Diários Do Vampiro - Entardecer
24 O Diário
Notas iniciais
eu fiquei louca pra postar logo uma parte do que havia no diario de Honoria Fell.
eu nao sei se o cap ficou bom, por isso eu pesso para que postem comentarios dizendo o que acharam.
beijinhos
PVO Bonnie
Não estava conseguindo dormir durante a noite. Remexia-me de um lado para o outro tentando achar alguma posição confortável. Era muito difícil ter sono sabendo que Damon estava dormindo na minha sala, e o pior, que eu havia o magoado.
Levantei-me da cama e fui abrir a janela do meu quaro, a noite estava muito quente. Olhei para o relógio, que estava em cima do criado mudo, e ele marcava 2:15 da manhã. Ao lado do relógio estava o diário de Honoria. Peguei-o para ler, eu queria adiantar a leitura para discutirmos amanhã, ou melhor, hoje. Voltei pra cama para começar a leitura.
Honoria Fell, 1862(datava dois anos antes da fundação de Fell’s Church)
Virei a pagina e encontrei uma dedicatória datada 1868, seis anos depois que Honoria começou a escrevê-lo.
“As páginas seguintes devem ser bem guardadas e bem interpretadas. Nelas podem conter soluções para muitos males que hoje envolvem esta “pacata” cidade, mas nas mãos erradas essas soluções podem virar problemas bem desagradáveis.
Então, rogo para quem encontrar esse diário, cuide desse precioso documento e protejam-no com sua vida. A vida de inocentes depende disso.”
Honoria Fell, 1868.
Uau! Com esse conselho minhas suspeitas de que muitos matariam por ele acaba de se confirmar. Virei a pagina e encontrei o primeiro relato, datado de 1862.
“Londres, 18 de março de 1862”.
“Hoje meu marido recebeu uma notificação da corte inglesa, com a missão de povoar e colonizar uma pequena área do continente americano. Virginia, esse era o pequeno estado para onde iriamos.
Sabe, eu sempre achei estranho a forma de denominação desse lugar, visto que era em homenagem a Rainha Elizabeth 1, a Rainha Virgem. Mas poucos sabem que Elizabeth não era virgem. Mas a historia de Elizabeth não vem ao caso, até por que quem governava Inglaterra era agora a jovem Rainha Vitória.
Conheço Vitória desde que nasceu, fui muito amiga de sua mãe, viúva do príncipe Eduardo. Uma coisa que ninguém tinha conhecimento, a não ser eu e Thomas, meu marido, era que Vitoria gerou uma criança peculiar. Uma gestação que não fazia parte de seu matrimonio. Ser gerado fora do casamento foi um dos motivos pelo qual Vitoria quis esconde-lo.
Hoje, sem querer, ouvi Thomas discutindo com o Conde de Oxford que ele teria de levar a criança, que atualmente tinha 10 anos, para Virginia.
Pobre criança, tão inocente, tão pura, mas leva um fardo Tão pesado nas costas. Um segredo tão profano que será obrigado a crescer longe de sua mãe.”
Arregalei meus olhos quando li que a Rainha Vitoria teve um filho fora do casamento e que foi obrigada a ficar separada dela. Ter sido obrigada a ficar longe de seu filho pode implicar que ele não era do Duque, seu marido, e sim de outra pessoa. Mas quem? Será que isso é importante? Continuei a ler seus relatos.
“Londres, 20 de março de 1862”.
Hoje eu e Thomas terminamos de arrumar nossas bagagens, partiremos amanhã bem cedo, 6:00, no navio The King Of The World, o navio da própria rainha.
Ontem fiquei sabendo eu Jonathan Gilbert está encarregado de cuidar da criança, na verdade todos os que embarcarem no navio estão encarregados de cuidar da criança.
Eu não conhecia muitas pessoas que estavam nessa missão apenas os Gilbertes, pois são nossos vizinhos e melhores amigos.
Quem exatamente iria cuidar do futuro desse pequeno ainda era um mistério, a Rainha irá escolher pessoalmente. Eu gostaria de ser escolhida, pois eu e meu marido na temos filhos e meu sonho era ter uma família completa. Eu nem conhecia essa criança, mas já amava como se fosse minha. Mas, se por obra do destino, eu não conseguir esse privilégio, eu faria de tudo para fazer parte da sua vida.
Bom, amanhã será outro dia, teremos um novo futuro e a partir da manhã teremos uma nova vida.”.
Honoria Fell não teve filhos? Mas e seus descendentes que fazem parte do conselho da cidade? São os descendentes dessa criança que possui o sangue real inglês?
O diário de Honoria estava fazendo o efeito contrario em mim, em vez de me fazer dormir, eu ficava cada vez mais acordada. Cada nova pagina possuía uma nova descoberta.
Passei para uma nova pagina.
“Atlântico, 21 de março de 1862”.
“Hoje foi nosso primeiro dia no The king of de World. A escolha sobre a nova família da criança ainda era um mistério que seria revelado quando chegarmos a Virginia.
Hoje à tarde conheci o pequeno. É um lindo garotinho loiro de olhos verdes, muito educado e mesmo com a pouca idade já tinha ideia do que estava acontecendo. Percebi que ele é diferente dos outros de sua idade, não brincava, pouco falava. Isso me deixou com pena dele, uma criança que foi obrigada a crescer antes do tempo.
Hoje também conheci outras pessoas que também pertenciam a corte inglesa, dentre eles cientistas, inventores, médicos. Fiquei muito amiga dos Sr. e Sra. Sulez e Sr. e Sra. McCullough, além de continuar a amizade com a família Gilbert.
Os Sulez eram ingleses assim com os Fell, mas os McCullough eram do norte da Islândia. Segundo Beatriz McCullough seus ancestrais pertenciam a uma antiga família Druida, mas é claro que eu não acreditei a final, bruxos não existiam. Eu gostava muito dela. Era uma jovem mulher muito simpática e inteligente.”
Beatriz contou a Honoria que era uma bruxa? E logo que se conheceram? Ela era louca? As bruxas não eram bem vistas perante a sociedade. Diziam que pactuavam com demônios. Tudo bem que algumas realmente faziam isso, mas sua maioria era responsável por manter o equilíbrio da natureza. Mas quem vai entender isso?
Quando dei por mim percebi que os raios do sol invadiam meu quarto. Olhei o relógio impressionada como amanheceu rápido, já eram 6:30 da manhã.
Eu simplesmente não havia dormido, passei a noite toda em claro lendo as primeiras paginas do diário.
Muitas coisas foram reveladas, algumas coisas que nem imaginávamos estava relatado ali, mas as respostas para nossos problemas ainda não havia aparecido. Por enquanto nada de Klaus, nada de vampiros ou lobisomens, há apenas uma bruxa. Uma ancestral minha.
Levantei-me, fiz minha higiene matinal e preparei-me para ir para a faculdade. Pus o diário em minha bolsa para continuar a leitura em Virginia Tech.
Passei pela sala e não vi Damon, o procurei em todos os lugares e não o encontrei. Fui à cozinha tomar um copo de leite e comer uma maçã antes de ir a aula.
- Damon? – Chamei-o mais uma vez do corredor. – Onde você se meteu? – perguntei para mim mesma.
- Procurando por mim? – Ele passou pela porta de entrada vestido com seu traje habitual. Percebi que ele havia saído. Pra onde ele foi?
- Você saiu. – Sussurrei decepcionada. Ele havia me deixado sozinha em casa.
- Fui comer meu café da manha. – Respondeu friamente retirando sua jaqueta e jogando-a no sofá. Era muito doloroso quando me tratava assim, mas eu merecia. Quem mandou ser tão idiota Bonnie? Rejeitar o homem que ama. Que espécie de pessoa faz isso? Uma espécie chamada Bonnie.
Tomar o café da manha? Como assim? Será que ele foi até um hospital e furtou uma bolsa de sangue ou ...? Acho melhor não pensar na segunda opção.
- Quando você diz café da manhã, você ... – Não consegui terminar a frase.
- Quer dizer que eu tomei sangue fresquinho. Direto do pescoço de uma linda mulher. Minhas preferidas. – Completou minha frase com um sorriso sínico no rosto. Eu quase surtei com sua resposta descarada.
- Eu não cheguei mata-la se é por isso que está tão pálida. Eu sei me controlar. – Mesmo assim isso não me acalmou.
- Eu... Eu estou indo pra aula. – Damon, por que você esta agindo assim? Tudo isso por causa de ontem? Se você soubesse o quanto te amo, mas eu tenho suspeita que ele sabia disso sim.
- Eu te levo. – Pegou sua jaqueta e abriu a porta pra mim.
-Não precisa, a faculdade é pertinho.
- Eu prometi que iria te proteger Bonnie. E não sei se percebeu, eu cumpro TODAS as minhas promessas. – Ele sorriu, o sorriso não chegou aos olhos. Damon enfatizou a palavra “toda”, com certeza se referindo que ele havia me prometido que nunca mais tocaria em mim.
Passamos todo o caminho em um silencio incomodante. Eu não sabia o que falar e se deveria falar algo.
- Pronto esta entregue. – Ele me deixou na porta da sala de aula. –Quando a aula terminar ligue-me que eu venho busca-la. – Ele olhava de um lado para o outro para ver se havia algo de ameaçador por perto.
- Obrigada. – Sussurrei. – Damon, sobre o que aconteceu ontem...
- Não vamos tocar no assunto. – Ele me interrompeu.
- Não Damon, eu... Meu desculpe, eu... – Meus olhos estavam marejados.
- Já chega Bonnie. Isso já passou. Agora tenho que ir. Sua aula logo vai começar.
- E aonde vai? – Perguntei
- A qualquer lugar.
- Vai fazer o que?
- O que faço de melhor. – Ele deu uma piscadela pra mim. – Até mais bruxinha. – e saiu.
Meu coração apertou como se alguém estivesse esmagando-o com as mãos.
- Tenho que pedir ajuda a Alaric. – Pensei alto.
PVO Elijah
Antes de ir a Fell’s Church resolvi ir a Chicago, falar com meu irmão sobre a possível localização de Katherine.
Entrei silenciosamente em sua habitação, não queria incomoda-lo, caso estivesse ocupado, por isso resolvi entrar sem fazer barulho. E pelo jeito fiz o certo. Klaus estava em seu escritório conversando com sua bruxa e amante. Ocultei meu Poder e encostei-me a porta para ouvir a conversa.
- Meu querido, tem certeza de que você quer seguir com o plano? – A bruxa perguntou. Plano que plano?
- É claro que sim. Tenho que garantir minha sobrevivência. E só há uma forma de garantir isso. – Klaus respondeu.
- Mas matar sua família, não é de mais?
- O que é isso? Esta amolecendo querida? – Ele gargalhou da bruxa.
- Não, mas é que é sua única família. E se você precisar dela depois?
- Não preciso dela. Eu já tenho você. – Ele disse sedutoramente.
- E seu irmão Elijah, vai mata-lo também?
- É claro que sim. Ele me foi muito útil, mas já deu o que tinha que dar. Preciso dela para achar Katherine, ela é a única que sabe onde esta os caixões, e também Bonnie e Elena para fazer o feitiço de separação para que depois possa mata-los.
Eu sabia que havia algo por trás do que ele me dizia. Klaus sempre tem segundas intenções, e geralmente envolvem mortes e massacres. Eu bem que desconfiava sua súbita afeição pela família.
Sai correndo dali antes que ele percebesse minha presença. Eu tinha que proteger Katherine para que ele não conseguisse o que queria. Eu não iria o deixar matar a única coisa boa que eu tenho. Minha família. Se Katherine era a única ponte que ligava ele a seu objetivo, tinha que fazer de um tudo para que não conseguisse.
Niklaus Michaelson havia acabado de ganhar um inimigo em potencial.
Notas finais
comentem por favor.
até o proximo capítulo
beijinhos
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