Uma fenda na realidade se abre. Kuzuha e Mitsuro passam por essa fenda. Eles saem em um local completamente escuro.

"Uh… Isso foi de propósito, né ?" — Kuzuha pergunta.

"N-Não ! E-Eu disse que as f-fendas só se abrem e-em lugares específicos." — Mitsuro diz.

Luzes fortes acendem, iluminando completamente o local e ofuscando a vista dos dois jovens. Agora, pode-se ver que eles estão em uma espécie de sala de treino muito surrada.

"Transportou a gente pra um campo de concentração ?!" — Kuzuha pergunta, bravo.

"E-E-Eu juro que não sei !" — Mitsuro diz.

Uma voz familiar começa a ecoar pelo local. "Agente Joker. Como chegou aí ? E quem é este indivíduo ao seu lado ?"

"Ah ! Eu conheço essa voz !" — Kuzuha diz. "Yo, cabeça de lâmpada ! Bom saber que você tá aqui !"

"Ugh ! Minha cabeça NÃO se parece com uma lâmpada !" — King diz, bravo. "Explique-se !"

"Eu fui sequestrado ! Ela me ajudou !" — Kuzuha diz.

"O-O-Olá, s-senhor cabeça d-de lâmpada !" — Mitsuro diz, intimidada com a voz de King.

"PELA ÚLTIMA VEZ-" — King grita, se interrompendo e soltando um suspiro de desistência. "Venham para cá..."

Uma porta se abre. Os dois passam por essa porta e saem em uma sala cheia de telas e câmeras mostrando a sala, e com duas mulheres vigiando tudo.

"Whoa… Pra que tanta vigia assim ?" — Kuzuha pergunta, olhando para todos os lados como uma criança em uma loja de brinquedos.

"Bom, normalmente, uso está sala para observar o comportamento de Bestas do Caos desconhecidas que capturo para colocar essas informações no Vizer." — King diz. "Além disso, vez ou outra, uso ela para… me descontrair um pouco." — Ele limpa sua garganta. "Agora, gostaria de me explicar mais sobre esse 'sequestro' e sua salvadora ?"

"Pra resumir, essa é a Mitsuro. Ela me sequestrou, mas ela não é do mal. Quem é do mal, tá com a loirinha e vai arrancar o coração dela pra ficar mais forte." — Kuzuha diz. "Antes que tente me dar uma lição de moral ou falar que é 'extremamente perigoso', eu não ligo. Minha amiga tá em perigo, e ela precisa de mim."

"Então é por isso que não consegui contato com a nenhum de vocês..." — King diz, pensativo.

"Na real, eu deixei meu Vizer em casa." — Kuzuha diz. "Foi mal. Ehehehe."

"Agente Joker ! Seu Vizer é uma ferramenta de extrema importância ! Não pode tratá-la como um mero apetrecho !" — King diz, bravo.

"Foi mal, ok ! Não faço mais isso !" — Kuzuha diz. Ele pega a mão de Mitsuro e vai embora com pressa. "Cara, desculpa mesmo a pressa, mas preciso muito ir !"

"F-F-Foi um p-prazer te conhecer, s-senhor cabeça de l-lâmpada !" — Mitsuro diz, ainda intimidada por King.

O delinquente para de correr. "Quase que eu me esqueço ! O quão forte eu preciso bater num cara com Requiem D.E.V.I.L, ou alguma coisa assim ?"

"R-Requiem D.E.V.I.L !? Mas isso-" — Uma das mulheres diz, sendo interrompida por um gesto de mão de King. Ela se desculpa e volta a trabalhar.

"Bastante. A resposta é bastante." — King diz. "O suficiente para matar. Mas se possível, traga-o vivo."

"Pode deixar, chefe !" — Kuzuha diz, indo embora.

A mulher parece nervosa. "C-Chefe, se me permite perguntar. Por que deixou aqueles jovens irem ? Um indivíduo de classe D.E.V.I.L é extremamente perigoso e só deve ser abordado pelos nossos melhores Slayers, ou até você mesmo. Mandar aqueles jovens é praticamente suicídio."

"Aquele é o mesmo garoto que veio reclamar que o Vizer dele não mostrava um nível de poder." — King diz. "Mas a verdade é que seu Vizer nunca esteve quebrado. Ele só não sabe sobre a capacidade infinita de seu potencial."

"Potencial infinito…" — A mulher diz, pensativa. Ela tem uma ideia. "Mas isso significa que aquele jovem é-"

"Exatamente." — King diz. "Aquele jovem é nosso 'Joker'. Nossa carta na manga, e única esperança, contra um 'Código Y'."

Enquanto isso, em uma chique mansão em um penhasco. Noelle está em um quarto extremamente chique. Ela está vestindo um vestido azul turquesa brilhante, um par de luvas brancas e uma sapatilha de cristal também azul turquesa, e está em frente a um espelho ajeitando seu cabelo.

"Pronto." — Noelle diz, se checando no espelho. Ela faz um rabo de cavalo. A jovem pega uma tiara prata com algumas jóias rosas e a põe na cabeça. "Agora sim. Linda, como uma princesa. Caramba ! O Alucard tá dando uma festança, hein. Só não entendi o porquê todos os outros tiveram que vir de máscara." — Ela vai para uma janela e começa a encarar o céu e a lua vermelha. "Foi uma coincidência e tanto a Lua Carmesim acontecer justo quando Alucard fez o baile… Pena que começou a chover do nada... Agora, tudo o que resta é um céu negro, tapando a beleza dela. Por inveja, talvez ?"

Alucard está atrás da jovem. Ele está vestindo um terno chique. "Isso foi tão profundo. Tão… poético."

A jovem se assusta e tenta bater nele, mas o jovem facilmente desvia. "Me desculpe, minha querida Noelle. Não quis te assustar."

"N-Não ! Tudo bem ! E-Eu nem me assustei !" — Noelle diz, claramente assustada.

"A propósito, a lua não estava mais bela do que a senhorita, nesse momento." — Alucard diz.

"Aw~ Obrigada, Alucard." — Noelle diz.

"Vamos. O evento principal começará em alguns minutos." — Alucard diz.

"O que é esse evento ?" — Noelle pergunta.

"É uma surpresa, minha querida Noelle." — Alucard diz.

"Alucard…" — Noele diz, triste. "Por que será que o Kuzuha sumiu… ? Será que… ele me odeia... ?"

"Não se preocupe com esse troglodita, minha querida Noelle." — Alucard diz.

"Eu só não consigo parar de pensar no motivo dele ter fugido, mais cedo, e ter simplesmente desaparecido." — Noelle diz. "Não atendeu minha ligações nem viu minhas mensagens."

"Pois eu consigo pensar em um motivo." — Alucard diz.

A jovem inclina sua cabeça, confusa. "Qual ?"

"Tenho certeza de que, mais cedo, vi ele passeando com uma garota de cabelos rosas." — Alucard diz.

"…Sério… ?" — Noelle diz, desapontada.

"A mais absoluta verdade." — Alucard diz.

"E… ele estava feliz… ?" — Noelle pergunta.

"Os dois pareciam as pessoas mais felizes do mundo, juntos. Estavam de mãos dadas, sorrindo e pulando, como se não houvesse um amanhã." — Alucard diz. "Até dividiram um sorvete. E se meus olhos não me enganam, tenho certeza que vi um beijo."

"Huh, esquisito... Meu amigo tá feliz, mas… eu tô sentindo uma dor esquisita no coração. Não era pra eu estar feliz com isso ? Então por que eu não me sinto feliz ?" — Noelle pensa. "Não. Agora não é hora de pensar nessas coisas. Essa noite, vou focar em mim mesma e na pessoa incrível que conheci."

Alucard segura a mão dela e os dois vão para um salão cheio de pessoas mascaradas, usando roupas chiques. Alguns minutos depois.

Noelle está andando pelo salão, olhando para todos os lados. "Caramba ! Esse povo é muito legal ! Eu adoro o Japão-" — Ela acaba esbarrando em um mordomo com uma máscara de leão e uma bandeja com chocolates em mão. "M-Mil perdões ! Você está bem ?"

O mordomo concorda silenciosamente e oferece alguns chocolates.

"Ah… Saquei qual é a de vocês. Mordomo silencioso, né ? Legal..." — Noelle diz, constrangida pela falta de comunicação. "Eu aceito um chocolatinho sim." — Ela pega um bombom e o come. "Hmm~ Que delícia~♥" — Por impulso, a jovem devora todos os chocolates, e limpa completamente a bandeja.

O mordomo vai embora.

A jovem percebe o que acabou de fazer e se envergonha, mas não tem tempo de se desculpar. "F-Foi mal… Ehehehe…" — Ela limpa sua garganta. "Ainda bem que eles não falam…" — Noelle caminha até um buffet repleto de comidas variadas e deliciosas. "Eu tô no paraíso~"

Excalibur chega e dá um leve tapa nas costas dela. "De magra, só tem o espírito, hein loirinha."

"Que susto, empregada idiota !" — Noelle diz, brava.

A empregada solta um suspiro. "Eu sei que eu sou feia, mas não é pra tanto, né."

"Que festa maravilhosa, né ?" — Noelle pergunta.

"Legalzinha, mas não faz meu tipo." — Excalibur diz. "Bom, tô vazando. Só vim pra ver se você tava inteira. Esse lugar não me passa uma vibe boa, então não vou ficar aqui." — Ela vai.

"Tchau !" — Noelle diz, acenando.

Uma empregada usando uma máscara de ovelha a oferece mais uma bandeja com mais bonbons.

"N-Não, muito obrigada." — Noelle diz, salivando.

A empregada vai embora.

Alucard chega. "Está aproveitando a festa, minha querida Noelle ?"

"Muito !" — Noelle diz.

"Fico contente em ouvir isso." — Alucard diz.

"…Mas eu acho melhor eu ir embora." — Noelle diz.

"Por quê !?" — Alucard pergunta, surpreso.

"É que já está tarde, sabe. E eu gosto de acordar cedo para ir pra escola." — Noelle diz.

"Não se preocupe com isso, a noite é uma criança !" — Alucard diz. "Não gostaria de desperdiçar a Lua Carmesim, gostaria ?"

"É… você tem razão. Acho que vou ficar mais um pouquinho." — Noelle diz.

"Maravilha !" — Alucard diz. Ele vê as horas. "Oh ! Olha só as horas ! Já é quase meia noite !"

"Já !? Nossa ! O tempo passou bem rápido." — Noelle diz, surpresa.

"Concordo. Bom, já está na hora do evento principal." — Alucard diz.

"Qual é o evento principal ?" — Noelle pergunta.

"Já é hora de revelar a surpresa." — Alucard diz. Ele pega a mão de Noelle, a leva até um símbolo no chão e põe ela no meio. "Poderia ficar aí, por favor ?"

"Sem nenhum problema." — Noelle diz.

O jovem bate palmas, chamando a atenção de todos. "Atenção, todos ! Por favor, façam uma roda em volta de nós dois."

As pessoas o fazem.

Alucard pega um controle e aperta um botão. O teto da mansão se abre, revelando a lua vermelho carmesim quase em cima do local. "Eu gostaria de fazer um truque de mágica, sob essa lua." — Ele encosta no ombro de Noelle. O corpo da jovem se congela, menos a cabeça.

"E-Eh !?" — Noelle diz, surpresa. "E-Eu não consigo me mexer."

As pessoas se impressionam e começam a bater palma.

"Agora, para meu segundo truque…" — Alucard diz. Ele estala os dedos. Todas as pessoas são congeladas. O jovem fecha seu punho. O gelo se quebra, derramando muito sangue no chão. Esse sangue começa a ser sugado pelo símbolo.

A jovem tenta se soltar, mas não consegue. "Ugh ! Alucard ! O que é isso ?!"

Um olhar macabro cobre o rosto de Alucard. "Sua surpresa, vadia !"

Noelle está tentando processar a situação. "Mas… Era tudo uma mentira ?"

O jovem põe a mão em seu rosto e dá uma risada psicótica. "Aha… haha… AHAHAHA ! Acha mesmo que alguém quer você, sua desgraça ?! Você não é inútil, irritante, insuportável ! A única coisa que presta em você é essa Singularidade. Vou usar ela para amplificar meus poderes e me tornar um deus !"

"Não sei como descobriu sobre minha Singularidade, mas não vou deixar isso acontecer !" — Noelle diz, brava.

"E como pretende me impedir ?" — Alucard pergunta.

A jovem tenta forçar mais uma vez, mas não tem sucesso.

"Seu amigo troglodita se foi, e sua outra amiga patética..." — Alucard diz.

Karma aparece, arrastando Excalibur pelos cabelos. Ela joga a empregada no chão. "Foi uma dura batalha. Quase tive de me esforçar."

"…M... Me pegaram… de surpresa… Foi… mal…" — Excalibur diz, fraca.

A Zenith chuta ela na barriga. "Patética."

"Se você fizer isso de novo, eu vou-" — Noelle diz, sendo interrompida por Alucard, que dá um tapa em seu rosto.

"Ponha-se em seu lugar, megera." — Alucard diz.

"Faltam míseros minutos, Alucard. Tudo que precisa fazer é arrancar o coração dela e ascender a divindade." — Karma diz.

"Ótimo argumento. Só um probleminha..." — ??? diz.

O mordomo e a empregada aparecem e tiram suas máscaras. São Kuzuha e Mitsuro. O delinquente está com Tyrfing. A bruxa está com uma foice de cabo preto, coberto por vinhas roxas com espinhos, com uma lâmina verde e uma flor branca entre a lâmina e o cabo.

"Grr ! Por que não morre logo, barata desgraçada ?!" — Alucard diz, furioso.

"Huh, eu ia falar a mesma coisa." — Kuzuha diz.

"Uma garota de cabelo rosa… Então o que o Alucard disse ERA verdade…" — Noelle pensa.

"Mitsuro, seu lixo ! Explique-se !" — Karma diz, brava.

"A-Agora e-eu sou uma Devil Slayer ! Eu… acho… ?" — Mitsuro diz, confusa. "V-Vocês não vão m-mais me u-usar pro mal !"

"Que bom que escolheu esse lado. Sempre quis bater na sua cara, mas não conseguia te odiar o suficiente." — Karma diz.

A bruxa respira fundo e se encoraja. "Ajuda sua amiga. Eu cuido dela."

"Tô contando com você, Tsu." — Kuzuha diz. Ele corre na direção de Alucard.

"Como se eu fosse deixar !" — Karma diz. Ela pega uma pistola prata com o desenho de uma rosa negra e tenta atirar em no delinquente, mas acaba tendo que desviar de uma esfera de energia amarela da bruxa.

"Meu ódio por você aumenta cada vez que te vejo." — Karma diz.

O delinquente se aproxima do jovem e ataca com Tyrfing.

Alucard cria uma espada e se defende. "Você é patético, troglodita desgraçado ! Acha mesmo que tem uma chance de ME vencer ?!"

"Já derreti um cubo de gelo uma vez, consigo fazer de novo !" — Kuzuha diz. Ele cobre sua espada com chamas.

Os dois começam a colidir suas lâminas. Brasas e estilhaços de gelo roxo são jogados para todos os lados, com os golpes. Eles dão um golpe forte, jogado ambos para trás.

"Cadê todo aquele poder que você 'tem', cubo de gelo ?" — Kuzuha pergunta, zombando do jovem.

"Você vai adorar ver ele, quando eu te estripar vivo !" — Alucard diz.

"Kuzuha ! O que tá acontecendo ?!" — Noelle pergunta, brava.

"Teu namorado é um psicopata e só quer uma parada esquisita dentro de você." — Kuzuha diz. "Eu não quero falar que avisei-"

"Mais uma palavra sobre isso e faço questão de te matar eu mesma, seu idiota !" — Noelle diz, furiosa. "E você, seu crápula ! Seu cretino miserável ! Quando eu me soltar disso aqui, você vai se ver comigo !"

"Dá pra calar essa boca, vagabunda ?! Só não congelei sua cabeça ainda, porque preciso do coração vivo !" — Alucard diz.

"E eu só não te matei ainda porque você não para quieto !" — Kuzuha diz. Ele corre na direção do jovem.

Os dois voltam a se atacar. Kuzuha ganha a troca e tenta atacar Alucard, mas ele consegue desviar e revida com um ataque, que acaba fazendo um corte no braço do delinquente.

"Ha ! Eu nem senti isso, otário !" — Kuzuha diz.

O jovem da um sorriso maléfico. "Essa é a intenção."

O delinquente vê sangue pingando. Ele vê que o sangue está vindo da ferida em seu braço, que está roxa. "M-Mas que merda é essa !?"

"Congelei sua ferida aberta ! Ela nunca mais vai parar de sangrar, e você terá uma morte hemorrágica ! Este é o poder supremo de um D.E.V.I.L !" — Alucard diz.

"Ou eu mato você antes disso acontecer !" — Kuzuha diz.

Mais uma vez, os dois voltam a se atacar. Alucard desvia de outro ataque e revida, mas Kuzuha consegue se defender. A espada do jovem desliza pela do delinquente. Eles acabam ficando de costas um para o outro. Os dois se viram rapidamente e se atacam, se jogando para trás. Kuzuha enfia sua espada no chão e joga pilares de fogo em Alucard. O jovem corre na direção do delinquente, desviando dos pilares e joga vários estilhaços de gelo nele. Kuzuha usa sua espada como um escudo e se defende dos estilhaços. Alucard se aproxima os dois voltam a se atacar. A mansão começa a pegar fogo.

Karma pula para trás. Mitsuro cai onde ela estava, fincando sua foice no chão. A Zenith começa a atirar, mas ela gira sua foice, refletindo as balas.

Karma pega um chicote e arranca a arma das mãos da bruxa. "Sem seu brinquedinho, não vai conseguir se defender."

"E-Eu ainda tenho m-minha magia !" — Mitsuro diz.

A Zenith aponta para baixo com seus olhos.

A bruxa percebe que o chicote está amarrado em sua perna. "…Oh…"

Karma joga Mitsuro para cima e começa a chicotear ela. A Zenith termina, amarra o chicote na bruxa, enquanto no ar, e bate ela no chão com força, fazendo um buraco.

Mitsuro cospe sangue. "Ugh- Gah !"

"Patético." — Karma diz, com um olhar de desprezo. "Você não vale o esforço." — Ela se aproxima do buraco. Mitsuro não está mais lá. "Mas o quê-" — Algo acerta a Zenith nas costas. Ela se vira.

A bruxa está atrás de Karma, ofegante. Ela limpa o sangue em sua boca. "…Isso ainda… não acabou…"

A Zenith começa a ranger seus dentes. "Por que você não morre logo, sua peste !" — Ela atira várias vezes.

Todos os tiros acertam Mitsuro. A bruxa cai no chão, sangrando.

"E-Ela só ficou parada ? Ahahaha ! É mais patética do que pensei !" — Karma diz, um pouco confusa, mas se gabando. Alguém cutuca as costas dela. "O que foi-"

Excalibur está atrás dela. Ela soca Karma com força, desmaiando a jovem imediatamente. "Pimenta nos olhos dos outros é refresco, né ?" — A empregada corre até Mitsuro. "Tudo legal !?"

"…N-Não..." — Mitsuro diz. Ela tosse sangue. "…V-Vi você chegando p-por trás e enrolei a-até você atacar…"

"Você fez muito bem bem. Valeu, garota." — Excalibur diz. "Escuta, você vai ficar legal, ok ? Sei que parece esquisito, mas eu só preciso sangrar em você e tudo vai melhorar. Pra resumir, eu tenho sangue mágico que cura." — Ela corta seu pulso na foice. Sangue preto e viscoso começa a sair. A empregada passa esse sangue nas feridas da bruxa. O sangue preenche as feridas. "Daqui uma meia hora, você vai ficar novinha em folha. Tenta não se mexer muito, tá ?"

A bruxa concorda e desmaia.

Os dois jovens se jogam para trás novamente.

"Hah… Hah… Olha em volta, cubo de gelo otário ! Sua mansão já era ! Sua ajudante já era ! Seu plano já era !" — Kuzuha diz.

"Acabou, Alucard ! Você não tem mais pra onde correr !" — Noelle diz.

"…Aha… ha… AAAHAHAHA !!!" — A risada maníaca de Alucard ecoa pelo local, junto do barulho das chamas consumindo tudo.

"Uh… E eu achei que não dava pra esse cara ficar mais esquisito." — Kuzuha diz.

"Acham mesmo que eu perdi ? EU PERDI ?!" — Alucard pergunta. Ele aponta para o céu.

A Lua Carmesim está perfeitamente posicionada em cima do símbolo debaixo de Noelle.

"Merda !" — Kuzuha diz. Ele começa a correr na direção de sua amiga.

O jovem congela o chão, fazendo o delinquente cair. "Tudo que eu preciso fazer é remover a Singularidade do coração dela e me tornarei um deus !" — Ele corre na direção de Noelle.

O delinquente finca sua espada no chão e usa ela para se levantar. Ele joga algumas chamas em Alucard, que se defende.

"Fique no chão, troglodita desgraçado !" — Alucard diz, bravo.

"Agora !" — Kuzuha diz.

Excalibur soca o chão, tremendo a mansão. Todos perdem o equilíbrio. Ela pega o chicote de Karma, o amarra em Noelle e a puxa para perto. "Huh, isso é mais fácil de usar do que parece."

"Excalibur !" — Noelle diz.

A empregada soca o gelo, o quebrando e libertando Noelle. "Melhor agora ?"

"Muito melhor." — Noelle diz.

"Que se foda o procedimento de segurança ! Eu vou arrancar essa merda junto do seu coração, vadia desgraçada !" — Alucard diz, furioso.

"Mas não vai mesmo !" — Kuzuha diz. Ele joga algumas chamas em Alucard, que desvia.

"MORRA DE UMA VEZ POR TODAS !!!" — Alucard grita. Ele joga um estilhaço de gelo em Kuzuha.

O delinquente se defende do estilhaço, mas ele se quebra em pedaços ainda menores e um desses pedaços acaba cortando uma das cordas do tapa olho dele. "Porra ! CORRAM-" — Kuzuha explode, sendo coberto por uma cortina de chamas.

"Aaahahaha ! Finalmente !" — Alucard diz.

O Vizer de Excalibur começa a apitar muito. A tela do aparelho trinca. Nele, há um aviso 'AVISO DE URGÊNCIA: D.E.V.I.L de peça Tower encontrado ! Correr para o abrigo mais próximo !'

Quando a empregada vê, está chorando. "Mas o quê… ?" — Ela nota que Noelle também está. "Tudo legal, loirinha ?"

"E-Eu que pergunto." — Noelle diz, confusa. "O que tá acontecendo ?"

As chamas se dissipam. Kuzuha está parado, sem nenhum arranhão. Seu olho esquerdo é preto com a íris roxa e amarela. Ele está com um olhar e um sorriso maníacos e perturbadores.

O jovem vê suas mãos tremerem. "M-Mas que merda é essa ?! Aquele desgraçado tem uma aura completamente diferente ! Uma aura de morte e desespero… Talvez tenha sido isso que eu senti naquele maldito dia que nos conhecemos. A verdadeira natureza por trás daquele semblante estúpido." — Ele começa a ranger seus dentes, furioso. "Grr ! Que se foda ! Eu não queria ter que usar todo meu potencial contra um troglodita merdinha, feito você ! Mas se não quer morrer do jeito fácil, vai ser do jeito doloroso !"

Uma forte ventania começa a soprar. Essa ventania começa a congelar tudo. As pernas de Kuzuha acabam sendo congeladas. Alucard se aproxima rapidamente do delinquente e começa a socar o rosto dele. Kuzuha fica imóvel, recebendo os golpes. O jovem cria uma espada e começa a desferir vários golpes, rasgando as roupas do delinquente e fazendo vários cortes nele. Ele também cria alguns estilhaços de gelo e joga em Kuzuha. Os estilhaços o acertam em cheio, fincando em seu corpo. Com um golpe final e preciso, Alucard crava sua espada no peito do delinquente e vai forçando e entortando o corpo dele, até fincar a espada no chão também. Kuzuha permanece imóvel, com sangue esguichando por todas as partes.

"AAAHAHAHA !!! EU SOU ALUCARD VON VLADI, AQUELE COM O PODER DE UM D.E.V.I.L !!! MINHA FORÇA ESTÁ ALÉM DE MEROS HUMANOS !!! LOGO, TODOS IRÃO SE AJOELHAR AO MEU PODER !!!" — Alucard berra ao céu, sentindo um prazer maníaco em si mesmo.

"KUZUHA !" — Noelle grita, transtornada com a cena sanguinolenta em sua frente.

"Patético." — ??? diz.

Todos olham para Kuzuha. O delinquente põe suas mãos sangrentas na espada em seu peito e usa ela para se levantar, tirando a arma de seu peito.

"O quê... ?" — Noelle diz, completamente confusa.

"M-Mas como !? I-Isso não é possível ! Eu congelei seus pulmões ! Fuzilei seu corpo ! Prendi você ao chão !" — Alucard diz, assustado e confuso.

Com um simples piscar de olhos, os estilhaços de gelo no corpo do delinquente e o gelo prendendo suas pernas se quebram. As feridas começam a se fechar, até serem curadas por completo. Kuzuha estrala seu pescoço. "Prisão de carne pútrida. Achou que poderia me conter por quanto tempo, humano desgraçado ? Chegou a hora de reestabelecer meu reinado usando os corpos imundos dos seres inferiores desse lugar nojento. Serão ótimos escravos e comida."

A empregada parece nervosa. "Ei, loirinha. Não sei o que é essa coisa, mas não é o Kuzuha. Tá longe de ser ele."

"Vou começar por-" — Kuzuha diz, sendo interrompido por um estilhaço de gelo que acerta sua cabeça. Ele retira o estilhaço e o quebra com facilidade. A ferida se fecha. "Quem ousa ?"

"M-Maldito troglodita ! Por que não morre logo ?!" — Alucard pergunta, assustado e furioso.

"Você é o humano que disse ter o poder de um D.E.V.I.L, não ?" — Kuzuha pergunta. "Deixe-me te dizer uma coisa, raça inferior. Nós, D.E.V.I.L, não somos deuses, matamos eles. Não vivemos para sermos venerados, vivemos para sermos temidos, para conquistarmos, para destruirmos."

"Meu poder de destruição é muito maior que o seu, troglodita desgraçado !" — Alucard diz.

De repente, o delinquente aparece na frente dele e o segura pelo pescoço. Uma forte ventania sopra, jogando todos para trás. "Seu poder não chega perto ao de um D.E.V.I.L. E aquela prisão de carne se foi. Eu sou Draugr, O Imortal. Líder das Bestas do Caos e futuro líder desse lugar inferior. Mas, para vocês inferiores, podem me considerar sua divindade."

"…Besta imunda… ! Não ouse… me desafiar… !" — Alucard diz, tentando se soltar, mas falhando miseravelmente.

Com sua outra mão, Draugr segura o braço esquerdo dele. Ele começa a enfiar seus dedos dentro da carne. "Eu diria para começar a rezar para seu deus…"

"Ugh ! P-Pare com isso !" — Alucard diz, assustado.

A criatura se aproxima do ouvido do jovem e sussurra. "…mas ele está em sua frente. E despreza sua raça inferior." — Draugr enfia seus dedos ainda mais no braço de Alucard. Com uma puxada violenta, ele arranca o braço fora.

Nos primeiros segundos, Alucard não sente nada. Até um choque correr por seu corpo, e o jovem começar a agonizar e se debater.

Draugr joga o corpo do jovem no chão. "Grahahaha ! Eu adoro sentir o desespero que vocês sentem quando descobrem que não passam de meros insetos !"

Noelle põe a mão na frente de sua boca, segurando o vômito. "I-Isso é horrível… ! Essa coisa é cruel… !"

A criatura se vira para as duas e olha especialmente para Excalibur. "Hah… Perdão por ter te ignorado, irmã. Depois de tantos séculos de ódio, sei que ia querer que eu te matasse primeiro. Faço questão de fazer isso agora, desgraçada."

"M-Merda ! Do que esse cara tá falando ?" — Excalibur pensa, preocupada.

"ESPERA !" — Noelle grita, chamando a atenção para si.

"Loirinha ?" — Excalibur diz, confusa.

"Você é realmente Draugr, O Imortal ? O lendário D.E.V.I.L Rook ? Eu nunca pensei que o veria em pessoa…" — Noelle diz.

"Então alguém aqui sabe sobre minha existência." — Draugr diz.

"Desde que li sobre você em um livro, minha percepção sobre esse mundo pútrido mudou. Eu sei que nasci em um corpo nojento, inútil, e inferior e me odeio até hoje." — Noelle diz. Ela começa a se aproximar de Draugr. "Mas quando descobri sobre seu poder, sua tirania, eu senti esperanças de que você poderia corrigir esse mundo, colocar todos em seus lugares."

"Submissa e realista. Você é uma espécime rara." — Draugr diz.

"Não só isso, quando vi sua forma... sua forma tão perfeita… eu me molhei todinha~♥ Você não faz ideia de quantas vezes eu me masturbei pensando em você me dominando completamente~♥" — Noelle diz.

"Uh... Eu fiquei maluca ou sou tão idiota que não tô entendendo a situação ?" — Excalibur pensa, completamente confusa.

A jovem começa a passar sua mão gentilmente pelo rosto da criatura. "Se não fosse por essa prisão de carne pútrida, você seria tão magnífico..."

"Me trouxe uma adoradora como tratado de paz, irmã ? Aceito o presente, mas ainda vou te degolar." — Draugr diz.

"O que eu mais amo é o quão... ingênuo você é." — Noelle diz.

"Como-" — Draugr diz, sendo interrompido pela jovem que põe sua mão no olho esquerdo dele e o cobre com cristal.

"Some do meu amigo, sua praga." — Noelle diz, séria.

"Vi hontinda hundino ! Vi pagos por ĉi tio !" — Draugr diz, desaparecendo.

Kuzuha volta aos seus sentidos. "Ugh… Essa foi por pouco…"

Noelle se senta e solta um suspiro, aliviada. "Finalmente, as aulas de atuação que a Harmony me deu serviram pra alguma coisa."

"Tudo legal com você ?" — Excalibur pergunta.

"Tô inteiro- Ugh. QUASE inteiro..." — Kuzuha diz.

"Kuzuha !" — Noelle diz, brava.

"Eu sei, eu sei. 'Por que é que essa coisa tá aí ?!', né ? Pergunta normal." — Kuzuha diz.

"Quem é aquela garota ?! E o que vocês dois andaram fazendo ?!" — Noelle pergunta.

"Uh… Loirinha… ?" — Excalibur diz, confusa.

"Deixa eu ver se entendi. Você é sequestrada pelo seu namorado psicopata pra servir de sacrifício, ou sei lá, quase morre pra ele, quase morre pra um demônio, e sua maior preocupação é a identidade da minha amiga ?!" — Kuzuha pergunta, bravo.

"As perguntas sobre esse negócio em você podem esperar ! Ela é mais importante !" — Noelle diz. Ela sussurra para si. "Ou, dependendo da resposta, menos."

O delinquente solta um suspiro. "Eu tenho um demônio com poder de destruição em massa dentro de mim, e você consegue me fazer querer passar mais tempo com ele, do que conversar cinco minutos com você."

"Já que tem força o suficiente pra reclamar, podemos resolver isso da maneira MENOS civilizada !" — Noelle diz.

"Cai pra dentro, loira !" — Kuzuha diz.

Os dois começam a se encarar. De repente, a mansão começa a tremer.

"Acho que soquei o chão forte demais, naquela hora..." — Excalibur diz.

"Vamos cair no mar, se não sairmos daqui ! Corram !" — Noelle diz.

Kuzuha começa a correr, mas para, quando nota o corpo ensanguentado de Alucard. "Tch. Só pra você saber, eu tô ligado que tu não tá morto. Se vier atrás de algum dos meus amigos de novo, eu não vou tentar controlar ele." — Ele volta a correr.

A mansão começa a desabar. Todos saem do lugar. Noelle cobre seus amigos com uma bolha feita com seus cristais. Ninguém é ferido.

"Estão todos bem ?" — Noelle pergunta.

Excalibur está com Karma desacordada em seu ombro. "Tudo inteiro. Achei melhor trazer ela. Deve saber alguma informação útil sobre alguma coisa. Além disso, se deixasse ela lá, podia acabar milagrosamente sobrevivendo. Pelo menos na nossa mão ela vai pra cadeia."

"Bem pensado." — Noelle diz. "Por outro lado…" — Ela olha para Kuzuha, que está com Mitsuro em seu colo.

"Tudo legal com você, Tsu ?" — Kuzuha pergunta.

Mitsuro concorda. "Muito obrigada por ter me salvo."

"Nah, que isso. Foi nada." — Kuzuha diz.

Silêncio toma o local.

O delinquente limpa sua garganta. "Vai abaixar essa bolha quando, loira ? Tá ficando apertado aqui."

"Se tá tão apertado é só soltar ela." — Noelle diz.

A bolha estoura.

"Uh…" — Kuzuha diz, confuso.

"Só pra você saber, eu não estourei ela porque pediu. Foi porque eu quis." — Noelle diz, cruzando seus braços e fazendo um biquinho.

"Beleza…" — Kuzuha diz, não prolongando mais o assunto. "Aí, Tsu. É meio do nada, mas quando é que você vai se mudar lá pra casa ? É que eu tenho que arrumar as coisas, e tudo mais."

"Q-Qualquer hora q-que quiser !" — Mitsuro diz.

"Ela NÃO VAI morar com você !" — Noelle diz, brava.

"Uh… Loira… Tá fazendo drama." — Excalibur diz.

Karma começa a acordar. "Ugh… Onde eu tô ?"

A empregada soca o rosto dela, a desmaiando novamente. "Ignorem isso."

"Ah, qual é, loira ! Não vai me dizer que você tá com ciúmes da Tsu." — Kuzuha diz. "Eu acabei de conhecer ela."

"N-N-Nós não estamos n-namorando !" — Mitsuro diz, envergonhada.

"Eu não tô nem aí pra isso ! Como líder do time, é MINHA obrigação cuidar de como você se cuida. E toda e qualquer pessoa que você conhece pode ser um inimigo. Mais cuidado, na próxima vez." — Noelle diz. Ela se vira e vai embora.

"Eu queria falar que isso não é normal." — Kuzuha diz.

A jovem solta um suspiro, aliviada. "Huh, que alívio estranho… Nah, só tô feliz disso tudo ter acabado."

Todos se olham, dão de ombros, e seguem ela.