava com fome. – Tem uma barrinha de cereal na porta luvas, se estiver com fome pode comer.
- Não, é sua pode comer.
- Já comi não se preocupe. – Ela abriu a porta luvas e pegou a barrinha.
Seguimos viajem quando algo passou correndo pelo carro. Freei abruptamente. Bonnie levou um susto com a intensidade do frio.
PDV Bonnie
Damon freou o carro violentamente me fazendo pular em meu acento. Se eu não estivesse com o cinto de segurança teria voado pelo para-brisa.
- Fique aqui. Por motivo algum saia. – Disse e foi ver o que tinha acontecido.
Estava com medo. Eu tinha visto um vulto que passou pelo carro antes de Damon parar. Não sabia o que era aquilo, e eu tinha medo de coisa que não sabia o que era.
Damon olhou de um lado para outro procurando algo, mas parece que não achou. Voltou ao carro e disse.
- Vou ver o que foi, fique aqui.
- Aonde você vai? – Perguntei assustada.
- Vou sair ver o que aconteceu. Vou só aqui pertinho. – Ele apontou pra depois das arvores. Ele ia me deixar sozinha no carro nessa estrada e com uma coisa que eu não sabia o que era.
- Você vai me abandonar nesse lugar? – Perguntei horrorizada sentindo as lágrimas se acumularem em meus olhos.
- Escute, eu nunca vou te abandonar. – Falou fitando meus olhos. – Mas eu preciso saber o que foi isso. Voltarei logo, eu prometo. – E saiu.
PDV Damon
Partia-me o coração ver Bonnie com olhos lacrimosos, mas eu tinha que ver o que foi aquilo. Sem olhar para trás sai.
- O que quer que tenha sido veio por aqui. – Falei pra mim mesmo quando cheguei à floresta. Podia sentir o Poder ao meu redor, era fraco, mas mesmo assim sabia que era ameaçador.
- Bonnie! – Se ela estivesse em perigo? E se essa coisa aproveitasse minha ausência e fosse pega-la?
Virei-me logo, tinha que voltar para protegê-la. Levei um susto ao me virar.
- Bonnie? O que esta fazendo aqui? Eu não disse para me esperar? – Falei furioso por não ter me obedecido, mas foi bom, pelo menos estava segura.
- E desde quando você manda em mim? – Nossa, por essa eu não esperava.
PDV Autora
Bonnie estava no carro, não sabia o que fazer. Damon havia a mandado ficar no carro enquanto ele iria procurar o que havia interrompido a viajem.
Ela não poderia ficar por dois motivos, que para ela eram bastante fortes. Primeiro: ela estava morrendo de medo de ficar ali, naquele carro sozinha. Segundo: quando ela mudou de cidade prometeu que não iria ser mais a Bonnie de antes, não iria mais deixar que mandassem em sua vida. Damon não manaria nela, não nessa nova Bonnie.
Ela abriu a porta do carro e foi na direção em que Damon foi. Não demorou muito até que ela o encontrasse.
Damon se virou e se assustou ao ver Bonnie por trás dele.
- Bonnie? O que esta fazendo aqui? Eu não disse para me esperar? – Damon falou furioso por ela não ter o obedecido.
- E desde quando você manda em mim? – Bonnie disse furiosa. Damon não esperava por essa.
- Tem razão, eu não mando. Eu pedi para ficar no carro por que aqui podia ser perigoso. – Falou dando de ombros.
- E não seria perigoso deixar-me sozinha? – A ex- ruiva falou de braços cruzados.
- Tanto faz. Vamos voltar, não quero chegar tarde a Fell’s Church.
Bonnie não estava entendendo o motivo dessa mudança abrupta de humor. O príncipe que ela achava que era virou um ogro. Rude e indelicado.
- O que aconteceu Damon? – Bonnie pôs a mão no ombro dele.
- Não é da sua conta. – Falou se esquivando do toque dela. E andou em direção ao carro. Bonnie se encolheu e o segui.
[...]
Doía no coração de Damon ter que trata-la dessa forma, mas fez isso para protegê-la. Não podia nem pensar que algo de ruim acontecesse a ela.
E se essa Coisa fosse um inimigo dele e soubesse que a ex- ruiva era seu ponto fraco? Não poderia nem imaginar. Faria de tudo para ela o odiar, assim ela ficaria bem longe dele. Damon sabia ser muito bom nisso, em fazer com que as pessoas o odiassem, e seria fácil visto que Bonnie não se lembrava dele.
Tinha que mantê-la longe.
PDV Bonnie
Que diabos aconteceu com ele?
- Damon, você esta bem. – Perguntei quando pegamos a estrada novamente.
- Estou. – Respondeu secamente sem desviar os olhos da estrada.
- Você não me parece bem. O que aconteceu? – murmurei. Estava muito preocupada.
- O que se passa em minha vida não diz respeito a ninguém, muito mesmo a você.
- Que? – Falei atordoada. Parecia que eu havia levando um soco no meu diafragma.
- Quer mesmo que eu repita? Pra mim não tem problema.
Uma lagrima brotou de meus olhos... não eu não podia chorar na frente desse problemático. Qual o problema dele? Será que ele tinha transtorno bipolar?
A viagem foi um silencio assustador, eu queria sair dali o mais rápido possível.
Tudo bem, ele queria ser rude comigo, não tem problema. Eu é que não quero mais nada com ele – Pensei. – Que vá se ferrar.
Assim que avistei a placa “ Bem Vindo a Fell’s Church” pedi para parar o carro.
- Pare o carro. – Mandei.
- Como é que é? – Ele perguntou sem entender nada.
- Pare o carro. – Repeti, mas dessa vez com mais raiva e gritando.
- Não vou parar o carro, ainda estamos longe de sua casa. – Mas eu não queria saber se estávamos longe ou não, eu queria era sair dali o mais rápido possível.
- Não me faça descer com o carro em movimento. – Falei observando que ele não iria parar.
- Não faria isso. – Disse com um ar desafiador.
- Realmente não faria. – Falei e pisei no freio, invadindo o espaço do motorista.
O carro parou, peguei minha bolsa e fui caminhando em direção a rua principal.
- Esta louca? O que pensa que esta fazendo? – Falou ele bem atrás de mim.
- Ficando bem longe de você. Não é isso que você quer? – Nem olhei para ele.
Por um minuto pensei que ele fosse falar alguma coisa, mas não ouvi nada. Olhei pra trás e não o vi mais. Olhei de um lado para o outro para ver se estava em algum lugar, mas não havia nenhum sinal da existência dele. Continuei minha caminhada.
Uma hora depois avistei minha casa. Corri ao encontro do meu querido lar. Bati na porta e ouvi passos de alguém se aproximado.
- Bonnie?! – Minha irmã disse com um tom surpresa. – Não sabia que viria hoje. – E me deu um abraço.
— Ah, Mary, que saudades. – Retribui o abraço apertado.
Notas finais
farei o possível para postar o outro logo logo.
beijo flores do meu jardim.
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