Notas iniciais
Bom pessoal, primeiramente quero agradecer a todas essas pessoas lindas que têm um lugarzinho no meu coração que estão aqui novamente acompanhando mais um fic minha! Amo vocês negas

Era quase meia noite e Dumbledore olhava pela janela de seu gabinete. A escuridão irrompia por cada centímetro daquele local, e uma espessa nevoa gélida pairava sobre a floresta negra. Ele nem se moveu quando a porta fora aberta em um baque, Dumbledore já sabia de quem se tratava.

― Eu fiz Alvo! Fiz o voto perpetuo, eu não pude... Digo, eu não queria, mas... – Severo hesitou por um segundo, estava visivelmente perturbado, as olheiras em seu rosto denunciavam que provavelmente ele não dormia há muito tempo.

― Porque não se senta meu filho? – Disse Dumbledore com o tom mais amável que poderia ter. ― Quem lhe obrigou e quem deve proteger?

Severo resetou lembrando-se do pacto que haviam feito. Isso definitivamente não estava no plano deles, e agora ele não sabia o que fazer.

― Belatriz esteve com Narcisa a pouco em minha casa! Elas me pediram que eu protegesse Draco! Você sabe o Lord o quer também do nosso lado, diz ter planos pra ele! Narcisa estava desesperada e Belatriz queria ter certeza de minha lealdade... Eu não pude evitar! – Disse exausto, jogando-se na poltrona a sua frente.

Dumbledore pareceu cogitar por um momento as palavras de Severo. Sentou-se na cadeira de frente a ele, enquanto acariciava de leve a barba.

― Esses serão tempos difíceis meu filho, no qual o menor de nossos problemas, é a proteção do menino Malfoy! – Disse ele lhe entregando um jornal. ― Sei que será capaz de protegê-lo e com sorte talvez ele nem vá para o lado de Voldemort!

Severo pegou o jornal que Dumbledore lhe entregou, a manchete indagava:

“HARRY POTTER: SERÁ ELE O ELEITO?

Continua a boataria sobre acontecimentos recentes e misteriosos no Ministério da Magia, durante os quais Aquele-Que-Não-Deve-Ser-Nomeado foi mais uma vez avistado.

"Não podemos comentar, não me pergunte nada", disse um agitado obliviador que se recusou a informar o seu nome quando saía ontem à noite do Ministério.

Ainda assim, fontes ministeriais confirmam que o foco do distúrbio foi à famosa Sala da

Profecia. Embora os porta-vozes oficiais continuem a se recusar sequer a confirmar a existência de tal sala, um número cada vez maior de pessoas na comunidade bruxa acredita que os Comensais da Morte, ora cumprindo pena em Azkaban por invasão e tentativa de roubo, tentaram se apoderar da profecia, cujo teor é desconhecido. Especula-se abertamente, no entanto, que deve dizer respeito a Harry Potter, a única pessoa que sabidamente sobreviveu a Maldição da Morte, e dizem ter estado no Ministério na noite em questão. Há quem se aventure a chamar Potter de "o Eleito", acreditando que a profecia o nomeie como o único que poderá nos livrar de Aquele-Que-Não- Deve-Ser-Nomeado. Não se conhece o atual paradeiro da profecia, se é que de fato existe, embora (cont. p. 2,coluna 5)”

― Você acha que ele é realmente o eleito? – Perguntou Snape.

Dumbledore ponderou por um momento, refletindo sobre o assunto.

― Eu desconfio que sim, meu filho! Por isso amanha mesmo estarei me encontroando com ele para discutirmos algumas coisas importantes e nos encontrarmos com Horácio Slughorn!

― Horácio Slughorn? – Questionou Severo. ― O antigo professor?

― Sim, quero que ele lecione aqui conosco! Preciso dele perto, antes que outras pessoas o queiram perto também!

Severo passou as mãos nos cabelos desgrenhados, visivelmente exausto. Uma carta em cima da mesa do diretor lhe chamou a atenção.

― Isso por acaso é uma carta de transferência? – Perguntou ele.

― Sim, sim! Pitter não quer que sua filha estude mais em Beauxbatons!

― Mas isso não seria prudente Alvo! – Exclamou Severo, ― Em meio a tanto caos transferir essa menina pra cá?

Dumbledore riu com o desconforto de Severo.

― Não pude negar Severo! Pitter nos ajudou muito em seus tempos de espião e você sabe disso! Ele perdeu a esposa, porque estava nos ajudando... Tempos difíceis aqueles! Ele acha que sua filha estará mais protegida conosco, e não tiro a razão dele! O que um pai faria para que sua filha não fosse para o lado de Voldemort?

― Voldemort não tem interesse nela! – Disse Snape com desdém. ― O interesse dele é apenas em Potter, e você sabe disso!

― Creio que não seja assim tão simples meu caro! Temo que os desejos de Voldemort vão muito além do que destruir Harry! A menina também corre perigo, e não podemos virar as costas pra isso!

Snape mostrou sua carranca, nervoso. Ele sabia que a entrada de mais um aluno em Hogwarts significaria tumulto. Pitter era um homem famoso, e a menina receberia tanta atenção quanto Harry. Ele temia também que ela fosse mais uma a quem ele devesse proteger.

― A filha de Pitter- Pensou ― Um nato Sonserino que se acha tão poderoso! Quão arrogante a menina deveria ser?

***

Era impossível dizer quanto tempo ainda naquela noite, Severo permaneceu acordado, sentado no sofá de seus aposentos, apenas a companhia de seu velho copo de uísque.

O gosto amadeirado que lhe queimava a garganta conseguia de alguma forma aliviá-lo. Ali na penumbra na noite ele teve vontade de chorar, teve vontade de que toda aquela guerra tivesse fim, e teve vontade que de alguma forma a morte lhe aliviasse o vazio da alma.

Snape pensou em como seria difícil aquele ano em que teria que trabalhar para os dois lados e agora tendo que proteger Malfoy. Sentiu-se cansado e a bebida tornou-se amarga. Ele fechou os olhos tentando por um segundo sumir daquele pesadelo e tudo que viu foi escuridão, mas sentiu-se confortável, pois quando os abriu novamente a mesma escuridão o envolvia, sempre.

***

Harry estava ansioso, há alguns dias atrás recebera uma carta de Dumbledore avisando que ele passaria lá para conversarem e depois seguiriam direto para a toca. Ele já havia arrumado suas coisas, duas vezes. A idéia de sair logo da casa dos tios o excitava. Um barulho de aparatação o chamou a atenção e logo a campainha tocou. Se seus tios estivessem lá, certamente não deixariam o velho homem de roupas extravagantes entrar, mas por sorte, eles não estavam.

— Ah, Como vai Harry? — cumprimentou Dumbledore, erguendo a cabeça para olhá-lo através dos óculos com ar de satisfação. — Está pronto?

— Sim, professor! Mas aonde vamos? – Perguntou Harry curioso.

— Vamos sair para a noite em busca dessa sedutora volúvel, aventura.

E então subitamente Harry sentiu um forte puxão no umbigo, e todas as imagens se desfiguraram a sua frente.

Notas finais
Bom minhas lindas, agradeço a vocês que chegaram até as notas finais kkkkk >.< Nao sei se conseguirei postar com a mesma frequência que Âmbar! Sorry.. Mas esse semestre é o meu ultimo na faculdade, então estou hiper apertada com Tcc, estagio, trabalhos e provas e etc... Vou postar por enquanto 1 cap por semana, que deverá ser aos sábados! Estou a alguns capítulos a frente, para nao ter pressão... Dependendo do quanto eu conseguir escrever adiantado, eu aumentarei a quantidade de cap postados! Espero que entendam, e me deem suas opiniões!