Devora-me
22 Deixe a neve cair
Notas iniciais

“E no silencio da penumbra eu fugia. Fugia de seus olhos mortais que caiam sobre mim. Senti a seda macia de sua capa vermelha tocar-me o rosto. No céu a lua cintilava sobre nós, nosso olhar finalmente se cruzou, devorando um ao outro. Então eu a beijei, voraz, inconstante, necessitado. Eu sabia de alguma forma, que aconteceria de novo, tanto quanto desejava que jamais acontecesse. Nunca teria fim...
You can START A FAMILY
(Você pode começar uma família)
Or you can start a war
(Ou você pode começar uma guerra)
Began with good intentions
(Começou com boas intenções)
Now you don't know what you're fighting for
(Agora você não sabe pelo que está lutando)
— Quando foi que ficou tão safado? – Ela disse mordendo o lábio.
Ele riu, uma risada rouca que fez com que Skyller sentisse leves espasmos por todo o corpo.
— Aprendi com a melhor! – Respondeu enquanto guiava Skyller para seus aposentos.
“É hoje que a cobra vai fumar”
Em um aceno leve de varinha a porta se abriu, e Snape adentrou o local com Skyller ainda presa em seus braços. Ele mordeu de leve o lóbulo dela, causando arrepios à pele sensível, então a pegou pela cintura, aproximando-a de si, aprofundando o beijo lascivo. Snape apertou sua ereção contra o ventre de Skyller de um jeito safado e sensual.
— Consegue sentir senhorita Skyller? – A voz soou baixa e erótica.
— S-im! – Ela quase não conseguiu responder.
— Ainda duvida da minha masculinidade?
Skyller corou fortemente ao lembrar-se do que tinha dito na sala do diretor. E para Snape a visão da garota pela primeira vez rubra não poderia ter sido mais excitante.
— Acho que terei que provar então! – Ele respondeu enquanto despia devagarmente à camisa que vestia; logo a jogando ao chão, dando a Skyller a visão de um peitoral forte, com alguns ralos pelos negros que seguiam até o caminho da perdição e sumiam de vista. Ela mordeu o lábio enquanto assistia a cena. Severo sorriu ao ver os olhos da garota brilhar quando ele começou a desabotoar a calça.
“Ela parecia uma criança curiosa, pronta para desvendar um mistério!”
There's no way of knowing
(Não há nenhuma maneira de saber)
The way you are today
(O jeito que você é hoje)
When I look up to the sky
(Quando eu olho para o céu)
There's only one thing that I wanna say
( Só há uma coisa que eu quero dizer)
E então ele despiu a calça ficando somente com uma cueca box branca, que realçava ainda mais o volume protuberante. Ele se aproximou a beijando de novo, um beijo mais apaixonado, enquanto ela comprimia seu corpo contra o dele, perdendo-se no abraço. Severo depositou Skyller delicadamente na cama enquanto a despia, com furor. As mãos dele passavam por todo o corpo dela, ansiando por mais, por ver o corpo que logo seria dele, somente dele. Severo beijou de leve o pescoço dela, apenas roçando seus lábios, para depois fazer uma trilha de beijos que seguia até a barriga, extremamente branca, com um delicado piercing, lá ele demorou um pouco, enquanto acariciava toda a sua extensão, fazendo-a sentir espasmos, ele definitivamente sabia o que estava fazendo. Ele passou delicadamente as mãos nas partes internas das coxas de Skyller, o toque causou arrepios instantâneos, ela gemeu completamente enlouquecida, só pelos toques dele, o gemido fez com que seus olhos se cruzassem, ele soube naquele momento que seria diferente. Severo sorriu maliciosamente passando os dedos no fecho do delicado sutiã negro que ela usava, contrastando com a pele tão branca e em apenas um toque ele o tirou tendo a visão dos delicados seios médios. Ele gemeu quando suas mãos os cobriram, sentindo-os firmes encaixando-se perfeitamente nelas.
Severo se posicionou em cima dela, arrancando gemidos da garota que sentia a ereção dele lhe cutucar. Ele fez novamente um rastro de beijos que se seguiu desde o pescoço, parando demoradamente nos seios rosados, os sugando sem pudor. Ele levou uma de suas mãos ali e os apertou, massageando ora beliscando, enquanto com a boca tomava o outro, se deliciando com o gosto doce e os gemidos da mulher completamente enlouquecida.
Sky mordeu de leve o pescoço dele, não satisfeita por estar sendo provocada, timidamente colocou sua mão na ereção dele, massageando-a. Severo praticamente rugiu ao sentir o toque que tanto ansiou, o toque que vinha desejando tanto já há algum tempo.
Ela sorriu maliciosamente para ele, agora era sua vez de estar no controle. Skyller se posicionou por cima do mestre o surpreendendo, para depois arrancar sem demoras o tecido branco que lhe cobria o membro. Um estranho brilho tomou conta das orbitas cinzas dela ao vê-lo, duro e levemente rosado, ela mordeu o lábio fazendo com que Severo sorrisse ao ver a expressão da garota.
— Excedi suas expectativas senhorita? – Ele perguntou em tom safado.
— Ah, com certeza! Ela respondeu enquanto apalpava o membro pulsante, que mal cabia em sua mão.
Skyller começou um movimento de vai e vem, o masturbando lentamente, para depois aumentar o ritmo ao som dos gemidos roucos de Severo. Ele arqueou a cabeça para trás entorpecido pelas inúmeras sensações que ela lhe causava, sentindo as pequenas mãos quentes lhe envolver. Então ela sorriu maliciosa enquanto lambia de leve a glande rosada.
— Sky... – Ele praticamente rugiu
— Diga, o que você quer professor? – ela respondeu provocando-o enquanto continuava a lambê-lo. — Diga, e eu farei!
— Ooh, gostosa! Me chupa...
Skyller tomou o pênis a sua boca, faminta, ela o chupou com cadencia e logo tinha Snape exatamente onde queria; entregue. O moreno estava louco de desejo, extasiado pelo calor e furor daquela boca, ele movimentava o quadril contra os lábios rosados da garota, ansiando por mais contato, enquanto ela o chupava maestrosamente. Os olhos devoradores dela não saiam das orbitas negras dele, enquanto o tomava com os lábios ela mantinha o olhar mortal sobre ele, o excitando ainda mais. Então ele interrompeu, antes que chegasse ao ápice.
― Eu sempre soube que seria boa nisso! – Ele deu um leve tapa na nádega dela a fazendo gemer, — Eu sempre soube que seria capaz de me levar a loucura! – Soltou uma risada calorosa, puxando ela de encontro ao seu corpo, mudando mais uma vez as posições.
Severo invadiu com a língua a boca de Skyller em um beijo quente, enquanto brincava com o cós da calcinha dela, provocando-a.
— Ora, vejam só, o que farei com você, mocinha? Ele murmurou alegre, tentando a tirar do serio.
— Que tal calar logo essa boca, e me mostrar o que sabe fazer?
Ele riu.
Lay down, try and talk about it
(Deite-se, e tente falar sobre isso).
Lay down, don't scream or cry or shout it
(Deite-se, não grite ou chore ou grite).
Stay down, don't deny or doubt it
(Fique firme, não negue ou duvide)
No one knows you better than me
(Ninguém sabe melhor do que eu)
When the times get harder
(Quando o tempo se torna difícil)
Know I'll always be there for you
(Saiba que eu sempre estarei lá por você)
— Sua apressadinha! – Disse pincelando na entrada dela. —Sabe senhorita Skyller, eu não posso negar que de uns tempos para cá a senhorita tenha provocado um desejo insano em mim. –Afastou as pernas dela, se posicionando. – O seu jeito de agir, me deixa completamente danificado. – sorriu afundando o rosto nos cabelos sentindo o aroma doce e indecifrável – E como me provocastes tanto te farei minha essa noite e para sempre.
Ambos gemeram em coro quando ele a penetrou devagar, com dificuldades pela entrada extremamente apertada dela, ele a olhou buscando a permissão para continuar. Skyller gemeu alto quando ele forçou a entrada sentindo-a envolvê-lo, movimentando-se devagar para depois aumentar o ritmo de vai e vem.
Ele parecia imenso dentro dela, que sentia cada movimento que fazia beijando indescritivelmente bem. Os corpos se chocavam a cada investida que ele dava penetrando-a por completo. Skyller segurou forte nos cabelos lisos e pretos dele, sussurrando frases desconexas, chamando pelo nome do amado. Ele estocou com força totalmente sem controle, entregue aos prazeres que ela lhe causava, enquanto ela arranhava as costas dele, causando mais arepios.
— Vire-se. – Pediu ele com a voz rouca.
E ele pensou que não fosse aguentar ao vê-la de quatro, completamente úmida por ele. Ele passou a língua delicadamente pela extensão da fênix tatuada nas costas dela, aquilo o excitou mais, se é que era possível. Snape se posicionou ora entrando ora saindo dela, brincando com a sua entrada. Então a penetrou de uma só vez, arrancando um gemido alto da garota. Ele se movimentou rápido e devagar, ofegante.
— Gostosa! – Ele disse, — Rebola! Ah, isso, rebola no meu pau! Ele sentiu que ela ficava cada vez mais apertada, aumentando as estocadas.
— Diga que é minha! – Ele disse acelerando as estocadas, Skyller apenas gemeu perdida no mais profundo êxtase. — Diga... que você me pertence! – ele sussurrou.
— Eu... s-ou sua!
— Diga! – Ele agarrou forte nos quadris dela enquanto se movia, os corpos suados e ofegantes pareciam bailar em uma dança antiga já conhecida por eles — Diga a quem você pertence, meu anjo! Por favor, diga...
Ela o apertou próxima ao orgasmo quando disse:
— Eu sou sua Severo! Oh! – Gritou. Ele Gemeu chamando o nome dela. E assim deixaram que seus corpos exaustos liberassem o prazer que tanto tinham ansiado. Snape se jogou na cama colando seu corpo ao dela, acariciando os cabelos prateados. Seus corpos se uniram como se já se conhecessem há anos. Ela esqueceu o medo e a dor e fechou os olhos, a alma leve naquele momento perfeito.
“Deixei a neve cair, deixei que ela caísse e me enterrei nela.”
“Cabelos ondulados, que se espalhavam pelo travesseiro.
Cinzas, como a bruma de uma noite sem fim.
Cheio de brilho, perfumes afrodisíacos e um frescor de flores.
Então, ela se virou para mim.
Seu rosto era branco, mas não pálido.
Seus olhos cinza agora estavam levemente azuis e se pareciam muito com o mar, o mar em que eu mergulhei. Fugi de mim mesmo, mergulhando naquele oceano.
Estes lábios, carnudos, me convidavam a uma dança que apenas nós dois sabíamos dançar.
O corpo, perfeito. Suas curvas eram um violão onde apenas eu poderia tocá-lo. Seus seios, medianos eram a perfeição da mulher, e se encaixavam perfeitamente em minhas mãos, feitos para mim. Suas pernas me faziam delirar. E apenas eu sabia disso. Apenas eu a tocarei.
Apenas eu a toquei.
Tudo isso porque, ela é, e sempre vai ser, para sempre, minha.
E de mais ninguém.”
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