Notas iniciais
Olha eu aqui com mais um cap tão mais tão esperado por todo mundo!!! Obrigada mais uma vez por todos os comentários, ler cada um me deixa extremamente feliz e dá aquele famoso gás de continuar postando mais rápido quando posso, fora as ideias que são tantas kkk Foi um pouco difícil escrever o cap por conta de ser um POV Christian, mas espero que eu tenha conseguido me expressar do jeito como tudo estava desde o começo planejado e que vocês gostem! Não vou mais enrolar, boa leitura amores ♥

Eu passei os meus braços ao redor da cintura da irmã loira número um e da irmã morena número dois, trazendo-as para mais perto do meu corpo, sentindo os seios delas pressionarem em meu peito por cima da roupa e formando um beijo obsceno e quente entre nós três.

Quando o ar nos faltou, eu afastei o meu rosto de volta, para recuperar fôlego e passei o meu polegar em baixo do meu lábio inferior, limpando os resquícios de batom. E quando olhei para Chuck e Nate, os dois bastardos estavam se corroendo de inveja. Eu sorri e pisquei para os dois, gozando de como eu era um filha puta sortudo.

As gêmeas beijaram o meu pescoço, lento e depois chupando no final, me deixando duro como uma rocha dentro daquela calça. Eu estava quase indo sugerir que fossemos para algum outro lugar, quando por um breve momento, olhei em direção a entrada do salão e avistei as cortinas se abrindo, para em seguida Ana passar por elas e acompanhando ao seu lado, Matteo, os dois de braços dados como se fossem um casal.

Eu bufei, achando graça do quão ridículo os dois estavam, agindo como um daqueles casais de catálogos para as lentes da câmera do fotógrafo. Ver aquilo já estava me consumindo, e por mais que era muito fácil eu só tinha que virar o meu rosto e parar de vê-los, eu não conseguia fazer. E o que me matava mais ainda, era que eu sabia que não tinha qualquer direito de sentir nada daquilo, porque foi nós dois que acabamos nos empurrando para longe um do outro.

Aretha, a irmã número dois, segurou em meu rosto e virou para ela, e foi só assim que eu conseguir desviar a minha atenção. Eu enfiei as minhas mãos por entre os cabelos dela e tomei a sua boca num beijo duro, mordendo e chupando a sua língua, fazendo o que eu queria, sem me importar se estava sendo agressivo.

A garota ficou suspirando, já sem fôlego, mas nada disso me importava. Eu só queria parar até que tivesse com a minha cabeça e meu sistema limpo de volta, como estava antes de ver Ana com Matteo.

Nenhum de nós ousou encerrar o beijo, até que Elliot empurrou a garota para longe de mim, sem pedir licença ou dar qualquer aviso, quebrando o nosso beijo e eu fiquei sem entender nada.

"Precisamos conversar."

Foi tudo o que ele falou e depois fez o seu caminho de volta para fora dali, esperando que eu fosse atrás dele. As gêmeas se levantaram do meu colo, e eu pedi desculpas pelo meu irmãozinho mal educado e fui atrás dele para saber o que diabos significava aquilo tudo. Mas quando eu estava quase chegando próximo a saída, Kate puxou o meu braço de volta e começou a falar coisas do tipo "Ana" e "Por favor, ajude ela" que eu não estava entendendo nada. Ela estava nervosa e chorando desesperadamente, o que me deixou intrigado.

Eu olhei na direção ao meu irmão e depois para Kate, e por fim decidir ir atrás dela pra saber o que estava acontecendo.

...

"O seu bebê, Christian."

Essas palavras repetiram na minha cabeça como um gravador sem pausa por várias e várias vezes logo depois que Kate terminou de falar, ou melhor, jogou toda a merda no ventilador sem qualquer mais delongas. E eu levei um tempo para processar cada uma daquelas palavras, que me deixou sem reação, surpreso.

Eu olhei para Ana e ela engoliu seco, mas não falou nada. Os meus olhos percorreram rapidamente pela sua barriga e fixei toda a minha atenção nela, enquanto aquelas palavras se repetiam de novo.

"O seu bebê, Christian."

Não, não, não era possível. Não tinha como ser! Não tinha absoluta maneira de haver um bebê meu dentro daquele ventre!

Eu levei minhas duas mãos para cima da minha cabeça e deixei que o ar dos meus pulmões saíssem pela minha boca, caindo de joelhos ao lado de Ana, não conseguindo acreditar. Como era possível?

Eu não conseguia encontrar uma resposta, aquilo tudo parecia simplesmente surreal demais.

Quando subir os meus olhos de volta para o seu rosto, Ana franziu a testa, deveria estar sentindo outra pontada de dor e eu vi um pedido de ajuda em seus olhos marejados, o que me fez cair na realidade dos fatos.

"Vocês são surdos?! Minha amiga está perdendo um bebê, é uma emergência!" Kate gritou tão alto, que me chamou atenção. Ela andava de um lado para o outro, nervosa e com o celular próximo do ouvido."Ela não pode esperar esse tempo... Alô? Você me escutou?!... Alô?" ela olhou para o celular e bateu na tela. "Droga!"

Kate levantou a sua cabeça e me olhou, ela veio para o meu lado e segurou nos meus braços. "Escuta, Christian. Eu sei que não é fácil receber uma notícia dessa, mas agora não é hora pra entrar em estado de choque, precisamos levá-la para o hospital agora ok? A ambulância vai demorar um pouco pra chegar e não temos tempo!"

Eu só me lembro de ter concordado com ela e mesmo desnorteado ainda, eu passei o braço de Ana por cima do meu ombro e a peguei no colo. Kate preferiu que saíssemos pelas portas dos fundos para preservar Ana e toda aquela situação embaraçosa e foi o que fizemos.

Eu coloquei Ana no banco de trás do carro e quando eu olhei para ela com as mãos sobre a mancha de sangue no vestido, todo o meu coração se apertou.

"Vai ficar tudo bem." sussurrei, na intenção de confortá-la porque era o mínimo que eu podia fazer naquele momento, já que era por minha causa tudo aquilo que ela estava passando.

Estava tentando manter a calma, mas se eu fosse ser honesto comigo, eu estava com tanto medo que nunca havia sentido antes.

...

Durante todo o tempo desde que Ana foi levada pelos enfermeiros para dentro da sala de emergências, eu não soube me controlar. Eu fiquei cada maldito minuto daquela tortura pensando em Ana, sobre o que possivelmente tinha acontecido com o bebê e quando é que alguém viria para dar notícias sobre os dois.

O meu celular dentro do meu bolso não parava de receber mensagens de voz de Elliot, mas naquele momento eu não queria falar com ninguém, somente ficar sozinho dentro daquele banheiro do hospital. Eu bebi tanta água para me acalmar, que depois de um certo tempo acabei perdendo as contas de quantas vezes já tinha enchido aquele copo plástico de água para eliminar qualquer gota de álcool que restava no meu organismo para conseguir colocar os meus pensamentos em ordem, clareza e não fazer nada por impulso.

Se Ana tivesse mesmo grávida, ela me devia respostas e eu queria tê-las, independentemente se ela iria querer conversar comigo ou não.

Quando voltei para a sala de espera de novo, avistei no meio do caminho um enfermeiro falando com Kate e Carla, a mãe de Ana. Parei no meio do caminho e continuei observando as duas, elas sorriram e se abraçaram como se tivessem comemorando, e ver aquilo só significada apenas uma coisa: tudo tinha ocorrido bem. Soltei um respiro de alívio, como se uma grande parte daquele peso havia sido suavizado. O tal enfermeiro deu espaço e deixou que as duas passassem na frente e então as levou para o quarto onde Ana deveria estar.

Eu ocupei o último lugar da quinta fileira de cadeiras, preferindo continuar mantendo a distância, sem chamar atenção como havia conseguido desde que Carla tinha chegado um pouco depois da gente e não notou a minha presença por estar com a cabeça na filha. Enfiei o meu rosto entre as minhas mãos e respirei fundo, ponderando melhor se eu deveria ou não ir embora dali.

Por ir ou não ir, acabei ficando nessa dúvida até que alguns minutos depois, Kate e Carla voltaram de lá de dentro e eu me levantei, enfiando minhas mãos no bolso da minha calça. Carla olhou para mim, percebendo a minha presença pela primeira vez e então falou alguma coisa no ouvido de Kate.

"Quem é esse rapaz, Katherine?" ela perguntou, inclinando a sua cabeça em minha direção de novo, com o cenho franzido exatamente como Ana fazia, e me olhando de cima em baixo com os seus olhos desconfiados.

"Esse é Christian." Kate respondeu, suspirando.

"Christian, hum... Estranho. Nunca conheci nenhum amigo de Ana... Oh!" ela abriu a boca, parecendo espantada. "E-ele é o pai do bebê?!"

Cada músculo do meu corpo se enrijeceu. Escutar aquelas palavras "bebê" e "pai" ainda me deixavam atordoado.

Kate tossiu, percebendo o meu estado e interferiu, entrando no meio daquela conversa embaraçosa.

"Tia, por que não vamos comer alguma coisa e comprar também pra Ana?" ela sorriu para a mulher."Vem, depois conversamos sobre isso quando Ana tiver melhor ok? Por enquanto vamos deixar ele e Ana conversarem a sós."

Carla empinou o seu nariz, não comprando muito aquela conversa de Kate, porém não falou mais nada a não ser ficar me encarando como se tivesse me estudando, enquanto as duas iam saindo dali e eu parado ainda no meu lugar, desconfortável com tudo aquilo.

...

"O que aconteceu com você foi uma ameaça de aborto espontâneo." eu escutei o médico explicando pacientemente, quando abrir a porta e entrei em silêncio no quarto, logo enxergando Ana sentada na cama.

"Mas e o bebê, ele está bem? Eu ainda posso perdê-lo?" Ana perguntou, em alerta. Fechei a porta atrás de mim e os dois olharam na minha direção. O peito de Ana subiu e desceu quando os nossos olhos se encontraram, parecendo perturbada com a minha presença.

"Infelizmente é difícil dizer no momento, mas você teve sorte que chegou a tempo no hospital, Anastásia." ele a calmou, voltando olhar para ela. "Agora eu aconselho você a descansar o máximo possível."

"Se eu descansar o suficiente, o bebê ficará bem?"

Eu andei em passos curtos e fiquei encostado no final da cama, sem me intrometer no assunto entre os dois. Eu estava me sentindo nervoso parado ali e tinha quase a certeza que Ana sentia a mesma coisa.

"Você só precisa cuidar de si mesma, evitar estresse, exercícios físicos e seguir mais algumas outras recomendações."

"Obrigada doutor."

Ele sorriu e se virou para mim, me encarando do mesmo jeito que Carla tinha feito. Eu passei os meus olhos procurando por seu nome no jaleco: Doutor Raymond Adam. Cruzei os meus braços e corrigi a minha postura, ficando com o meu corpo rígido, preparado para qualquer pergunta se caso ele fosse me fazer

"O senhor é?..."

"E-eu, hum..." limpei a minha garganta. "Sou Christian."

"Tenha certeza de que ela seguirá as recomendações, ok Christian?"

Balancei a minha cabeça, confirmando para ele. Mas tanto eu quanto Ana, sabíamos que aquilo não ia acontecer, não até pelo menos que tudo ficasse conversado entre nós dois.

"Você já está liberada para ir embora, Ana. Mas leve o seu tempo, não precisa ter pressa."

"Tudo bem. Obrigada de novo."

Abaixei a minha cabeça fitando os meus pés quando o doutor Adam passou por mim, nos deixando sozinhos dentro daquele quarto, eu cruzei os meus braços e esperei que Ana começasse a falar alguma coisa, mas ela só continuou olhando para qualquer lado, menos na minha direção.

"Você não tem nada pra me falar?" respirei pesado, chamando atenção dela.

"Eu não estou mesmo afim de brigar de novo, Christian. Se você veio para isso, pode ir embora."

"Ir embora? É, talvez eu deveria fazer isso mesmo." balancei os meus ombros. "Pra quem me escondeu por dois meses que eu ia ser pai, é porque já tem tudo resolvido sobre o que fazer com o bebê e não precisa de mim, certo?"

"O que você quer dizer sobre o que fazer com o bebê?"

"Ele está dentro de você, então só depende do que você quer fazer ."

"Dentro de mim..." ela riu, mordendo o seu lábio e balançando sua cabeça. "Por que será que nem estou surpresa por isso?"

"O que eu devo dizer? Tudo isso é um desastre total! Nós dois não sabemos nada sobre como cuidar de um bebê! Só estou tentando te ajudar a não cometer um erro..."

"Nem se atreva a terminar essa merda, Christian!" Ana me cortou, alterando a sua voz. Ela respirou fundo, abaixou a sua cabeça, apoiando o seu queixo sobre o peito e fechou os seus olhos. "O maior erro que eu cometi foi ter conhecido você!"

Eu soltei os meus braços e dei um passo para trás, sem saber o que falar. Ouvir aquelas palavras tinha sido como um soco no meu estômago e o pior, era que eu sabia que tinha merecido.

"Ana, eu não..."

"Você nunca mais tente me tocar de novo!" ela exclamou quando eu tentei me aproximar e pedir desculpas pelas coisas havia falado, mas já era tarde mais. Ela se esquivou de mim e virou o seu rosto para a parede, cruzando os seus braços fortemente. "Se eu fui estúpida o suficiente para transar com você, então serei mulher suficiente também para lidar com as consequências, sem a sua ajuda ou não!"

...

Assim que eu sair daquele quarto e fechei a porta por atrás de mim, encostei o meu corpo na parede gelada e inspirei todo o ar que estava preso dentro do meu pulmão. Quando passei em frente a recepção e encontrei com Kate e Carla pelo caminho, indo subir de novo para ver Ana, não falei e não encarei nenhuma das duas, só peguei o meu caminho de volta para fora dali, levando comigo a única certeza de que aquela conversa só tinha servido para deixar tudo mais e mais complicado entre mim e Ana.

E agora, com um bebê incluído no meio.

Meia hora depois, estacionei o meu carro em frente a um desses bares frequentado por qualquer pessoa, menos por de classe alta, e do tipo também que não impede nenhum adolescente menor de idade de comprar bebidas alcoólicas. Elliot chegou uns dez minutos depois por trás de mim, batendo no ombro e se sentou ao meu lado. Ele pediu uma cerveja para o atendente e então se virou para mim, para em seguida me fazer a única pergunta que eu não fazia a menor noção do que responder.

"O que vocês vão fazer a partir de agora?"

Notas finais
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