Diário de uma garota quase perfeita. - O Retorno.
9 Juntas somos inquebráveis. - Dezenove de março.
Notas iniciais

Anteriormente em Diário de uma garota quase perfeita....
[...] – Você está aqui por causa da gravação. — Começou. – Quero que saiba que eu estava muito bebâda naquela noite e fui induzida por alguém do qual considerava muito minha amiga até ela me trair. Falei verdades de mais.
– Eu sei, e não estou aqui por causa disso, recebi sim a gravação e fiquei preocupada com você, com o quê você poderia estar aprontando aqui para tentar esquecer tudo sobre New York. Só quero te dizer Anna, que não há necessidade disto, você não precisa tentar me esquecer, por quê eu nunca vou esquecer você. — Digo, fazendo-a sorrir.
– Ca...Posso te chamar assim de novo, por favor? — Anna pede. – Tudo muda mas nada mudou hoje, talvez eu precise de você aqui nessa cidade vazia... despeje uma xícara de café, baby eu tenho algo a dizer para você, eu sou uma alma quebrada, eu sou um livro aberto com muitas páginas arrancadas fora, eu tenho uma guerra dentro, com uma bandeira na mão. Enquanto o orgulho em mim, está lutando contra quem eu sou.
...................
Amanhece, no horizonte a escuridão já começava a ser tomada pelo laranja forte, que beirava a um amarelo claro. A janela do quarto de Anna se encontrava entre aberta , a mesma por sua vez dormia calmamente na grandiosa cama de casal, parecia estar se divertindo em seus sonhos, afinal sorria com os olhos fechados. Provavélmente Willy era seu motivo de felicidade. Na noite anterior Anna e eu ficamos acordadas até pouco mais de duas da manhã, conversando sobre tudo o quê aconteceu nesses três meses que ficamos separadas, e foi ai que ela disse o quanto o ama, contou támbem detalhes da noite dos dois juntos, acredite essa parte me deu arrepios. Porém, há algo que me encomodou em seu relato/ confissão. Um dos motivos de confusão de Anna foi uma garota chamada Cauanne, que curiosamente é amiga dela desde pequena e que a fazia se lembrar de mim. Certamente, uma dúvida surgiu em minha mente: Será que Anna vê um pouco de mim nessa garota, ou um pouco dela em mim?
Ainda é cedo de mais para acorda-lá do seu mais profundo sono. Deixei-a ali viajando pelo menos por algumas horas em uma quase realidade bem longe daqui. Não sou acostumada a acordar pela manhã, mas não consegui dormir muito bem por conta de um pedido que Anna me fez e que até então não sai nem um minuto da minha cabeça....
FlashBack On.
– Eu preciso tanto da sua ajuda... pense bem Ca. Faça o quê seu coração mandar fazer. — Anna diz, com os olhos brilhantes que fitavam-me atentamente, apenas aguardando minha reação.
Ela estava e ainda está um tanto quanto sentimental e balançada com a minha visita, isto estava aos olhos de qualquer um, até de sua avó que perguntará no jantar o quê sua neta tinha que se manteve calada durante toda a refeição.
– Anny você sabe que eu tenho minha vida em New York, você não pode simplesmente me pedir algo desse tipo tão em cima da hora e ainda mais em um ano letivo como esse. — Falei séria.
– Carina escuta. — Disse Anna sem querer ouvir minhas explicações. Agora seu tom de voz não estava mais tão melado e me cheirava a traços de garota má, isso era o quê eu mais odiava nela, a mudança brusca de humor. – Você ainda vai precisar de mim, neste momento estou precisando de você; então eu te peço por favor! Juntas podemos dar um fim nela. Eu aprendi a lição nesse tempo que fiquei afastada. Eu não posso simplesmente desejar algo que é de um outro alguém para mim, posso sim, admirar que é bem diferente. Desta forma, depois que acabarmos com isso podemos voltar para New York e vivermos nosso último ano de colegial ano em paz. Sem guerras. Com nós duas dividindo o posto de rainha. — Concluiu.
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FlashBack Off.
Sacudi minha cabeça tentando afastar aquela lembrança da minha mente. Desci a escada principal e senti o cheiro de café puro acompanhado de panquecas de chocolate. Aquilo abriu meu apetite. Um café da manhã cheio de surpresas. De fato, eu estava certa. Uma voz desconhecida veio da sala de estar, no primeiro momento deu a entender que aquela pessoa estaria falando sozinha. Mas quando me aproximei pude notar que ela conversava com alguém pelo aparelho celular.
– Quem é você? — Perguntei curiosa.
A garota apenas soltou um sorriso seguido de um riso irônico como se já soubesse com quem estava falando. Ela tinha madeixas castanho escuro, similar as de Anna antes da transformação, era um pouco mais magra que eu e mais baixa também, assim que me deparei com suas unhas vermelhas e a bolsa channel de mesma cor, algo gritou em mim dizendo que eu acabava de estar, frente a frente com uma vadia.
– A pergunta não deveria ser, quem é você? — Debochou.
Ela já estava começando a me deixar irritada, e quando alguém ousa deixar-me nesse estado é melhor se preparar para as consequências. Senti que cada próxima palavra dita por ela seria muito bem pensada e manipulada, se aquela garota queria me desafiar sem ao menos me conhecer, teria que aguentar meu jogo.
– Oh, estranha! — Provoquei. – Me desculpe pela pergunta. Deveria eu me apresentar, ou você vai parar de fingir que não me conhece? Está estampado em seu rosto que você sabe muito bem que eu sou.
Seus atos seguintes foram sentar-se e cruzar as pernas, antes de me responder qualquer coisa.
– Meu nome é Cauanne DiLewis, e você com toda certeza é Carina Monteiro. Prazer queridinha! — Exclamou.
Então... aquela é Cauanne? A mesma garota que Anna disse ter sido fiél por todo esse tempo? Eu creio que não é e nunca foi verdade, seu olhar profundo parecido com o de Anna não me deixava dúvida alguma de que, ela não me era nem um pouco confiavél.
– O prazer é todo meu Cauanne. Sabe? Já ouvi falar a seu respeito, e você pode ter toda a certeza do mundo que não foi nada de bom ou especial. Olhe que estou aqui só um dia em? — Sorri de uma forma falsa em sua direção, Cauanne apenas retribuiu.
Pessoas podem ser tão falsas às vezes, alguma coisa está em meu caminho e eu não posso ver .... está embaçado e minha visão isto me intimida. Ela planejou isso a todo o momento, ela sabia que eu estaria aqui, que viria para cá. Então, o borrão de uma nuvem congelada coemaça a surgir de repente. A assinatura Carina, a assinatura!
As abelhas me invejam, de fato, eu tenho uma canção mais docê do que a dos passáros nas árvores. Cauanne quer colocar minha paciência à prova, esse é o jogo dela.
Ahhh, escolhas! Elas nunca são suas e vem da voz de alguém mais. Na medida em que as ondas transformam-se em cinza, eu tento apenas achar uma montanha que eu não possa escalar. Me pergunto desta forma, será que ela existe?
– '' Parece que algúem está muito mal por sua causa abelha rainha. Será que você se lembra da menina que ainda não te esqueceu?. Bom apetite vadia.'' — Repeti, fazendo Cauanne sorrir em demonstração de glória.
– Antes que me pergunte, sim fui eu. — Confessou sem rodeios.
Neste mesmo segundo, ouve-se o barulho da madeira da escada sendo pisoteada com certa rapídez. Não se demora até que o barulho pare e de lugar aos gritos de Anna que chamavam pelo meu nome com certa força. Cauanne se manteve com as duas pernas cruzadas no sofá. Anna adentrou a sala e encostou-se no batente da porta com a mão na cintura, incrédula por Cauanne ter tido coragem de aparecer alí depois do que havia feito. As duas apenas trocaram alguns olhares.
– Ela não é uma santa e não é o que você pensa. Ela é uma atriz e é mais conhecida pelas coisas que faz. Logo vão descobrir que ela era a ladra de brinquedos de outras pessoas no playground, isso não vai te trazêr muitos amigos, você deve ter em mente que não há nada que eu faço melhor do que vingança. Ela olha para mim como se eu fosse uma tendência que ela já superou. Eu acho que seu olhar severo sempre presente é um pouco preocupante e ela pensa que eu sou maluca, porque eu gosto de rimar seu nome com coisas. Mas sofisticação não é o que você veste ou quem você conhece. Oh, eles não te ensinaram isso não é mesmo? Então cabe a mim ensinar. Nenhum vestido vintage te dará dignidade e muito menos caráter.
Cauanne se levantou e ficou frente a frente com Anna, fitando-a nos olhos profundamente. Era um transe, impossivél de se interromper. Elas diziam coisas com os olhos e expressões faciais, consegui identíficar a maioria, era como se eu já tivesse presenciado algo parecido.
– Falou a garota que precisou que eu guardasse todos os seus segredos sujos durante anos, todas as coisas que você aprontava estão registradas e documentadas. Quem será Anna King's depois da exposição de todos os seus maiores podres? — Questiona Cauanne, infrentândo Anna.
Anna pousou seus olhos sobre mim, como se eu já soubesse a resposta. Ela saiu de perto de Cauanne e veio até o meu encontro colocando suas mãos no meu braço. Anna estava insegura? Esperava que a resposta viesse de mim? Ela estaria confiando em mim de novo? Ah deus! Olhei para nossos braços e uma resposta de imediata me veio a cabeça.
– Querida, todas sabemos que você só está aqui porque não imaginou que eu viria até Londres para ficar ao lado de Anna. Sério? Pensou mesmo que depois de descobrir quem você é realmente eu ficaria ao seu lado, por simplesmente um dia ter sido da sua laia? Cauanne, você fez uma ótima ceninha. Conseguiu minha atenção. Mas agora é hora de ir embora. As cortinas estão se fechando. Foi uma ótima interpretação. Vá embora e curve-se a mim, prepare-se pois sua vida daqui em diante vai ser um inferno! Por quê eu estou aqui e trarei reforços de New York. Vou te assistir caindo baby...caindo.
– E o prêmio de melhor mentirosa vai pra você Cauanne, por me fazer acreditar que você era fiel à mim. Seu discurso acabou? Que tal uma salva de palmas? Vamos Carina, vamos aplaudir de pé! — Anna exclama batendo as mãos, o ruído ecoou por toda a casa vazia, irônizando acompanhei-a.
Cauanne por sua vez, nada disse. Pegou sua bolsa e a enganchou em seu braço, saindo em disparada para a porta, correndo como se fosse uma criança com medo. Fiquei boqui — aberta com tal ato. Onde estava a coragem que ví no começo da discussão? Desapareceu assim que ela viu com quem estava tentando jogar? Com a rainha de New York?
Após a sáida de Cauanne, Anna me olhou sorrindo e dando gritos de felicidade, sem me dar conta suas mãos deslizaram até metade da minha costa e sua cabeça ficou apoiada no meu ombro, dando origem a um abraço. Ela havia se dado conta de qual era minha decisão para o seu pedido. Vá embora e curve-se a mim, prepare-se pois sua vida daqui em diante vai ser um inferno! Vou te assistir caindo baby...caindo.
– Annnw! Obrigada, Obrigada mesmo, eu acho que.. — Anna não pode completar e completei eu mesma.
– Você sempre foi melhor que eu? — Sorri.
Ela assentiu com a cabeça.
– Eu te prometo uma coisa e você me promete outra.... — Arriscou.
– Diga.
– Eu te prometo que nunca mais vou ser tão idiota a ponto de fazer seu pior lado aparecer. — Fala. – Sua vez.
Onde Anna queria chegar com aquilo? Nós haviamos voltado a ser amigas da mesma forma que a um ano atrás? Dará certo? Por quanto tempo? O quê ela queria que eu prometesse?
– Humm... deixe me ver — Pensei.
– Me prometa que não vai me provocar, não estou cem por cento curada da obsessão de ter tudo o quê é seu. — Anna diz, parecendo um pouco chateada por aquele fato.
– Prometo. — Concordei.
''Nós estamos esperando o sol
Para sair e jogar
Todos estes dias chuvosos
Estão ficando velhos,
Nós estávamos esperando pelas estrelas
Apenas à uma luz de distância
E levar a noite embora
E nos pintar de dourado''
Continua...
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