Diários Do Vampiro - Entardecer
14 Confissões
Notas iniciais
finalmente Damon e Bonnie vao se declarar, já nao era sem tempo, não é?
beijinhos espero que gostem
PDV Autora
- O que tenho que fazer? – Bonnie não fazia ideia do que teria que fazer para despertar Katherine.
- Pegue um punhado das cinzas da Katherine... – À medida que Elijah falava ele ia pegando as cinzas da vampira e pondo em um altar que tinha no subterrâneo. -... Algumas gotas de sangue de um humano, no caso o seu. – Ele sorriu antes de morder o pulso de Bonnie e pôs o sangue que pingava nas cinzas. – Agora é com você, leia o feitiço.
Meu Deus, o que eu faço agora? Eu não posso despertar essa vampira, ela com certeza irá se vingar de nós por tê-la matado. Mas se eu não fizer terei que dar adeus a minha cidade e tudo o que eu amo. – Pensou Bonnie.
Bonnie abriu o grimório e foi procurar a página que tinha o feitiço da ressurreição. Ela começou a ler palavras que não entendia, ela torcia para que nada acontecesse, mas o destino não estava a seu favor. De repente um vendaval invadiu o lugar onde estavam (ela não sabia de onde surgiu esse vento, visto que onde estavam não havia entrada de ar), indo direto para a mesa que estavam as cinzas e o seu sangue, formando um pequeno redemoinho. O sangue e as cinzas se juntaram formando uma massa e dessa massa formou o corço de alguém. Alguém chamado Katherine.
- Seja bem vinda Katherine. – Disse Elijah.
Assim que viu o vampiro, sabia que deveria sentir medo, pois ele era um Original e todo Original queria sua cabeça porque ela havia escondido os túmulos de sua família. Mas o medo sumiu assim que viu a ruiva. E sua fome dominou sobre seu medo. Ela queria sangue.
Ela não havia mudado nada. Continuava idêntica a Elena. Cabelos loiros, olhos azuis, alta. — Pensou Bonnie. Mas uma coisa Bonnie notou, ela estava faminta e provavelmente ela seria seu jantar. E ela estava certa, assim que Katherine se despertou pegou Bonnie em uma velocidade vampírica e a imprensou na parede.
- Olá bruxinha. – Assim que ela ia cravar os dentes no pescoço de Bonnie, alguém apareceu. Damon. Todos se viraram para ver quem era o invasor. Katherine aproveitou a distração de Elijah e seu seguidor e fugiu. Ficar sem jantar era melhor que ser prisioneira de um Original.
- Soltem-na. – Ordenou Damon.
- E por que eu faria isso? – Disse Elijah despreocupadamente.
- Se não fizer eu te mato.
- Tente.
Damon correu em direção ao Original, não queria nem saber se ele era mais forte, só queria salvar sua passarinha. Eles lutavam, mas Damon estava em desvantagem. Enquanto dava um golpe no Original, recebia três golpes de volta.
Félix foi ajudar seu mestre, mas Bonnie não iria deixar. Era uma covardia dois vampiros contra um. Bonnie pegou o grimório de sua avó e começou a ler um feitiço fazendo com que Félix se contorcesse de dor.
Bonnie estava ficando preocupada com Damon, ele estava apanhando muito. Elijah batia nele sem nenhuma piedade. Damon estava deitado no chão quando Elijah ia esmagar sua cabeça. Nessa hora Bonnie se desesperou.
- NÃOOO. – Ela gritou. Fazendo com que o Original se desconcentrasse. Damon aproveitou e o derrubou. Ele já ia arrancando a cabeça de Elijah quando Bonnie o impediu.
- Não Damon, não faça isso.
- Por quê? Ele ia te matar.
- Por favor, Damon, ele não é mal.
- Se isso não é ser mal, então o que é?
- Eu não sei quem esta dando ordens a ele, mas de uma coisa eu sei. Ele não é mal. Confia em mim.
Damon confiava. Ele soltou lentamente Elijah. Elijah poderia aproveitar essa oportunidade e trucidar com ele, mas o modo como a bruxinha implorou pela vida dele e como Damon foi capaz de enfrentar a morte para salva-la, mexeu com seus conceitos. Ele presava muito a família, embora o Original soubesse que eles não eram exatamente uma, agiam com tal. Ele não iria matar Damon.
Elijah fugiu assim que Damon o soltou. Agora ele iria atrás de Katherine.
- Você esta bem? – Damon perguntou de uma forma hesitante. Como ele iria explicar o que acabou de acontecer. Tinha certeza que ela estava com medo. Ver vampiro em plena luta já é assustador, imagina pra Bonnie que não se lembrava de nada.
- Estou. – Ela sussurrou. Damon foi se aproximou bem devagar. Mas Bonnie não estava a fim de esperar. Ela correu em sua direção e o abraçou. O abraçou com toda força que tinha. – Eu sabia que você viria me salvar. – Disse chorando.
- Eu sempre venho. – Ele sussurrou em seu ouvido retribuindo o abraço. Nessa hora Bonnie desfaleceu-se em seus braços. E voltaram pra cidade.
Em Fell’s Church
- Olhem, eles estão indo embora. – Disse Mat.
Stefan olhou e viu que realmente os vampiros estavam indo embora. Isso deve significar que ou Damon conseguiu resgatar Bonnie e matou quem estava os comandando ou o sequestrador de Bonnie conseguiu o que queria e não havia mais motivos para os vampiros continuarem ali. Ele preferia pensar que o motivo foi à primeira opção.
- Graça a Deus. – Disse Elena.
- Acho melhor esperar Damon e Bonnie na pensão. – Disse Meredith.
- Vamos. – Concordou Stefan.
PDV Bonnie
Acordei em um quarto. Engraçado, como eu vim parar aqui? Olhei de um lado para o outro tentando reconhecer o lugar. E vi, bem no cantinho do quarto, distante de mim, sentado numa poltrona de couro, meu salvador. Damon.
- Bom dia. – Ele falou tristemente.
- Bom dia. Onde eu estou?
- Na pensão de Sra. Flowers. – Ele foi se aproximando bem devagar. E se sentou na cama onde eu estava. – Como se sente?
- Bem melhor. E você? Está machucado? – estava preocupada com ele. Ele havia apanhado muito.
- Estou bem sim. Bonnie, sobre o que viu, eu... – Então esse era o problema. Era por isso que ele estava me tratando de uma forma hesitante. O interrompi.
- Tudo bem Damon, eu seu o que vi. Não se preocupe, já estou acostumada a ver coisas piores. – Isso era verdade. Damon olhou para mim de maneira confusa.
- Eu sei quem você é. – Falei, não gostava de deixa-lo confuso. – sei quem Stefan é. São vampiros.
- Como você sabe? Stefan te disse alguma coisa? Aquele idiota, eu disse que não era para te falar nada. – Ele ficou irritado.
- Não, Stefan não me disse nada. Eu me lembrei sozinha, claro as meninas me ajudaram, mas a maior parte me lembrei sozinha. E porque não queria quer ele me dissesse?
- Isso não vem ao caso. – Tudo bem, eu deixaria esse assunto de lago agora, mas depois ele não me escaparia. – Posso te fazer uma pergunta?
- Pode.
- Por que não me deixou acabar com aquele vampiro.
- Por que como eu disse Elijah não é mal. Tenho certeza de que tem alguém que estava dando ordens a ele.
- E o que ele queria com você?
- Ah Damon. – Pus minhas mãos cobrindo meu rosto e comecei a chorar. Damon se aproximou de mim e me abraçou, eu retribui o abraço. – Ele mandou... eu... eu fiz uma coisa horrível. – falei soluçando.
- O que ele mandou?
- Me mandou despertar Katherine.
- Mas você não fez isso, não é? Quer dizer, você não sabe fazer feitiços.
- Mas eu fiz. Ele me obrigou. Ele me ensinou a fazer e tive que fazer.
- E porque fez? – Ele estava ficando irritado.
- Por que se eu não fizesse ele iria destruir Fell’s Church e todos que eu amo. – Comecei a chorar de novo e ele passou a mão levemente sobre meus cabelos.
- Tudo bem ruivinha, se eu estivesse em seu lugar faria a mesma coisa.
Eu sabia que ele faria a mesma coisa, mas não por mim e sim por Elena. Afinal tudo que ele amava se resumia a uma pessoa, Elena Gilbert.
- Tenho que ir. – Me afastei dele e me levantei pegando minhas coisas que estavam em cima da mesa. Não poderia ficar ali com ele sabendo que o motivo pelo qual estava comigo era porque ele se sentia obrigado já que foi ele quem me salvou.
- Aonde vai?
- Pra casa, meus pais devem estar preocupados.
- Elena ligou pra eles. Acham que está dormindo na casa dela.
- Mesmo assim, não gosto de mentir pra eles. Obrigada por tudo, mas tenho que ir.
- Tudo bem, eu te levo.
PDV Autora
Bonnie descia as escadas e Damon atrás dela. Ele não entendia o porquê dela querer ir tão depressa. Ele queria ficar com ela, mas ela continuava se distanciando dele.
Assim que chegaram à sala Elena e Meredith correram para abraçar a amiga.
- Bonnie, que bom que esta bem. – Disse Elena.
- Estávamos tão preocupadas. – Foi à vez de Meredith falar.
- Tudo bem gente, estou bem. Eu já estou indo pra casa. Vim só me despedir.
- Você não precisa ir agora, Elena ligou pra sua mãe dizendo que está na casa dela. – Stefan disse se levantando do sofá indo abraçar Bonnie, agora que as meninas se afastaram.
- Sabem que não gosto de mentir, principalmente para meus pais.
- Não se preocupem, vou deixa-la em segurança. – Disse Damon.
A viagem até a casa de Bonnie foi um silêncio desconfortante. Damon não queria que o silêncio dominasse, mas não sabia o que dizer a sua pequena bruxinha. Ele queria ouvir sua voz de rouxinol. Bonnie também não queria que o silêncio continuasse, mas assim com Damon, não sabia como iniciar uma conversa. O primeiro a quebrar o silêncio foi Damon, ele não aguentava mais ficar calado.
- O que estava passando em sua cabeça quando aceitou dançar com aquele vampiro? – Ele estava se referindo a Félix. Bonnie notou que ele estava irritado.
- Eu não aceitei, ele me obrigou. – Bonnie, não conseguia olhar pra ele sem sentir vontade de chorar, pois sabia que ele havia ido atrás dele por causa de Elena. Então não se atreveu a olha-lo.
- Por que não me chamou para ajuda-la, já que havia se lembrado? – Damon estava realmente irritado.
- Por que eu havia ficado com medo e quando eu fico com medo eu não sei o que fazer, não pensei em nada, apenas o obedeci. – Ela olhou para Damon dizendo o que para ela era óbvio.
- Por que não me contou que havia se lembrado? – Damon não tirou os olhos da estrada.
- Não sei, apenas... eu não sei. – Ela não podia dizer para ele que o motivo era por que ela queria conhecê-lo de uma forma diferente, mas não deu certo, visto que seus planos foram interrompidos por um sequestro inesperado.
- Por que quis se esquecer de mim, Bonnie? – Disse estacionando o carro em frente a casa da bruxinha. Ele olhava intensamente sua passarinha. O olhar foi ao intenso que Bonnie se perdeu nas profundezas da noite. Os olhos dele eram isso para ela, uma noite escura, embora sem estrelas, totalmente acolhedora.
- Porque eu não aguentava mais ficar sem te ver, saber que nunca mais você voltaria era como se eu soubesse que a Terra havia parado de girar. Eu sofri muito e meus pais também por ver minha tristeza. Passei seis meses apenas sobrevivendo, seis meses de angustia e dor. Eu cheguei a pedir pra morrer. – Ela disse imersa em suas lembranças.
- Não sei por que ficou tão triste. Não vela a pena sentir tudo isso por mim.
- Não diga isso. Não diga que meu sofrimento foi em vão. Eu sei que você so se importa com Elena, mas tem gente que se preocupa com você. Eu me importo com você. – Ela disse pegando o braço dele. Nessa hora ambos sentiram um formigamento no local que houve contato.
- Se você se importa tanto comigo, por que não aceitou dançar comigo quando te pedi? – Ele a olhava de uma forma que partiu o coração de Bonnie. Um olhar triste e conformado.
- Por que eu sou uma idiota. Enquanto que na verdade eu queria mesmo dançar com você. – Bonnie não sabia por que estava desabafando daquela forma, justamente para Damon, na verdade isso não era bem um desabafo, para ela era uma declaração. – E eu ia fazer isso, eu estava voltando para onde você estava para dizer que aceitava dançar, mas fui surpreendida por Félix, e você já sabe o que aconteceu depois.
- Quer dizer que o nome do bastardo é Félix? – Era impressionante como Damon conseguia quebrar um clima. Bonnie bufou.
- Isso mesmo. – Ela soltou o braço do vampiro e saiu do carro indo em direção a sua casa, mas foi surpreendida com uma mão forte pegando seu braço. Damon a pegou e selou um beijo calmo, mas ao mesmo tempo urgente.
No inicio Bonnie ao sabia o que fazer, ficou de olhos arregalados, mas depois fechou os olhos, passou seu braço livre pelo pescoço do vampiro que ela amava enquanto o outro Damon entrelaçava seus dedos nos dele. Abriu a boca dando passagem à língua do moreno. Suas línguas estavam em prefeita sincronia em uma dança sem musica. Quando se afastaram Bonnie estava sem fôlego e com os olhos fechados. Sua testa encostada no ombro de Damon. A muito tempo ela sonhara com aquilo, mas pensou que nunca iria se concretizar, mas como sempre estava enganada.
Pra Damon o beijo de Bonnie foi melhor que tudo que ele se lembrava. É claro que ele já havia a beijado antes, mas esse foi diferente, foi um beijo apaixonado. Nem quando beijou a Princesa Andrômeda, pensado ser fosse sua ruivinha, havia sentido algo de tamanha grandeza, nem com Elena, nem com ninguém.
Algo passava na mente de Bonnie. E Elena? O que aconteceu com os sentimentos de Damon em relação a amiga? O que Elena iria pensar? Afinal ela sabia que a amiga sentia alguma coisa por ele também. Então Bonnie se afastou atordoada deixando Damon confuso.
- O que houve?
- Não podemos Damon. Tenho que ir pra casa.
- Por que não podemos? – Quis saber o moreno
- Por que tem Elena, poxa você esta brincando com os meus sentimentos ou com os de Elena?
- Com nenhum. Bonnie, eu não amo Elena, na verdade acho que nunca a amei. Foi apenas para atormentar a vida de Stefan. Quer dizer, no inicio talvez eu tenha sentido algo, mas depois que te conheci de verdade meus sentimentos por ela mudaram e mudou também o que sentia por você.
- Mudou o que sentia por mim? O que sentia por mim?
- No inicio te desprezava por motivos bem fortes. Não é nenhuma novidade saber que bruxas e vampiros são inimigos tanto quanto lobisomens e vampiros. No inicio te achava uma sobra de Elena, mas depois passamos a conviver mais. E nisso te conheci mais. Vi que sua bondade e paciência era o que eu precisava. Já ouviu falar que os opostos se atraem? Pois é, é a mais pura verdade. Bonnie, lembrar de você enquanto eu estava na Dimensão das Trevas foi o que me motivou a sair de lá. E sabe por quê?
- Não – Minha resposta saiu num sussurro.
- Por que eu te amo. E eu só percebi isso depois de ter quase morrido. Talvez não sinta o mesmo por mim. Eu entendo perfeitamente, por que eu sou um vampiro egoísta, egocêntrico, sem nenhum escrúpulo, mas de uma coisa você não pode duvidar, o meu amor por você. – Nessa hora Bonnie estava chorando de tanta alegria. – Está triste? – Damon secou uma lágrima que escapou dos olhos da ruiva.
- Não. Eu também te amo Damon. – Ele sorriu de forma carinhosa para sua ruivinha e a beijou de novo, mas agora de maneira desesperadora
Notas finais
até o proximo capitulo
beijinhos
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