Dhampir

11 Casa Invadida


Notas iniciais
SEGUINTE FANTASMAS ESSE RECADO VAI PRA VCS:
Então gente, sei que tá no começo a fic, mas já percebi que tem uns leitores fantasmas, então estou aqui pra pedir humildemente que deem o ar da graça, se isso não for incomodo *-*
Desde já, agradeço.
___________
Boa leitura!

– Como ela pode se atrever a trazer um daqueles para casa? – indagava Kristell balançando as mãos no ar enquanto Betsy e Loiran a observavam sem expressão.

– Ele me parece ser um bom moço... – retorquiu a loira que foi duramente punida por um olhar severo da mais velha.

– Bom moço? Loiran, estes demônios sugadores são canibais! – exclamou num tom mais elevado.

– Estás muito irritada... Diga-me, o que te perturba? – perguntou a súcubo entrelaçando seus dedos com o da irmã.

– Não bastas o fato de ter um vampiro em casa? Transtorna-me saber que um sugador perambula pelos corredores! – ela parou por um minuto passando as costas da mão na testa.

– Não sou tola... – murmurou Loiran enquanto via o sangue ruborizar a face da ruiva.

– Devo sair, antes que cometa uma loucura! – agarrou os cabelos lisos entre as mãos – Antes que eu crave minhas unhas no peito do vampiro e arranque seu coração pulsante morto! – seus olhos começavam a assumir um tom acinzentado pela fúria que a possuía... caminhou até a porta.

– Kristell, tens a certeza de sair nestes trajes? – perguntou Betsy observando o vestido curto no corpo da amiga.

– Para onde vou é necessário que eu use estas roupas. – respondeu num tom que faria um mero humano estremecer, mas não as duas outras na sala, elas já estavam acostumadas.

Realmente Loiran tinha razão, Kristell não estava apenas perturbada por ter um demônio em sua casa, ela estava preocupada com o vampiro trancado no galpão, e era essa preocupação que a perturbava.

Por que a maldição de olhos verdes não saía de seus pensamentos? Por que o passado voltava a assombrá-la... Ela não podia se deixar enganar, não depois de tanto tempo. Já era crescida, sabida do mundo... Não se deixaria abater por um mero morto-vivo.

Kristell se arrumava para encontrar-se com o melhor amigo, Matthew, em frente à mercearia, passariam a tarde juntos, como sempre... Já arrumada e com os devidos cachos feitos no cabelo vermelho, ela saiu de casa. Estava alguns minutos adiantada, mas não se importava, afinal, teria mais tempo com o amigo.

Chegando ao mercado do vilarejo pode ver Matt conversando com outra garota, o sangue lhe subiu e ela não sabia o porquê, enfiou-se atrás de velhas carroças até chegar próximo o bastante dos dois.

Ele enxia a garota de elogios. Ela menina até que era bonita típica do vilarejo, lábios fartos, seios fartos, sobrancelhas delineadas e cabelos castanho. Kristell sentiu uma leve ponta de ciúme surgir, acompanhado de inveja, o amigo nunca havia a tratado assim...

Para terminar a conversa, ele beijou as costas da mão da moça que corou com o beijo e a ruiva sentiu seus olhos queimarem quando viu o olhar que ele lançava para a menina, desejo, ele a desejava.

Olhou para si mesma, o vestido amarelo sem armação, sempre lhe deu mobilidade, no entanto, nunca foi objeto de luxúria de nenhum dos garotos de sua idade... Já era hora de mudar, mudar longe de Matthew.

Os pensamentos martelavam em sua cabeça, como havia sido tola, como havia se afastado sem motivos concretos... Queria poder voltar no tempo e corrigir seu erro de criança mimada... Uma mera garota fez-lhe perder a cabeça.

Agora já não era de seu interesse reatar a amizade, os elos dourados de inocência e amor haviam sido quebrados e substituídos por nada... Um nada tão grande que chegava lhe arder o peito. “Não existe dor” – ralhou consigo mesma correndo mais rápido pela vasta vegetação.

Não se importava com os rasgos em sua pele provocados pelos galhos da densa vegetação... Ela voltava para o galpão, voltava para mais uma sessão de torturas, afinal toda essa tensão devia ser descontada em algo, ou melhor, em alguém.

O grande galpão de madeira envelhecida a esperava intocado. Um sorriso maroto brincou em seus lábios enquanto ela observava seus arranhões cicatrizarem e a pele branca perfeita contrastar-se ao Sol.

Com passos firmes e destemidos entrou no local que mais parecia um celeiro, chutando as portas com o salto de sua bota. Ela queria assustar o vampiro, mesmo sabendo que o mesmo já deveria ter pressentido sua presença há quilômetros de distância.

Fechou a porta atrás de si e mirou a cadeira onde seu preso deveria estar, deveria, pois não estava. “Ele fugiu” – pensou correndo até a cadeira e verificando as algemas de puro ferro destroçadas.

Comprimiu os lábios numa linha reta e foi até a mesa onde suas estacas estavam expostas... Pegou a mais grossa nas mãos e a arremessou contra o chão, raivosa, a madeira afundou-se no chão de barro formando um buraco.

– Não escaparas desse jeito! – exclamou entredentes e dirigiu-se a porta.

Tentou abri-la, mas a mesma estava trancada, um cadeado havia sido passado por suas alças, um cadeado que seria banal a sua extrema força... No entanto antes que pensasse em sair do local mal iluminado fora surpreendida.

Ela não estava sozinha... Não mais.


– Acordastes? – indagou Brian mirando Sheryl dos pés da cama no estilo vitoriana.

– Venha cá. – chamou a garota fazendo bico e ele foi até ela sentando-se ao lado dela na cama.

– Como ele era? – perguntou o moreno encarando os vitrais da janela ao lado da cama.

– Não esperas que eu vá te dizer uma coisa dessas... – rebateu estupefata apoiando-se nos cotovelos e elevando o tronco para poder encará-lo com os olhos.

– Por quê? Por acaso ele era melhor do que eu? Era mais jovem? Forte? Viril? – ela cobriu-lhe os lábios com a mão e encostou sua testa com a dele.

– Estás com ciúmes. – afirmou com um sorriso meigo.

– Não! Não estou! – pulou para fora da cama e andou para a outra ponta do quarto ficando de costas para a garota que lhe persuadia os pensamentos.

– Estás sim! Admita Sr. Elwin Jr. – ela encontrava-se há cinco passos dele que virou bruscamente mostrando os olhos que começavam a assumir um tom avermelhado por conta do ciúme enraivado.

– Como queres que eu tenha ciúme de ti se nem lhe tenho como minha? – indagou acalmando a fera dentro de si enquanto observava a reação de Sheryl.

– Ainda. – terminou por se dizer mostrando um sorriso de segundas intenções nos lábios.

– Quer dar a entender que “ainda” não lhe tenho? – ambos se aproximaram. – Faz-me pensar que estou no caminho certo... Hei de conseguir-te algum dia? – perguntou esperançoso e ela balançou as madeixas no ar.

– Conclua tuas respostas por si mesmo... – pôs-se mais perto ainda do homem e enlaçou seu braço no dele levando-o para a porta – Agora se me dá licença, peço que se retire. – ela abriu a porta esboçando um sorriso gentil.

– Devo esperar-te lá fora? – a expressão dele mantinha-se rígida e confusa.

– Acomoda-te por qualquer canto da casa, encontramo-nos mais tarde. Não se vá. – dito isso fechou a porta e afastou-se da maçaneta impedindo o desejo de manda-lo para dentro de seu quarto novamente.

Brian andou pelo corredor retorcendo as mãos uma na outra, Sheryl era um mistério para ele, um mistério desvendado, mas que ao mesmo tempo possuía o segredo dos oceanos enterrado por debaixo dos olhos castanhos.

Dirigiu-se para sala, encontrando ali as duas moças de mais cedo, cumprimentou-as com uma breve vênia desculpando-se pelo o ocorrido anteriormente. Virou-se para a janela grande de vitrais polidos e bem cuidados e admirou o descampado que cercava a casa. A campainha tocou.


– Vá com calma Zachary não queremos assustar a todos. – disse James esboçando um sorriso para o amigo impaciente enquanto aguardavam em frente à porta do casarão.

– Tens certezas de que Brian está ai? – as mãos do vampiro de olhos verdes pareciam suar, e o coração metralhava em seu peito obscuro.

– O rastro dele nos trouxe aqui... Portanto aquieta-te, se ele não estiver aqui nos divertiremos com os anfitriões. – tanto Zacky como Jonathan sabia de que divertimento o vampiro mais velho se referia.

Foram atendidos por uma morena que tinha os cabelos emaranhados em cachos grandes que caiam pelo ombro esquerdo. Zachary que antes sentia o suor em suas mãos podia jurar que seu coração havia parado de bater, a beleza da garota o deixou embasbacado. James logo a reconheceu.

– Se não é a anjinha de Zachary! – exclamou fazendo com que o garoto ultrapassasse o chefe e se dirigisse a sua salvadora.

– Agradeço-te por ter aberto mão de suas asas em troca de presentear-me com a “vida”. – num gesto singelo beijou as costas da mão de Betsy que corou com o toque.

Ela por sua vez afundava-se em si mesma na busca de palavras, tentando movimentar os pés que estavam fincados no chão e ignorando a sensação de batidas frenéticas do coração em seu peito.

– O que desejam? – perguntou ainda encarando Zachary.

– Estamos à procura de Brian. – disse James entrando no meio dos dois.

– Creio que seria melhor se esperassem aqui fora, eu mesma irei chamá-lo. – quando fez menção de fechar a porta o vampiro a escancarou num tapa e adentrou na casa deixando a educação na soleira da porta.

– Brian? – chamou vendo a figura imponente do homem ao observar a janela.

– James? O que estás fazendo por aqui? – era visível a surpresa que Brian tinha.

– Vim buscar-te. Precisamos de sua ajuda para rastrear Matthew.

– O que aconteceu a ele?

– Foi capturado por uma dhampir. – Johnny e Zacky mantinham-se calados.

– Dhampir? — indagou sem compreensão da nova palavra.

– Dhampir é a palavra usada a fim de nomear caçadores de vampiros.

Betsy encarava a cena atônita e agradecia por Loiran estar na cozinha comendo as sobras do jantar do dia anterior.

– Vocês já sabem quem é essa dhampir? – perguntou exasperado por seu amigo.

– Kristell. – admitiu Zachary amargamente pronunciando-se pela primeira vez ao amigo.

– Ela estava aqui mais cedo. – admitiu Brian engolindo em seco. – Ela mora aqui! – James soltou uma gargalhada.

– Sinta-se sortudo por não estar com o coração na pilha de troféus dela nesse instante.

– O que faremos? – perguntou de olhos arregalados andando de um lado para o outro.

– Iremos atrás da dhampir, a mataremos e resgataremos Matthew, se é que ele ainda esteja vivo. – James dizia as palavras com naturalidade que assombrava Betsy, mas não a metia medo, pois a mesma sabia que Kristell só poderia ser morta pelo próprio pai – E então vamos?

– Não! Tenho que avisar Sheryl de minha partida. – Brian se contrapôs deixando a curiosidade sobre os amigos do clã vampiresco.

– Quem és Sheryl? – perguntou James.

– Uma súcubo que conheci.

“Súcubo?” Betsy indagou mentalmente desconhecendo esse lado da morena de sardas rosadas.

– Interessante. – James comentou após ouvir a resposta do outro.

Entraram numa conversa sobre o mundo que os cercava, incluindo demônios, súcubos, íncubos... Informando Brian sobre todo seu desconhecimento.

Betsy parecia em estado de choque observando a conversa dos vampiros, ela percebia o olhar de Zachary encarando-a e tentava conter as ondas de rubor que lhe subiam a face... O que parecia ser difícil com o par de olhos verdes a mirá-la.


Notas finais
FANTASMAS QUE NÃO LERAM LÁ EM CIMA, SE LIGUEM AQUI:
por favor deixem um review pelo menos, nem que for pra me xingar por eu ser chata! kkkkk
_________
Leitores que comentam, os reviews de vocês são os melhores, sério fico hrs lendo e relendo VOCÊS SÃO OS MELHORES!
_________
Eai gostaram do cap? Deixem reviews!
Beeeeeeeeeijos