Dhampir

3 Sonhos Impuros


Notas iniciais
Boa Leituraa!

Debaixo do grande pinheiro Loiran pôs-se a pensar mais uma vez no sonho que tivera essa noite, todas as noites um homem diferente, todas as noites ela se entregava a cada homem e com esse ocorreu o mesmo.

Ela viu-se entrar num quarto de paredes alaranjadas onde um homem de cabelos laranja a esperava sentado na beirada da cama. Ele usava apenas as roupas debaixo e ela uma camisola de seda preta, sorriu e sentou-se no colo do imponente homem ele beijou os lábios dela e infiltrou as mãos ásperas por debaixo do tecido da camisola.

Logo estavam estatelados na cama, nus, ela montada nele e ele impulsionando os quadris dela numa velocidade descomunal. Quando chegava próximo ao clímax ele segurou com firmeza os seios da loira e a mesma desabou sobre ele. Beijando-o e sugando sua alma pela boca.

Levantou-se e vestiu-se com a camisola o homem tinha os olhos arregalados e havia parado de respirar. Estava morto. Saiu pela porta do quarto sem ao menos olhar para trás e então... Acordou.

Suspirou cansada de ter os sonhos impuros e pensando seriamente na hipótese de ir confessar-se com o padre. Mas provavelmente o assunto cairia na boca dos habitantes e ela seria a nova vagabunda da cidade, e já bastava sua mãe sendo a pobre renegada dentro de casa.

Já estava acostumada a sempre deixar os homens mortos após cada sonho, era uma rotina e a cada manhã de novo sol ela acordava renovada, bochechas coradas e expressão descansada, mas por dentro sua alma estava exausta.

- Em que estás pensando? – Sheryl irmã de Lorian sentou-se ao seu lado, ela por sua vez tinha longos cabelos lisos e um rosto salpicado de sardas rosadas acompanhadas por duas jabuticabas dentro dos olhos.

- Nos sonhos. – respondeu amargamente, ela e a irmã compartilhavam do mesmo segredo, Sheryl tinha os mesmo sonhos.

- Já disse que pares de pensar nessas besteiras, são apenas sonhos bobinha. – ela jogou os fios retos para trás e encarou a irmã com um sorriso – Como ele era dessa vez? – perguntou curiosa.

- Tinha o cabelo laranja. – Loiran fez uma careta de nojo e caíram na risada.

- Pois o meu era bem bonito tinha longos cabelos negros ondulados presos para trás e os olhos caramelo. – suspirou e olhou para mancha de nuvens cinzentas no céu após terminar sua frase.

- Não parecem ser sonhos dignos de uma dama. – a outra reclamou enquanto ajeitava os cachos loiros e mirava a irmã com os olhos azuis.

- Tu sabes se mais alguma dama tem esses sonhos? – Sheryl perguntou arqueando uma das sobrancelhas e Loiran permaneceu quieta – Pois então, imagine que outras damas como nós devem ter seus sonhos também. – exibiu um sorriso amarelo.

- Irei perguntar a Kristell hoje.

- Estás louca? Irá perguntar o que? – os olhos negros arregalaram-se surpresos.

- Perguntarei se ela sonha. – os olhos azuis encontraram-se aos negros e Loiran saltou para cima num pulo – Venha mamãe já deve estar com o jantar pronto.

- Sabes que nunca tenho fome. – a morena disse enquanto erguia a saia de seu vestido e levantava seguindo a irmã.

- Eu também não, mas seria desfeita recusar a comida que nossa mãe prepara com tanta afeição. – Sheryl revirou os olhos e as duas seguiram para dentro de casa.

Betsy chutou o amontoado de folhas a sua frente e reclamou de suas roupas tão apertadas, se ao menos os anjos pudessem ficar invisíveis ela poderia se libertar do vestido armado e o espartilho apertado. Agora o ciúme já tinha se ponderado e ela avistava sua casa ao longe.

- Isso é horas de chegar? – Pattrícia a anja mãe disse quando a viu passar pela porta.

- Por favor, Pat não me venha com sermões essa hora. – ela retirou as botas e as deixou ao lado da porta, seguiu para o sofá e se sentou ao lado da mulher de traços angelicais.

- Você deveria se concentrar mais em seu protegido. – ela disse de forma calma e Betsy agradeceu por estar em casa, não precisava usar daquelas palavras chatas para se comunicar o que era um alívio.

- E eu estou. Tanto que já vou me arrumar e trocar de vestido para fazer meu trabalho. – pôs-se de pé novamente- Eu já disse o quanto amo a palavra “você”? Por Deus quando os humanos irão facilitar o vocabulário? Às vezes me embolo naqueles tratamentos cheios de cordialidades. – Pattrícia riu e Deniel atravessou o grande arco da sala rindo também.

- Betsy, Betsy... Quando irá entender que nós anjos somos seres evoluídos? – ele murmurou passando pela menina e bagunçando seus cabelos.

- Eu já percebi isso Den, há muito tempo para falar a verdade. – suspirou pesadamente e seguiu para as escadas.

Trancada em seu quarto preparou um banho relaxante e escolheu um vestido rosa rodado para hoje à noite. A ocasião não era lá especial, afinal, ela só iria vigiar os passos de seu protegido, mas vá que topasse com ele na rua pelo menos estaria apresentável.

Matthew já estava devidamente arrumado, havia colocado sua melhor roupa, afinal hoje a noite o bar de Stunley receberia as moças do Sul e ele estava animado com isso.

Passou pelo quarto da mãe que era posta na cama pelas amas e afagou os cabelos da senhora Sanders que sorriu para o filho. Um momento de nostalgia envolveu aos dois no quarto e ele num ato ingênuo depositou os lábios macios na testa da mãe, um pressentimento pairava no ar, algo de ruim iria acontecer. Desceu as escadas, imponente, enquanto dois de seus serviçais aguardavam-no com as portas principais abertas, e a carruagem já o esperava pronta para partir.

Passaria da casa de seu amigo Brian para irem juntos ao bar. Eles eram inseparáveis, desde que Haner chegou ao vilarejo com seus 10 anos tornaram-se irmãos, aonde um ia o outro ia atrás.

Brian esperava o amigo na soleira junto a porta, os cabelos negros lhe caiam um pouco acima dos ombros e a barba estava por fazer, os olhos castanhos inchados revelavam que não havia dormido na noite passada e aproveitou à tarde do dia de hoje para descansar.

- E então Haner pronto para mais uma noite daquelas? – Matthew perguntou arqueando a sobrancelhas enquanto seu amigo se aconchegava ao seu lado.

- Aquelas garotas do Sul vão me levar ao delírio meu caro. – ele disse e o olhou pelo canto do olho.

- Te prepare, pois Stunley reservou quatro delas para nós. – os dois riram maliciosos – Ouvi dizer que estaria interessado em uma garota das redondezas, estou certo? – os olhos verdes brilharam na pergunta, pois se ele respondesse o nome de Kristell teria os membros arrancados.

- Apenas boatos meu bom amigo, pessoas como eu só se casam com grandes fortunas. – ele deu um sorriso sombrio e Sanders seguiu a mesma linha de sorriso.

De repente a carruagem parou e eles se deram conta de que estavam numa rua mais escura do que o normal, vazia sem se quer uma alma viva, nem um moribundo mendigo era visto na rua assombrada e fria. Os dois cocheiros desceram e eles foram atrás, deviam constatar se havia algum problema com os cavalos.

Matthew deu de encontro a um dos cocheiros o homem era extremamente macabro, retirou a cartola preta jogando-a longe e seus olhos que antes eram de um tom azul calmo como os céus tornaram-se vermelhos como sangue. O garoto pensou em correr, mas antes que o fizesse o homem o tomou nos braços e cravou as longas presas no pescoço rosado de Sanders.

Do outro lado Brian era surpreendido por um homem três vezes maior que o próprio, os cabelos do homem era pretos presos para trás e os olhos negros como o cair da noite. Já ia lhe proferir a palavra e perguntar qual era o problema quando o homem o pegou nos braços, passou o nariz pontudo na veia aorta de Haner e enfiou as presas no local saboreando seu banquete.

Notas finais
Espero que tenham gostado! Deixem comentários, vamos conversar lá gente kkkkk
Beeeijinhos ;*