Devora-me

30 Traição


Notas iniciais
Como previsto os momentos de tensao começam aqui, então preparem seus forninhos porque daqui pra frente é só unhas roídas kkkkk Geente, gostaria de agradecer do fundo do coração a todas as pessoas que estão acompanhando, favoritando e comentando minha fic! Em especial a leitora BloodyMah que recomendou minha fic! Minha segunda recomendação o/ lindissima, um beijo pra você!

Era quase noite quando um terrível estrondo invadiu toda Hogwarts. No céu cinza e frio desenhou-se uma enorme caveira envolvida por uma serpente.

— Eles chegaram. – Skyller disse em um sussurro, mas não passou despercebido por Gina.

— Quem? Do que você está falando?

Skyller apontou para a marca que cortava o céu, fazendo com que Gina paralisasse e estampasse no seu rosto nada mais do que pavor.

— Onde estão Harry, Hermione e Rony? – Perguntou Sky.

— Já partiram! Não puderam se despedir, tiveram que sair às pressas!

Sky apenas acenou com a cabeça, séria. O frio que invadiu Hogwarts abraçou a todos. Ela esfregou os braços enquanto observava a marca. Tudo parecia mais um de seus pesadelos, mas dessa vez acordar não a livraria de vivê-lo.

— Temos que ajudá-los! – Disse Gina vendo da janela várias luzes verdes sendo lançadas.

— Achei que não pediria mais! – Disse Skyller pegando a varinha e já sumindo por entre a porta.

Ela saltou os dez últimos degraus da escada e parou onde aterrissara, a varinha em punho: o corredor mal iluminado estava cheio de poeira; metade do teto parecia ter cedido e, à sua frente, travava-se uma batalha violenta. Enquanto Sky tentava distinguir quem enfrentava quem, ouviu uma conhecida voz gritar: "ELE NÃO ESTÁ AQUI, FUGIRAM!", e viu Snape e Draco virarem no fim do corredor; ele e Malfoy pareciam ter aberto caminho entre os combatentes e escapado ilesos.

Quando as duas se atiraram no encalço deles, um dos bruxos se destacou do conflito e avançou para elas; era o lobisomem Greyback. Ele sorriu apreciando a visão das duas, mas uma lhe chamou a atenção em particular. Os cabelos cinza pareciam cintilar diante a batalha, os olhos assustados e raivosos que exalavam poder não haviam mudado nada desde a ultima vez que ele a viu.

“A garota havia sido chamada por ele, mais uma vez. Greyback percebia que a cada dia que se passava Voldemort se interessava mais na garota. Não importava o quanto ela se escondesse, os olhos de serpente sempre a achavam.

— Skyller! – Disse Voldemort, — Aproxime-se minha garota!

Ela aproximou-se hesitante, havia medo estampado em seu rosto.

— Você cresceu, — Ele disse acariciando o rosto dela, — Quantos anos tem?

— Quinze senhor! – Ela não o encarava.

— Quinze! Está quase pronta! – Ele riu.

— P-ronta? – Ela olhou com medo para o lobisomem ao lado de Voldemort que parecia querer devorá-la com os olhos.

— Sim minha querida quando chegar a hora saberá! Não precisa ter medo do meu lobo Sky! Enquanto estiver comigo ele não te fará nada! Você estará comigo?

Ela olhou pela primeira vez nos olhos vermelhos de Voldemort, e uma forte corrente elétrica passou pelo seu corpo. Sky sentiu vontade de chorar e sair correndo dali, mas sabia que qualquer passo sem falso e seu pai seria castigado, novamente.

— S-im, s-enhor!

Voldemort gargalhou.

— Boa escolha Sky! É mais inteligente que seu pai! Ele deveria se orgulhar disso! Deveria se orgulhar que será uma Lady.

Ela engoliu em seco enquanto os dois a fitavam, e por um segundo sentiu como se fosse um pedaço de carne prestes a ser devorado.

— Agora seja uma boa menina, e chame seu pai!.”

Ele lambeu os lábios vendo o quando o premio de Voldemort havia crescido.

Ele enlouqueceria se a vesse agora! Mas eu a vi primeiro! – Pensou saltado em cima da garota que desmontou no chão em um baque surdo.

Skyller caiu de costas, sentindo os cabelos imundos dele em seu no rosto, o fedor de suor, e o sangue na boca sempre sorridente do lobo. Ele lambeu-lhe o pescoço, e ela sentiu com repugnância a língua áspera lhe tocar.

— Petrificus Totalus!

Sky sentiu Greyback desmontar em cima dela; com um esforço descomunal, ela empurrou o lobisomem no chão enquanto Gina a ajudava a se levantar.

— Você está bem? – Perguntou Gina preocupada.

— Sim, esse é só mais um dos meus inúmeros fãs!

— Isto é para você! — gritou a professora McGonagall, e viram de relance a mulher Comensal da Morte sendo atingida em cheio no peito.

Skyller correu sendo seguida por Gina, mas seu pé prendeu em alguma coisa e, no momento seguinte, ela estava caída sobre as pernas de alguém. Olhando para os lados, identificou o rosto pálido e redondo de Neville chapado no chão.

— Neville, você está...?

— Tô bem — murmurou ele, apertando a barriga. — Sky... Snape e Malfoy... passaram correndo... Eles...

— Eu sei Neville! – Ela disse séria, levantando-se e correndo novamente, tentando encontrá-los.

— SKY, ESPERA! – Disse Gina, mas a garota já estava longe.

Skyller derrapou na curva, seus tênis sujos de sangue escorregavam, o único som que conseguia ouvia era de seus próprios passos e de seu coração descompassado. Ela se esquivou de um feitiço que explodiu as armaduras, os corredores embargados de corpos pareciam não ter mais fim. Ela já estava vendo o gramado no fim corredor quando sentiu ser puxada para trás, seus cabelos sendo segurados com força, sem nenhuma delicadeza.

— Ora, ora quem temos aqui?! A queridinha do Lorde! – A voz soou estridente e sarcástica.

— Me solta sua vaca! – Sky se debateu.

— Olha os modos queridinha! – Disse Bellatrix, — Lorde Voldemort não vai gostar de sua “prometida” ter se tornado tão mal criada! – Ela riu, — Por acaso foi à morte de seu pai que te deixou tão rebelde? – Ela sussurrou no ouvido de Skyller.

Skyller cuspiu no rosto de Bellatrix.

— Ora sua vadiazinha! Você vai se arrepender de ter nascido! – Ela esbravejou enquanto a arrastava pelo gramado.

— Solte-a. – A voz rouca e com um tom de irritação fez com que Bellatrix parasse.

— Ah Severo, eu estava apenas... A levando para o Lorde! – Ela sorriu um sorriso amarelo e sem vida.

— Eu disse para soltá-la Bellatrix! – Severo disse ríspido, — Não me lembro de Voldemort ter lhe pedido esse serviço!

Bellatrix a soltou e em um baque Sky foi jogada no chão.

— Pensei que talvez... Pudéssemos fazer uma surpresa ao Lorde... Já estamos com a garota Severo, devemos levá-la!

— Não cabe a você decidir isso! – Ele respondeu, — Voldemort não a quer agora! Você sabe que primeiro ele causará terror, nesses cabeças ocas!

Ela se aproximou perigosamente de Severo, desconfiada.

— Por acaso está querendo protegê-la Severo?

— Não seja ridícula! Você sabe que eu jamais me envolveria com uma... – Ele a olhou ainda jogada no chão. O rosto estava manchado de lagrimas, os tênis surrados de sangue. Ele encarou por um segundo os olhos cinza que por um momento o desafiou a dizer o que ele iria dizer. Ela mais do que tudo queria que ele dissesse algo que a ferisse mais do que as feridas físicas. Amar em tempos de guerra era suicídio, ela sempre dizia, agora ele sabia o quão verdadeiro essa frase poderia ser.

— Com uma...? – Disse Bellatrix o encarando.

— Com uma Griffinoria... – Ele sussurrou.

Skyller fechou os olhos. Ele poderia ter dito tantas outras frases secas e duras, mas escolheu a menos dolorida. Ela queria odiá-lo, queria esquecê-lo para poder lutar, mas nenhum dos dois queria verdadeiramente isso.

— Isso é bom! – Disse Bellatrix passando os dedos sobre o casaco de Snape, — Todos nós sabemos o quanto seria desastroso se algum “fiel” seguidor de Voldemort acabasse se apaixonando pela escolhida!

Bellatrix o encarou buscando algum vestígio de sentimento, mas ele continuou impassivo, no rosto uma mascara dura e fria. Ela sorriu, virando-se para a garota.

— Sorte a sua ser a protegida de Voldemort! – Ela falou seguindo seu rumo e lançando feitiços por todos os lados.

— Você deveria matá-la! – Sibilou Sky se levantando, — Deveria matá-la!

— Calada! – Ele rosnou, — O que diabos você veio fazer aqui? Quer se matar?

— COVARDE! – Ela gritou exacerbada, enquanto lhe esmurrava o peito — Você não tem coragem de enfrentá-los! Só faz o que lhe é mandado!

— Não me chame de Covarde! – gritou Snape, e seu rosto ficou inesperadamente desvairado, desumano, como se sentisse tanta dor por aquelas palavras terem sido ditas por ela, a única em sua vida, seu céu agora manchado de negro.

— O que fará quando Voldemort ordenar que me leve até ele? – Ela disse raivosa lhe encarando, — O que fará?

Snape nada respondeu, apenas se perdeu no mar cinza daqueles olhos perigosos.

— Eu sabia! – Respondeu Sky se afastando de Snape, — Você não fará nada, sabe por quê? Porque também não sabe o que significa amar alguém...

E virou as costas correndo por entre os corpos cobertos na penumbra.