Diário De Um Sobrevivente
4 Alimentando a morte
Notas iniciais
Mas ficou bem legal XD, eu que to de frescura mesmo..
Eu ia à frente da expedição que seguia monotonamente atrás de comida. Fazia dois meses desde que tinha recebido aquela angustiosa notícia do me tio sobre a insanidade da minha mãe.
Johan já havia me ensinado bastante sobre luta corpo a corpo com zumbis e eu já conseguia matá-los com o facão que agora trazia em punho. O facão era do tamanho do meu braço e eu caminhava arrogante à frente com ele erguido, a qualquer sensação de perigo eu reagiria. Mesmo assim por precaução cada um de nós trazia uma arma de fogo, eu carregava a Glock com que já me acostumara no coldre à cintura, meu tio era o único que trazia uma arma mais pesada, a escopeta de cano serrado.
Estávamos em quatro, eu, meu tio, a gordinha Kátia e a ruiva sexy que se chamava Bruna.
— George espera! — ouvi meu tio ordenar, já meio fatigado.
Eu obedeci, me encostei em uma árvore.
— George sei que isso é algo difícil de superar — ele falou quando me alcançou e eu sabia do que se tratava —, mas você não pode se afastar das pessoas, isso só vai dar brecha para elas pensarem mal de você.
— Elas já pensam, o que posso fazer?
— Não dar motivos para elas terem certeza.
Olhei por trás dele e vi as garotas se aproximando.
— Ouça, acho que capturamos algum — eu anunciei e saí correndo.
Nós montamos algumas armadilhas para animais selvagens no raio de alguns quilômetros do armazém em qualquer direção, os enlatados estavam acabando e nós evitávamos comê-los caçando animais ao invés.
— Veja tio! Capturamos um veado! — eu apontei para a rede que balançava no alto com o pobre mamífero sacudindo-se dentro.
Meu tio se aproximou da corda presa na árvore e começou a descer o bicho, eu me aproximei para ajudar e as duas garotas correram uma para cada extremo da área para cobrir o lugar em que nos encontrávamos.
Nós dois descemos o jantar do grupo e nos aproximamos. Quando aproximei o rosto para vê-lo ele voou com os dentes na minha direção, Bruna se aproximou rapidamente e me puxou pelo cangote enquanto meu tio desceu o grande machado que trazia no pescoço do quase comedor de caras.
A cabeça dele saltou e caiu no chão espalhando sangue escuro. Ele não era normal, agora eu reparava que seu focinho e patas estavam furados na tentativa de obter liberdade e lembrei que veados são herbívoros.
— Obrigado — agradeci Bruna que confirmou com um aceno de cabeça que poderia querer dizer amigos são para isso ou presta atenção! Talvez eu não possa te salvar de novo idiota.
— Foi mordido por um zumbi — meu tio anunciou apontando uma grande ferida aberta um pouco acima da pata traseira esquerda. — Acho que não é seguro comer.
Kátia se aproximou da cabeça do bicho curiosa, ela tocou a cabeça e eu nunca soube por que, só sei que o veado atacou novamente e todos nós nos assustamos, Kátia saiu correndo apavorada.
— Kátia espera! — meu tio gritou, inutilmente.
— Deixa comigo tio! — gritei correndo atrás dela.
Johan se aproximou da cabeça do bicho e esmagou-a com vários chutes.
Eu corri muito, não sabia como aquela mulher poderia correr tanto com toda aquela gordura.
De repente saímos numa clareira e tive que me jogar para segurar a garota pela blusa. Estávamos de frente para um açude, estava seco e abarrotado de zumbis. Devia medir uns vinte metros de comprimento por uns dez de largura e graças a Deus era bem fundo, pois assim eles não conseguiriam escalar e ficariam presos.
O problema é que nós dois estávamos à beira daquela piscina de mortos e eu segurava o corpo de uma garota que poderia ter o dobro do meu peso. Tentei jogar o corpo para trás, mas ela estava se desequilibrando para frente e eu não tinha forças.
Pensei que fosse cair e isso quase aconteceu, mas um braço forte segurou na altura do meu estômago e me puxou para trás. Kátia e eu voamos na direção do corpo desconhecido e caímos de costas.
— Fiquem quietos! — eu ouvi uma voz meio rouca gritar.
Levantei-me e olhei na direção da armadilha. Fiquei pasmo, um velho com uma pá na mão gritava para os zumbis e depois atirou um grande pedaço de carne, fazendo com que eles brigassem entre si.
— Vocês! Quem são e onde vêm? — ele berrou virando-se para encarar nossas faces assustadas.
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