Notas iniciais
Mais um capítulo, espero que aproveitem

O Grill não estava em um bom movimento naquela noite. Sem contar que a competição vizinha também não ajudava tanto. Um restaurante japonês não parece tão estranho quanto uma cidade no meio do nada. Bonnie e Kai estavam decidindo para onde poderiam ir, mesmo sabendo que já haviam discutido sobre isso antes.

***

Embora a vontade de matar Kai a persuadisse mentalmente ela não o fez.

Várias rosas lindas na mão dele começavam a murchar, assim como o aumento de seu nervosismo.

Uma hipnose invadiu-lhe os olhos, Bonnie, não sabia ao certo a quem olhar. Kai com o seu terno fino e sorriso genuíno ou o corvo sentado ao chão próximo aos arbustos. Aquilo era um sinal, um sinal de que ele estava próximo, tão próximo quanto o Malakai a sua frente.

E como seus olhos nunca se enganavam lá estava Damon, a vigiando, do outro lado da rua, de baixo de um velho pinheiro da primavera.

"A noite sempre caia-lhe bem, a lua iluminando seus belos olhos azuis e clareando ainda mais seu tom de pele, era assustador" — o interior de Bonnie gritava e a fazia estremecer.

Não compreendendo sua ilustre presença um sorriso brotou de seus lábios. Sem ao menos entender aquelas expressões, Kai sorriu de volta.

***

Com o cardápio em mãos, Bonnie tentava não olhar para a cara de Kai.

Com a cabeça nas nuvens ela não ouviu se quer uma palavra, no entanto quando um vento frio invadiu seus tímpanos um som monstruoso deixou-lhe surpresa.

— Bonnie eu quero ser seu amigo — disse Kai tentando ver os olhos esmeraldas por baixo do cardápio.

— Como posso ser sua amiga, se tentou me matar? — ela ainda tentava evitar a presença dele.

Com raiva e impaciência um impulso o fez assustar Bonnie.

— Já chega! Eu encontrei a sua amiga e tudo que recebo em troca é isso! — disse retirando o cardápio da mão dela e batendo na mesa.

Todos os olhos se voltaram aos dois. Bonnie nunca havia recebido tanta atenção como naquela noite.

Ao perceber a burrada que havia feito ele tentou se desculpar, mas já era tarde demais. Bonnie estava na porta a fechando com força e correndo pela rua.

As lágrimas atingiam os lábios de Bonnie enquanto olhava por uma última vez o céu noturno.

Sua magia estava sem controle, as folhas das árvores caiam em zig-zag, da mesma forma que as fortes rajadas de vento causavam um efeito pisca-pisca nos postes elétricos.

Kai não perderia essa oportunidade, não mais. Ele estava predestinado a pedir desculpas, mesmo que isso custasse a lealdade de Damon.

Por mais que ela tentasse correr ele parecia estar ainda mais perto. Quando os seus poderes se acalmaram ela conseguiu recitar um feito, que a levou para um porão mofado e fedido.

Era lhe familiar, talvez tivesse o visto em um sonho de bruxa ou algo parecido.

Por mais que ela parecesse segura e tranquila, seus nervos e cérebro estavam a mil, eles tentavam arquitetar um plano, seria ali, naquele mesmo instante...

Sabendo que cedo ou mais tarde Kai apareceria, ela pegou uma bigorna que encontrou ao vasculhar o local com as mãos. Damon sempre dizia que as mãos Bennett quando tocadas em algo faziam milagre, ela esperava que desse certo naquela noite.

Por um instante ela ficou imóvel tentando escutar algo que estivesse próximo, porém a única coisa tão alta quanto qualquer barulho eram as batidas de seu coração, que rangia tanto, quanto o brilho das estrelas.

Tentando terminar seu plano, ela buscava pela ideia chave que fecharia a sua vingança.

Sem muitas dificuldades, os olhos, de gavião de Bonnie, avistaram uma espécime de torneira na beira da escada, e com apenas um olhar ela se abriu, espalhando uma quantidade razoável de água.

Foi questão apenas de se esconder que Kai apareceu, descendo a escada gritando e derrubando tudo que havia pela frente. Ele estava coberto por um líquido sujo em seu rosto, assim como Harry Potter em seu segundo filme, após sair/cair da lareira.

Kai sem saber que estava prestes a cair em uma armadilha adentrou ainda mais no sótão vasculhando em meio aos emaranhados de sacolas uma morena escondida, já que não conseguiu pista alguma naquela parte ele se colocou perante a uma ilustre pilha de latão que se mexia desgovernadamente.

Quando a mão de Kai se posicionou próximo ao recipiente a cabeça de Bonnie se ergueu e palavras penetrantes alcançaram seus ouvidos. Um feitiço bem ensaiado, sem errar se quer uma consoante ou passos para executa-lo.

Não sabendo o que fazer ele tentou amenizar a dor colocando a mão na cabeça. Se desequilibrando com os pesos das pernas ele tentou arrastar o próprio corpo até as escadas, aonde Bonnie havia esparramado a água da torneira minutos antes:

— Incen... — por mais que ela tentasse acabar com aquilo algo a tentava impedir, mas mesmo sabendo disso ela tentou prosseguir.

Com parte do corpo molhado e quase impossibilitado completamente pelo feitiço ele gritou a ela:

— Ande logo... — havia espanto nos olhos dos dois — eu a maltratei e tentei te matar é o mínimo que eu mereço depois de tudo — um sorriso sombrio de arrependimento estava nascendo em seus lábios e a cada segundo que ela o olhava parecia uma eternidade — VAI!

Sem ter tempo para pensar Bonnie começou a recitar um novo feitiço que o deixou mais assustado que o normal.

— Fes Matos, Hantero Aseri Gratas, Disasustos Vom, Mas Pro Jeta Sutei! Vitamas Veras...

Com o corpo e a voz ali, a mente de Bonnie voltou a uma semana atrás quando estava em casa com a visita de Damon.

Depois que eles haviam se reencontrado do mundo prisão não tinham se vistos mais do que duas vezes a não ser quando ele foi a faculdade a procura de Elena. E olha que eles moravam na mesma casa.

Após várias sequências de batidas, Bonnie decidiu abrir a porta. Damon olhando-a não compreendia o porquê dela não ter atendido todas as suas ligações e só ter aberto aquela porta depois de ter quase a despedaçado.

— Você costumava me ligar, pelo menos no mundo prisão... — disse se convencendo que aquela noite seria difícil — quando você queria os meus conselhos, e eu acho que você precisa de alguns, pois você está se passando pela pessoa errada querida. — com uma prevê pausa ele soltou todo o seu ar — E quando você me olha assim só pode significar uma coisa... — disse entrando sem pedir sequer permissão ou licença.

Bonnie sempre foi a boa nas palavras, mas naquela noite seu subconsciente pensava em apenas palavras frias e más. Quando o feitiço estava quase pronto um ser se materializou tirando a sua concentração, um instante em que a fez perder tudo, mas não a esperança.

— Bonnie, por mais que eu não me importo com a vida dele, deixe-o ir!

Em lágrimas ela agarrou Damon, que a levou embora com sua super velocidade deixando Kaí ali, todo machucado.

Em poucos minutos já estavam na mansão Salvatore, os dois confusos e sedentos um pelo outro. Bonnie estava fraca. E Damon tinha toda atenção voltada para ela.

[...]

Parte de mim é parte de você, então pegue minha mão, eu quero que você sinta as palavras que eu não posso deixar você ouvir... Eu te amo tanto e você me ama, então me diga porque sinto como se estivéssemos a milhões de anos distantes — Klaus...

Nos melhores ou piores momentos você estava ao meu lado, sempre dava um jeito de não desistir de mim — Stefan...

Eu gostaria que houvesse outro eu e outro você para que pudéssemos voltar ao ponto em que nos encontramos, mas dessa vez em outro lugar uma outra chance...

Te amar sempre soube que seria um risco, mas, mesmo sabendo das complicações, eu te amei, independentemente dos seus defeitos ou passado.

Sempre tinha algo que me lembrava você, todas banais, no entanto com segredos cobertos e disfarçados, assim como a si mesmo.

Houve um dia em que o vi apreciando uma foto, você estava dividido entre as novas e velhas lembranças e as suas lágrimas. Naquele instante minha vontade era entrar pela porta e inventar uma desculpa para poder ficar com você.

Apesar de tudo que dizem ao meu respeito, eu possuo coração, e mesmo que amasse aquela sensação de proteção, não podia os prender, pois nenhum deles merecem isso, não depois de tudo que Stefan e Damon passaram juntos por Elena.

"Eu tenho que lutar" — realmente eu precisava os encarrar um dia , mas não tão rápido e no meio de um baile importante para Klaus. Magoá-los nunca foi a solução para assumir a minha responsabilidade ou minha carga de culpa.

— Preciso ir! — olhei para o rosto de Klaus e ele intendeu a minha desistência.

Em dois passos virei-me e encarei Stefan, ele fitava meus olhos e eu podia sentir no movimento de suas pernas que esperava alguma atitude minha, contudo não sabendo ao certo o que fazer ou dizer sai dali, foi minha única opção, mas não pense que foi tão fácil assim, me senti como se tivessem tirado um doce de mim ou deixado para traz toda a minha esperança.

Por sorte ou não, Stefan não veio atrás de mim.

Lá fora, a noite se espalhava e a lua caia sobre os carros, tanto estacionados na frente como no estacionamento, estava meio frio e o carro que me levaria encontrava-se parado debaixo de uma árvore de eritrina que por sinal se balançava muito.

Caminhando em direção ao automóvel escutei, próximo do estacionamento, um ruído impulsivo. Havia alguém ali, e eu podia sentir aquilo. Com medo apressei meus passos e quando parei já estava abrindo a porta do passageiro.

Por meio de uma velocidade inexplicável uma mão grossa segurou os meus braços e aplicou uma ponta fina em minha carótida, ao jugar pelo gosto queimante em meu sangue acho que era verbena.

Por um instante tentei gritar, mas quando eu realmente consegui já estávamos em seu carro. Ele usava um capuz marrom que cobria por completo o seu rosto. Não me lembro de quase nada depois disso, exceto por um calor forte sobre meu corpo.

***

Estava jogada ao chão quando acordei, haviam milhares de folhas ao meu redor, algumas em cima de mim enquanto as outras se embaraçavam em meus cabelos. Com a visão um pouco embaçada, devido a verbena, tentei identificar o local, no entanto quanto mais eu insistia mais minha visão ia se agravando.

Me apoiando em uma árvore grossa e de altura um tanto incomum avistei um borram no qual se movia em minha direção. Ele mancava em uma de suas pernas e apertava a mão bruscamente a cada segundo em que mirava a cabeça para mim.

— Olá amor! — só existiam duas pessoas que me chamavam assim, Klaus e...

— Quem está ai? — eu tentava focar em seu rosto, mas não consegui identifica-lo.

— Acho que exagerei na quantidade de verbena — disse tocando meu pescoço e o virando.

Com quase setenta porcento da minha visão recuperada consegui identificar o sorriso da pessoa que me olhava.

— Enzo? — eu realmente estava drogada pela verbena — Não pode ser, me disseram que você havia ido embora.

"Porque eu não disse a ele o quanto eu sentia medo dele?"

— Eu te achei! — com o polegar ele passou o dedo em minha bochecha — Não te contaram a verdade princesa.

Já vi tantas coisas nesse mundo, mas Enzo demonstrando carinho é algo novo.

— O que foi? — disse olhando seus olhos que me encaravam com dúvida e preocupação.

— Me desculpe! — ele soltava uma lágrima nos olhos — Ela te quer e ameaçou matar Klaus, e eu sei o quão importante ele é para você. Eu não podia perder a minha única esperança de te ver sentir novamente.

— O que?

— Eu sei que isso é egoísmo, mas eu...

— Cale a boca! — lá estava ela, minha sombra, flutuando ao ar como passarinho, com roupas diferentes e um semblante de vingança e inveja.

Segurando com os dedos a mão de Enzo eu suplicava, com os olhos, para que ele não me deixasse sozinho. Eu tinha medo, pois quem sabia, além dele, o que ela faria comigo.

— Até mais tarde loirinha — levantando com dificuldade ele se virou e passou próximo ao corpo fantasma, de Henriette, nos deixando.

Nunca se pode saber quando você vai sair viva de uma enrascada, mas naquela noite eu tive a certeza de que viva eu estaria se tentasse fugir.

— Está pensando em fugir? Se eu fosse você não tentava — ela alisava meu cabelo e puxava algumas de minhas mechas — Eu tenho planos melhores para você!

— O que? — Enzo só podia estar de brincadeira, ele não faria algo tão ruim a ponto de me matar né, ou faria?

— Nossa! Vejo que Enzo não fez as honras. Eu pedi para que Stefan te encontrasse, e ele não o fez, então o meu acordo com ele foi quebrado e um de seus amigos, além de você, vai morrer — ela mentia para Caroline.

Com raiva levantei e tentei ataca-la, no entanto meus golpes não moviam se quer um fio do cabelo dela.

— Como? — isso soou como surpresa, mas um tanto familiar.

— Segredos Caroline — ela pausou e voltou a falar — Em meio a tantas vidas imaginei que você teria um nome menos popular. É estranho né em um dia você está rodeada de pessoas que te amam e (blang) tudo já era.

Pensar era fácil, mas agir conforme os meus pensamentos era difícil. Eu queria morde-la, porém como não podia toca-la fui obrigada a continuar escutando e observando, até o momento em que o meu vestido afundou em uma poça de lama.

Ela era rápido, em um segundo podia estar frente ao meu rosto e em outro próximo a árvore. Por maior que fosse a minha velocidade nada se comparava a Henriette.

— Sabe? A muito tempo roubaram de mim uma pessoa e ela foi condenada a milênios de anos no Limbo, você talvez não conheça esse nome, mas tenho certeza que ouviu falar no inferno.

Uma lanterna se acendeu perante aos meus olhos, algumas peças se encaixavam e um pensamento me veio a cabeça... Bonnie!

— Você precisa da Bonnie! — eu assustada escorreguei e cai.

— Não! Eu preciso de você Caroline, de todo o seu sangue, eu preciso traze-lo de volta.

— Mas dessa forma eu ia ressecar e morrer — pelo o que eu sabia, não eram muitos os feitiços
que precisavam de um vampiro — porque você não pega outra pessoa? Tem tantos vampiros espalhados por esse país.

— Você não entendeu Caroline, você é uma peça única, não existe outra... Além de...

E como nada podia ser ainda mais bizarro, Enzo apareceu do nada, jogou uma erva sobre o corpo fantasma de Henriette e correu para perto de mim. Com grande dificuldade ele rasgou metade do vestido que estava preso na lama e me retirou da onde nós estávamos.

O tempo passou com uma rapidez absurda, ela estava fora de controle deixava tudo ao seu arredor uma bagunça.

Segurando minhas mãos Enzo me pegou e correu o máximo que podia. Ele estava nervoso e eu podia sentir em seu pulsar que havia medo dentro dele.

Pensei desde quando havia acordado que ele estava contra mim e a todos, mas estava errada, sem pensar duas vezes ele se agarrou mais próximo a mim e seguiu rumo a um carro no meio do mato.

Uma linha de expressão ao redor dos olhos dele me perguntava se conseguia entrar sozinha no carro. Naquele instante exitei em não deixa-lo, segurei sua mão e disse mentalmente "esse pode parecer 'o fim' no momento, mas prometo que voltarei".

Uma lágrima escorreu sob a minha bochecha e caiu na palma de sua mão.

— Caroline? Por mais que o tempo não possa mudar nosso corpo e nosso rosto, sei que ele pode mudar o que sente aqui — com o dedo no meu coração ele disse adeus.

[...]

"Eu estava dormindo em uma campina quando acordei e encontrei belas flores, eram de pétalas brancas e muito pequenas, Elena pairou sobre a minha cabeça pronunciando seu nome, elas se chamavam 'Despedidas do Verão'. Todas as pétalas, que antes estavam ao chão, dançavam e rodopiavam uma nas outras. Se você parasse para observar conseguia escutar os sussurros de cada uma delas, por um instante juguei ter escutado o nome de Kaí, porém em outro momento escutei a voz de Damon gritar".

Acordaram-me e percebi que tudo aquilo tinha sido algo da minha fantasia. Damon parecia cansado e um pouco estranho... Senti com se houvesse adormido por dias, meu corpo estava dolorido e pesado, e minha mente apenas alcançava seus olhos azuis.

Os braços de Damon a envolveram naquele momento e a segurança invadiu-lhe a cabeça, ela aparentava estar nas nuvens, os olhos cor de rubi batiam com os de anchura de Damon, aquilo a fez mergulhar no mais profundo dos abismos. Mesmo que os tubarões tentassem a devorar, Bonnie sabia que sempre, sempre mesmo, poderia contar com ele.

— Você está bem? — disse olhando em cada centímetro de meu rosto como se buscasse por algo que faltasse.

— Eu não acredito que quase tentei te matar.

— O que? Bonnie, você tentou matar Kaí.

Quando o nome dele atingiu os tímpanos de Bonnie um zumbido os fizeram explodir e quando ela menos esperava já era hora de dormir novamente.

Segurando a cabeça de Bonnie ele depositou um pouco de seu sangue na boca dela, no entanto nada fazia efeito, ela continuava a sangrar pelas orelhas e jorrar sangue pelo chão.

— Droga bonbon! No tapete preferido do Stefan não!

Em súbito impulso ela jogou seu corpo para frente e ao abrir seus olhos ela gritou por um nome.

— Kaí... — lá estava ele, ainda com as mesmas roupas e sorriso debochado.

Foi apenas uma palavra antes de voltar ao mesmo estado que se encontrava antes.

— Eu posso ajuda-la... — disse ele se jogando ao chão e colocando suas mãos sobre o corpo de Bonnie.

Um moinho de memórias rodopiavam o círculo de lembranças da minha cabeça, eu mal podia suportar a dor que se espalhava por meio daquele local.

Algumas de minhas antepassadas se reuniam a minha volta, um círculo de seis pessoas extremamente fortes e confiantes, elas me olhavam com ódio como se eu fosse a pior garota da família, como se fosse ruim no que deveria ser tão boa. Algo me dizia que tudo podia ainda piorar.

Minha avó deu um passo e estendeu as mãos, eu a toquei e pude senti-la, ela era real, tanto quanto o vento que batia em meu tronco.

As coisas estão prestes a mudar! — ela afirmava como se soubesse prever o futuro.

Eu julgaria que tudo fosse brincadeira, mas as expressões da minha avó e das outras me fizeram estremecer. Vovó sempre falava da escuridão como algo que a luz sempre poderia quebrar, falava no quanto bruxas unidas eram fortes e invencíveis, o bom de estar sempre bem preparado para as batalhas, todavia aqueles relatos não passavam de simples lembranças naquele momento.

Você corre perigo, e como nossa única descendente zelamos pela sua saúde e vida. Nós nos reunimos hoje aqui para te alertar, mostrar o quanto ficar aonde está nesse exato momento pode mata-la. Como pode te impedir de cumprir o que foi prometido a você

Papo de bruxa sempre foi complicada, mas confesso que aquilo tudo me parecia muito confuso.

Preste atenção! Não temos tempo para conversadisse antes que eu desenrolasse a língua para questionarquando você voltar, deverá ir direto para Wanaka na Nova Zelândia e encontrar o nosso ascendente, esse ascendente foi criado especialmente como refúgio para pessoas como "nós" — enfatizando a palavra nós ela propôs algo absurdo — Bonnie, pedimos uma coisa, você deve, eu não estou pedindo, você deve levar o Kaí.

O que? Vocês sabem o que ele me fez.

Não estamos pedindo para que se case com ele ou algo do tipo, ele é essencial para que não te encontrem e para o futuro das bruxas Bennett... — colocando uma mecha de cabelo atrás de minha orelha ela prosseguiuno momento certo você saberá.

Mas...

Você ainda quer viver Bonnie? Então tem que sacrificar seus medos e enfrenta-los de frente para poder estar com seus amigos. Minhas irmãs disseram que você pode levar mais alguém.

Voltando para a posição inicial todas colocaram as mãos sobre meu corpo fazendo uma luz branca queimar sob minha pele.

Vovó não vai!

Lembre-se, seus inimigos não são seus amigos, mas sim o tempo.

Antes que elas desaparecessem de vez escutei alguém pedindo desculpas pelos tímpanos estourados, tinha algo haver com a única forma de se comunicar sem que outros soubessem. Resumindo eu precisava dormir ou estar com o corpo inerte e a mente vazia. Isso não é muito fácil quando se tem por perto Damon e Kaí.

Notas finais
Uru, estamos chegando galera, mais um capítulo, espero que tenham gostado e aproveitem para favoritar e comentar ai em baixo. Até a próxima