Diários Do Vampiro - Entardecer
25 Ciúmes
Notas iniciais
sobre o cap tenho de dizer, eu nao me lembrava do nome da avó de Bonnie no livro, entao eu coloquei o nome da avó dela no seriado Sheila. espero que nao se importem
gente, estou tão feliz... recebi minha primeira recomendaçao... muito abrigada Lady Luane Karolain.. vc fez meu dia brilhar mais.
beijinhos flores, espero que curtao o capitulo.
PVO Damon
Despois que deixei Bonnie em segurança na sua sala de aula, saí para me distrair e ver se me alimentava um pouco. Tudo bem que eu já havia tomado meu “café da manha”, mas eu ainda estava com fome. Eu precisava de sangue bem fresquinho, estava farto de tomar sangue em “conserva” furtado de bancos de sangue.
– Que decadência Damon, chegou ao ponto de furtar sangue para sobreviver. – Falei com um pesar na consciência. Pois é, a que ponto eu cheguei? E tudo pela bruxinha. Ela estava despertando minha humanidade, mas depois que ela me deixou (tudo bem, eu mereci isso. Quem mandou dar ouvidos ao meu querido irmãozinho?) não havia mais motivos para continuar sendo “bonzinho”. Não, eu voltarei a ser Damon Salvatore de antes. Cruel, egoísta e “namorador”. É claro que mesmo voltando a ser o que era, continuaria com minha missão. Protegeria, com minha própria vida, a ruivinha e minha cunhadinha. E só depois de acabar com o Híbrido voltaria a desligar de vez minha humanidade.
Estava andando pelas ruas de Blacksburg, totalmente perdido nos meus pensamentos. Eu nem havia notado a aproximação de uma mulher. E que mulher! Alta, bonita, tinha curvas bem definidas e com longos cabelos... Ruivos?! Minha nossa, por que agora só me atraio por ruivas?
– Poderia me ajudar, por favor? – Ela possuía uma voz enjoada, mas parecia completamente perdida.
–Se estiver a meu alcance. – Falei da forma mais sedutora possível. Eu tinha um destino perfeito pra ela.
– Onde fica Clay Street?
– Para ser sincero, eu não faço a menor ideia de onde se localiza essa rua. – sorri para ela. – Mas podemos descobrir juntos. – É isso ai Damon, você voltara a ser o que era antes, começando por essa linda jovem.
– Não quero incomoda-lo. – Ela disse timidamente.
– Não é incomodo nenhum, querida. Qual seu nome? – Eu já disse que eu sempre pergunto os nomes de minhas vitimas?
– Victoria. – Ela estendeu para mim.
– É um enorme prazer em conhecê-la, senhorita Victoria. Sou Damon. – Peguei sua mão e a levei até meus lábios sem tirar os olhos dos dela. Ela corou. Senti seu coração acelerando aumentando seu fluxo sanguíneo e fazendo com que a artéria que se localizava em seu pescoço brotasse em uma cor azulada. Aquilo me proporcionou mais fome.
– Tenho uma ideia senhorita, como nem você e nem eu sabemos onde se localiza essa rua, por que não vamos a minha casa e lá procuramos no catálogo de endereços.
– Ok. — Isso ia ser mais fácil que eu pensava. Não que eu cheguei a pensar que seria difícil.
[...]
A levei ao meu apartamento que eu havia comprado na cidade, ele era bem grande, tinha uma linda visão e era bem moderno, totalmente diferente do gosto de Stefan.
– Uau. Seu apartamento é incrível. – Ela exclamou olhando para todos os lados.
– Que bom que apreciou. Vou pegar o catalogo. – Voltei e o entreguei a ela. – Bebe algo?
– Tem Whisky?
– Claro. Eu volto já.
Entreguei o copo a ela e dei um gole na minha bebida. De repente ela jogou o catalogo de lado e deu-me um beijo na boca.
– Nossa, desistiu de procurar a tal rua? – Perguntei me divertindo
– Ela nunca existiu. Era só uma desculpa para eu puxar uma conversa com você. – Ela sorriu tentando me provocar.
Que loucura! Não sei se era efeito do álcool (é claro que não, já que vampiros não ficam bêbados), mas a mulher que estava comigo não era mais Victoria e sim Bonnie. Não sei o porquê de isso acontecer, talvez pelo fato de terem a mesma cor de cabelo ou a mesma cor de olhos.
– Te quero ruivinha. – Sussurrei em seu ouvido.
– Uau. Direto ao ponto. Adoro homens que não fazem rodeios.
Victoria deu-me um beijo ousado e audacioso, deu-me lambidas em minha orelha, esse ato me deu nojo, em outras épocas isso me deixava excitado, mas hoje era diferente. Deixei meu pensamento de lado e a agarrei, ainda pensando em minha, quer dizer, na bruxinha. Levei-a pro meu quarto e a joguei na cama, no momento que eu estava desabotoando minha camisa meu celular tocou.
– Não atende, por favor. – Nessa hora Victoria voltou a ser Victoria com sua voz enojada. Olhei o visor e vi que era Bonnie. A aula deve ter acabado.
– Um momento. – Ignorei se pedido. Sai do quarto e fui para a sala.
– Acabou a aula? – Perguntei rispidamente.
– Acabou sim, mas não precisa vir me buscar... – A interrompi.
– É claro que eu vou busca-la. A não ser que queira que um certo híbrido te sequestre de novo.- Quem ela pensa que é pra dizer “não precisa vir me buscar”? Mesmo estando brigado com ela, não queria que se arriscasse.
– Não se preocupe Damon, vou almoçar com Alaric. Ele pode me proteger. – Disse docemente.
Alaric Saltzman. Não gostava dele, não confiava nele e tinha todos os motivos para não simpatiza-lo. Ele era um caçador de vampiros. Não me esqueci do dia que ele tentou me matar. Também não gostava do fato de outra pessoa cuidasse da pequena Bonnie, a não ser eu.
– Não confio nele, Bonnie, você sabe disso. – Eu estava irritado, mas tentei me controlar.
– Eu sei que não confia nele, mas ele pode me proteger também. Além de que estou farta de ter a mesma rotina: de casa pra faculdade e da faculdade pra casa. Eu preciso sair com amigos também. Eu prometo que assim que chegar a casa eu te aviso. Pode ficar fazendo sei lá o que você faz de melhor. Não quero te atrapalhar. – Disse suavemente. Isso me derretia por dentro, sentia muita saudade de sua voz sussurrando e gemendo o meu nome, dizendo que me ama.
Seja forte Damon, você disse que nunca mais encostaria um dedo nela, nem que ela implorasse e é isso que fará. – Repreendi-me.
– Bonnie, você não vai e ponto final. – Disse de uma forma bem ríspida.
– Eu não estou pedindo sua permissão. Liguei apenas para que saiba o que vou fazer para que não fique preocupado se não me encontrar. Tchau. Te aviso quando chegar em casa.
– Bonnie... – Desligou! Desligou na minha cara! Essa bruxinha estava ficando bem atrevida.
PVO Bonnie
Damon havia me deixado na sala de aula e saiu para fazer sei lá o que. Ele disse que era pra fazer o que fazia de melhor. Eu só conseguia pensar em duas coisas: ou beberia mais sangue (usando suas palavras) “fresquinho” ou pra seduzir jovens mulheres. Se bem que seduzindo mulheres, o desfecho disso seria a pobre moça com duas perfurações no pescoço ou em qualquer outra parte do corpo. Mas eu não queria pensar no que Damon faria em seu tempo livre.
Havia duas partes minha em um constante conflito, uma dizia que Damon podia fazer o que quisesse, a final ele é livre graças a mim, por que a idiota e retardada aqui deixou o homem que mais amava escapar por entre os dedos; já outra parte dizia que eu não tinha culpa nenhuma, por que não tinha sido eu quem o traiu com uma certa vampira, vaca e safada. Mas de uma coisa eu tinha certeza, Damon voltaria a ser meu ou não me chamava Bonnie McCullough.
Vou pedir ajuda a Alaric que, depois que havia voltado do Japão, tornou-se professor substituto de simbologia da Universidade, e tudo isso pra ficar pertinho de Meredith. Eu o admirava, ele tinha garra quando tinha um objetivo. E o seu estava na cara. Reconquistar Meredith.
Assim que a aula acabou liguei pra Ric para marcarmos um almoço, lá eu iria pedir para que me ajudasse a ter alguma chance com Damon. Marcamos para nos encontrar em uma lanchonete que havia no campus. Enquanto esperava lembrei-me de ligar pra avisar Damon, não queria que ele se preocupasse comigo.
– Acabou a aula? – Seu tom de voz estava serio. Com certeza eu devo ter interrompido algo importante.
– Acabou sim, mas não precisa vir me buscar... – Ele me interrompeu.
– É claro que eu vou busca-la. A não ser que queira que um certo híbrido te sequestre de novo.- Notei que ele ficou irritado.
– Não se preocupe Damon, vou almoçar com Alaric. Ele pode me proteger. – Tentei soar de forma mais dócil possível, eu não queria que ele se irritasse, ainda mais quando o motivo pelo meu almoço com Ric seria justamente reconquista-lo. Uma briga agora não iria ajudar em nada.
– Não confio nele, Bonnie, você sabe disso. – Ele estava tentando controlar sua ira, tinha certeza. Eu sei que ele não confiava em Alaric, ou melhor, eu sei que ele não gostava nem um pouco dele, mas eu não estava disposta a cancelar meu almoço com ele.
– Eu sei que não confia nele, mas ele pode me proteger também. Além de que estou farta de ter a mesma rotina de casa pra faculdade e da faculdade pra casa. Eu preciso sair com amigos também. Eu prometo que assim que chegar a casa eu te aviso. Pode ficar fazendo sei lá o que você faz de melhor. Não quero te atrapalhar. – Disse de forma suave tentando fazer com que ele mudasse de ideia.
– Bonnie, você não vai e ponto final. – Eu realmente não sei o que eu vi em Damon. Ele é muito cabeça dura. Agora sou eu quem esta ficando irritada.
– Eu não estou pedindo sua permissão. Liguei apenas para que saiba o que vou fazer para que não fique preocupado se não me encontrar. Tchau. Te aviso quando chegar em casa.
– Bonnie... – escutei ele me chamar, mas desliguei.
Olhei meu relógio de pulso e vi que ainda era onze horas e Ric só saia da sala de aula meio dia. Isso quer dizer que eu ainda tenho uma hora de tédio esperando por ele na lanchonete. Comecei a tamborilar meus dedos na mesa com impaciência pensando no que eu poderia fazer para passar meu tempo. Logo me lembrei do que eu trazia em minha bolsa. O diário. Tirei-o da bolsa e comecei a lê-lo. Como ele tinha muitas paginas, que na minha opinião, não eram necessárias para os problemas que tínhamos, resolvi passa-las e lê-las depois quando tivesse um tempo mais livre. Enquanto passava as páginas, uma delas chamou minha atenção, uma que tratava de um possível assassinato que ocorreu no navio.
“Atlântico, 01 de abril de 1862”.
“Hoje está sendo uma noite de pânico. Todo o navio está em estado de alerta. Há algumas horas o capitão do navio foi encontrado morto em sua cabine. Na verdade, eu o encontrei morto.
Meu Deus, coitado, era um homem tão jovem. John Smith era... Eu não tenho nem palavras pra descrever o que ele significava para mim, ele era um amigo muito especial. Dava conselhos como nenhuma outra pessoa dava. De pensar que ainda nesta manhã eu havia conversado com ele a respeito da nossa chegada em Virginia. É muito triste saber que um amigo seu foi vitima de um assassinato. Mas não posso deixar de registrar que foi um assassinato muito estranho.
Na hora do jantar notei que John não estava presente no salão de jantar, o que achei estranho, por que todos os dias ele era o primeiro a estar presente. Ele afirmava que queria se o primeiro a dar boa noite e um bom apetite para os tripulantes do navio, mas hoje ele não estava presente.
Eu disse para Jonathan que iria ver ser ele estava bem. O primeiro local onde eu fui procura-lo foi à sala de comando, mas o vice capitão disse que ele não saiu de sua cabine a manhã toda. Isso me deixou muito preocupada. Algo não estava certo eu tinha certeza. Tudo culminava com a provável “visão” de Beatriz que dizia que algo de muito ruim iria acontecer. Depois de ir à sala de comando fui à sua cabine ver se ele ainda continuava lá. Mas quando cheguei encontrei a porta entreaberta e quando a abri vi que todas as paredes estavam ensanguentadas, o chão continha, além de sangue, plumas de um travesseiros (parecia até que alguém havia rasgado-o), sua cômoda de roupa estava completamente estraçalhada, era como se tivesse havido uma briga e quebrado a madeira, e o corpo do meu amigo foi encontrado esquartejado por toda cabine. Foi realmente uma cena horrível e difícil de esquecer. Parecia até que o que havia matado não era humano. Loucura aminha, mas era o que parecia.
E pra piorar, quando Beatriz me encontrou na cabine, ela disse que levávamos um monstro entre nós e ainda disse que nada era o que parecia, mas quando eu perguntei a ela de onde ele havia tirado isso, ela simplesmente nem se lembrava de que um dia havia dito isso a mim.
Hoje realmente foi um dia bem estressante. Pela tarde a filha de Beatriz, Sheila Mccullough, uma garotinha de três anos, caiu da popa do navio e quase se afogou, se não fosse Percival (filho da rainha Vitória) que se jogou no mar a salvou, acho que ela estaria perdida. Mas depois que do ocorrido da tarde, notei que eles ficaram muito próximos, em outras palavras, ela é a única pessoa com quem ele conversa abertamente.”
Uau. Um assassinato em pleno oceano! Mas quem poderia ser? Quer dizer, se todas as pessoas que estavam no navio eram de plana confiança da coroa, quem poderia ter feito uma atrocidade dessas? A não ser que tivesse um clandestino ali. Mas o que minha bisavó quis dizer com “levamos um monstro entre nós” e “nada é o que parece”? Nesse momento meus pensamentos foram interrompidos com a chegada de Alaric.
– Oi Bonnie. – Ric disse puxando uma cadeira para ele.
– Oi Ric. – Guardei o diário na minha bolsa, depois eu o leria.
– É o diário? – Ele indicou com a cabeça.
– É sim.
– Descobriu muitas coisas nele?
– Mais ou menos. Tem muitas coisas relacionadas a coroa inglesa da época da rainha Vitoria, mas nada relacionada a Klaus, por enquanto. Mas uma coisa me chamou atenção nos relatos dela.
– E o que foi? – Ele estava curioso.
– Um assassinato que teve no navio inglês, o navio que Honoria e todos os outros fundadores estavam. Ela disse que o capitão foi assassinado por algo que não era humano.
– Sério? Acha que é algo relacionado a Klaus?
– Eu não sei. Mas minha bisavó disse que eles levavam um monstro entre eles e que nada era o que pareciam. Provavelmente é algo relacionado a algum vampiro ou lobisomem.
– Interessante. – Ele franziu o cenho.
– Mas eu não vim falar do diário Ric. Quer dizer, não que ele não seja importante...
– E o que seria então? – Ele levantou a sobrancelha, provavelmente já sabendo o que eu queria com ele.
– Quero sua ajuda. – Disse timidamente.
– Em relação a que? – Não acredito que ele estava me fazendo dizer em voz alta. É claro que ele sabia sobre o que era, mas ele queria que eu dissesse em voz audível.
– Em relação a Damon. – Sussurrei. Ele deu um sorriso vitorioso.
– Eu pensei que você a estava seguindo meus conselhos. Afinal no restaurante você foi de vestida, desculpa minha expressão, mas você estava muito sexy. – Corei com essa.
– Eu não estava seguindo seus conselhos, como eu já havia dito, foi a primeira coisa que eu havia encontrado. – Ele revirou os olhos.
– Tudo bem Bonnie. Então você quer meus conselhos? Você já sabe o que fazer, eu já disse. Provoque-o.
– Eu acho que não vai ser tão fácil como imaginou.
– Por que diz isso? – Eu expliquei tudo o que ocorreu no meu apartamento a ele. – Ele disse mesmo que nunca mais iria tocar em você? – Confirmei com a cabeça. – É realmente vai ser bem difícil, mas não impossível. – É incrível como ele é otimista.
– O que sugere.
– Uma coisa bem simples e bem antiga.
– que seria...
– Ciúmes.
– Ciúmes? Você sugere que eu faça com que ele sinta ciúmes de mim?
– Exatamente.
– Que bom que eu encontrei vocês. – Elena surgiu do nada à nossa mesa.
– Aconteceu alguma coisa? – Alaric perguntou preocupado.
– Não, mas vai acontecer. – Ela sorriu.
– Elena você esta me deixando assustada. – eu disse.
– Stefan me disse, sem querer, que hoje é aniversario de Damon, não aniversario de “transformação”, mas aniversario mesmo. Então eu pensei em fazer uma festa lá na casa dele. O que acham? – Ela estava muito animada.
Ele havia dito um momento atrás, que tinha uma casa na cidade, mas eu não havia acreditado. Mas ao que parece era verdade.
– Eu não sei se posso ir Elena. Não estamos em um momento muito legal. – eu disse.
– Como assim?
– Depois te falo tudinho.
– É bom mesmo. – Ela falou com um tom de inquisição.
– Sabe Bonnie, eu acho que será o momento perfeito pra fazer o que eu te disse. – Ric disse pensativo.
– O que? – Falei incrédula.
– O que quis dizer Ric? – Elena perguntou totalmente por fora do assunto.
– Eu estava dizendo a Bonnie que ela deveria provocar ciúmes em Damon. – Jogou na cara dela.
– Pra que? – ela não estava acompanhando o raciocínio dele.
– Pra reconquista-lo é claro. – Ele respondeu.
– Verdade Bonnie. É o momento perfeito. – Ela voltou a soar alegremente.
– Tudo bem, mas como?
– convide um amigo seu a festa. – Elena disse.
– Mas quem? – Perguntei desesperada.
– Ora, que mundo pequeno. – Ouvi uma voz grave atrás de mim. Quando olhei vi seus lindos olhos verdes.
– Eric? – Perguntei. – O que faz aqui?
– Estudo aqui agora. – O sorriso dele era mais lindo que seu olhar. – Fasso Belas Artes.
– Eu também faço, mas não me lembro de ter te visto pelas aulas.
– Sou transferido, comecei hoje.
– Poxa, que legal. – Logo escutei uma sincronia de pigarros. Lembrei-me que Elena e Ric ainda estavam lá.
– Desculpem. Gente, esse é Eric. Eric, esses são Elena e Alaric.
– Prazer em conhecê-los. – Eric era muito simpático e não tirava seu lindo sorriso do rosto.
– O prazer é todo meu. – Elena também estava encantada.
– Oi. – Foi tudo que Ric disse. Ele estava sério. Não entendi o motivo.
Nesse momento Elena começou a me lançar olhares sugestivos, creio eu que para iniciarmos o plano de Alaric. Implantar ciúmes em Damon.
– Tem compromisso pra hoje Eric? – Perguntei.
– Não por enquanto.
– esta a fim de ir a uma festa com a gente?
– É aniversario de um amigo nosso. – Elena explicou.
– Seria uma honra acompanha-la Bonnie. – Ele mirou-me nos olhos me fazendo corar.
– Então nos encontramos aqui às sete horas da noite e podemos ir a casa do “meu amigo”. – Falei.
– Tudo bem. Tenho que ir agora. Até mais gente. – Ele disse.
– Até. – Eu e Elena respondemos. Ric permaneceu calado.
– Onde o conheceu Bonnie? – Elena perguntou animada.
– Sabe quando eu encontrei o diário de Honoria? Pois é, o carro de meu pai morreu no cemitério e ele me deu carona. – Dei de ombros.
– Não gosto dele. – Ric se pronunciou.
– Por quê? – Perguntei.
– Não sei. Mas por incrível que pareça, ele lembra-me alguém.
[...]
Eram exatamente sete horas da noite e fui me encontrar com Eric como havíamos combinado. Ele estava me esperando sentado à mesma mesa de onde eu, Elena e Ric estávamos. Ele estava incrivelmente lindo. Vestia um jeans claro, uma camisa branca e um blazer escuro e um sapato social. Ele estava de tirar o fôlego.
– Boa noite Bonnie. Esta linda. – Eu vestia um jeans escuro colado nas pernas, uma linda batinha de alças com um laço róseo na cintura e uma sapatilha salmão.
– Obrigada. Vamos?
– Vamos a pé? – Ele perguntou.
– Não. Vamos nos encontrar com Elena e iremos com ela e se namorado, se não se importa. Eu não sei o caminho.
– Não me importo.
[...]
Elena tinha preparado tudo no apartamento de Damon, estava incrivelmente lindo. Todo iluminado, a musica era contagiante que dava vontade de dançar. Uma coisa não saia de minha cabeça, como seria a reação dele quando encontrasse seu apartamento lotado de gente? Provavelmente não iria gostar. Já que nunca mencionou pra ninguém quando seria seu “aniversario”.
– Ele esta chegando. – Stefan disse. Logo Elena e Meredith correram para apagar as luzes e desligar o som. Tudo ficou escuro e sombrio.
Ouvimos a maçaneta fazer barulho e logo Damon apareceu acompanhado de uma mulher muito bonita.
– Surpresa. – Todos gritaram menos eu. Eu estava petrificada com a cena da mulher grudada na boca de Damon. Eu queria sair correndo dali, mas ao mesmo tempo eu queria espanca-lo e depois matar essa mulher que estava grudada deito um carrapato na boca dele.
Eles se soltaram atordoados. A mulher ficou vermelha de vergonha, já Damon ficou vermelho de raiva, suponho.
– O que esta acontecendo aqui? – Ele perguntou.
– Parabéns Damon. – Elena disse, mas não estava mais alegre.
– Quem disse que é meu aniversario?
– Eu disse. – Stefan também não gostou do modo como o irmão estava com a mulher.
– Se acalma Bonnie. – Ouvi Ric sussurrando pra mim.
– Não estou nervosa. – Falai entredente.
– Foque-se no plano. – Ele disse. Ele tem razão, tenho que me focar.
– Feliz aniversario Damon. – cheguei perto dele acompanhada de Eric.
– Obrigado Bonnie. – Ele sorriu vitorioso. Ele deve ter notado que a presença dessa mulher mexeu comigo. – Essa é Victória.
– Prazer, sou Bonnie. – Estendi-lhe a mão. Apesar de detesta-la eu tinha que ser educada.
– Sou Eric. – Eric notou meu desconforto e se apresentou estendendo a mão a ele. Notei que Damon enrijeceu seu maxilar.
– Damon Salvatore. – Ele não retribuiu a cortesia de Eric.
Depois do momento tenso tentei curtir um pouco a festa incrível que Elena tinha preparado, mas não estava conseguindo muito. Notei que Damon me lançava olhares, eu também o olhava e quando nossos olhos se encontravam eu desviava.
Fui à cozinha pegar um copo de água pra mim quando senti um puxão no meu braço deixando-me assustada.
– Quem é aquele cara? — Damon estava sério.
– Um amigo. – Respondi.
– O que ele faz aqui?
– Esta me acompanhado.
– Não quero você com ele. – Disse secamente. Essa é boa. Ele não estava em condições de escolher com quem eu andava, ainda mais quando ele estava de rolo com uma mulher, que por sinal, bem bonita. Que droga. Bufei.
– Por quê?
– Não gosto dele.
– Você não tem que gostar de meus acompanhantes. – falei fria. Ele apenas levantou as sobrancelhas. – por que não vai se importar com sua namorada? – Eu ia saindo quando ele me perguntou
– Esta com ciúmes? – Disse divertido.
– Nem um pouco.
– você não me engana bruxinha. – ele se aproximou de mim e sussurrou no meu ouvido me fazendo arrepiar. – Eu sei que esta com ciúmes.
– não sei por que se importa com isso. Você disse que nunca mais poria um dedo em mim. – Virei-me e fui pra sala.
Estava na cara que ele havia ficado com ciúmes, mas eu não esperava que eu também ficaria. Eu não imaginava que ele chegaria agarrado a uma mulher tão linda, mas ao mesmo tempo vulgar.
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