Devaneios de Uma Winchester
5 O Passado é Sempre Doce
Notas iniciais
Ainda estava de noite no bunker.
Todos da casa já dormiam.
Menos Dean.
Ele no momento observava o sono de Sarah.
Os cabelos cor de cobre, caiam até sua cintura em pequena ondinhas.
Sua barriga se mexia para cima e para baixo, respirando.
A boca rosada estava semi aberta, os olhos fechados nas mais suaves das expressões.
Pelo fato do cabelo estar afastado de seu rosto sua cicatriz, ficava bem visível.
Ela ia do começo da testa, passava por trás da orelha rente ao cabelos e ia até o final do ombro.
Era um cicatriz enorme.
Ela tinha 13 anos... Foi no dia em que eles se conheceram.
Dean tinha 15. Estava junto a John em uma caçada a um espírito vingativo em um prédio de 22 andares.
O espírito matava dentro do elevador.
Ele quase matou Dean.
Mas Sarah, o salvou.
Mesmo assim não conseguiu impedir que o elevador caísse do 21° andar.
Dean conseguiu pular e só teve alguns arranhões.
Mas Sarah nem era caçadora naquela época.
Era sua primeira vez, portanto, era super inexperiente.
Ela caiu junto com o elevador.
Quando Dean correu até ela, por incrível que parece ela estava lúcida.
Com a lateral da cabeça aberta, mais lúcida.
Ele lembra como se fosse hoje.
Ele a pegou no colo e levou até o impala onde John seguiu até o hospital.
E Dean não a soltou em nenhum momento.
Ele a segurava nós braços e fala palavras de consolo.
Infelizmente a lucidez de Sarah durou pouco e ela ficou 1 mês em coma.
E Dean fez John passar esse 1 mês no hospital.
Dean visitava a ruiva todos os dias durante 1 mês até o dia que ela acordou.
Alguns Anos atrás
Já estava chovendo lá fora, e a ruiva ainda dormia, como em todos os dias.
O coração de Dean doía, porque daqui a 3 dias ele estaria indo embora.
Ele segurou John nessa cidade por 1 mês, não podia esperar mais.
Por mais estranho que possa parecer, nesse mês que ele passou, indo visitar a ruiva sem nome, ele se apegou a ela.
Não foi algo que aconteceu no mesmo dia.
Antes era só porque ela havia salvado a sua vida.
Mas... agora, era diferente...
Ele passou 30 dias visitando a menina no hospital.
Ele começou a imaginar como séria o nome dela.
De que jeito seria a voz ? E as atitudes ? Será que ela ia gostar de conhecer ele ou Sam ?
O que uma menina tão magrinha estava fazendo em um prédio mal assombrado ?
Será que sabia sobre o sobrenatural ?
Tinha família ?
E o mais importante de todo, a coisa que Dean estava guardando para se desde que ela o salvou.
De onde vieram os poderes ?
A garota usou uma espécie de poderes sobrenaturais para salvar ele.
Dean não contou a John porque sabia que ele ia querem mata-lá e... de alguém forma ele sabia que ela era boa.
Ele já havia feito todos os testes nela e nada.
– Huuuuum... — O gemido tira Dean de seus pensamentos, ele Olha para a ruiva. Ela... está se mexendo...
Em um mês nada havia acontecido e agora ela estava de mexendo.
Ele queria chamar a enfermeira, seria o certo. Mas, em vez disso ele se sentou na beira da cama da ruiva.
Ela balançou a cabeça repetidas vezes, até que finalmente tentou abrir os olhos.
Ela primeiro cerrou os olhos, mas, assim eu entrou em contato com a claridade, desistiu apertando os olhos e comprimindo os lábios.
Dean estava inquieto, queria ver novamente o azul dos olhos dela.
Depois de alguns segundo ela tentou novamente.
Sua cabeça doía forte na lateral da pancada. Tinha um gosto amargo na sua boca e ela a sentia ressecada. Ela tentou outra vez, dessa fez bem devagar.
Quando os olhos estavam abertos, ela envergava um borão que parecia ser uma pessoa.
Como uma nuvem de neblina, o embaçado foi aos poucos sumindo e então ela pode ver com nitidez o garoto loiro que ela salvou.
O homem velho de cabelos pretos que deveria ser seu pai, o chamou de Dean...
As mãos do Winchester mais velho estavam geladas, ele nunca tinha ficado assim por causa de garotas.
Só que... ele passou tempo demais imaginando esse momento que nem sabia o que dizer.
– Oi... — Isso escapou de seus lábios, ele não pode controlar. Era como se depois de 1 mês ele finalmente fosse conhecer ela.
– Oi. — A ruiva respondeu com uma voz rouca e baixinha, como se sussurase.
Por instinto, Dean pegou uma garrafa de agua e entregou a ela que bebeu tudo em um gole. Sarah não imaginava que estivesse com tanta cede.
– É...depois de 30 dias sem beber nada você... devia mesmo estar com cede. — A menina aregalou os olhos.
– Trin... trinta dias...
– Você estava em coma... Sinto muito.
Ela tinha perdido trinta dias de sua vida, e trinta dias de sua busca pelo pai. Ele olhou nos olhos do loiro e lembrou dele, do dia da caçada.
– Sarah. — Ela praticamente sussurrou
– O que ?
– O meu nome. É Sarah. — Ele assentiu.
– Dean.
– Dean... — Ela queria um sobrenome.
– Você não me disse o seu. — Ele perguntou com um sorriso sacana no rosto.
– Tá. Você não diz o seu e eu não digo o meu. — Dean riu. Adorou a ruiva, ou melhor Sarah.
– Pode contar comigo. — Ele olhou para baixo e depois para ela novamente. — Você... o que você vez naquele dia...
– Eu não sou demônio! Eu juro! — Ela se sentiu uma idiota por dizer aquilo, era a primeira coisa que um demônio ia fazer.
– Eu sei. — Sarah não esperava essa resposta.
– Como assim sabe. — Dean suspirou.
– Olha, eu e meu pai somos caçadores e fizemos teste.
– Ah! É claro. Olha eu... — Ela olhou para o chão depois para ele, e então voltou ao chão. — Eu não sei de onde isso vem. Mas eu... quero descobri. Eu fugi do orfanato para encontra o meu pai. Ele... deve saber o que é isso. Você pode me ajudar ?
A pergunta pegou Dean de supresa.
– Eu ajudo você se me contar a sua história. Toda a sua história. — Ela riu.
– Achei que fosse pedir um beijo. — Ele fez um biquinho e sorriu com meio sem jeito. Sarah logo entendeu que ele não havia ficado com meninas, ou pelo menos não muitas.
Ela deu um selinho nele. O Winchester se assustou e aregalou os olhos.
– Você deveria ficar com mais meninas. — Aquela garota estava louca, ou talvez não...
– Vamos limpar a cicatriz... — A enfermeira havia entrado no quarto abrindo a porta. — Ela acordou, meus Deus. Eu vou chamar o doutor.
Por um momento os dois haviam se esquecido de onde estavam.
– Que cicatriz. — Os músculos de Dean ficaram tensos. Ele sabia que um longo caminho viria a frente.
Dias atuais
A primeira vez que Sarah se olhou no espelho e viu a cicatriz ela caiu no choro, se recusava a sair do quarto.
Mas, é claro que isso se tratou de 2 dias.
Sarah sempre foi uma mulher forte, desde pequena.
Depois disso ela contou a John sua história e ele a deixou ir junto com eles.
Ela treinou pesado com ele e aprendeu a atirar, fazer pesquisas e fraudar cartões.
Cuidava de Sam como se fosse seu irmão.
E claro, ela e Dean namoram os dois meses que ela ficou com eles.
Claro que, depois quando ela soube que sua irmãzinha estava doente ela voltou para os mais tratos do orfanato e aí ele e Dean só foram se encontram 10 anos mais tarde.
Mas, Dean se apaixonou por ela durante esses dois meses.
Ela foi sua primeira namorada.
Ele passou suavemente os dedos pela cicatriz dela, deslizando desde a testa até o ombro.
Ela tinha seus truques e o cabelo cobrindo a cicatriz aparece quando solto.
Mas, Dean gostava dela. Era uma parte de Sarah.
A parte que os ligava.
O dia que eles se viram pela primeira vez.
Aquilo era especial para ambos.
– Eu já disse que não durmo até você dormir. — Sarah fala, ainda de olhos fechados.
– Eu não consigo dormir. — As vezes, Dean sentia Sarah como uma confidente, para quem ele pudesse pedir colo quando precisasse. Isso era raro, mais aconteceu muito na época do apocalipse de ambas as partes.
Dean e Sarah estavam longe de ser o casal prefeito.
Na verdade eles eram duas pessoas quebradas que se ajudavam e que se amavam incondicionalmente.
Sarah se sentou na cama para ter melhor visão de Dean.
– Não é por causa do corte né ? — Ela já sabia a resposta.
– Não. Eu... — Dean parou e pensou e então voltou atrás no que ia falar. — Quer saber esquece, não quero pensar em problemas.
– Sabe o que eu queria agora mais do que todo. — Sarah estava fazendo cara de pidona e quando ela fazia essa cara... ela só podia querer uma coisa.
– Deixa eu adivinhar... chá ? — Sarah e mordeu o lábio.
– Sim. Chá.
– Tudo bem garota do chá. — Sarah riu mais ainda os escutar o apelido.
– Eu vou fazer um chá para você.
XXXXX
Sam havia chegado do quarto de Elisa fazia alguns minutos, menos sobre eternos protestos ele fez os curativos na sobrinha.
Ele se sentou na beira da cama, respirou fundo.
Sempre a essa hora da noite seu pensamento ia longe, ele ia até Anne.
Ele sentia tanta falta dela.
Não tinha se acostumado com sua morte.
Já deveria fazer uns 5 anos.
Mas mesmo assim.
Esquecer Anne era impossível.
Anne era a irmã mais nova de Sarah.
Ela morreu para livrar Sarah de um pacto que ela havia feito a muitos anos para salvar a irmã.
Era complicado.
Assim como ele e Dean.
Mas, eles não conseguiram trazer ela de volta. O máximo foi levar a alma dela, do inferno para o céu.
Claro que essa não era a vontade de Sam, nem de Sarah.
Quando a questão era Anne, Dean tinha que pensar pelos dois.
E não era fácil para ele, já que Anne era como uma irmãzinha.
Sam e Anne nunca foram "namorados". Eles basicamente se pegavam.
Só que havia um sentimento.
Foi Anne que o ouvia se lamentar pela morte de Jéssica quando ele tinha pesadelos.
Era ela quem sempre o defendia das maldosas brincadeiras de Dean.
Anne era tudo.
Talvez... ele não teria ficado tão mal pela morte dela se não fosse pelo que ela disse a ele. Um grande e enorme talvez.
5 Anos Atrás
A noite estava cada vez mais fria e Sam dava graças a Deus por Anne ter decidido ficar com ele essa noite.
A algumas semanas ela vem ficando por aqui com ele.
Sam sabia que Anne e ele nunca teriam um relacionamento.
Ela apesar de sempre sonhar com o"príncipe encantado", nunca teria um nada sério com ninguém.
E não era apenas medo de não ser amada de volta. O medo de perder a pessoa amada é a pior coisa e nessa vida é um risco constante.
Só poderia ser piada do destino.
Sarah, que nunca nem pensava em ter algo sério, acabou por casar com Dean e está aí fiel até hoje.
Já Anne, que sempre sonhou em se casar, nunca nem teve um relacionamento duradouro.
No momento eles estavam deitados na cama, de conchinha.
Uma das mãos de Sam estava envolvendo a cintura dela e a outra acariciava seus curtos cabelo ruivos.
– Sammy... — Anne quase sussurrou o nome dele. Ela passou seu braço em volta do dele e apertou sua mão.
Sam se aproximou mais dela, e cheirou seu pescoço.
Ele adorava o cheiro dela.
Uma mistura de maçã verde com rosa branca.
Essa era uma coisa única em Anne. Esse cheiro era só dela.
Ela se remexeu na cama, se virando de frente para o Winchester.
Ela colou seus lábios nos dele demoradamente.
Quando os soltou, colou sua testa na dele e ficou olhando em seus olhos azuis esverdeados.
Ela estava muito carinhosa.
Principalmente para quem acabou de fazer sexo.
A Anne da armadura não era assim.
Então, a Anne sem armadura estava lá.
E se ela estava lá em um momento como esse era porque alguma coisa ela queria.
Ela acariciava o rosto dele com as costas da mão.
Seus rotos a centímetros de distância.
– Eu... queria, poder... ficar... Com você. — A voz de Anne estava nervosa.
– Você já estava comigo. — Sam deu um sorriso, fraco, fazendo covinhas surgirem em seu rosto.
– Ela riu nervosa. Havia algo errado.
– Não Sam. — Ela se soltou dos braços dele e ele sentiu um frio imediato. Anne se sentou na cama e Sam fez o mesmo.
– Eu queria... ficar junto com você Sam. — O corpo do caçador gelou.
– Anne... eu — Ele sorria de canto feito um bobo. Mesmo quando ele estava com Ruby, Anne acreditava nele.
Acreditava que ele cair na real. Ele teve uma atitude diferente, mesmo estando magoada.
Quando Sam ficou com Amélia, Anne foi a primeira a o incentivar, mesmo com seus sentimentos.
Anne era a única mulher que Sam tinha 100% de certeza de que o relacionamento seria menos conturbado.
Um relacionamento, no qual ele não tivesse que morrer de preocupação.
Ele segurou a mão da Miller mais nova e apertou.
A mão dela estava gelada.
– Eu também... quero ficar com você Anne. Eu sempre quis. -
O sorriso largo no rosto do Winchester se desfez quando Anne encostou a cabeça em seu peito e começou a chorar.
– Anne! O que houve. — Disse ele. — Eu disse alguma coisa errada ?
Ela ainda estava enterrada no peito dele, e ainda chorava, quando resolveu se explicar.
– Eu... deveria ter falado com você quando tive chance. Eu queria... tanto... ter ficado com você antes... -
Sam estava entendendo errado, só podia ser isso.
– Oo... o que ? Voc... — Sam foi interrompido.
– Por Deus Sam só... me deixe continuar. — Ele assentiu e Anne levantou a cabeça e olhou no fundo dos olhos dele, fazendo o máximo de esforço para engolir o choro e fazer entender. — Eu deveria ter aceitado o pedido de namoro no dia que seu pai morreu... se... eu tivesse aceitado... as coisas teriam sido diferentes.
Você nunca teria ficado com a Ruby e...
– Ei! Anne, de um jeito ou de outro eu IA me envolver com sangue demoníaco, estava em mim, naquela época. — Sam fazia o máximo de esforço para não se concentra no fato de que ela queria ter namorado ele!!!!
– Eu sei. Mas... eu perdi tanta coisa. E eu perdi você. Eu... deveria ter sido menos egoísta. Eu... tinha que ter... falado... falado que... eu... droga... EU TE AMO SAMUEL WINCHESTER. — Sam mal acreditava no que tinha ouvido. Mais era verdade. Anne o amava.
– Eu amo você. — Após dizer essas três palavras o Winchester colou os seus lábios nos dela e eles deram um beijo super apaixonado.
Depois disso, Sam falava que eles iam ficar juntos e sobre o quanto ele a amava, mas ela apenas chorava.
Dias atuais
Depois daquilo, Anne saiu no meio da noite.
Quando Sam e Dean encontraram o lugar onde Crowley iria estar, já era tarde demais.
Sarah estava ensopada de sangue com Anne nos braços.
Foi a pior cena que Sam Já havia visto na vida.
Anne foi morta por cães do inferno.
Logo depois de dizer a ele que o amava.
As vezes Sam pensava se ela não havia feito isso apenas para ele passar o resto de seus dias, se torturando, pensando em como séria a sua vida com Anne.
Ou se ela apenas queria morrer sabendo que fez a coisa certa.
Sam sentia falta de Anne.
Muita menos.
O jeito doido e alegre dela o faziam querer viver.
E agora... ele tinha que conviver com a saudade.
Só havia uma coisa certa.
Sam sempre amaria Anne Miller.
Até seu coração parar de bater ele amaria Anne.
E até por bem depois disso.
XXXXX
Jogada na cama, Sarah esperava Dean trazer seu chá.
E pensava no que estava por vir.
Pensava que logo Elisa estaria na faculdade e longe dela.
Só de pensar em ficar longe de Elisa, o estômago de Sarah já dava voltas.
Talvez fosse o melhor para ela.
Mas Sarah e Elisa nunca se separaram por mais de uma semana.
Isso seria terrivelmente doloroso.
Ela suspirou e levou as mãos a cabeça.
Então ela ouviu o celular vibrando.
Era uma mensagem.
Do número 666.
Ela fechou as mãos em punhos.
Crowley não falava com ela a uns bons meses e se eles estava ligando era porque haviam problemas.
Ela finalmente abriu a mensagem.
Havia um endereço, de um hotel na cidade de Sta. Luís.
Mais que diabos Crowley queria.
É claro que poderia ser uma armadilha, e Sarah iria desconsiderar.
Até que ela se lembrou onde ficava o hotel.
Ela deu um pulo da cama.
O que esse infeliz estava aprontando ?
Não importa!
Ela iria ver o que era.
Mesmo sobre os protestos de Dean, Sarah conseguiu fugir.
Claro, teve que levar Sam junto.
Pelos menos com Sammy tudo seria mais fácil.
Depois de arrumar as coisas ela pegou o impala e foi guiando o carro em direção ao endereço da mensagem.
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