Notas iniciais
Boa noite meus amores, ai que saudades! Fiquei a semana toda escrevendo o cap de hoje porque graças a linda recomendação da linda Blaire, eu fiquei tão mais tão feliz e inspirada, que mudei todos os planos e fiz um BIG cap!! Blaire muito obrigada pela recomendação, da mesma forma que a minha fic te comoveu, as suas palavras me comoveram mais ainda e eu simplesmente AMEI!!! Obrigada mais uma vez!! Ah, muito obrigada a cada uma leitora pelos comentários! Amo ler cada um! E seja muito bem vindo aos novos leitores! Agora chega de enrolação, boa leitura amores ♥

POV Christian

Quando eu conheci Ana naquele dia na festa em minha casa, sozinha em minha sala, parecendo perdida no meio naquele mar de pessoas, a primeira coisa que eu reparei nela foi o físico e a estética. Ela era linda, qualquer detalhe nela parecia delicado assim como os seus olhos... Ah, eles tinha alguma coisa que fez se sentir desafiado em desvendar alguma coisa que eu não o quê exatamente, mas despertava certa curiosidade em algum lugar dentro de mim. Como eu nunca tinha a visto antes? Quem era aquela garota?

Esses tipos de perguntas rodeavam a minha cabeça, mas eu não liguei para nada daquilo, apenas ignorei e apostei comigo mesmo de que até o final daquela noite, eu tinha que conseguir ficar com ela. Ana seria só mais uma na minha lista de conquistas.

Mas ela foi difícil, mais difícil do que qualquer uma garota antes já tinha sido e então tornou-se um desafio, já era questão de ego, eu queria tê-la e eu ia tê-la. Porque as pessoas gostam do que não tem e principalmente quando se torna uma desafio.

Eu cansei daquele joguinho de gato e rato dela, se eu a queria então eu ia conseguir, como sempre estava acostumado ganhar no final. Aquela barreira não durou por muito tempo, Ana não resistiu e nós dois fomos muito além de beijos, mais do que estava nos meus planos. Naquela altura, enquanto beijava-a, meu ego me mandava ir embora e deixá-la sozinha dentro daquele banheiro, já tinha conseguido mesmo o que queria, era apenas virar minhas costas e ir. Mas sabe quando você sente que encontrou uma pessoa diferente, que te desperta interesse e que talvez valha a pena insistir mais um pouco? Foi isso que eu sentir. E foi a coisa mais clichê que aconteceu em toda a minha vida. Eu não acreditava nessas merdinhas, não até antes quero dizer, mas foi o que aconteceu. Eu acho que acabei gostando dela.

Eu não sabia o que poderia acontecer, mas me rendi e passei a noite com ela. A nossa incompatibilidade era óbvia, mas sei lá, talvez déssemos certo, por que não?

Mas todo o problema foi no dia seguinte. Eu não soube lidar com o arrependimento, confusão e desespero expressados em seu rosto. Eu não soube lidar comigo e com aqueles sentimentos que estava sentindo também.

E eu estava tão terrivelmente errado. Errado por entrar na vida dela daquele jeito, errado por acabar fazendo exatamente como o meu ego queria, deixá-la sozinha dentro daquele banheiro e com um coração partido de brinde. E errado porque tudo começou a partir dali, preferimos ficar na superfície quando poderíamos ter feito tudo diferente.

Mas apesar disso, sabe qual a pior parte de tudo mesmo?

Uma parte de mim não se arrependia de nada do que fizemos.

E quando eu sair de dentro daquele quarto de hospital deixando Ana para trás, eu me sentia sem palavras. Os meus pensamentos estavam uma bagunça completa naquele momento, tudo aquilo era simplesmente uma tremenda bagunça. E eu não tinha percebido que Ana poderia ser capaz de ser tão cruel. E droga, que eu também poderia ser capaz de ser tão cruel, porque nós dois dizemos muitas coisas no calor do momento, um para o outro, que depois fez a minha consciência ficar pesada.

A única verdade no meio daquilo tudo, era que ambos somos egoístas e horríveis um para o outro, e não importa o quanto tentamos, nunca vamos funcionar de qualquer jeito.

Uns dias depois se passaram, e eu não a vi mais pelos corredores da escola e até estava evitando se esbarrar com Kate, porque o meu orgulho não me permitia correr atrás dela ou saber qualquer notícia que fosse.

Mais dias se passaram e se tornaram semanas, duas semanas para ser mais exato. E uma parte de mim já estava começando a ficar incomodado com aquilo, mas sabia estava melhor assim. Tudo tinha o seu tempo, e eu e Ana precisávamos dele no momento. Tempo para pensar, refletir e fazer decisões.

Eu nunca havia pensado antes na possibilidade de ter uma criança um dia, mas aconteceu, eu fiz a besteira de cometer um deslize e agora não tinha como voltar atrás, o bebê já estava feito e eu era o pai. E se Ana ainda estava em estado de negação por aquele fato, ela teria que superar logo, porque não se tratava mais da gente e sim de um bebê que precisava ser um assunto conversado entre duas pessoas que precisavam começar a ser mais civilizados se iriamos ser pais.

Sinceramente, eu não queria que ela fizesse um aborto, mas não se tratava de mim essa escolha, porque eu já tinha alterado o suficiente a vida dela e possivelmente para o pior, que eu não iria interferir se essa fosse a sua decisão.

Elliot estava encostado na porta do meu quarto quando eu sair do banheiro, enrolado numa toalha e esfregando os meus cabelos com as minhas mãos. Parei no meio do caminho quando o avistei, estranhando a sua presença inesperada ali.

"O que foi?" eu perguntei, franzindo o meu cenho.

"Vai sair?"

"Vou, estou precisando relaxar." sorri sugestivamente, de canto. "Por que?"

"E quando é que você vai conversar com Ana?"

Meu sorriso morreu e respirei pesado.

"Ah, não começa com esse assunto de novo, Elliot!" exclamei, dando as costas pra ele e andando para dentro do meu closet.

"Por que não?" meu irmão falou, vindo atrás de mim. "Você sabe que está sendo irracional, não é?"

"Não, Elliot! Chega ok? Eu já falei que não quero mais falar sobre isso!"

"Você gosta dela." ele falou, mas não era como se fosse algum tipo de pergunta, seu tom parecia convicto do que estava falando.

"Que porra de conversa é essa?" eu perguntei, voltando encarar ele.

"Você gosta dela, eu te conheço irmão." ele riu e se encostou na porta. "Você sabe que fodeu com tudo, mas agora está feito. Tem uma criança no meio disso. Você pode continuar com o seu orgulho, Christian, mas pense no seu filho e no quanto de coisas que os dois estão perdendo enquanto ficam nessa birrinha infantil."

Eu parei o que estava fazendo, andei para a frente do meu armário e fiquei um tempo em silêncio, absorvendo aquelas palavras.

"Me deixe sozinho, Elliot." eu pedi, inclinando a minha cabeça para baixo. "Não vou pedir de novo, por favor."

"Só pense no que eu falei, tudo bem?"

"Tá cara! Que saco! Por que você não vai se acertar com a sua garota em vez de ficar aqui enchendo a porra da minha paciência?" falei descendo a blusa por cima da cabeça.

"Vou fazer isso mesmo, porque alguém tem que se render pra não chorar depois."

Elliot levantou as suas sobrancelhas, como se estivesse sugerindo alguma coisa e então, deu dois tapas na parede e saiu, enquanto eu o observava através do espelho. Bati a porta do armário com raiva e fechei os meus olhos, encostando a minha cabeça na madeira fria.

...

POV Anastásia

"Só não cria expectativas de que nós três seremos uma dessas típica família perfeita."

Eu imaginei por tantas vezes que aquele momento aconteceria algum dia, mas assim que escutei aquelas palavras saírem de sua boca, elas machucaram como um soco em meu estômago e eu percebi o quanto Christian não queria aquilo. Nada aquilo. Ele não me queria em seu caminho. E céus, ele não tinha a mínima ideia do quanto eu também não queria entrar em seu caminho. Mas com aquele bebê, tudo mudava porque ele sempre estaria entre os nossos caminhos.

Eu olhei para o chão e respirei fundo, fechando os meus olhos.

Não chore, Anastásia.

Apenas não chore.

Você deveria saber que não poderia esperar outra reação dele. Não chore.

"Não se preocupe, Christian. Esse bebê não precisa mesmo de você, está bem?" eu falei, engolindo o meu choro. "Só volte para a sua estúpida vida e nos deixe em paz!"

Ele ficou um tempo me encarando, e abriu sua boca para falar alguma coisa mas desistiu no meio do caminho. Ele passou a língua pelos lábios e balançando a cabeça, me deu as costas e foi embora, fazendo exatamente como eu havia mandado, nos deixar em paz. Quando a porta se fechou, o meu mundo se desabou junto.

Menos de cinco minutos depois, Kate chegou com comida e falando que minha mãe tinha ficado na recepção conversando com o doutor Raymond, enquanto eu olhava para o outro lado limpando as minhas lágrimas rapidamente.

"Ei. " ela falou, sentando no final da cama. "Aconteceu alguma coisa aqui?"

"Não, nada." eu neguei com a cara mais sonsa de todas.

"Ana, eu te conheço, por favor né." ela bufou. "Vocês brigaram de novo?" eu balancei a minha cabeça que sim. "Céus, agora tem um bebê no meio, quando vocês dois deixarão de ser dois infantis?"

"Concordo com você, Kate." minha mãe falou fechando a porta atrás dela e assustando eu e Kate.

"M-mãe?!" engoli seco. "Como que a senhora sabe que..."

"Eu não mais criança, Anastásia." ela torceu os seus lábios. "Os dois foram maduros para fazer sexo no ensino médio, então agora também precisam serem maduros para o bem de ambos e da criança principalmente."

"Mas não tem como a gente..."

"Tem sim, é claro que tem." ela me cortou de novo. Eu respirei fundo e cruzei os meus braços. "Porque se vocês não resolverem logo essa palhaçada, eu vou ser obrigada a procurar os pais desse rapaz e ai quem vai resolver tudo seremos nós!"

"Mas mãe..."

"Assunto encerrado, Ana! Se preocupa agora em se alimentar, porque está comendo por dois e temos que garantir que você obtenha todos os nutrientes que precisa!" eu abrir a minha boca, mas antes que pudesse rebater, minha mãe já foi falando. "E nem adianta fazer cara feia, mocinha!"

...

E nos próximos dias seguintes, pela primeira vez as coisas estavam calma, normal e sem drama. Eu estava seguindo a minha vida, só que sem ir a escola para ficar de repouso e me certificar de seguir todas as recomendações para que não corresse nenhum risco de eu ter que passar por aquele susto de novo. Eu sei que no começo quando descobrir a gravidez não queria ter o bebê e fiquei por um tempo em estado de negação e pensando naquelas opções, mas acho que depois que finalmente aceitei e decidir mantê-lo, parecia que tudo tinha mudado, não sabia explicar. E eu não ideia de como seria ser mãe e como seria cuidar de uma criança que dependeria totalmente de mim para tudo, mas de uma única coisa eu sabia: não queria perder o meu bebê e se eu tivesse que passar praticamente vinte e quatro horas deitada por ele, eu faria.

No terceiro dia de repouso as coisas continuavam indo bem, eu já estava cansada de ficar deitada, mas não era uma coisa que estava me incomodando muito, eu conseguiria continuar por mais alguns dias, ou pelo menos era isso que pensava.

Dois dias depois, eu sentia que estava passando de uma pessoa para uma inválida e não estava gostando daquilo. Minha mãe e Kate não me deixavam fazer nada. Era legal ver o cuidado delas comigo, e era mais ainda em ver que minha mãe não estava mais triste por causa da gravidez, mas todo aquele cuidado exagerado já estava sendo sufocante. Eu sabia do que podia e não podia fazer e jamais iria colocar o meu filho em risco de novo.

Já era umas sete horas da noite de quinta-feira, minha mãe preparou o jantar mais cedo, depois se trancou em seu quarto por uma hora e quando saiu de novo, estava arrumada e bastante perfumada, me avisando que estava indo sair com um amigo. Eu estranhei aquilo porque ela nunca foi de fazer coisas do tipo antes e eu nunca havia escutado falar de qualquer amigo principalmente homem, mas não protestei porque ela merecia sair um pouco de casa, conversar e sorrir.

O meu celular vibrou em baixo do meu travesseiro e pensando que poderia ser uma mensagem de Kate avisando que estava quase chegando para me fazer companhia, eu o peguei rapidamente.

"Eu não acho que já nos conhecemos oficialmente, mas também não será necessário porque eu só vou te dar um aviso: FIQUE LONGE DE CHRISTIAN!"

"Hum, acho que está acontecendo algum engano." eu digitei rapidamente de volta, me recusando acreditar que estava mesmo recebendo ameaça de alguma ex desequilibrada de Christian.

"Já dei o meu recado. Christian pode ser meu ex, mas isso não significa que eu terminei com ele!" o número desconhecido me respondeu de volta alguns segundos depois.

"Eu não vou ficar gastando o meu tempo com ex doente e delirante!" digitei de novo, já ficando nervosa com aquele absurdo. Eu não tinha que aturar desaforo de ninguém por causa de Christian, muito menos acatar ordens de ex dele, me dizendo o que eu deveria ou não fazer.

Sair da conversa e desliguei o meu celular, decidindo esquecer aquela loucura que a vida só poderia estar tirando mais uma com a minha cara. O meu estômago roncou e eu encarei a porta do meu quarto entreaberta, pensando se deveria ou não sair da cama. Eu só iria até a cozinha preparar algum lanche e ver um pouco de tv, não ia ser esforço algum.

"Ana!" Kate falou por trás de mim, me assustando. "O que você está fazendo fora da cama?"

"Ai meu Deus, Katherine!" levei minha mão próximo ao meu coração. "Só estou procurando alguma coisa pra comer."

"Você não deve sair da cama, se esqueceu do que o médico falou? Não pode fazer esforço!"

Eu revirei os meus olhos e empurrei a porta da geladeira.

"Ah claro, até porque é muito longe a distância do meu quarto para a cozinha."

"Mas não pode mesmo assim! Será que você pode ser menos teimosa?"

Eu respirei fundo e segurei em seus ombros.

"O que não pode é ter um bebê faminto dentro de mim, ok?" eu balancei a minha cabeça.

"Tudo bem." ela desistiu de rebater comigo. "Mas não fique de pé, vai se sentar por favor."

Eu olhei para o meu lado e como estava perto no balcão de mármore da cozinha, sentei em cima dele. Kate me deu um olhar atravessado e eu sorri pra ela. O meu celular vibrou dentro do meu bolso e eu peguei ele.

"Delirante é você pensar que está escondendo com sucesso a sua gravidez de todo mundo."

O que? Minha respiração falhou e eu sentir todo o meu corpo se enrijecer. Ai. Meu. Deus!

"Ana?" Kate me chamou. "O que foi? Parece que viu um fantasma."

"E-eu, hum..." cocei a minha cabeça. "Não é nada." desliguei o meu celular e guardei de volta. Eu não ia responder mais aquele número desconhecido. Ninguém sabia de nada, aquilo era um blefe que eu não ia cair.

"O que vai querer comer?"

"Prefiro jantar."

"Ah, então porque você não sobe e jantamos no seu quarto?" ela sorriu, pensando que conseguiria me enganar naquele papo bobo.

"Não, hoje vamos jantar na mesa como duas pessoas normais!"

...

Alguns dias depois.

"Então, como se sente?" Kate me perguntou enquanto eu estava mexendo no meu armário. As duas semanas de repouso já tinham chegado ao seu fim e eu estava liberada para voltar pra escola de novo, porém, ainda proibida de praticar exercícios apenas para garantir mais um pouco.

"Um pouco nervosa. Olha só para o tamanho da minha barriga, já é perceptível! É só questão de segundo até que eu entre na sala de aula e pronto, sou o centro das atenções."

"É só você ignorar. Não é da conta de ninguém, certo?"

Eu respirei fundo, depois que terminei de pegar os livros que iria usar nas próximas aulas, fechei o armário e olhei para ela, concordando, mas mesmo assim, sabia que seria muito difícil receber os olhares de canto de olho e escutar o meu nome rolando por toda a escola.

A voz de Matteo no outro lado do corredor me fez desviar os meus em sua direção, observando-o por cima do ombro de Kate. Ele sorria enquanto falava alguma coisa para os seus amigos e então abriu o seu armário, guardando suas coisas. Quando ele levantou a sua cabeça e os seus olhos acabaram se encontrando com os meus, o seu sorriso ficou paralisado. Eu voltei a olhar para Kate e limpei a minha garganta, me esforçando para prestar atenção do que ela estava falando, mas não conseguia. Todos os meus sentidos estavam focado em Matteo que tanto escutei quando ele fechou o seu armário e saiu andando com os seus amigos em direção as escadas do segundo andar.

O sinal tocou em seguida e eu fui para a minha sala e Kate para a dela.

...

Eu entrei na sala muda e sair dela calada. Durante todo maldito minuto, escutei burburinhos e recebi olhares diretamente para a minha barriga que me deixaram completamente desconfortável, com vontade de voltar correndo para a minha casa e não sair nunca mais dela.

"Cara, você já soube da nova notícia?"

Eu escutei um garoto falando com o seu outro amigo, em frente ao bebedouro, quando estávamos no primeiro intervalo. Eu dei uma passo para trás e fiquei escondida para escutar a conversa deles.

"O que foi dessa vez?"

"Parece que engravidaram Steele."

"Ah, não me surpreende, cara. Eu sempre soube que por trás daquela carinha de santa, tinha uma vadia fácil fácil só esperando por um idiota pra ferrar com a vida dele."

Eu levei as minhas mãos até a minha boca para não emitir qualquer som e os dois perceberem que eu estava ali escutando tudo. Uma parte de mim me dizia para sair dali e não escutar mais nada daquilo, porque eu sabia que as próximas as coisas que iria escutar, me destruiria por dentro, mas eu continuei.

"Cara, ela é gostosa e tal, mas..."

"Eu sei. Agora ela vai ficar imensa!"

Eu não aguentei mais e sair correndo dali, limpando as minhas lágrimas que escorriam pelo meu rosto e não me deixava enxergar direito. Eu me sentia como se tivesse cometido algum crime, a pior pessoa do mundo. Talvez deveria ter sido muito melhor se eu tivesse continuado em casa. Por que a minha vida tinha se tornado tão complicada? Por que eu não poderia ter sido a garota comum que namorava com capitão do time de futebol e não se importava com mais nada? Eu só queria que aquele último ano terminasse logo!

No meio do caminho enquanto eu subia as escadas que davam para o andar da biblioteca, acabei esbarrando em Christian acidentalmente, eu olhei para ele e só sentir mais vontade de chorar. Ele tentou falar alguma coisa, mas ficou sem reação assim como os seus amigos que estavam ao seu lado. Eu passei do lado dele correndo em direção a biblioteca, lembrando que naquele horário era vazio, exatamente o que eu precisava, ficar sozinha.

Quando me sentei no chão entre uma das estantes de livros, encolhi as minhas pernas próximas ao meu peito e enfiei minha cabeça entre os meus joelhos, respirando fundo e chorando mais ainda.

"Anastásia?" eu escutei a voz de Christian a cima de mim. Ele parecia hesitante, mas mesmo assim se aproximou de mim e se ajoelhou. "O que aconteceu?"

"Eu simplesmente não posso lidar com você agora, Christian, por favor."

"Não." ele falou firme. "Dessa vez você pode tentar o quanto quiser, mas não tem maneira de que me fará sair daqui." eu sentir o seu corpo ocupar um espaço no chão ao meu lado. "Você pode falar comigo."

Notas finais
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