Devora-me

34 Sucumbir


Notas iniciais
Ola lindas (o), boa tarde como vao? Bom, espero que bem porque aqui lá vem outro capitulo daqueles.... Antes de tudo gostaria de agradecer a leitora Princesa Mestiça por ter recomendado a minha fic

Na janela do ultimo andar daquela torre ele observava, imóvel, impassivo, inexpressível. Abaixo dele no pátio os alunos em uma fila silenciosa caminhavam, como se não houvesse mais esperança. A cima de suas cabeças, um céu escuro com grossas nuvens pesadas pairava. O tempo passava arrastado, e cada batida de seu coração doía como se cada uma delas fossem ser a ultima. Snape sentia-se cansado, morto, dolorido e sentia falta dela. Sentia falta do riso que inundava tudo e a todos, sentia falta dos cinza de seus olhos tão expressivos e de seus cabelos que sempre exalavam um cheiro inebriante. Ele fechou os olhos pensando em quanto tempo levaria até que Dumbledore retornasse e tudo tivesse fim, em quanto tempo mais ele ainda precisava fingir que não se importava quanto tempo mais ele ainda olharia nos olhos dela e não conseguiria dizer nada.

“Sinto-me dissolvendo, desaparecendo no nada, aos poucos, como se distanciar-me dela se tornasse um martírio, como se cada minuto em que uso essa mascara me destruísse, me dissolvendo em pó, será que ainda existo? Será que ela ainda pode me sentir?”

O silencio que pendurou por tanto tempo em seus devaneios fora quebrado, pelo som de rápidos passos que ecoaram pelo escuro corredor. Atrás de si Snape sentiu a respiração ofegante de alguém que provavelmente não lhe traria boas noticias.

— Senhor, você precisa ver isso! – Disse o comensal ofegante.

Snape o acompanhou por todo o percurso em silencio, até que chegaram a um corredor mal iluminado a poucas quadras das masmorras.

E na grande parede feita de pedra havia algo brilhante escrito. Eles se aproximaram devagarzinho apertando os olhos para ver na penumbra. Alguém tinha pintado palavras de uns trinta centímetros na parede entre as duas janelas. O comensal examinava atentamente apalpando e cutucando a parede sem nada entender. Snape esticava-se por trás dele, meio na sombra com uma expressão estranhíssima no rosto: Era como se estivesse fazendo força para não sorrir.

“A ARMADA DE DUMBLEDORE ESTÁ DE VOLTA, PREPAREM-SE”.

Uma linha retorcida em forma de um singelo sorriso formou-se nos lábios finos de Severo.

­— Sky... – Sussurrou.

— Tem alguma ideia de quem possa ter feito isso? – Perguntou o comensal ainda analisando a escrita.

— Não faço a mínima ideia! – Respondeu.

***

— Conta de novo Neville como conseguiu achar a sala precisa! – Disse Sky empolgada.

— Então, eu estava preocupado e totalmente sem rumo... Andei por horas nesses corredores, pensando em como poderíamos nos esconder, fazer nossas reuniões sem ser descobertos! – Ele coçou a cabeça relembrando-se, como se temesse esquecer qualquer detalhe, — Foi então que desejei muito, mas muito mesmo encontrar algum lugar seguro que nenhum comensal jamais achasse! Um lugar no qual pudéssemos todos entrar, fazer nossas reuniões e nos manter sempre seguros! E então no momento em que desejei isso, uma porta se abriu por entre os tijolos e eu entre sem hesitar! O que encontrei, foi exatamente tudo que precisávamos, e agradeci aos céus por aquele local!

— Tudo isso aconteceu bem na hora! – Disse Gina, — Papai disse que os comensais começaram a torturar a família de pessoas que não andassem na linha... Parece que os castigos aos alunos não estão sendo suficientes!

— Vovó me mandou uma carta! – Disse Neville, — Eles foram atrás dela... – Todos exclamaram assustados, — Vocês sabem, estamos botando o terror por aqui, eles perceberam que não iriam nos parar apenas com suas torturas! – Ele limpou um feixe de sangue que escorreu de um ferimento no canto da boca, — Então foram atrás da minha avó, achando que encontrariam uma velha indefesa, e assim me parariam!

— E o que aconteceu com a sua avó? — Perguntou Simas já roendo as unhas.

Neville riu antes de responder, se lembrar do que a avó havia relatado era hilário.

— Ela nocauteou todos, e depois fugiu! Ela me mandou essa carta, ­ — Ele retirou do bolso um pedaço de pergaminho amassado, — Ela disse que está bem, e que está morrendo de orgulho de mim! Disse para não nos entregarmos nunca, e para continuarmos a lutar!

— E como você avisou a todos sobre a AD, Sky? – Perguntou Neville.

Ela sorriu imaginando a cara dos comensais ao verem a parede pichada.

— De um jeito que ninguém irá esquecer! – Respondeu.

***

Skyller olhava o tempo passar pela janela de seu quarto. A neve caia lentamente se desfazendo ao tocar no chão. Ela encostou-se ao vidro embaçado sentindo o toque gélido. Fechou os olhos, gostou do que sentiu, lembrou-se dele.

“E esperar por ele era tão devorador quanto à morte. Eu podia vê-la assim como no conto dos três irmãos, bem ali na espreita esperando, louca para me abraçar, para levar-me como boas amigas de longa data que somos, e eu sentaria em seu colo, com todo aquele manto negro e perguntaria: Porque demorou tanto? Então ela sorriria, porque sabe o quanto sou impaciente, e o quanto a esperei para que sanasse minha dor. Mas ao longe eu ainda podia ouvir a voz aveludada que me chamava. A voz que me faria desistir de segui-la.”

— Ei Sky olha só o que eu consegui pegar na cozinha! – Gina entrou em baque completamente excitada com a torta recém feita que havia conseguido de um elfo. O cheiro inundou o local tão rapidamente como se possa imaginar, e a única coisa que Skyller conseguiu fazer foi tapar a boca instintivamente e correr para o banheiro, completamente enjoada. — Gente, que loucura menina, que houve?

Depois de um tempo Skyller saiu do banheiro ainda mais pálida do que de costume e jogou-se na cama de bruços, queria apenas que o mundo desabasse em si.

— Sky, você tá quase albina menina! Você está se alimentando direito? Você tá bem? Digo, fora esses nossos hematomas e machucados – ela riu, — Fala alguma coisa criatura!

— Não... — Sky respondeu com a cabeça afundada nos lençóis.

— Não o que?

— Não estou bem!

— Mas o que você tem, eu apenas entrei com a torta que roubei para nós e você correu para o banheiro enjoa... – Ela parou finalmente de falar, e Sky percebeu que ela havia chegado à resposta. — Naaao! Mentira! – Ela engoliu um pedaço de torta completamente chocada. — Ai, por Merlin Sky, o que você vai fazer, digo, você tem que contar pro Snape e...

— Eu não vou falar nada pra ele Gina! – Ela respondeu emburrada, enquanto se sentava na cama, — Olha quantas coisas estão acontecendo por aqui, a guerra, os comensais... Não posso simplesmente chegar e dizer: “Olá professor, desculpe incomodar a essa horas, mas queria te dizer que estou grávida e que o filho é seu!” Imagina, é capaz dele enfartar de desgosto e desespero!

Gina pareceu pensativa ao considerar o que era dito.

— É verdade, ele não faz muito o tipo paterno né? Mas como você vai fazer, sua barriga vai crescer, acha que ele não notará?

— Talvez ele e nem ninguém note... – Ela respondeu com melancolia, — Vou fazer o possível para ajudar nessa guerra Gina, mas talvez eu nem sobreviva a ela!

— Não diga isso, sua idiota! – Gina a abraçou sentindo as lagrimas cortarem a face.

— Mesmo que eu sobreviva Gina, Voldemort me quer, o que acha que ele fará a mim depois de ter o que quer? Ou se por acaso descobrir que estou grávida?

Gina a encarou com os olhos rasos, vê-la naquela situação era pior do que qualquer guerra.

— Eu sinto muito amiga!

— Eu também Gina.

Notas finais
E então, acham que a Skyller vai contar para o Severo?? E a AD, será descoberta?? Comentem.