Notas iniciais
Boa leitura pessoal!

Fiquei alguns minutos sem fazer nada, os ignorei para que saíssem e mesmo percebendo minha intensão não fizeram isso. Tomei coragem e me levantei do colo do Nate – um pouco corada e com os lábios vermelhos por causa das mordidas- e olhei para os dois. Coloquei a mão na cintura e esperei o que eles tinham a dizer. Mas reinou um silencio constrangedor. Mari me encarava pedindo desculpa com o olhar e o Augustus eu não conseguia entender a expressão. Parecia com raiva , e bastante chocado, sem palavras.

Mas também eu não entendia porquê. Eu quem estava tentando esquece-lo e nem pra ficar fora do caminho ele servia.

_Qual foi, mano? – Nataniel perguntou, já que ninguém sabia o que falar.

_Você já pode sair. – Gus respondeu autoritário.

_Não vou sair só porque um imbecil mandou, e se não percebe tu nos interrompeu. – ele respondeu no mesmo tom.

Juro que neste momento eu achei que o Gus ia partir pra cima do Nate de tão vermelho que ele estava, mas resolveu fazer pior: ficar de birra.

_Pois eu também não vou sair.

_Vocês estão parecendo crianças, meu deus. –me meti no meio da infantilidade dos dois.

Depois de mais um pouco de silêncio, tentando achar um acordo amigável propus pro Gus:

_Porque vocês não vão pro teu quarto, feio?

_Acho que prefiro ficar aqui. — respondeu indiferente.

_Augustus, a gente pode conversar em particular?

Apontei pro banheiro já que no corredor seria tudo menos particular e o Nate não iria sair do quarto de jeito nenhum.

_O que foi? – perguntei irritada.

_Ele só quer te comer. Não vou deixar vocês sozinhos.

_Isso não é problema teu, Gus. Como meu melhor amigo devia respeitar minhas escolhas.

_Então você vai dar pra ele? – perguntou não acreditando.

_Não vou dar nada pra ninguém. Pelo menos não HOJE. –enfatizei na última palavra pra ele perceber que não manda em mim- Só quero privacidade pra namorar a vontade.

_Você não vai querer ficar com ele. Ele é um otário e capitão do time contra nós amanhã. Ele só sabe se pagar e não leva ninguém a sério. –ele falava tentando me convencer a não fazer algo que eu já fiz.

_Ele é meu ex-namorado, Augustus. Ficamos juntos mais tempo que você e a Mari e acho que eu sei melhor do que tu quem ele é.

Ele ficou em silencio processando o jeito que tinha defendido o Nate, tanto o meu tom de voz quanto minhas palavras. Eu resolvi continuar. Deixar claro que não são as ações dele que me impedirão de fazer minhas escolhas.

_ E ele pediu pra voltar.

Falei encerrando o assunto e estava com a mão na porta pra sair. Ele me virou enlaçou nossos dedos e prensou meu corpo na parede selando meus lábios. Ele pediu passagem com a língua, eu não cedi. Aliás eu nem sequer tinha fechados os meus olhos e o empurrei fazendo que batesse no balcão da pia e fizesse barulho.

_Ta tudo bem ai? – Mari perguntou preocupada.

_Uhum, eu tropecei –olhei pro chão procurando alguma coisa como desculpa antes que ela inventasse de abrir a porta — no seu tênis.

Olhei com os olhos regalados pro Gus, eu realmente estava sem reação. Mesmo que se fosse o caso ele tivesse afim de mim nós não poderíamos fazer isso com a Mari. E pra mim as amizades valem mais que qualquer coisa.

_O que você ta pensando? Sua namorada ta do outro lado da porta. –falei cochichando brava.

_Eu não pensei em nada. Desculpa –ele falou arrependido e constrangido- esquece isso.

Sai dali e quando vi a Mari estava do lado do Nate procurando um filme na smart tv.

_Que tal a gente ver um filme? – Nataniel perguntou olhando pra mim.

_Esse esse esse –mari parecia uma louca pulando quando o Nate passou pelo invocação do mal no netflix – Eu quero muito ver esse. Mari tentava nos convencer, aceitei mesmo eu estando com a cabeça cheia de coisa pra pensar e com vontade de chorar.

Eu e ela fomos pro banheiro, tiramos a maquiagem e colocamos o pijama. Depois eu peguei as cobertas e ela se deitou com o Gus na sua cama e o Nate se deitou comigo. Tadinho! Eu não ia deixa-lo no sofá né.

Ele me aninhou como fazíamos quando estávamos juntos. Coloquei minha cabeça sobre seu peito sem hesitar e ele os braços ao redor da minha cabeça, apoiando-a. Minha mão no seu peito. E os pés enlaçados.

_Porque você aceitou se odeia filme de terror? – ele sussurrou sem que ninguém percebe-se.

_Vocês são importantes pra mim. E se caso a gente voltar mesmo –enfatizei bastante o se – você terá que lidar com meus dois melhores amigos.

Ele sorriu com minha resposta e relaxou. O filme foi uma merda. Fiquei na maioria das cenas de olhos fechados e quando abria acontecia algo trágico. Como um pé amarrado numa árvore. Sério quem teve a ideia de fazer esse filme? E POR FAVOR NÃO ME DIZ QUE É BASEADO EM FATOS REAIS!!!

Notas finais
Beijos.