Notas iniciais
Nesse capitulo vocês conhecerão mais um pouco da personalidade de nossa amada Sky!!! Tem nome de céu, mas que tipo de céu? :D

Finos raios de sol banhavam o dia levemente frio daquele dia. Skyller havia acordado cedo e descido até o hall de entrada onde ficara quase a manhã toda sentada na beira da janela. Ela apoiava a cabeça entre os joelhos encolhidos, aquela noite fora uma das piores que ela já tivera. A muito ela era atormentada por pesadelos, e algumas vezes simplesmente não voltava a dormir, como naquele dia.

Skyller secou a fina lagrima que escorreu pelo seu rosto ao relembrar-se do sonho.

Lembrança ON.

“— O que é isso papai? – Disse Skyller apontando para o desenho negro no braço do pai.

Pitter escondeu rapidamente a tatuagem em forma de serpente no antebraço. Olhou para a menina de cinco anos a sua frente com ternura no rosto. Ela era perfeita, inocente e pura. Enquanto ele merecia a morte mais dolorosa que alguém pudesse ter. Mas não agora, ele ainda tinha que cuidar dela, tinha que garantir que ela cresceria saudável e teria uma boa educação.

— Não é nada minha linda! É apenas um machucado do papai! – Disse ele acariciando os cabelos prateados da filha, tão prateados quanto os de sua mãe.

— Você fez dodói papai? Pede a mamãe para sarar! Ela sabe...

Ele engoliu em seco com a inocência da filha.

— Meu bem, escute... Nos já conversamos sobre isso, lembra? A mamãe está viajando, pra bem longe!

— Pra onde ela foi?

— Ela foi ficar junto com o vovô, querida!- Ele apontou para o céu, — E um dia nós iremos ir visitá-la, e ficar com ela!

Skyller pôs o pequeno dedinho na região dos lábios, pensativa.

— Então vou dar um beijinho, ai vai sarar tá bom papai?

Pitter sorriu, como a muito não sorria.

— Claro minha filha, vai sarar!”

De repente a pequena lembrança em forma de sonho, tornou-se um pesadelo.

— Cheguei pai! – Disse Skyller já com 15 anos batendo a porta atrás de si. — Pai?

Ela entrou na casa que estava misteriosamente escura. Havia algo naquele local que nada lembrava seu lar. Um cheiro fétido de podridão se instalou em cada fresta, em cada parede rabiscada e suja. Ela chegou a uma escada que não parecia ter fim, Skyller olhou para cima tentando ver até onde os degraus iriam, mas não conseguiu ver. Ela subiu degrau a degrau sentindo o clima cada vez mais frio trincar cada pedaço de sua pele. Lá em cima, onde parecia finalmente ser o ultimo degrau, havia alguém. Não! haviam duas pessoas. Um deles tinham os olhos feitos dois faróis, que iluminavam assustadoramente o breu. Ela hesitou sentindo o medo instalar em cada membro. Então uma conhecida voz tranquiladoramente assassina ecoou como um eco na casa, fazendo com que calafrios percorressem seu corpo.

— Aproxime-se Skyller! – Disse a voz, — Venha até mim, minha querida, venha! Sinta o poder, seja o poder!

Ela deu mais um passo, então o outro homem gritou:

— Não! Corra Skyller! Corra!

E de repente o breu sumiu, e no meio da penumbra ela viu no topo da escada Voldemort segurando seu pai por trás, extremamente machucado e debilitado. Voldemort sorriu um sorriso amarelo e maldoso, sibilando algo que ela não conseguiu distinguir. Então subitamente seu pai caiu desfalecido nos braços do monstro.

Skyller se pos a correr o máximo que pôde; as lágrimas cortando o rosto... Ela continuou a correr, mas não conseguiu chegar a lugar algum, a dor em seu peito lhe destruindo por dentro, mas ela, não chegou a lugar algum.

Lembrança OF

— Skyller?

Uma voz suave a tirou de seus devaneios a fazendo logo sorrir ao reconhecer o loiro que já se sentava a sua frente.

— Porque está aqui? – Questionou ele limpando o rosto dela, manchado de lagrimas. — São os pesadelos novamente?

Ela apenas afirmou com a cabeça, não queria falar sobre isso e nem relembra-los.

— Não quer falar sobre? – Ele levantou a sobrancelha.

Ela riu.

— Você disse que não falava com Grifinorios! – Porque está falando comigo?

— Abro uma exceção pra você Sky! Mas não se acostume... Você é muito mimada!

— Eu mimada? Ah nem vem! – Ela bagunçou o cabelo dele, — E tire esse gel do cabelo, você fica melhor sem!

— Eu fico bem de qualquer jeito Skyzinha!- Ele zombou.

Sky gargalhou com o comentário do amigo. Diferentemente dos outros, Draco a entendia, porque havia passado por tudo que ela passara. Ele sabia mais do que ninguém do que se tratava aqueles sonhos e como eles a afetavam, sabia também o quanto ela se esforçava todos os dias para sempre estar com um sorriso no rosto, emanando luz para que ninguém percebesse a dor que ela carregava junto a si. Só quem realmente a conhecia sabia que os olhos prateados eram manchados, de magoa. Draco ainda tentava fazer com que a garota se esquecesse do sonho que teve quando a mesma viu surgir no corredor um homem de capa negra esvoaçante. Ela sorriu maldosa, tinha um plano em mente.

— Draco, — ela sussurrou, — Me beija!

— QUE? Fazer o que?

— Anda garoto me beija logo!

— Skyller você ficou louca? Esqueceu de tomar seus remédios e ....

Ela o agarrou pela gravata, e antes que ele pudesse protestar, Skyller grudou seus lábios nos dele, desajeitadamente forçado.

Skyller sentiu quando o professor parou no corredor fitando-os com olhos mortais. A fúria poderia ser sentida a quilômetros de distancia, e fora sentida por Draco que logo se desviou tentando recuperar o fôlego. Havia negror e ódio naqueles olhos, e havia sarcasmo também quando ele começou a bater palmas para eles.

— Estou emocionado! – Disse Snape com sarcasmo, — Fico pensando, o que o seu pai Draco, diria ao saber que está se envolvendo com uma .... – Ele hesitou, — Grifinoria!

Draco levantou-se desafiante, não acreditando que Snape estava insultando sua amiga.

— Se alguém disser a ele sobre isso, peço que ao menos diga o nome de qual Grifinoria estou “me envolvendo”, ele ficará feliz em saber que é a Skyller!

Uma fina linha formou-se nos lábios de Severo, enquanto Skyller ria ainda sentada na janela.

— Que sorte a minha ter a Minerva como diretora da Grifinoria para lhes dar pontos Senhorita Lannyester! Porque assim posso tirá-los após... Você está me saindo tão cabeça oca quanto Potter, talvez seja então um mal dos leões! Menos 10 pontos para a Grifinoria, pelo comportamento inapropriado! E menos 30 pontos para a Sonserina, por me desafiar senhor Malfoy!

Snape virou-se e saiu rumo aos corredores, a passos largos. Draco olhou para Skyller que ainda ria, cruzando os braços nervoso.

— Olha o que você arranja pra mim Sky! A última coisa que eu preciso é que o diretor da minha casa me odeie! Chegar perto de você ultimamente está se tornando difícil garota desmiolada!

Um fino sorriso formou-se nos lábios de Skyller. Ela sabia que Draco não estava se importando de verdade em perder pontos ou a amizade de Snape. Esse ano estava sendo difícil para todos, mas principalmente para o garoto que sentia a pressão do pai em transforma-lo em comensal. Ela sentiu um arrepio só de pensar na possibilidade de seu amigo tornar-se um deles. Ela o amava como um irmão, e sabia que o sentimento era recíproco, suas brincadeiras apesar de serem perigosas o divertiam também, porque assim como ela, ele também andava sempre ao lado do perigo.

***

A manha havia passado rapidamente junto com ela as aulas daquele dia. A última aula fora uma bagunça, Minerva pediu aos alunos que fizessem pequenas aparatações na sala, e em pouco tempo dois alunos conseguiram destrinchar.

Quando a aula terminou as meninas seguiram rumo à biblioteca para terminarem os deveres. Elas conversavam animadas quando um grupo de Sonserinos esbarram proposicionalmente em Hermione fazendo com que seus livros fossem jogados ao chão.

— Ei! – Disse Hermione esfregando o braço atingindo.

— Olha Crabbe, esbarramos em um verme! – Eles riram com a piada.

— E olha, — Disse o outro Sonserino, — Derrubamos os lixos que ela carregava!

Hermione apenas agachou silenciosamente tentando pegar os livros novamente, os garotos gargalhavam e falavam palavras desconexas.

— Ora seus porcos imundos! – Disse Skyller, — Porque vocês não voltam “pro chiqueiro” de vocês? Já já levarei os vômitos pra você comerem!

— Deixa isso Sky, não vale a pena! – Disse Gina.

— Ora, ora, ora! – Disse um deles, — Se não é a filha do comensal traidor! Talvez os castigos que Voldemort deu a seu pai não foram suficientes! – Eles riram.

Skyller segurou forte a mochila que trazia em seu ombro, e fechou os olhos por alguns segundos, mas que pareceram ser horas. Ela desligou-se do mundo não escutando os apelos de Gina e Hermione que tentavam tirá-la de lá. E tão subitamente como se possa imaginar, uma fúria tomou conta da garota de cabelos prateados, e quando ela abriu os olhos suas orbitas estavam frias e medonhas. Ela encarou o garoto gordo parecido com um porco que usava uma gravata de cores verde e branca, enquanto ele ainda ria.

— Segure a mochila Gina. – Disse ela.

— Sky, o que você vai fazer? Vamos embora, não vale a pena!

— Vou mostrar pra ele, do que os leões são capazes! – Disse ela.

Skyller em um salto só pulou em cima do garoto lhe dando socos na cara sem parar. O menino tentava a todo custo tirar garota de cima dele, mas ela havia obtido uma força descomunal. Gina e Hermione olhavam atônitas a amiga esmurrar o garoto sem dó.

— Tirem essa maluca de cima de mim! – Gritava ele desesperado.

Ela segurou forte em sua gravata o enforcando.

— Grite mais alto, seu porco! Não estou ouvindo! O que mesmo que falou da minha amiga e de meu pai?

O garoto já estava vermelho como um pimentão e ela não afrouxava o aperto, parecia possuída, um furacão um misto de fúria e dor. Então ela sentiu-se puxada com força, sendo retirada de cima do garoto. Skyller se debatia e gritava enquanto era levada para longe, sem nem saber por quem.

— Ora, seu imbecil porque me tirou de lá! Me larga, me solta! – Ela gritou, logo após mordendo o braço do homem.

— Do que a senhorita me chamou? – Severo a prensou na parede.

Skyller engoliu em seco ao ver quem havia lhe tirado de lá.

“De onde esse homem surgiu por Merlin ele por acaso está me seguindo?”

— Ah, me desculpe! Eu...

— Você por acaso está tentando se matar senhorita? – Sibilou ele nervoso.

— Não, estou tentando matar aquele porco...

— Olhe os palavreados Skyller.

“Ele me chamou de Skyller?”

— Ele ofendeu meu pai! E minha amiga!... – Disse ela nervosa, com os olhos rasos.

— Você por acaso sabe quem é o pai daquele garoto? – Disse ele, — Sabe o que ele pode fazer com a senhorita se souber...

— Não tenho medo dele! – Disse ela, — Não tenho medo do pai do porco e nem pra quem o pai do porco trabalha! E também não tenho medo de sonserinos metidos! Se ele ofender novamente meu pai ou meus amigos eu juro que...

— Você não fará nada! – Ele praticamente rosnou, — Não cansa de perder pontos garota? Falarei com Dumbledore, ele irá apaziguar o caso!

“Perai o Thuco tá me defendendo? Aiii me mata com a faca da cozinha”.

— E não pense que vou ficar encobrindo suas gracinhas Skyller, estou cansado delas! Agora vá direto para o seu quarto ou usarei sua gravata para a mesma finalidade que usou a de Crabbe!

— Ai prof! – Disse ela em tom sensual, — Tenho ideias melhores para com a gravata e ...

— Calada!

Ao longe ele viu quando ela subiu as escadas correndo rumo ao seu dormitório. Ela era como o mar. Parecia calma, mas tinha uma onda se formando lá no fundo, a onda que arrastaria tudo que viesse pela frente.

Notas finais
E ai gostaram?