Dhampir

4 As Novas Criações


Notas iniciais
Boa leitura!

James parou quando a última gota de sangue restava no pobre corpo do garoto e olhou para sua face admirado com os ossos firmes, e a estrutura pesada de seu corpo. Ele daria um belo vampiro pensou consigo, já planejando as matanças na vila ao lado do jovem.

- Harrison venha cá. – ele disse num grito baixo e logo Harrison estava ao seu lado com Brian pendendo em seus braços.

- Não me digas que estás com dó do rapaz? – ele gargalhou.

- Não. Olhe para estes garotos, estive pensando em voltar à ativa, sabe como é... Matança pelos vilarejos, mas como o farei sem seguidores? Você Harrison vive numa inconstância de viagens, nunca seria capaz de destruir um vilarejo só. – James voltava a ter seus olhos azuis e Harrison os negros.

- Pensando por esse lado parece-me uma boa ideia. Estes rapazes dariam ótimos vampiros!

Quase que em uma comunicação telepática os dois rasgaram os pulsos entre os dentes e deram de seus sangues nas bocas dos rapazes. Eles não recobrariam a consciência total agora, primeiro agonizariam até a morte e depois se tornariam imortais. Demônios perfeitos, diga-se de passagem.

- Ande, coloque-os dentro da carruagem! – exclamou James enquanto Harrison carregava os corpos pesados nos ombros.

Betsy observava do outro lado da rua o bar do Stunley, Zachary havia entrado ali dentro acompanhado de Johnny a mais de três horas, ela batia o salto na calçada úmida impaciente. Agarrava-se ao casaco de pele branco tentando evitar que o frio ultrapassasse sua pele.

Humanos eram tão frágeis, se incomodavam com uma rajada de vento, pensou ela enquanto seus dentes batiam e as pontas das orelhas congelavam. Sabia que não morreria por hipotermia, mas se acaso o corpo que ela habitava morresse ela teria que se transformar em um novo humano.

Estava quase entrando no maldito bar e retirando o garoto pelas orelhas de lá de dentro quando viu em sua turva visão atrapalhada pela neblina, um homem acompanhado de outro menor, eles se escoravam nas paredes e trançavam as pernas. Obviamente estavam bêbados, e o som da voz de um deles a fez obrigar-se seguir os companheiros.

- 1 2 3... Ela vem te pegar, 4 5 6... Ela vai te arrastar, 7 8 9... No inferno vai estar, e 10 sem demorar Lilith venha me adulterar! – Betsy tapou os ouvidos aquela melodia embargada que vinha da voz de Zacky a fez tremer os ossos, eles cantavam para o demônio e ele não gosta de ser chamado em vão.

- Oh sim Lilith venha cá. – Johnny disse e mordeu os lábios, pareciam alucinar.

No entanto ela não podia fazer nada além de vigiá-los silenciosamente para que seu protegido Zacky se encontrasse seguro em casa, ficou pensando consigo durante a longa e demorada caminhada, onde havia de estar o anjo de Johnny. Todos os humanos tinham um, a menos que o anjo dele estivesse à espreita de outro lugar.

Eles pararam em frente à mansão humilde dos Baker e caíram no chão, pondo-se a gargalhar. Ela esperava que não passassem muito tempo ali, nem que pegassem no sono na fria calçada gelada, pois então teria de ficar ali até que o sol raiasse.

Para seu alívio eles entraram pouco tempo depois, sua missão havia terminado por hoje, mas ela aguardou durante uma hora embaixo de uma árvore até que pudesse entrar no quarto de Zachary ou Zacky como ela gostava de chama-lo em sua mente.

Empoleirou-se na janela dele e logo estava dentro do quarto, não fez nenhum ruído seus passos eram como plumas tocando ao chão. Sentou-se na beirada da cama ao seu lado e contemplou a beleza do homem, os grandes olhos verdes estavam fechados num sono profundo, e a camisa branca apertada exibia os músculos definidos.

Ele ainda estava vestido, e por cima dos lençóis da cama, assim ela retirou apenas seus sapatos e o cobriu com uma manta fina que estava enrolada nos pés da cama. Decidiu que ficaria por ali por mais algum tempo.

E notou que havia feito a escolha certa quando tempo depois o corpo de Zachary começou a debater na cama furiosamente, ele suava e por baixo das pálpebras era possível ver que seus olhos reviravam. Ela pôs a mão sobre seu corpo e entrou em sua mente, não havia nada ali, correu pelas veias de seu corpo como se fosse entrar com sua alma no corpo do homem e então foi arremessada contra a parede.

- Uma súcubo... – sussurrou para si mesma.

Pôs-se a chorar ao lado do corpo dele que ainda debatia na cama, ela não podia salvá-lo. Mas havia uma forma, uma forma de poupá-lo dessa morte precoce, no entanto essa forma lhe traria a morte do mesmo jeito.

Percebeu então o quanto estava ligada a ele, o quanto seu espírito estava amarrado ao garoto. Ela precisava salvá-lo, pois sabia que assim que ele não vivesse para lhe proporcionar os sorrisos puros ela estaria entregue ao Diabo, pois não teria mais lugar para ela no mundo. Tomou sua decisão e saiu do quarto de Zacky, correndo para a casa de sua amiga dhampir.

As irmãs já dormiam quando Sheryl foi se deitar, ela e Lorian dividiam o mesmo quarto enquanto Kristell tinha o seu próprio, o que nunca foi um problema na casa, já que as duas irmãs adoravam a companhia uma da outra.

Sheryl repousou a cabeça no travesseiro tendo em mente qual homem invadiria seus sonhos hoje... Seu corpo se esquentava a cada sonho de que se lembrava, diferente de sua irmã ela não se sentia uma vagabunda por ter esses sonhos. Ela se sentia viva cada célula de seu corpo agitava-se quando a hora de dormir se aproximava.

Acomodou-se na cama da melhor forma e fechou os olhos, cantarolando a melodia de sempre em sua mente, não foi preciso nem mudar de posição na cama e ela já se encontrava num sono profundo... Logo sua alma foi de encontro com a do homem desta noite.

Encontrou-se em frente a um enorme espelho, alisou os cabelos pretos longos que iam até a cintura, desceu as mãos pelas curvas do corpo e observou-se no vestido vermelho apertado que ia até a metade das coxas. Nunca vira um vestido desses, mas a princípio percebeu que tinha mais mobilidade com o pouco tecido enrolado em seu corpo.

De repente um homem de olhos verdes como a grama nova, e cabelos de um castanho escuro enlouquecedor, parou atrás dela e sorriu exibindo os dentes brancos e alinhados. Ela virou-se e chocou seu corpo contra o dele.

- Diga-me teu nome. – pediu enquanto desatava o nó de sua gravata.

- Zachary e o seu? – ele perguntou se divertindo com a situação enquanto a morena jogava a gravata dele longe.

- Qual nome tu achas que é o meu? – ela perguntou enquanto abria os botões da camisa branca.

- Morte. – Sheryl retraiu-se, no entanto algo fez com que ela se aproximasse do homem de novo.

- Por quê? – perguntou arqueando uma das sobrancelhas enquanto escorregava a camisa dele para fora de seu corpo.

- Seus olhos são negros como a escuridão, da sua boca escorre veneno. – ela sorriu perversamente.

- E mesmo me considerando a morte tu queres prosseguir? – perguntou desafiadoramente enquanto o levava para a grande cama posta em frente ao espelho.

- Com toda certeza. – ele respondeu e ela o arremessou na cama.

Atirou seu vestido vermelho para qualquer canto e engatinhou sobre o corpo de Zacky que enrijeceu ao senti-la tão perto dele. Ela era a morte ele sabia disso e ainda sim preferia morrer nos braços macios dela, do que durar mais um dia na terra.

Notas finais
E então gostaram? Comentem ai gente!
O que estão achando da fic? *-*
Beeeeijos ;*
p.s. postaria esse capítulo ontem, no entanto não tive tempo de revisá-lo por isso estou postando somente hoje.