Notas iniciais
Eu voltei.

Kuzuha e Karma estão correndo por um beco. Guardas estão correndo atrás deles. Mais guardas aparecem na frente deles, impedindo a saída do beco. Os dois se dão um olhar confiante e continuam correndo. O delinquente joga sua espada em um guarda, que se defende com seu escudo. Isso abre a oportunidade para a Orgen escorregar por baixo com uma rasteira. Ela se levanta rapidamente, usa Yoko para pegar a espada e traz para si, a fincando em outro guarda. Kuzuha aproveita o momento de distração dos guardas e se joga com tudo em um, o empurrando para a frente e derrubando ele. Ele recupera sua espada e, junto de Karma, consegue fugir do beco, na comoção.


"Mandou bem." — Karma diz.


"Eu andei treinando em segredo, nessa viagem~" — Kuzuha diz, confiante de si.


Os guardas continuam correndo atrás dos dois.


"Peguem eles !" — Um dos guardas grita.


"Ótimo. Eles continuam atrás de nós. Só precisamos continuar assim até os outros terminarem." — Karma diz. "Não deve demorar muito, se todos fizerem suas partes-"


De repente, uma explosão acontece na distância, longe da cidade. A explosão foi forte o sipuficiente para tremer um pouco o a cidade. Os habitantes começam a se assustar.


"Aquilo foi... Ymir ! Nyra !" — Karma diz, preocupada.


"Merda ! Será que deu ruim ?!" — Kuzuha pergunta.


Karma joga Kuzuha para trás e também se joga. Uma vinha negra sai do chão, onde eles estavam. Grieth chega.


"Valeu." — Kuzuha diz.


"Pelo seu Requiem, eu assumo que seja Grieth." — Karma diz.


Os guardas se aproximam.


"Senhorita Grieth ! Não se preocupe com esses criminosos. Nós cuidaremos deles." — Um dos guardas diz.


"Imbecis... Isso é uma distração… Voltem imediatamente para o castelo..." — Grieth diz.


"C-Certo, senhorita Grieth !" — Os guardas dizem em união e vão embora correndo.


Kuzuha nota que Karma não para e olhar para a explosão. "Vai."


"Tem certeza ? Você não tem mais... você sabe. Não posso te deixar aqui. Ainda mais com alguém tão perigosa quanto ela." — Karma diz.


"Relaxa. Eu dou conta. Além disso, a gente só precisa enrolar, certo ? Eu sou mestre nisso." — Kuzuha diz, dando um sorriso confiante.


"…Certo. Eu vou confiar em você." — Karma diz. Ela vai embora correndo. "Por favor, não morre !"


"Huh, você é esquisita. Não vai atacar ela nem nada do tipo ?" — Kuzuha pergunta, confuso.


"Assim que acabar com você, ela será a próxima... Eu gosto de tomar meu tempo com minhas vítimas... Ver todas as esperanças saindo dos olhos delas, antes do último golpe..." — Grieth diz.


Mais vinhas negras saem do chão.


"Você não é uma exceção..." — Grieth diz.


Yselda está no meio da multidão desesperada, sendo empurrada para todos os lados. Ela está tentando ir até sua padaria. Uma pessoa esbarra nela com força e a derruba. Antes de cair, uma pessoa coberta por um manto dos Jotuns a segura e a ajuda a se levantar.


"Muito obrigada..." — Yselda diz, um pouco desnorteada por causa da confusão.


A pessoa não a solta.


"Uh... Poderia me soltar, por favor ? Tenho de ir para o que sobrou da minha padaria. Deixei minha filha vendo o que ela conseguia salvar, e tenho medo que alguma coisa tenha acontecido com ela." — Yselda diz.


A pessoa misteriosa revela um pouco do seu rosto. É Fenrir. Ele faz um sinal para que Yselda fique quieta e o siga. Os dois caminham em segurança pela multidão e entram na padaria. O local está bem destruído, mas não tão queimado. A mulher tranca a porta e vira a placa para "Fechado".


Vidofnir chega. "Mãe ! Eu estava preocupada. Essa multidão toda correndo, e ataques acontecendo por todos os lados-" — Ela imediatamente sente a presença de Fenrir. A garota Zenith corre para o mordomo e se joga nele, o abraçando. "IRMÃOZÃO !"


Yselda também o abraça. "Nós estávamos tão preocupadas com você. Não fomos na sua execução, mas assim que soubemos que tinha sido resgatado, ficamos tão felizes."


"Está tudo bem. Podem me soltar." — Fenrir diz.


As duas o fazem.


"Deixa eu adivinhar, toda essa confusão tem haver com seus amigos ?" — Vidofnir diz.


Fenrir confirma.


"Primeiramente, estou tão feliz que está bem. Ficamos extremamente preocupadas com sua execução." — Yselda diz. "Agora, eu... eu não sei nem o que dizer. Não existem palavras suficientes que expressem a gratidão que sinto por ter salvado minha padaria."


"Salvar ? O local está destruído." — Fenrir diz.


"Mas, se não fosse por você ter congelado o lugar, estaria muuuito pior." — Vidofnir diz.


"Mesmo que tudo tivesse queimado, desde que uma farpa de madeira sobrevivesse, meu sonho ia continuar vivo." — Yselda diz.


"Agora que sabemos que você está bem, o que quer aqui ?" — Vidofnir pergunta.


"Vim pedir um favor. Sei que é pedir demais, mas preciso que ajudem todos a evacuar a cidade." — Fenrir diz. "Essa batalha não será de pequena escala, e... eu não pretendo me segurar, caso necessário. Se precisar congelar Azeroth inteira novamente para matar Fafnir, eu irei."


"V... Você não está brincando, né ?" — Vidofnir pergunta, assustada.


Não há um sinal de brincadeira nos olhos de Fenrir.


"Nós faremos nosso melhor para ajudar as pessoas a fugirem em segurança." — Yselda diz.


"Pode contar com a gente. Só… não exagera, por favor." — Vidofnir diz. "Dessa vez não é por Azeroth, é por você que eu estou preocupada."


"Prometo não exceder meu limite mais do que o aceitável." — Fenrir diz.


"Isso é uma promessa, hein." — Vidofnir diz. Ela destranca a porta e vai embora.


Antes de ir embora, Yselda segura as mãos de Fenrir e o encara em silêncio.


"Perdão, mas o que está fazendo ?" — Fenrir pergunta, genuinamente confuso.


"O-Oh ! Nada. Eu só…" — Yselda gagueja, envergonhada. Ela respira fundo e dá um beijo na bochecha de Fenrir. "Isso é o mínimo que posso fazer por ter salvo minha vida, meu sonho, e possivelmente salvar o reino onde moro. Por favor, volte em segurança, para eu poder te recompensar direito." — Terminando de dizer isso, ela vai embora.


Fenrir passa a mão na bochecha em que foi beijado. "…Esse calor no meu peito é… intrigante. O que é essa... sensação ?" — Ele também vai embora.


Nyra é jogada para trás. Ela consegue cair em pé, como um gato, e espicha seu rabo. Astrarion dá uma cabeçada em Ymir, que consegue desviar. O príncipe pega uma espada nos destroços da cabana e ataca o general.


Astrarion se defende com seus braços. A espada faz uma marca em seus braços, mas não chega a cortar. Ele empurra Ymir para trás. "Fútil. Precisará de mais do que um aço simples para penetrar meu couro."


Nyra põe sua armadura e corre na direção de Astrarion. Ele segura as mãos dela e os dois dão uma cabeçada um no outro. Eles fazem isso novamente, mais forte. A Viridy perde um pouco do seu balanço e acaba fraquejando. O general aproveita essa oportunidade e a soca, a jogando para trás.


Nyra bate contra uma árvore. Ela tenta se levantar, mas acaba se ajoelhando. A armadura sai de seu corpo. "Ugh... Eu tô legal..."


Ymir se aproxima dela e a ajuda a se levantar. "A pele dele parece impenetrável. Todos os nossos ataques são como se nossas armas fossem feitas de papel. Deve haver alguma maneira de feri-lo. Até encontrarmos ela, não podemos atacar. Mas também não podemos nos dar o luxo de perdermos o pouco de tempo que temos."


Nyra está cheirando a espada de Ymir.


"Uh... Peço perdão por qualquer mal cheiro, mas precismos nos focar na batalha." — Ymir diz.


"Senti esse cheiro antes..." — Nyra diz, pensativa. De repente, algo vem na cabeça dela. "Já sei !" — Ela põe sua armadura de volta.


Isolde e Vanadiel colidem suas lâminas. Eles fazem isso algumas vezes, até se atacarem tão forte que jogam um ao outro para trás.


"Vejo que o tempo não diminuiu nem um pouco suas habilidades." — Isolde diz.


"Idem. Apenas um de meus discípulos é capaz de duelar comigo e sair ileso. Por enquanto." — Vanadiel diz.


"Suas palavras são de orgulho, no entanto, sinto apenas vazio nelas. Por que lutar ?! Por que servir este tirano ?! Sei muito bem que não foi consumido pela fumaça." — Isolde diz, indignado. "Você era o braço direito do rei ! Um rei que servia com orgulho ! Você era tudo que eu tinha ! Eu saí das Lâminas Imortais junto de você por pura admiração ! Admiração pelo mestre que me ensinou tudo que sei ! O que mudou ?! O quê ?!"


O Ürok permanece em silêncio. Ele prepara outro ataque e avança na direção de Isolde.


"Que assim seja ! Farei você falar às força." — Isolde se defende do ataque.


Vanadiel força mais. Isolde continua se mantendo firme. Faíscas começam a sair de suas lâminas. O Ürok consegue empurrar o cavaleiro para trás. Ele, então, bate sua espada no chão, levantando algumas pedras, e soca essas pedras na direção de Isolde. O cavaleiro consegue se recuperar, desvia de algumas pedras e quebra outras com seu florete. Ele se aproxima de Vanadiel para um golpe, mas erra. O Ürok aproveita essa oportunidade e dá um golpe baixo com sua espada, mas o cavaleiro pula, desviando. Enquanto no ar, Isolde rapidamente pisa na espada, pegando impulso nela, e dá uma cabeçada em seu adversário. Vanadiel cambaleia para trás, mas rapidamente se recupera.


"Eu sempre me esqueço o quão teimoso você é." — Isolde diz.


"Perdão, mas isso termina aqui." — Vanadiel diz. Ele enfia sua espada no chão.


Fumaça começa a sair da lâmina retangular. Ela começa a se abrir. O cabo se estende mais e, de dentro da lâmina, sai uma alabarda, com a lâmina feita de uma energia neon azul.


As mãos de Isolde tremem um pouco, mas ele consegue fazê-las parar. "Eu não irei fraquejar diante de você. Conheço muito bem a ferocidade de sua lâmina, e sei que minhas chances são poucas. Mas, pelo meu rei, não irei falhar."


Os dois avançam na direção um do outro e voltam a se atacar. Desta vez, os ataques de Vanadiel são mais rápidos e ferozes, o Ürok não poupa esforços em atacar seu inimigo. Por mais que Isolde consiga se defender, a barragem de ataques é muito forte e ele acaba recebendo um golpe e soltando seu florete. Vanadiel prepara um último golpe, mas, ao ver seu discípulo indefeso e ferido, ele acaba hesitando. O cavaleiro aproveita essa oportunidade, rapidamente pega seu florete e desfere um golpeque atravessa a armadura do Ürok e acerta a barriga dele. Sangue escorre. Vanadiel se recupera e, ignorando a dor, desfere um golpe na cabeça de Isolde.


"…P... Perdão… meu... rei..." — Isolde desmaia.


Um guarda chega.


"Jogue-o na prisão." — Vanadiel ordena.


"M-Mas, general Vanadiel, este homem é perigoso. Não é melhor executá-lo imediatamente ?" — O guarda pergunta.


"É exatamente por isso que irei executá-lo pessoalmente." — Vnadiel diz. "Isso é uma hordem direta. Não ouse desobedecê-la."


O guarda engole seco. "S-Sim, general Vanadiel !" — Ele pega Vanadiel e o leva embora.


Kala está se esgueirando por uma passagem estreita e muito mal iluminada. "Toda essa maldita fumaça vai destruir meus pulmões. É melhor isso valer a pena." — Ela vê uma luz distante e a segue. A inventora chega em uma saída de ar, acima de um corredor com paredes brancas e iluminação com lâmpadas. Um guarda passa. "Não está vazio, huh ? Nesse caso..." — Kala pega uma pequena esfera de ferro e a deixa cair pela entrada de ar.


O guarda ouve o barulho, nota a esfera e pega ela. "Hmm... De onde isso veio ? Não estava no chão, quando passei."


De repente, um compartimento se abre e começa a liberar uma fumaça. Assim que o guarda respira essa fumaça, acaba desmaiando imediatamente.


Kala pega uma ferramenta que toma a forma específica da chave necessária para abrir a ventilação e sai de seu esconderijo. Ela pega sua esfera de volta. "Neurotoxina paralítica. Não se preocupa. Vai voltar a se mexer daqui uma hora ou duas. Ou daqui uns dias. Quem sabe." — Ela olha em volta, vê uma câmera e imediatamente ativa sua invisibilidade. "Merda. Devem ter me visto. Preciso me livrar dessas câmeras. É bom que eu também aproveito e vejo onde os guardas estão e as salas que tem aqui." — A inventora corre para debaixo da câmera. Sua invisibilidade acaba. "Aqui, não vai me ver. Agora, como é que eu vou achar o local ? Vejamos se quem instalou isso teve a decência de instalar uma conexão sem fio." — Ela pega outro aparelho e o liga. Ele começa a rastrear algo. "Huh, tiveram a decência de instalar uma conexão sem fio. Uma coisa eles tinham de fazer certo, pelo menos."


"Você ! Parada aí, Ürok !" — Um guarda exclama.


Kala solta um suspiro. "Era só o que me faltava..."


O guarda se aproxima lentamente, com seu rifle apontado para Kala. "Mãos ao alto ! Não tente nenhuma gracinha !"


A Ürok levanta suas mãos, segurando algo. "E-Eu só estava, uh... Eu me perdi e acabei chegando aqui !"


"Boa tentativa. Só um pessoal autorizado têm acesso a esse lugar." — O guarda diz. Ele se aproxima o suficiente de Kala para dar uma coronhada nela com seu rifle.


A Ürok cai no chão. "Ugh !"


"O que você tem aí, huh ?" — O guarda pergunta.


"N-Não ! Por favor ! É uma herança de família super sentimental para mim !" — Kala suplica.


"Eu não te perguntei nada, vadia !" — O guarda pisa no pulso de Kala, forçando a mão dela aberta. Ele pega a esfera de antes. "Huh, é só um brinquedinho idiota." — A esfera se abre e o guarda também é paralisado.


"Falta de aviso não foi." — Kala se levanta. Ela olha para todos os lados, antes de dar um chute na cabeça do guarda. "Merecido. Agora, pra onde você vai me levar ?" — A inventora pega seu rastreador e começa a andar. Ela passa por alguns corredores, desvia de alguns guardas com sua invisibilidade, e finalmente chega no destino: uma porta de ferro fechada. Kala nota um painel. "Hmm... Uma trava biológica. Muito esperto. Eu vou ter de achar um guarda compatível, sequestrar ele e usar o DNA para desbloquear. Ou..." — Ela pega um tablet, tira um fio dele e o conecta no painel. A inventora começa a hackear, até que consegue abrir a porta. "Heh, eu sou um gênio."


É uma sala cheia de telas com câmeras monitorando toda a cidade e o castelo.


O único guarda no local imediatamente se vira. "Quem está aí ?! Eu sei que você está aqui, invasor ! Eu estou armado !" — Ele aperta um botão. Um alarme começa a soar. De repente, algo bate na cabeça do guarda e ele desmaia.


Kala aparece. "E essa foi minha última carga de invisibilidade. Tch. Maravilha. Esse desgraçado tinha de soar o alarme." — Ela vai até a porta e usa seu tablet para trancá-la. "Pronto. Isso vai me ganhar um tempo. Agora..." — A inventora vai até o computador das câmeras e conecta seu tablet nele. "Eles estão prestes a aprender o porquê de você nunca conectar todos os seus dispositivos em uma só rede..." — Com alguns segundos, Kala consegue o que quer. "Aha ! Consegui acesso ao computador principal." — Pelas câmeras, ela vê alguns guardas se aproximando. A inventora fecha algumas portas, desviando o caminho deles. "Deve ser tempo o suficiente para conseguir o que quero. Vamos ver... Ha ! Achei ! Essa fumaça toda está saindo do subsolo. Fafnir deixa suas chamas queimando combustível e a fumaça alucinógena sobe pelas sarjetas. Hmm... Eu consigo cortar a alimentação de combustível. E... pronto. Daqui alguns minutos, tchau fumaça. E ainda tem uma planta da cidade, detalhando os pontos de energia." — Kala nota algo. "Eh ? As chamas de Fafnir também estavam sendo usadas para fazer energia termostática. Energia até demais… Duvido que ele se preocupe com Azeroth, para usar uma fonte de energia sustentável e que não polui. Além disso, isso é energia demais. O suficiente para abastecer duas Yahren inteiras por meses. Onde ele estava guardando toda essa energia ? Ou melhor, para que ele estava produzindo essa energia ?"


Os guardas chegam e começam a bater na porta. Eles começam a abrir ela com um laser.


"Merda !" — Kala exclama. Ela continua procurando informações o mais rápido que consegue até que acha algo. "Aha ! Vejamos... Toda a energia está indo para..." — A inventora se assusta, seus olhos se arregalam e a cor de seu rosto acizentado se tornando mais esbranquiçada. "I... Isso não é possível... ! Se esse monstro tem uma coisa dessas, estamos todos mortos ! M-Mas eu achei que todos tinham sido destruídos... !"


Os guardas estão quase terminando de cortar a porta.


"Eu preciso sair daqui-" — Kala diz, se interrompendo quando nota algo em uma câmera. "O quê… ?"


Os guardas terminam de cortar a porta. Quando ela cai, eles imediatamente começam a atirar. Um guarda faz um sinal e o fuzilamento para. Eles olham dentro do local. Kala não está lá.


"Droga ! Para onde o intruso foi ?!" — O guarda reclama.


A esfera de Kala rola de debaixo da porta e explode, espalhando a fumaça por todo o canto e paralisando todos os guardas.


Kala sai de debaixo do pedaço de porta. Há alguns machucados e queimaduras em sua pele. "Se esconder debaixo de um pedaço metal pesado e extremamente quente não foi minha melhor ideia, mas eu tô viva, então não vou reclamar." — Ela olha para o que restou da sua esfera e solta um suspiro. "Foi um saco pegar os materiais para fazer. Fazer outra vai ser pior ainda." — A inventora ouve mais guardas chegando. "Hora de dar o fora." — Kala vai embora. "Tenho de avisar todos, antes que seja tarde..."


Fafnir está sentado em um trono, com um olhar furioso.


Um guarda se aproxima dele e se ajoelha. "Vossa Eminência, diversos de nossos guardas caíram, todos os generais foram mobilizados e o inimigo conseguiu se infiltrar e desligar a energia. O que faremos ?"


Fafnir permanece em um silêncio assustador, as veias em sua testa pulsando.


"V... Vossa Eminência... ?" — O guarda diz, assustado.


Vossa Eminência se levanta de seu trono, sua sombra escurecendo o guarda. Ele pega o guarda pela cabeça e o levanta. Então, o corpo do guarda é queimado por chamas azuis. O guarda berra de agonia o tempo inteiro, até ser incinerado.


Fafnir senta em seu trono e aponta para outro guarda. "Você."


O guarda imediatamente se aproxima e se ajoelha. "Sim, Vossa Eminência."


"Ative o plano de contingência." — Fafnir ordena.


"M-Mas, Vossa Eminência-" — O guarda diz, se interrompendo quando percebe o olhar furioso de Fafnir. "S-Sim, Vossa Eminência." — Ele vai embora.


Vanadiel chega. "Eu ouvi isso, Fafnir. Sua tirania não conhece limites ? Isso irá destruir a cidade inteira !"


Fafnir olha profundamente nos olhos de Vanadiel, seu olhar frio e impiedoso. "Para cada casa caída, outra será erguida. Para cada cidadão morto, outro nascerá e tomará seu lugar. Assim é o ciclo de suas miseráveis vidas. Isso não é uma crueldade, mas sim, uma força natural. E você sabe que não se pode ir contra a natureza."


"Que se dane a força natural ! Você não decide quem vive e quem morre !" — Vanadiel diz, furioso.


"Shh. Eu devo lembrá-lo a não alterar seu tom de voz, a não ser que queira que sua irmã continue viva." — Fafnir diz.


Vanadiel põe a mão no cabo de sua espada. "Ora, seu... !" — Ele segura o cabo por alguns segundos, tremendo e raiva, mas solta.


"Bom cão. Agora, vá continuar seus afazeres." — Fafnir diz.


O Ürok vai embora, segurando sua raiva.


Alucard está no meio de centenas corpos de guardas. Ele está com muito poucos machucados pelo corpo. "Hah... Hah... Se esse é o melhor que têm, essa cidade está perdida."


Não há mais nenhum guarda chegando.


"Acabaram os reforços. Isso não é mais problema meu." — Alucard vai embora.


De repente, Fenrir aparece e se curva. "Jovem mestre Alucard."


"Chegou na hora. Vamos embora." — Alucard diz.


"Peço que eu possa ficar por mais alguns momentos, jovem mestre." — Fenrir diz.


"Perdão ?" — Alucard diz, confuso.


"Quero ajudar alguns aliados a evacuarem a o povo cidade, antes de irmos." — Fenrir diz.


"Desde quando você se preocupa com coisas banais como a vida dos outros ?" — Alucard pergunta.


"Eu não sei, jovem mestre..." — Fenrir diz, genuinamente confuso consigo mesmo.


"Você está ficando mole. As vidas deles não importam-" — Alucard diz, sendo interrompido quando o chão começa a tremer. "Mas o quê ?!"


No horizonte, longe da cidade, pode-se ver um titã colossal humanoide de ferro se erguendo. Mesmo extremamente distante, sua sombra cobre a cidade.


Alucard nota que Fenrir está um pouco nervoso. "O que é aquilo ?"


"...Iron Maiden..." — Fenrir diz, olhando o colosso com uma certa preocupação. Ele se recompõe. "O maior modelo de unidade N.I.R.V.A.N.A já feito na história. A arma anti-D.E.V.I.L mais forte já feita."


"Vá matá-la." — Alucard diz.


"Perdão, jovem mestre. Mas creio que aquele seja um adversário além-" — Fenrir diz, sendo interrompido por Alucard.


"Vá matá-la." — Alucard repete. "Você é um caçador. Aquela é sua presa. Certamente não está demonstrando fraqueza em frente ao inimigo, não é ?"


"Jovem mestre Alucard, eu..." — Fenrir diz. Ele nota o olhar de confiança que Alucard está lhe dando. "…eu irei voltar em meia hora." — Terminando de dizer isso, ele vai embora com um pulo.

Notas finais
Nenhum fato sobre os personagens hoje. Eu só quero explicar o meu sumisso. Bom, meu pai, que anteriormenre eu mencionei que estava tomando conta por causa de uma doença, acabou falecendo dois meses atrás. Eu tinha escrito esse capítulo há muito tempo. Um dia depois de ter postado o anterior, na verdade. Mas acabei perdendo a vontade de fazer qualquer coisa depois do falecimento dele. Não éramos muito próximos, e ele nem era meu pai de verdade, mas era o melhor pai que eu podia pedir. É isso. Só queria falar isso mesmo. Cuidem bem daqueles próximos de vocês. Nunca se sabe quando alguma coisa vai acontecer. Por hoje é só, pessoal. :3