Diário de uma garota quase perfeita. - O Retorno.
15 Um jogo cheio de surpresas. - doze de dezembro de 2014.
Notas iniciais
Anteriormente em diário de uma garota quase perfeita...
– Me desculpe por tudo e por toda a raiva que te fiz passar no dia do seu próprio aniversário. Eu só queria provar que você é incapaz de sentir ódio por muito tempo de mim, por isso entreguei o presente e recuei ao seu abraço. Você não sabe o quanto isso me doeu Carina... você não sabe.... – Falou
Então perdoe-me enquanto eu explodo em chamas. Eu já tive o suficiente do mundo e desses jogos irracionais das pessoas.
– Por favor não chore por mim, eu já perdoei você após você ter desligado o telefone na minha cara, me fez sentir-me rejeitada mais de uma vez no mesmo dia, pois é como você disse. Não consigo sentir ódio por muito tempo das pessoas, especialmente de você Mrs. King's...
No final ela estava certa desta vez. Ho-a!
Alguns mêses se passaram, sinetas tocam, o big-ben marca a volta ao tempo...
Branco, flocos de neve, luzes, pinheiros enfeitados com o mais puro glamur meio a neve que brinca com os meus sentimentos, trazendo-me acima de tudo, paz, mesmo nos tempos dificéis dos quais eu me encontro. A bandeira branca está de pé. Pelo menos é isso que eu e Carina queremos que os outros pensem. Para mim, esse mês do ano é nostálgico e perfeito para derrubar quem tanto queria se vencer o ano todo. Neste jogo, assim como nos outros, ganhar é fundamental, é questão de sobrevivência, vida ou morte, dignidade ou não.
Vamos então, recaptular um pouquinho ...
A porta se abriu. Desci as escadas desfilando no meu salto cor de rosa. Meu primeiro passo em solo Londrino seria com o pé direito. Respirei fundo. O ar que antes era quente por conta da presença dela e do quanto ela me fazia temer meu próprio jogo de gato e rato, agora está frio e a poeira levantada já esta no chão, tudo aqui parece mais calmo. Há um porém, essa cidade não vai ficar assim por muito tempo, se eu estou aqui é para agitar cada canto da mesma. Respire devagar garota...o quanto quiser. Desisti, parti, esqueci, nova vida seja boa por favor!
Em março muitas mudanças aconteceram. Tenham sido elas, para o meu bem? Ou simplesmente, foi algo inevitavél, que com toda a certeza, um dia aconteceria?
Deixei New York e retornei a cidade do agito, em busca de esquecer o meu passado. Porém o quê eu não sabia, é que ele estava e está me perseguindo a todo momento, e que, mesmo eu querendo, não posso me livrar daquilo, que hoje faz parte do que eu sou e do que eu me tornei.
Sozinha e completamente deprimida, tomei um rumo que havia evitando a anos. Trazêndo de volta, os meus antigos monstros. Aqueles que só eu posso domar.
Porém nada aconteceu como eu havia planejado antes de sair da minha zona de conforto. Existiam falsos amigos de falsas histórias, dos quais as máscaras ainda precisavam cair.
Você nem vai saber que eu estou aqui. Você não vai me ver no espelho, Mas eu penetrei em seu coração, a vida é minha luz e minha liberdade...
Eu não acredito que fiz isso. Eu não acredito que contei tudo o quê estou sentindo e não posso dizer, tudo o quê está escondido, tudo o quê Cauanne não precisava saber. Ah Deus! Por quê? Por quê eu fui beber? Ao invez do alcoól me fazer esquecer, ele me fez lembrar ainda mais, isso é tudo o quê eu não queria...memórias.
– Anna, escuta. Ela não está aqui. — Cauanne se pronunciou limpando minhas lágrimas.
Cada palavra dita em minha voz, cada suspiro e cada lágrima derrubada me faz querer desmentir a verdade, algo impossivél de se acontecer. Quando se é dita a verdade uma vez, você não pode voltar atrás falando uma mentira.
Talvez seja como dizem, o inesperado se torna real, e a verdade é a pior mentira que alguém pode contar. Oh querido dezembro, leve embora toda a frustração que este ano me trouxe e encha de esperança, o meu coração pobre de espirito. Uma dica que pretendo seguir apartir de agora, é não ter confiança de mais em alguém que pode, fácilmente ser levado pela inveja.
É uma pena. Mas, tenho orgulho de ter controle sobre esse sentimento, pelo menos agora. Nunca pronuncie em voz alta que sua situação é capaz piorar, por quê acredite, suas palavras podem ser mágicas. Digo isso por expêriencia própria.
Agora...
Ei você! Acorde. O natal se apróxima. Busque na sua memória algum motivo para comemorar. Não se esqueça, o segredo é colocar esse motivo em segundo lugar. Foque-se no plano a ser seguido, para depois, a alegria poder ser maior.
Será que desta vez, teremos um empate frustante para ambos os lados? Inaceitável. Carina Monteiro e Anna King's não entram em uma guerra para serem as perdedoras. Aperte o cinto Cauanne DiLewis, nada é o quê parece, aprenda já mais dúvidar de mim em qualquer êpoca do ano.
Estamos o tempo todo buscando provas e quando conseguirmos, a humilhação vai ser grande. O baile organizado pelo colégio é uma ótima oportunidade de conseguir pistas, veio na hora correta. Sinto cheiro de sujeira e não é de hoje.
– Garotas, o quê acham desse vestido ? — Carina questiona, saindo de trás da cortina do provador.
Eu me encontrava sentada em um banco, de braços e pernas cruzados, ao lado de Marrie, que assim como eu tomava um cappuccino do starbucks, onde a poucos minutos, nós três nos encontravamos, rindo e falando besteiras.
É notavel que, a vista da rua da loja onde estavamos era bélissima e o frio era grandioso. Virei-me para trás com o chamado de Carina, e encontrei-a, com um vestido dourado sobre o corpo. Engoli a seco aquilo. Ela estava perfeitamente perfeita. A cor combinou tanto com a tonalidade do seu cabelo e... Anna contenha-se, lembre-se.
– Você está deslumbrante. — Elogiou Marrie, fazendo Carina sorrir.
– Obrigada Ma. — Ela Agradece. Olho para o chão, ela percebe, fazendo voltar sua atenção para mim. – Anny, você está com ciúme de novo por quê encontrei o vestido perfeito? — Carina gargalhou e Marrie a acompanhou.
Senti meu coração bater descontroladamente de raiva, balbuciei pequenas palavras com ódio, fazendo as duas continuarem a rir. Levantei-me e peguei o vestido que tinha escolhido. Entrei na cabine e sai de lá rapídamente, sem nem ao menos olhar no espelho para ver o resultado.
– Harram. — Limpei a garganta, fazendo Carina e Marrie me olharem. – O quê acha disso Carina? — Agora, foi a hora de Marrie e eu cairmos na gargalhada. Carina continuou séria, levantou a sombrancelha e suspirou, conformando-se com o sentimento que acabava de ter.
Não posso ganhar a corrida sozinha, não há como chegar ao topo. Podemos encaixar no molde, não é? Me diga. Me ensine. Você não pode? Então eu mostrarei a você. Meu olho se transforma em uma arma fria. Silêncio! Hora de morrer. Eu pousei meu olho sobre você. Há! Quem é a ciumenta agora?
– Eu vou experimentar o meu vestido antes que vocês duas ai se matem por meio de olhares. — Brincou, Marrie, era sempre a mesma coisa e até ela sabia que eramos assim.
Competiamos até por algo bobo. Hoje em dia é saudavél . Não vivemos sem nossas alfinetadas diárias. Chega até a ser ilário.
Sem me dar conta, Mrs. Fisher, tocou o meu ombro , já vestida, fazendo meus pensamentos anteriores sumirem. Azul foi sua cor escolhida. De fato, surprenderá a todos no baile, afinal, normalmente sempre escolhe vestidos com cores claras, por conta de sua personalidade pedir coisas neutras, pois como eu, Carina e qualquer outra garota da nossa ídade, Marrie tem sua marca registrada.
Assim eu aprendi o significado do sol, e tudo isto como uma mensagem chega a mudar meu ponto de vista. Olhando através da minha própria luz. Como ela tinge o seu tom.
– Combinou com você. - Carina e eu falamos juntas, fazendo uma sorrir para a outra, tinhamos tido o mesmo pensamento, na mesma fração de segundo. Estranho, não?
Mentes parêcidas, pelos quais tem a mesma capacidade e inteligencia, devem trabalhar juntas. Como a lenda da Fênix, tudo termina com começos. Chegamos longe demais para deixarmos de ser quem somos. Então vamos elevar o nível.
....................
Logo, pagamos nossas vestimentas e nos propomos a voltar para a minha casa, onde começariamos a planejar o quê cada uma vai fazer para contribuir com a risca que iremos seguir, no intuito de acabar com Cauanne na noite do baile. Se claro, tudo desse certo, era meio caminho andado para começar o novo ano em New York, caso contrário, as chances disso acontecer serão mínimas. .
Foram questões de minutos até chegarmos ao nosso destino. Descemos cada uma de uma vez com nossas sacolas em mãos, caminhando pelo jardim da mansão de minha avó. Peguei minhas chaves e destranquei a porta de entrada. Carina girou o trinco a pedido meu e adentrou a casa, seguida de Marrie. O choque instantaniamente as fez ficarem paralisadas com a cena que seus olhos acabavam de captar. Chacoalhei-as sem entender, absolutamente nada. Essa pequena confusão prevaleceu, até que senti cheiro do perfume que somente em toda a minha vida ví, apenas um homem usar. Est 1872, sempre foi a fragância sofisticada que eu sentia em minha infância, ela sempre vinha acompanhada de gritos e muita petulância.
Dei de cara com três seres sentados conversando na sala de estar. Minha reação se igualava a de minhas amigas. Assustei-me ao ver que todos naquele ambiente me olhavam. Sem conter, apertei firme o braço de Carina. Minha intensão era nunca, mais nunca mesmo, solta-ló.
– Anna. — Chamou Willy, vindo em minha direção e depositando em meus lábios um beijo delicado.
Não consegui e não queria corresponder. Fiz força para meus desejos não transparecerem para Willy, e de certa forma como sempre, consegui. Nos separamos. Era hora de passar por cima da outra surprezinha naquela sala. Lá estava, ao lado de minha avó. Meu pai.
– Alguém de vocês, pode me explicar o quê está acontecendo aqui? — Perguntei.
Mr. A. King's, prêfiro chama-ló de qualquer coisa menos de pai, virou-se e me fitou nos olhos. Ele estava com a aliança de ouro que insistia em usar, seus típicos ternos, e seu olhar machista de sempre berante a mim. Minha mãe sempre dizia que herdei o olhar penetrante dele, assim como a pele branca como leite. Até que faz sentido.
– Filha... — Arthur tentou começar, mas eu não o deixei concluir.
– Eu deixei de ser a sua filha no momento em que você deixou de ser o meu pai.– Berrei em um grito ardido, que ecoou pela casa inteira numa velocidade enorme.
Voltei a agarrar o braço de Carina. Sempre me senti segura com ela por perto. Me mantive o mais longe possivél daquele que se achava no direito de me chamar de filha. Ele entendeu que eu não queria seu abraço.
– Anna Kheterinne, não seja tão rude comigo.– '' Papai'', falou calmamente, com a mão nos bolsos.
Balancei a cabeça em sentido negativo e dei um passo a frente, tomando coragem para parar no meio da sala. Apontei meu braço na direção de Arthur e continuei com o mesmo tom de voz.
– King's, King's. Por quê raios você não me chama pelo seu sobrenome? Alias, por que foi que você me deu ele, se não queria ter uma filha? — Cuspi as palavras. Marrie e Carina, não acreditavam que eu estava dizendo aquilo em voz alta sem ao menos derrubar uma lágrima. Lembro-me da vez em que contei isso a Carina, e ela atenciosamente ficou comigo até que eu parasse de chorar, demorou a madrugada toda, mas, mesmo assim, ela esteve lá. – Quando é que você vai entender que eu não quero passar o natal perto de você?
Após essa frase, fechei os olhos flashes me invadiram, ainda sim, foi insuficiênte para me abater.
– Arthur King's, eu não preciso de você como meu pai!
Continua...
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