Diário de uma garota quase perfeita. - O Retorno.

10 Golpe baixo no banheiro. - Vinte e dois de março.


Notas iniciais
''Sentindo o meu caminho em meio à escuridão Guiado pela batida de um coração Não sei dizer onde a jornada vai acabar Mas sei onde começar Dizem-me que sou muito jovem para entender Dizem que estou preso em um sonho Bem, a vida vai passar por mim se eu não abrir meus olhos Bem, tudo bem por mim Então, acorde-me quando tudo estiver acabado Quando eu for mais sábio e mais velho Todo este tempo eu estava procurando por mim mesmo E não sabia que eu estava perdido Então, acorde-me quando tudo estiver acabado Quando eu for mais sábio e mais velho Todo este tempo eu estava procurando por mim mesmo E não sabia que eu estava perdido Tentei carregar o peso do mundo Mas só tenho duas mãos Espero ter a chance de viajar o mundo Mas não tenho nenhum plano Gostaria de poder permanecer jovem assim para sempre Sem medo de fechar os meus olhos A vida é um jogo feito para todos'' HEEEEY CHEGUEI! DEMOREI NÃO? Primeiramente, o capítulo teve que ser inteirinho reescrito por quê no sabádo, tentei posta-ló mas deu erro e perdi metade. Decidi refazer o restante por motivos de cobir algumas coisas que eu ia deixar para os próximos capítulos, preciso correr por quê tem especial de natal, então é isso...

Anteriormente em diário de uma garota quase perfeita....

(Capítulo 3 primeira temporada)

– Sim, é isso mesmo que você ouviu Ágata! Eu vou contar o quê eu sei. — Digo.

– Você só pode estar maluca, Carina. — Ágata diz em um tom irrelevante.

– Ela me subestimou. Não ouse me impidir. — Retruco quase em um grito pegando o celular e discando uma mensagem.

– Escute Ágata, você está com dó desta vadia? Ah, poupe-me desses momentos miseráves. Ela só esta fazendo cena, como sempre fez e sempre irá fazer.- Respondo novamente enfatizando alto até de mais a palavra ''vadia''.

– Como você pode ter tanta certeza de que ela está realmente fingindo? Anna também tem sentimentos Carina, vocês andaram juntas por muito tempo antes dela sumir do mapa. Creio eu que ela ficaria magoada de qualquer forma com você. Mesmo sendo fria por fora, lá está a prova, suas lágrimas. Ela estava assim por acaso antes de você ameaçar contar sobre a maldita familia dela? — Diz Ágata.

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Acordei com o despertar do alarme de meu celular. Meu quarto se encontrava calmo e um tanto quanto silêncioso, pois Carina voltou para o hotel na tarde de ontem por causa de Renny. Depois de dois dias com ela dormindo aqui, sinto sua falta sempre que acordo, como se já tivesse virado rotina encontra-lá pela manhã. Hoje será finalmente o dia em que o colégio Couci Gold conhecerá o poder de New York, que agora não parece mais tão distante para mim.

Abri a tela do telefone e em seguida olhei para o relógio do mesmo, 7h30min. Cinco mensagens e duas ligações perdidas vindo do numêro de Carina. Assustei-me:

Anny, socorro! Pedro veio com Ágata para cá e me fez uma surpresa daquelas, eu preciso da sua opinião, pelo amor de Deus responda assim que acordar.

– C.

'' Preciso da sua opinião.'' O fato de Pedro estar aqui me assusta um pouco, ou talvez muito, por conta de tudo o quê aconteceu antes da minha partida, porém ele será útil. Obviamente vamos com tudo para detonar a vádia da Cauanne, mas por quê será que Carina está tão desesperada? Há algo na vinda de Pedro que a encomoda? Digitei rapídamente uma resposta e enviei:

Bom dia Ca. O quê está acontecendo? Pedro te pediu algo que você não pode dar?

Ps: Não se esqueça que tenho que te apresentar alguém hoje, por isso chegue cedo no colégio.

– AK

Ela nunca demorou tanto para responder uma mensagem minha, parecia estar pensando no que dizer, ou se deveria dizer.

Nós conversamos depois, o assunto é sério, não dá para falar por mensagem. Até mais tarde querida.

Love,

– C.

Uma certa confusão se espalhou por mim. Se Pedro está aqui, isso era para ser uma ótima notícia, correto?

Com esse pensamento, parei por alguns instantes encarando o chão. Senti uma leve pontada no lado esquerdo do meu peito. Um tipo de choque elétrico que me fez ''cair na real.''

Eu sei exatamente o que está acontecendo, mas tenho medo de estar certa; eu não preciso de suas razões para entender. A conheço de mais para saber que Carina ainda não está pronta, mesmo que o amor dela e de Pedro seja limpo, sincero, destemido e ousado. Nossos medos são diferentes aqui. Minha visão se expandiu agora. Tomei muitas variedades! Isso está no meu sangue, sempre esteve.

Abri meu closet e de lá tirei uma calça legging marrom com detalhes em preto e para completar, escolhi uma blusa branca e um tênis com estampa de onça. Tratei de tomar meu café da manhã lentamente, sem surpresas desta vez. A casa estava completamente vazia, com toda certeza vóvó saiu sem me avisar. Voltei para cima e entrei no banheiro, ligando automáticamente a água quente do chuveiro, deixando-a escorrer pelo meu corpo, fazendo-me relaxar.

............

Perdi completamente a noção do tempo e não faço a mínima idéia de quantos minutos fiquei ali refletindo sobre a minha vida, últimamente tudo parace ser um sonho do qual eu não demorarei para acordar. Nuvens cheias de estrelas cobrem o céu e eu espero que chova. Que tipo de sonho é esse? Pode ser um docê sonho, ou um belo pesadelo. De qualquer jeito, eu não quero acordar. Eu falo de você quando eu faço as minhas orações, peço para que te protejam, pois és tudo para mim.

– Anna Banana? — Escutei uma voz por trás da porta gargalhando com as palavras anteriores. De imêdiato não reconheci -a.

Destranquei a porta em silêncio. Eu estava só com a toalha enrolada sobre meu corpo, segurei-a firme para que não caísse. Assim que surgi na porta, ví um rapaz sentado em minha cama olhando para o teto, ele pousou seus olhos em mim me fazendo corar de vergonha por estar semi — nua em sua frente.

– O quê você está fazendo aqui, Renny? — Perguntei sorrindo, tentando desfarçar aquele sentimento.

– Pensei que Carina estivesse aqui! Ela simplesmente sumiu com Pedro um pouco mais cedo e me deixou sozinho com Ágata no hotel. Você foi minha primeira opção. — Falou.

Nem ele sabia o quê estava acontecendo? Realmente, essa é a chave, da qual precisei, para que minhas dúvidas fossem tiradas de imêdiato.

O silêncio é alto. Bondade é corajosa, a sabedoria é longa. A procura, a busca por satisfação, não está em lugar algum. Todos temos demônios a derrotar, cruzes para carregar, erros e pecados. Velas e seu brilho constante. Água e suas quebras. Quebre-a...

– Você acha que, está tudo bem entre os dois? — Arrisquei-me a perguntar.

Renny pensou antes de responder, ele sabia muito bem quais eram os meus motivos para dizer aquilo, ou talvez apenas achasse que ainda tenho algum outro tipo de sentimento por Pedro. O quê não é e já mais foi verdade.

– Eu não diria que estão bem... estão mais que isso. ''Melados'' é a palavra certa. — Zombou. – E isso me dá nojo. — Concluiu.

– A mim também. — Concordei.

Ficamos ali discutindo e rindo sobre varias coisas. Tinhamos gostos parecidos, pensavamos parecido. Parei de vê-lo como um rival a muito tempo e absolutamente Renny irá me ajudar, caso Carina não aceite a entrada de Marrie no grupo. Apenas ela se manteve ao meu lado, as outras já deram provas o suficiênte que prefêrem ficar com Cauanne.

..............

Aquelas alturas, decidimos ir buscar Ágata no hotel, a mesma provavélmente ainda não vai com a minha cara, como antes. Não faz diferença. Ambas sabemos que ela só está aqui por quê nunca aceitaria que Carina viesse a Londres sozinha. Renny disse a mim enquanto estavamos a caminho daqui, que Ágata e Carina tiveram uma grande discussão por minha causa antes de virem para cá, e isso acarretou em um quase termino da amizade das duas. Se existe algo que eu desejo nesse mundo acima de tudo, é que seja apenas eu e Carina, mas necessito falar e demonstrar aos olhos de todos que não penso nesta possibilidade, é melhor eu me manter calada para evitar confrontos. Prometi a Carina que não iria provoca-lá, juramentos devem ser mantidos, eu dei minha palavra.

Ela é a minha melhor amiga até o final, porque melhores amigas, não têm de fingir. E nunca mudaremos, não importa o tempo. Temos algo que nem uma de nós duas pode desfazer.

Há tantas coisas que podemos fazer. Há tanta vida para viver... eu sinto que esse jogo só está começando. Ainda não existem esperanças de ficarmos em um reinado de paz. Era isso que eu queria, um novo começo, uma nova chance de fazer as coisas da forma certa. Estamos em busca da nova página em branco que já está sendo preenchida a cada dia que se passa. Calma! Paciência, nós vamos conseguir. Ela não precisa se esforçar para que eu a adore cada vez mais e mais.

– Anna Banana nós chegamos. — Chama Renny, sacodindo-me.

A limousine estacionou na frente do colégio me tirando dos pensamentos anteriores. Ágata se manteve calada o caminho inteiro e até então não dirigiu a palavra em nem um momento a mim. Assim que descemos do carro, pude perceber que ela olhava com o canto dos olhos em minha direção e digitava algo de forma discreta em seu celular. Ainda era cedo e não havia sinal de Carina e nem muito menos de Pedro. Adentramos os corredores lotados e todos voltaram seus olhares para nós. Muitas pessoas alí presentes fizeram questão de cumprimentar Renny e Ágata mesmo sem conhece-lós pelo simples fato de estarem comigo.

Não demorou-se muito para que Ágata sumisse no meio do corredor deixando eu e Renny sozinhos. Caminhamos juntos para nossos respectivos armários. Carina e Renny por mêra conhecidencia pegaram os melhores armários, os de estudantes de intercâmbio, já que os mesmos ficariam por pouco tempo aqui em Londres.

Abri de forma rapída para que Renny não pudesse ver as inumêras fotos que estavam coladas ali. Porém era inevitável não se ver a fotográfia que se encontrava no fundo, bem ao lado de uma minha e de Carina.

Quem são essas garotas? — Indagou . – Me parece que é recente, seu cabelo está com as mechas pretas.

Me calei por alguns instantes antes de dar — lhe uma resposta. Ao meu lado esquerdo com o cotovelo em meu ombro estava Cauanne , ao meu lado direito se encontrava Marrie e nas pontas Alene, Ashley e Becky. Tinhamos tirado aquilo na noite da festa. Mal sabia eu que aquela expressão de Cauanne olhando para mim, não era atoa.

Peguei a foto nas mãos e apontei para Cauanne.

– Ela é a nossa garota! É quem temos que derrubar. — Avisei.

– Então, essa é a famosa Cauanne DiLewis? — Questiona Renny.

– E essas são Marrie Fisher, Ashley Miller, Alene Laughton e Becky Lauren. Dessas quatro garotas, só podemos confiar em uma, o restante agora são, abelhas da Cauanne. — Falei.

Ele apenas assentiu com a cabeça e em seguida comunicou a mim que se dirigiria até a diretoria para avisar que já estavamos no recinto escolar. Como prometido, a diretora fará uma apresentação de todos nós na frente do colégio inteiro, destacando nossa importância para os elevados indices que a escola atingirá por ter trazido cinco alunos da cidade de New York em menos de um mês, alias nós não somos quaisquer alunos.

Todos sabem quem somos e por quê estamos aqui, é digno uma oficialização de que viemos para atingir uma meta e que não sairemos daqui, antes de conseguir o quê queremos , nem que para isso eu e Carina precisemos colocar o Couci Gold e Londres de’’ pernas para o ar.’’

Renny e eu nos despedimos e cada um foi para um canto, combinamos de nos encontrar na frente do refeitório daqui a meia hora, até lá próvavelmente Carina já deverá estar com Pedro nos corredores.

............

Segui meu caminho para o banheiro que ficava no segundo andar do prédio. Chegando ao meu destino, reparo que o ambiente estava completamente vazio e calmo. Me encarei por alguns segundos no espelho e resolvi usar um dos sanitários. Adentri a penúltima portinha a esquerda e tranquei-a. Assim que fiz tal ato, foi questão de momentos até eu pendurar minha bolsa no gancho e escutar passos e vozes adentrando a parte interior do banheiro. Permaneci imovél.

– Você viu Carina por aqui? — Questionou uma das vozes.

– Ela ainda não chegou. Pedro está em Londres e os dois não dão sinais de vida desde hoje de manhã. Anna está ficando maluca com essa idéia, ela veio o caminho inteiro dizendo que não achava que era seguro Pedro estar aqui. — Respondeu a outra voz.

Não tive dúvida alguma de que aquelas eram Ágata e Cauanne. Espere! Eu disse... Ágata? Como ela ousa trair Carina? Droga Anna! Por quê você não pensou nisso antes?

É mais do que obvíl que as duas estão juntas nessa. Ágata pôs literalmente uma faca nas costas de Carina. Como ela pode matar a garota que trouxe a salvação e a fez ser quem é hoje? Ágata deve ter alguma razão para estar ajudando Cauanne. Será que esse motivo significa tanto para ela, aponto de terminar uma amizade dessa forma, tão vergonhosa?

Alguém me escute, alguém me pare, alguém ouça-me ! Por quê isso está acontecendo? Duas trairas tráiras, ambas pessoas que nunca imaginariamos que poderiam deixar de ser fiéis. Essa situação estava ocorrendo bem de baixo do nariz de Carina. Justo Carina Monteiro, que sempre foi atenta a esses detalhes no corportamento de todos ao seu redor.

Baixe a guarda, você não tem que ser esperto o tempo todo. As vezes, atitudes ruins estão ao nosso redor e são impossíveis de se perceber. A maioria dos seres humanos é podre, essa é uma conclusão que tirei através do meu próprio pai. Vivemos em um mundo onde a maioria dos relacionamentos é algum tipo de fachada que envolve benêficios e intensões nojentas. Essa sujeirada toda me deixa cada vez mas arrependida...

FlashBack on.

Mãmãe, o quê está acontecendo? — Perguntei em prantos, chorando feito a criança de 5 anos, que de fato eu era na êpoca.

Eu assistia abraçada aos meus joelhos, sentada no carpete luxuoso da mansão meu pai pegar suas malas e colocar nelas, alguns ternos e perfumes importados.

Você não pode fazer isso Arthur! Não pode simplesmente sair assim para ir passar um final de semana com a sua amante. Anna não vai conseguir resistir a mais essa. Por favor eu te imploro!– Berrava minha mãe.

Meu pai nada disse. Apenas passou a fitar-me atenta em seguida veio até o meu encontro e agachou-se para limpar minhas lágrimas.

Meu bêbe, nada disso importa. — Começou ele. Quando você crescer irá estudar no melhor colégio de New York, além de poder viver a vida que sempre sonhou. Terá tudo o quê quiser e na hora que quiser. É só me pedir, está bem? – Susurrou papai.

Abracei -o forte, na esperança de que suas palavras realmente fossem cumpridas, ele saiu pela porta da frente e mãmãe se pós a chorar atrás do outro lado da mesma.

FlashBack Off.

Ingênua. Idiota! Gananciosa. Como eu pude aceitar um tipo de coisa daquelas? Como eu pude prêferir a fortuna do meu pai, do que a felicidade de ver os dois juntos? Como eu posso olhar para meus pais hoje em dia, e saber que eles não se amam?

Duas-caras! Eu o sinto rastejando dentro da minha pele. Adoentado por minha face. A proposito, é difícil pensar que você foi tão gentil. Difícil de descobrir como me sinto, especialmente quando você está me sufocando,por favor alguém me ajude. Quando um anjo sussurrou em meu ouvido ele dizia: '' você precisa se afastar dela '' Hey, vádia....

Com esses pensamentos, abri a divisória do sanitário com toda a força e raiva que tinha guardada em mim. Ágata e Cauanne se entreolharam como se pudessem pedir socorro, viraram duas estátuas aterrorizadas e com medo. Sorri irônicamente encarando o meu próprio reflexo no espelho. Tirei de minha bolsa um batom rosa claro, e retoquei a camada que já estava em meus lábios.

Quando vocês forem fofocar em um espaço publico, principalmente no banheiro, certifiquem-se de que não há ninguém escutando. — Gargalhei.

Anna, você não vai contar para Carina, não é? Ela nunca acreditará em nada que sair de sua boca sobre mim. — Desafiou Ágata, com os braços cruzados.

Se eu fosse você queridinha, não teria tanta certeza. Tome cuidado pois... — Neste momento, coloquei a ponta do meu precioso batom sobre a superfície do espelho e escrevi de forma legivél a continuação de minha frase:

''I know about all their games. I'm watching you bitch.''

– Anna King's.

Continua....

Notas finais
'Comentárriooossss? Até o próximo capítulo. - Mrs. CarinA