Devastação
17 Acasalamento
Notas iniciais
Quando o calor queimou em meu corpo, tudo o que podia sentir foi satisfação. Minha boca estava tomada pelo gosto do sangue de Kane, misturado com uma tsunami de seus próprios feromônios Alfas e sua Rotina em crescimento. Foi delicioso.
Sem pensar duas vezes, me virei de bruços e suspendi minhas coxas, até estar em uma posição de quatro para o meu Alfa, apresentar meu sexo molhado era a última coisa que eu podia fazer para o convencer do meu cio. Todo o resto já tinha sido realizado.
Sem pensar muito, abaixei meu tronco para o ninho e abri minhas coxas o mais confortável possível. Os segundos de antecipação apenas me fizeram choramingar por Kane.
Porém, não demorei a sentir suas mãos se apossar dos meus quadris, o toque tão esperado durou alguns segundos, depois suas mãos voltaram a me deixar em espera, houve alguns barulhos altos atrás de mim, mas voltei a mergulhar em uma névoa pesada de cólicas e febre.
Da próxima vez que Kane encostou em mim, suas mãos me prenderam no lugar em um toque que mostrava carícia e contenção.
— Meu Omega, meu... — Seu grunhido era alto o suficiente para me tirar da letargia de dor.
Eu podia sentir seus lábios em minhas costas, enquanto seus braços e mãos exploravam a minha pele febril e me prendiam ainda mais nele.
Seus movimentos eram rápidos e cheios de certeza. Então, quando senti seu peito descansar em minhas costas, pude relaxar o suficiente para me inclinar mais para ele.
A primeira investida do meu alfa dentro de mim me faz gritar de dor, sua segunda investida o levou mais profundamente em meu interior. Meu sexo queimava com a penetração.
Kane era grande e espesso, e meus músculos virgens não estavam acostumados a uma invasão, ainda assim, não foi a dor que me fez gritar, nem as suas fortes investidas até o sentir inteiramente em meu corpo. Foi a sensação sublime do preenchimento.
Sentia as contrações dos meus músculos o sugar ainda mais para dentro. E pela primeira vez em um calor, me senti em casa, me senti cheia do meu Alfa, seu corpo prendendo o meu, tomando o que era para ele, aliviando minha dor, me reivindicando.
Se era bom apenas tê-lo dentro de mim, foi mil vezes melhor quando ele começou a se mover.
Seus rosnados excitados, sua pele na minha, nosso suor misturado, seu pau dentro de mim. Era como nada que já conheci.
— Meu bom ômega, você está indo tão bem, seu calor é meu. — Seus grunhidos no meu pescoço, bem na nuca, onde minhas glândulas estavam, faziam todas as sensações maiores. — Você é minha, essa buceta apertada é minha.
Seus braços ao redor dos meus ombros seguravam o seu peso em cima de mim, e sua boca me lambuzava ainda mais com prazer e hormônios.
Eu não conseguia enxergar nada além de Kane me acasalando, suas investidas rápidas e profundas em meu sexo, nossos cheiros misturando-se no ninho e nossos gemidos entregues, assim como o barulho lascivo do choque de suas investidas em meus quadris.
Uma e outra vez, em muitos momentos com tanta força que era um milagre eu continuar em minha posição, outras vezes rápido e profundo, quase não saindo de dentro de mim.
Meus pensamentos nadavam em contentamento e selvageria, transformando a febre em meu corpo em prazer.
— Meu ômega, tão perfeita, tão deliciosa, só minha. — Suas palavras em meu ouvido eram incentivos e elogios que somente aumentavam a minha satisfação.
Todos os meus instintos ômega estavam presos no meu calor, liderando todos os meus atos e pensamentos.
— Me marque, Alfa, por favor, me acasale. — Implorei entre meus gemidos. — Sou sua...
O rosnado primitivo em meu pescoço foi o som mais delicioso que já ouvi.
No instante que senti a boca de Kane em minha glândula de acasalamento, meus pensamentos foram tomados por uma luz ofuscante e um calor escaldante.
Não senti a dor da mordida, presa em um potente orgasmo.
Nunca senti tanto prazer em minha vida, me fez tremer da cabeça aos pé e soluçar em longos gemidos lânguidos, meus membros se transformando em geleia.
Eu me sentia uma estrela incandescente, uma supernova queimando no céu e incendiando os astros.
O sentimento não baixava, aumentava em todas as estocadas do meu alfa, atingindo algo dentro de mim que implorava por mais, me fazendo delirar a cada investida do seu pênis em meu interior.
E quando o seu nó inchou nos prendendo juntos, e Kane orgasmava com seus dentes ainda afundados em minha carne, foi que pude descer do meu próprio momento de prazer.
Meu cérebro estava banhado em hormônios, minha própria constituição mudando para se encaixar com o meu alfa. Nos ligando para sempre.
Com muito cuidado, meu Alfa nós fez deitar de lado no ninho, seu corpo aconchegado no meu, enquanto estávamos presos pelo seu nó. Suas pernas entrelaçadas nas minhas me mantinham aquecida, não que eu precisasse disse, afinal o meu calor já era o suficiente para me manter quente.
Eu senti seu sexo inchado no meu interior, preenchido ao máximo com a carne de Kane, seu gozo quente me banhando por dentro, aliviando o pior dos sintomas do meu calor. Sua língua quente lambia minha glândula, aliviando a dor da mordida, seu peito ressoava nas minhas costas, barulhos satisfeitos e contentes de adoração.
Não pude deixar de sentir felicidade ao notar seus braços ao meu redor.
Eu acabei atendida, fui reivindicada pelo melhor Alfa de todos, ele me escolheu, me quer, tudo vai ficar certo agora que ele está aqui. Mesmo em meio a minha névoa de pensamentos primitivos, não consigo ficar chateada com isso.
— Meu bom ômega. — Seus ronronados depois de cada lambida combinam com cada contração do meu sexo. — Tão deliciosa e tão minha.
— Meu alfa. — Ronronei em resposta. — Tão bom pra mim.
Tivemos que manobrar com muito cuidado para conseguir que nossos lábios se encontrem em um beijo lento e molhado. Foi um momento além de todas as minhas expectativas, ficamos nos beijando de modo doce, até que o sono ganhou espaço e por fim consegui adormecer.
Da próxima vez que acordei, já me sentindo queimar com o crescimento de uma nova onda de calor, senti Kane provar diretamente do meu sexo.
Minhas coxas estavam abertas, e meu Alfa usava sua língua em minha carne úmida.
Com uma crescente febre me consumindo de dentro para fora. Comecei a ofegar e me contorcer.
Pequenos choramingos escapavam de meus lábios, logo Kane teve que me parar, abraçando o meu quadril e usando sua força para me manter presa.
Por várias vezes tentei me mover, o desconforto do calor estava vencendo o prazer que sentia com Kane me comendo.
— Ômega! — Seu chamado não podia ser ignorado. Eu estava refém da minha designação. — Seja boa e fique quieta.
O comando Alfa em suas palavras era inegável, por isso, imediatamente meus músculos relaxaram para obedecer as ordens do meu alfa.
Kane imediatamente voltou para sua tarefa entre as minhas pernas, e mesmo com o calor aumentando dentro de mim, eu estava incapaz de desobedecer ao comando dele.
Então, fechei meus olhos e me entreguei as sensações.
Sua língua esperta explorava meu sexo com paixão. Mordiscando, lambendo e sugando cada dobra e canto. Mantive meu corpo controlado e minhas mãos agarraram os tecidos do meu ninho.
Seus gemidos de apreciação ultrapassaram os meus, meu orgasmo cresceu lentamente e explodiu me fazendo flutuar em uma luz pulsante. Assim que voltei para meu corpo, Kane estava novamente sobre mim, provando um caminho demorado até meus lábios.
— Seu sangue virgem tem sabor de mel. — Seus beijos em meu pescoço mal me deixavam respirar direito. Mesmo depois de um orgasmo, meu calor não seria negado, e continuava a se expandir através do meu ventre.
— Alfa, dói muito. — Chorei ao levar minhas mãos ao seu rosto e braços.
Em poucos minutos volto a estar fora de controle. Por isso, mal posso notar as coisas ao meu redor. Apenas quando Kane volta a entrar em meu corpo, em nossa segunda rodada de sexo intenso.
A sua rotina o deixa mais feroz, nesse momento somos uma dupla e tanto, ambos queimando e exigindo satisfação.
Meu alfa está sobre mim, seu corpo suado pesando no meu, meu sexo cheio e molhado, implorando para que ele transe comigo, com força e me dê seu gordo nó.
Minhas pernas estão enroladas em seus quadris estreitos, e os lábios do meu alfa amamentam meus seios com tamanha devoção que não demora muito para que o prazer engula as câimbras de dor.
Nosso coito é rápido e selvagem, intenso ao ponto da dor. Não demoro a alcançar meus orgasmos, e eles são múltiplos, um após o outro, seguido por mais um.
Meu alfa é exigente e pega tudo de mim.
E no momento que seu nó nos prende, com Kane aproveitando seu próprio clímax, estou desossada em seus braços.
— Emma, minha Emma, sua boceta gulosa me leva tão bem. — Seus sussurros na base do meu pescoço me excitam profundamente. — Você está fazendo um ótimo trabalho.
Meu alfa está satisfeito, logo meus instintos primitivos estão cantando em meus pensamentos.
Novamente Kane se deita ao meu lado e me puxa para o seu peito.
Não posso deixar de admirar a sua beleza masculina.
Ele é o alfa perfeito, alto, forte, feroz, se preocupa comigo, me adora com seu corpo, e faz minha dor abaixar. Nunca estive tão satisfeita em um calor.
Normalmente, eu já estaria podre em um ninho sem alfa, chorando e soluçando, sofrendo de cólicas tão profundas que me tiraram o ar dos pulmões. Com minha irmã tentando me convencer a beber água e comer alguns pedaços de frutas picadas, prometendo que se eu comer e me hidratar, um alfa vai aparecer e me ajudar.
O que muitos betas não conseguem entender por glamourizar esse período, é que Calor pode ser sinônimo de constrangimento e dor.
Mas, não dessa vez, agora tenho um bom alfa, que cheira divino em uma mistura dos nossos feromônios misturados, suor e odores do ato sexual. Tudo isso embrulhado em um ninho quente e confortável, abraços apertados e lábios que beijam.
Sei que não posso pedir nada mais.
Em algum momento, acabo adormecendo mais uma vez, pois da próxima vez que acordo é para enfrentar meu ninho vazio.
Meu alfa não está em parte alguma, e o fogo em meu ventre volta a queimar desenfreado.
Mesmo em um estado de sono, o procuro ao meu redor e descubro que o seu lugar nas cobertas ao meu redor já está frio. Ele me abandonou.
Imediatamente meu cérebro e instintos gritam desenfreados dentro de mim. Um medo como nenhum outro se apodera dos meus membros, me incapacitado de fazer qualquer coisa, a não ser estar petrificada no meio do meu ninho, com o meu coração disparado no peito e grossas lágrimas escorrendo pelo meu rosto.
A dor do abandono é mil vezes maior do que o fogo e contrações em meu ventre.
Devo ter feito algo ruim. Sou um péssimo ômega, eu afastei o meu alfa. Os pensamentos estavam desenfreadas em minha mente. O que fiz de errado para ele me abandonar ainda no começo do meu calor?
Tremores iniciam em meus braços e pernas, estou com muita dor para me levantar e correr atrás de Kane, devo sofrer agora que ele me deixou, meus instintos ômega me castigam por algo que desconheço.
Lentamente passo meus braços pelo meu tronco, apertando o máximo que consigo em uma pobre tentativa de me recompor.
Estou desolada e com medo.
Novas labaredas nascem entre minhas pernas, e mesmo quando levo uma de minhas mãos até minha vagina gotejante e início um movimento circular com os meus dedos, sou afastada de qualquer prazer, pois sinto que meus dedos estão errados, o que me faz chorar abertamente agora.
Por isso, retiro a minha mão do meu sexo inchado e as levo para o meu ninho, fecho meus punhos e aperto com toda força os cobertores.
Tento me encolher o máximo que posso, me tornando pequena em uma fraca tentativa de controle.
Estou tão concentrada em reter a dor, que não noto nada ao meu redor.
Me assusto terrivelmente no instante em que sinto braços ao meu redor.
O cheiro logo denúncia a volta de Kane. Seus feromônios são ferozes ao me abraçar, uma mistura de preocupação é alerta.
— Emma, o que aconteceu? — Sua voz grossa arranha na minha audição.
Sem controle algum, me lanço sobre meu Alfa, passando minhas pernas em volta de sua cintura, grudando nossos torsos e enfiando meu rosto em seu pescoço em busca de sua glândula de acasalamento já mordida.
É maravilhoso sentir seus braços me apertando, seu cheiro ainda está bagunçado por suas emoções e estou tomada pelo instinto.
Quando encontro sua glândula inflamada da minha mordida, volto a afundar meus dentes em sua carne, apenas paro quando sinto uma nova onda de sangue e hormônios inundaram a minha boca, alimentando o meu próprio sistema.
Seu rosnado em meu ouvido é feroz e entregue, cheio de nova necessidade e Rotina sem controle.
A próxima coisa que noto, é que Kane está me mantendo presa no ninho e se forçando entre as minhas pernas, sua ereção grossa encontra o caminho certo para o meu núcleo, me enchendo um segundo depois em uma forte estocada.
É glorioso, todo o medo e desespero são retirados do meu sistema, me deixando tonta de prazer.
Meu alfa é feroz ao transar comigo mais uma vez, sua boca passeia pelo meu corpo, explorando qualquer pedaço de pele que ele encontra e me marcando com chupões e mordidas, suas mãos navegam em minha pele, me marcando e reivindicando.
Quando seu nó estoura dentro de mim, nos levando a um orgasmo ofegante, Kane está chupando minha glândula de acasalamento, onde a sua própria mordida ainda não cicatrizada, arde. Me sinto completa e em paz.
Ainda levamos vários minutos para voltar a um estado mais calmo.
— Emma, por que você estava chorando? — Sua pergunta me tira da nuvem hormonal entorpecente do meu cérebro.
— Você me deixou sozinha. — Respondo ainda ofegante, meus braços em torno dos ombros dele. Estamos banhados em suor.
Muito lentamente, meu Alfa começa a me dar beijos suaves em meu rosto, sua expressão feroz cheia de adoração, sua pele é tão quente quanto a minha, o que é agradável de sentir em mim, somos duas peças certas de um quebra cabeça.
— Fui buscar comida e água. — Ele me responde ainda com seus lábios em minha pele febril.
Tento levar a minha visão para a entrada do ninho, e com pouco esforço consigo localizar a bandeja de comida e garrafas de água que ele deixou lá.
Cuidadosamente, Kane nos ajeita para uma posição sentada, ele tem muita força para me levantar sem que seu nó me machuque.
Ficamos sentados, e passo minhas pernas por seu quadril, sentando em seu colo.
Sinto as mãos dele em minhas costas, me abraçando e acariciando. Onde quer que sua pele toque, meu corpo responde em calor e prazer, mal consigo controlar os ronronados que escalam de mim.
Minha língua está em seu pescoço, provando o suor de sua pele e chupando suas glândulas de feromônio, para o meu prazer me dedico ainda mais em sua glândula de acasalamento.
Todos os meus instintos Ômega cantam satisfeitos por eu ter acasalado um Alfa tão bom e forte.
Ele vai me proteger, prover para mim e para nosso filhos. Bebês gordos, cheios de saúde, todos para o meu alfa.
Família. Penso ao suspirar feliz, meu cérebro Ômega cantando em minha cabeça. Somos uma família agora.
— Emma, você precisa comer. — Sua voz tenta me trazer de volta para o presente, porém estou muito envolvida em minha própria adoração ao meu companheiro. Também com adoração, passo minhas mãos por sua pele, as tatuagens que tanto gosto, são lindas de se olhar bem de perto. Elas ensinam tanto sobre ele. E percorrem por seu peito firme e costas.
Sentindo o seu nó preso dentro de mim, me esticando e preenchendo, faz com que meu corpo relaxe. Fico encantada por seus traços fortes, seu maxilar quadrado e olhos castanhos brilhantes.
Com cuidado meu Alfa nos leva até a bandeja de comida. Ele me alimenta usando seus dedos, trazendo até meus lábios uvas doces que explodem em cada mordida, pedaços de morango e manga, o que me leva a suspirar e gemer em cada mordida, lambendo o mel adocicado das frutas em seus dedos.
Kane rosna em apreciação e nos beijamos entre o meu ato de mastigar e engolir.
Depois, ele me convence a beber água, o que foi bastante difícil já que estava mais interessada em rebolar meus quadris nos dele. Seu nó já tinha diminuído o suficiente para que eu o montasse com movimentos ainda tímidos.
Depois de quase uma garrafa inteira consumida, por mim e por ele, Kane deixou que sua própria rotina o dominasse, seus olhos castanhos tinham um brilha enlouquecido de desejo no instante em que ele voltou a me deitar no colchão e sair do meu sexo.
Eu até podia sentir uma corrente de gozo fresco escorrendo por entre minhas coxas, mas não conseguia me preocupar com isso.
Kane me colocou de bruços, puxando meus quadris para cima, e me penetrou sem demora, fazendo com que de todos os seus movimentos fossem fortes e precisos.
Eu nunca estive tão cheia em toda a minha vida, meu sexo queimava com suas estocadas bruscas e minha carne dos quadris ardiam com os seus dedos me prendendo no lugar, entre os meus gemidos podia escutar meu alfa rosnando obscenidades no ar.
Essa boceta é minha para foder, você é minha, meu ômega, carregando a minha mordida, me levando tão bem. Essa boceta gulosa quer meu nó, eu nasci para te foder, para comer você, acasalar você, impregnar o meu ômega com meu gozo.
— Ômega? Você quer o meu gozo, quer que te dê um nó? — Eu estava tão envolvida nas sensações deliciosas do nosso sexo que quase não pude responder, mas a minha designação demandava uma resposta.
— Sim, alfa, eu quero. Sou sua, Kane, me dê um nó, por favor, alfa, por favor me encha. — Em qualquer outro momento estaria mortificada pelas minhas palavras, todavia não existe racionalidade no calor e na rotina. Por isso, estávamos presos a maior selvageria das nossas designações.
A brutalidade do nosso acoplamento seria sentida em algum momento. Entretanto, eu estava no céu aproveitando todo o deleite da sua rotina. Meu calor nem se quer era um ponto de preocupação.
Com Kane em Rotina, eu tenho certeza de que serei saciada mais vezes do que posso contar.
E ele nem precisa tocar no meu clitóris inchado para que eu chegue ao paraíso. Estou gritando de prazer, chorando em satisfação.
É tão delicioso, que passo a entender os Ômegas que se entregam sem pensar nas consequências para os seus Alfas, ou em como alguns se recusam a passar por um calor sozinhos.
Mesmo depois de um orgasmo, Kane continua a bater dentro de mim, suas mãos deixam os meus quadris e ele se deita sobre as minhas costas, seus quadris continuam a transar comigo intensamente, mas seus lábios são delicados em minha pele.
Posso sentir Kane em todo o meu corpo. Seus grunhidos cheios de entrega me fazem suspirar enquanto um novo orgasmo cresce em meu ventre.
O barulho molhado de seu quadril batendo no meu é devasso e cheio de erotismo.
Mal saio de um orgasmo e já entro em outro quando o meu alfa empurra o seu nó em mim, nos atando mais uma vez, meus dedos dos pés se curvam no momento que sou assolada por onda após onda de satisfação, meus olhos se fecham e eu grito o mais alto que posso.
Devo ter desmaiado de tanto prazer, pois no momento que novamente abro meus olhos, Kane já nos deitou em uma posição mais confortável, seus dedos passeiam por minha pele molhada de suor, e sua boca está na base do meu pescoço, sinto lambidas suaves no local irritado, acalmando o machucado sensível.
Me agarro em seus braços ao meu redor, seu pênis ainda está preso dentro de mim. Um lembrete constante de que estou sendo muito bem atendida em meu calor.
Por isso, não tenho nenhum medo de me entregar ao sono, permitindo mergulhar no esquecimento, ao invés de me concentrar na nova onda de dor que sinto crescer em meu ventre.
Não existe nenhum pedaço de mim que não tenha sido perfumado por meu alfa, dentro e fora de meu corpo, e não posso negar a minha reflexão de que existe beleza nisso.
Meu calor dura mais três dias. Kane e eu estamos atolados em feromônios, gozo e marcas de amor.
Ainda me sinto muito envolvida nisso para pensa em qualquer consequência do que fizemos.
Um calor e uma rotina, não são sobre sentimentos e lógica. A razão deixou de existir no instante que comecei a arrumar em seu guarda-roupa, o meu ninho. Durante esses dias paramos unicamente para dormir ou comer.
Nossa última transação foi antes do amanhecer, dessa vez meu alfa não me pega de quatro e nem me força em uma posição de submissão, nossa transa é uma revelação, com sua boca ele adora qualquer pedaço de pele que consiga encontrar, sempre gemendo elogios em meus cabelos.
O modo que minha boceta é apertada, quente e molhada. E como Kane adora me dar um nó, ele diz que estou indo muito bem, que sou um bom ômega e que o agrado imensamente.
Todas as suas palavras doces e eróticas ficam gravadas em meu cérebro. Estou gemendo e rindo ao mesmo tempo.
As vezes tenho a sensação de que quero viver nesse momento para sempre, presa ao nó do meu alfa, recebendo seus elogios e me sentindo amada.
Eu nunca pensei que me sentiria assim com nenhum homem, sendo ele alfa ou não.
Mas Kane consegue me fazer sentir exatamente assim, cheia, protegida, estimada e amada.
Por isso, depois de algumas horas de sono, com o meu alfa apagado ao meu lado, me encontro deitada no meio de um ninho bagunçado, cheirando a muitos dias de calor e rotina, me encontrando em lençóis cheios dos resquícios do meu calor e sua rotina, minhas pernas estão manchadas com crostas de gozo, esperma alfa e lubrificação ômega, o ar a nossa volta está tão carregado de hormônios que é quase visível no ar.
Meu peito queima ao olhar para o alfa deitado ao meu lado, seu semblante cansado diz exatamente o que preciso saber, Kane não acordará tão cedo. Depois de todos esses dias cuidando de mim, e se desgastando ao máximo para servir o meu calor, ele deve estar exausto.
Ainda assim, não posso deixar de admirar o tanto que ele é bonito, seu semblante tranquilo de sono me faz doer, uma súbita emoção aflora em meu peito e toma os meus membros e instintos. E é nesse momento que percebo que estou plenamente consciente pela primeira vez em muitos dias, o que definitivamente é um sinal claro de que meu calor chegou ao final.
Levo um tempo me espreguiçando, quando faço isso, esticando os meus braços sob a minha cabeça e esticando os meus músculos é que noto uma forte dor na região do meu pescoço. Muito lentamente levo os meus dedos para essa região e acaricio a pele machucada, Kane deve ter me dado um chupão forte nessa região, afinal durante dias estamos fodendo incansavelmente.
Tudo o que fizemos ainda é uma névoa nas minhas memórias, sei que vou me lembrar aos poucos, então não me preocupo. Nem o fato de ter perdido minha virgindade com ele me preocupa.
Não vou ser hipócrita e negar o meu desejo pelo alfa apagado ao meu lado.
Em algum momento aconteceria, afinal, já não sou uma menina ingênua, e se eu tivesse que escolher entre todos os homens dessa Universidade, eu ainda o escolheria.
Kane Hunter é um bom Alfa e algum dia será um grande companheiro para uma Ômega. Ele tem todas as características que Ômegas mais procuram em um parceiro.
De repente, e ainda presa em minhas reflexões, sou surpreendida quando o alfa ao meu lado de move e se ajeita no ninho, um ninho que eu construí.
Meu instintos primitivos cantam de felicidade ao notar o quanto ele está tranquilo em seu sono. Fiz um bom trabalho com o ninho, meu alfa gosta.
Volto a encarar o alfa deitado e noto algo estranho em seu pescoço.
Uma marca arroxeada fortíssima em sua pele alva.
Quando me inclino para ver melhor, noto que é uma mordida, as marcas dos dentes e restos de sangue ainda estão presentes, a pele foi dilacerada por não apenas uma, mas várias mordidas profundas.
Meu coração dispara no instante em que noto as marcas impostas em suas glândulas de acasalamento.
Estou em choque ao pensar que fiz isso, que o mordi diretamente na glândula.
Uma mordida de Ômega não é capaz de acasalar um alfa, mas os prende fortemente ao ômega que fez o ato.
Sem conseguir me conter fico de pé e me afasto do ninho, faço o possível para não acordar Kane, que ainda dorme profundamente.
Não vou mentir e dizer que ver as mordidas que deixei nele não me assusta. Não tenho lembranças disso, não consigo entender como aconteceu, e porque ele me deixou fazer, não apenas uma vez, mas várias.
Me descontrolei a esse ponto? O que mais fiz durante o meu calor?
O quarto de Kane lentamente está sendo tomado pelas luzes do amanhecer, tudo é muito silencioso no pequeno apartamento. Ao olhar em volta noto uma pilha de roupas jogada no chão.
Procurando entre as roupas caidas consigo encontrar uma toalha limpa, algo que certamente me escapou na construção do meu ninho.
Passo a toalha felpuda em volta do meu corpo nu, e começo a andar de um lado para o outro. Tento muito manter silêncio, mas estou aterrorizada com o que fiz. Então, começo a forçar minhas lembranças para entender quando aconteceu.
E lentamente começo a lembrar, Kane não queria me montar, eu estava com muita dor e cansada de tentar convencê-lo então o mordi.
Sim, foi isso o que aconteceu, tenho certeza, mesmo a lembrança estando presa em uma névoa de calor ômega, consigo recordar quando aconteceu.
Com isso, consegui fazer Kane me montar e servir meu calor.
A perda da minha virgindade não me doeu quase nada, tudo era dor antes de Kane me penetrar, somente consigo lembrar que o ato sexual foi glorioso, principalmente quando Kane me deu o primeiro nó da minha vida e me mordeu.
Sem perceber que agi, com meu sangue congelado dentro das veias, corro para a porta do quarto e saio para o pequeno corredor, não paro até estar dentro do banheiro com a porta trancada para ninguém invadir.
Pânico cru nada em minha mente ao acender a luz e me inclinar sobre a pia branca, achar uma posição ideal para enxergar minhas glândulas de feromônio não foi tão difícil assim. E logo, todo o meu medo é confirmado.
Onde inicialmente acreditei ter recebido alguns chupões fortes, está uma grande marca de mordida. Bem em cima da minha glândula de acasalamento, a pele do meu pescoço está destruída com marcas de amor. Os chupões existem, mas é a marca dos dentes de Kane que me toma todo o ar dos pulmões.
Por alguns segundos me encho de receio de entrar em uma crise de pânico.
Fico muitos minutos encarando as marcas de mordida, consigo identificar uma primeira marca grande, sua mordida foi profunda e feroz, a pele roxa e ensanguentada está visivelmente inflamada. Porém, ainda existem mais duas outras marcas de mordida, todas menores e mais suaves, não tão inflamadas quanto a primeira.
Não noto que estou chorando até visualizar pelo meu reflexo no espelho as grossas lágrimas escorrendo por meu rosto.
Minha aparência é terrivelmente assustadora. Estou desgrenhada, meus cabelos agora são um ninho embolado, além de estar grudando de suor e líquidos do calor. Sou uma bagunça ambulante.
Quer dizer, agora uma bagunça acasalada.
O pior é saber que eu o fiz fazer isso, praticamente o obriguei a acasalar comigo, depois que o mordi. Me lembro de implorar por isso. Por sua mordida, por sua reivindicação.
Em meu calor o manipulei para me morder, exatamente onde os meus instintos primitivos mais queriam.
O que vou fazer agora? Como posso encarar Kane, sabendo o mal que fiz para ele?
Tenho que ligar urgentemente para a minha irmã, preciso sair desse apartamento e começar a pensar o que vou fazer do meu futuro agora.
Quando enxugo as minhas lágrimas, me forço a agir, mesmo encontrando pouca vontade para isso.
Nunca fui de baixar a cabeça para os meus problemas, sempre tenho um plano em mente, não vou permitir que minha situação atual abale as estruturas de quem sou.
Tenho que começar por pequenas decisões. Primeiro vou tomar um banho e sair do apartamento, depois vou ligar para minha irmã e contar as novidades assustadoras.
Mais uma vez me encho de medo ao imaginar a reação dela.
E nem consigo imaginar a minha conversa com Kane, também não posso o deixar de lado. Estamos juntos agora, para o bem ou para o mal.
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