Devora-me

4 Cinzas em pretos


Notas iniciais
Boom dia lindas!! Como vão? Mais um sabadão chegou e com ele um novo capitulo! >.< Nesse vou adoçar a boca de vocês,

Todos permaneceram DENTRO DOS LIMITES do jardim d'A Toca nas semanas seguintes. Os meninos passaram a maior parte do tempo treinando Quadribol enquanto as meninas falavam sobre garotos, treinavam alguns feitiços ou compartilhavam alguns segredos. Tudo isso teria se tornado as férias perfeitas se a cada dia que abrissem o jornal não estivessem estampadas tantas mortes e desaparecimentos. Skyller quase não lia as noticias. Isso sempre a fazia mal. Ela temia uma hora ou outra ver o nome de alguém que ama desaparecido ou morto, isso a perturbava.

— Você soube o que aconteceu com o Florean Fortescue, Remo? – Perguntou Rony enquanto lia o jornal.

— Não, o que aconteceu com ele?

— Foi levado à força! Mais um levado a força! – Respondeu.

Skyller e Gina desciam as escadas quando ouviram meados da conversa.

— Quem foi levado? – Perguntou Sky.

Todos olharam para as duas que não haviam sido percebidas. Os olhos castanhos de Remo pousaram curiosos na garota. Ela era definitivamente diferente, poderia passar despercebida por entre as pessoas se quisesse, era extremamente delicada, mas tinha os olhos fatais, mortais, e não passaram despercebidos pelo lobo. Ele se levantou rápido, assustando Harry e Rony que nada entenderam, e se postou de frente a garota, fazendo uma reverencia.

— Sou Remo Lupin, — Disse beijando delicadamente a mão de Sky, — Mas pode me chamar de Remo!

Ela sorriu com a falta de jeito dele, mas que não deixava de ser engraçado e charmoso.

— Sou Skyller! – Disse em tom amigável, — Sem formalidades!

— Estou à disposição, Senhorita Skyller! – Disse Remo lhe oferecendo uma piscadela safada.

— Me lembrarei disso Remo! Lembrarei-me com carinho! – Disse sendo logo puxada por Gina e Hermione para o jardim.

— Menina! Que foi isso? Remo ficou louquinho com você! – Disse Gina.

— Ele só foi educado Gina! – Respondeu Sky, dando um sorriso sapeca.

— Conta o segredo! Precisamos de homens educados assim! – Disse Hermione a cutucando-a.

— Meninas... Vocês ainda vão aprender muito comigo! – Respondeu Sky em tom sonhador, — Hogwarts que nos aguarde!

***

No dia seguinte chegaram às cartas de Hogwarts e as listas de material escolar.

— Bem, acho que não podemos adiar mais a ida ao Beco Diagonal, agora que receberam as cartas, — Disse Molly, — Iremos após o café, por isso estejam prontos.

Fazia um dia nublado e escuro, e o frio parecia se intensificar por entre as ruelas daquele local.

— O que está usando? – Perguntou Gina, para Sky.

Ela sorriu, com a curiosidade de Gina.

— É uma capa, — Respondeu ela a colocando, — Eu gosto de capas!

— Sinistro! – Disse Rony.

Eles não souberam ao certo qual o momento em que se afastaram de Molly, mas quando se deram conta, estavam por entre as ruas escuras e gélidas, repletas de amontoados de bruxos mal encarados.

Um adolescente pálido de cabelos extremamente loiros passou por eles, arrogante porem extremamente elegante, com vestes verdes, acompanhado por uma mulher que aparentava ser sua mãe.

— O que Malfoy faz aqui? – Perguntou Harry.

— Isso parece um bom lugar pra ele freqüentar! – Comentou Rony maldoso.

— Não sejam tão cruéis com ele! – Disse Sky.

— Conhece ele? – Perguntou Harry, — Sabe quem é a família del...

— Sei... – Interrompeu ela, — Meu pai é amigo dos Malfoy’s! Eles só... Tentam se proteger, só...

— Sky, eu não sei até onde você está ciente das coisas, mas o pai dele é um comensal! – Disse Harry nervoso, — E não duvido que ele esteja aqui também para se tornar um deles! Temos que segui-lo!

— Não Harry! – Disse Gina, — Mamãe deve estar preocupada precisamos voltar!

— Voltem vocês, vamos Rony! – Disse Harry já se afastando com Ronald.

— Desculpem meninas, mas preciso ir com eles! Eles precisam de um cérebro! – Disse Hermione.

— O que faremos agora? – perguntou Sky.

— Bom, tem uma loja de poções e caldeirões logo ali à frente! Podemos passar lá e adiantar algumas compras! – Respondeu Gina.

A loja era um cubículo escuro e mal cheiroso. Um sininho soou quando as garotas entraram, mas ninguém apareceu, o dono parecia estar ocupado com algo. Gina olhava na lista o que iria precisar para aquele ano, eram tantas coisas que não sabia por onde começar.

— Sky, você pode me ajudar aqui? Sky?!

A garota de cabelos prateados fitava a janela, vidrada, nem percebeu quando Gina se aproximou curiosa.

— O que está olhando?

— Quem é ele? – Perguntou.

Gina seguiu o olhar para onde a garota fitava. Em frente à loja um homem de cabelos negros e espessos conversava. Ele usava uma capa preta e longa extremante elegante, que esvoaçava ao vento. Tudo naquele homem soava formal, desde o modo como ele movia os lábios até a forma como sua capa se movia ao mínimo movimento dele. Sky levantou o capuz de sua capa, para observá-lo melhor. Havia algo nele, misteriosamente gélido que lhe causava arrepios. Gina sorriu, já sacando tudo.

— Ele? – Disse a ruiva, — Ele é Severo Snape, professor de Hogwarts! Mais precisamente, NOSSO professor! – Ela fez questão de enfatizar a palavra nosso, mas Sky nem percebeu a deixa. — Ele não é casado... – Continuou ela.

Sky a olhou sapeca. Ela pensou em quantas meninas de Hogwarts teriam caído de amor, por aquele misterioso homem. Ele era frio, e ela adorava o frio, era feita dele! Ele era misterioso, e ela daria tudo para desvendar todo aquele mistério. E seus olhos eram...

Seus pensamentos foram interrompidos, e ela pela primeira vez sentiu seu rosto queimar como nunca havia sentido.

Os olhos negros do homem encontraram rapidamente os olhos prata da garota a janela. Ele a olhou, arrogante e presunçoso, mas ela sustentou o olhar, gostando do que via. Severo levantou a sobrancelha irritado pela atenção da garota e pela astucia da mesma em continuar a olhá-lo. Então Sky sorriu, e lhe virou as costas voltando para a loja, Gina sabia o que a garota havia acabado de fazer, ninguém fugia do frio de seus olhos cinzas, nem mesmo um homem feito de nevasca. Agora ela sabia que as duas se dariam muito bem juntas.

Severo continuou a olhar para a janela vazia a alguns metros a sua frente com sua costumeira carranca. Ele odiava ser desafiado daquela forma.

– Com certeza era só mais uma garota mimada, que queria me pregar uma peça! – Pensou. — Mas quem era ela? Porque ela estava me olhando e depois sorriu, como se já tivesse ganhado toda uma batalha? E porque diabos, aqueles malditos olhos gélidos ainda estavam ali, mesmo ela não estando mais?

— Severo você está bem? – Perguntou o homem que conversava com ele, lhe tirando de seu devaneio.

— Ah, sim estou!

— Você está pálido, aconteceu alguma coisa?

— Não, — Respondeu ele, — Só estava pensado em como esse ano será frio!

Notas finais
Sim Severo meu amor, esse ano será frio, e uma terrível nevasca arrebatará esse seu coraçãozinho