Devaneios de Uma Winchester
4 Não Se Lembra De Mim
Notas iniciais
O impala cortava a estrada a toda a velocidade. O Winchester apertava as mãos ao redor do volante como se fosse descontar sua raiva nele. Os músculos dos ombros contraídos, maxilar travado e olhos cerrados. No banco do carona Sarah estava distante, olhava pela janela do impala desejando poder levar seu olhar até Elisa, afinal não é tudo dia que se recebe a notícia de que a escola de sua filha foi atacada por assassinos.
Sarah queria que ela ainda fosse um bebê, que ainda coubesse em seus braços e que nunca saísse de sua proteção.
– Não foi sua culpa. — A voz roca a fez voltar de seus devaneios. Dean conhecia sua esposa, sabia exatamente o que ela estava pensando.
– Você sabe que foi eu que insisti para ela ir a essa droga de baile. Se... — Sua voz estava carregada de pesar, Dean percebara isso. — Se eu tivesse deixado ela em paz. Agora ela estaria no quarto assistindo Game Of Thorens.
– Sarah, querer que a sua filha tenha uma vida normal não é a mesma coisa que mandar ela para uma escola cheia de bombas. Então para de agir como se você estivesse fazendo isso. Você só queria o bem dela. Não se culpe. — Ela suspirou e voltou a olhar para a janela, até que ela se lembrou de uma coisa...
– Você não estava tentado me dizer alguma coisa antes de não resistir aos meus encantos ? — Ele riu pelo nariz e respondeu.
– Você quis dizer antes de você me atacar, — Ela revirou os olhos em protesto. — E... sim, eu tenho que te contar uma coisa. E acho que tem haver com o que aconteceu com a Elisa. — Sarah nem estava prestando atenção, até ouvir o nome da filha. Se arrumou no banco enquando Dean prosseguia...
Em algum lugar ali perto
Estava tudo embaçado. A luz vinha provavelmente da resta de uma porta. Sua cabeça pesava muito, parecia chumbo. Em um grande esforço ela se sentou e abriu os olhos. Sua visão foi chegando aos poucos. Estava em um "quartinho de limpeza". O chão frio estava úmido embaixo de suas pernas parcialmente desnudas. Passando a mão sobre a testa, a sentiu úmida, sangue, pensou.
Suas suspeitas se confirmaram quando ela olhou a mão, ensopada de sangue.
– Então a Bela adormecida acordou.- Havia um homem entrando no quartinho, o mesmo que pegou no seu rosto anteriormente. Assim que entrou trancou a porta atrás de si. Loiro, olhos azuis alto e roupas sociais, o mesmo padrão de sempre.
– Onde eu estou. — Sua voz saiu alta e virme.
– Olha só, nessas condições e ainda acha que tem algum direito. Você tem a quem puxar. — E mais uma prova que eles sabiam de seu sobrenome foi jogada em sua cara.
– O que você e seu exército de engomadinhos querem ? Porque ainda não me mataram ? — Elisa era audaciosa, de uma certa forma não tinha medo deles.
– Você vale mais viva do que morta... eu não customo dar explicações para coisas como você mais... vai adorar saber do meu plano. — Ele se abaixou ficando perto dela, tinha um enorme sorriso nos labios. E sussurrou as palavras no ouvido da Winchester. — Eu quero matar Dean Winchester. — Elisa fechou a cara de imediato, claro, não era a primeira vez que ela escutava aquilo, mas ainda sim não era nada agradável. O homem limpou a garganta se levantou.
– E... eu sou a isca ? — Elisa tinha que ganhar tempo.
– Você é muito esperta garota.
– Como você vai atrair eles para um lugar onde não conhecem. — Na verdade, a loira só queria saber onde ela estava.
– Eu não sou burro a esse ponto. — Após sua tentativa falha ela perguntou.
– Por que quer matar o meu pai ?
– Ótima pergunta. Eu e minha família somos... diferentes. — Ela riu pelo nariz.
– Claro se com diferente você quer dizer monstros. — A mão pessada do homem veio sobre a cara de Elisa, arrancando sangue de seus labios.
– Não fale da minha família nunca! — Ele deu um pelo de um grito, mas se recompôs logo em seguida endireitando o terno.
– Como eu ia dizendo, seu pai... fez um massacre e eu estou aqui para me vingar. — Ele se abaixou novamente. — Eu vou fazê-ló ver todos os que ele ama morrer, e então... vou mata-ló lentamente. Ele vai pagar, por tudo que fez como a minha família e vai aprender que não se mexe com um Styne.- Ditas essas palavras ele foi em direção a porta, mas antes de abrir, parou, e se voltou novamente para Elisa. — Espero que esteja apreciando nosso hotel cinco estrelas, já que não vai ficar muito aqui, seus pais... já devem estar chegando.- Ele se retirou do quartinho. Uma, duas, três trancas foram ouvidas, droga... não divia ter mandado Alice ligar para Dean, agora eles estavam caindo direto na armadilha. É claro que eles devem ter pensado nessa possibilidade, mas... eles não iram exitar em entrar, para os Winchesters sua maior fraqueza era a família.
Elisa levantou em direção a porta, e colou seu ouvido nela. Silêncio... tudo se encontrava no mais absoluto silêncio... era a oportunidade perfeita.
É claro que como filha de caçadores ela recebeu o treinamento adequado e sabia abrir aquela porta manualmente, arrombando ou com alguma coisa fina, mas... se ela era dotada de poderes que facilitariam seu trabalho, pra que perder tempo ?
Pensando assim ela levou sua mão a tranca da porta. Uma, duas, três trancas ouvidas e ela empurrou com tudo o cuidado do mundo a porta.
Olhou para os dois lados e nem sinal de uma alma viva. Olhando agora ela reconhecia o local úmido, era o porão da escola. É claro, era o primeiro local que seus pais iriam ver. Droga, estava tudo mundo fácil. Tum... Droga. Tum... Um coração. Tum... Tinha alguém vindo. A garota podi escuta quando havia silêncio o coração humano.
E então um menino apareceu, cabelos ruivos em um topete, ele era... um adolescente de olhos castanhos. E parecia... assustado ?
Antes que ele pudesse pensar a Winchester já havia pulado em cima dele, o imobilizando.
– Se você gritar, eu juro que mato você.
– Não, não. Por favor... não me machuque... eu... quero ajudar... — Poderia ser uma armadilha, mas aquele garoto estava realmente assustado, alguma coisa em seus olhos fez Elisa saber que poderia confiar nele. Devagar ela o soltou e saiu de cima dele.
– Você não é como eles... — Ela acabou pensando alto, mas foi isso o que viu quando examinou o garoto.
– Eu não quero ser como eles. — Ele puxou Elizabeth com força e quando estava pronta para ataca-lo novamente viu que havia um homem, passo no corredor. Quando o homem se foi Elisa se virou, ficando de frente para o garoto.
– E, o que exatamente vocês são ? — Após um longo suspiro o garoto respondeu.
– Nós somos Frankensteins. — Uma garagalha forte e um pouco alta demais para a situação, escapou de Elisa, mas ela parou no momento em que o garoto a encarava sério.
– Espera, você fala sério ? — Ele balançou a cabeça concordando. — É definitivamente esse trabalho fica cada vez mais esquisito.
– Você não é uma Winchester. Seu pai acabou com a nossa família inteira, como pode não saber disso. — Ela riu sem humor.
– Meus pais, preferem me manter longe desse mundo. De qualquer forma você precisa me tira daqui... — Ela vez mensão a dizer o nome dele, mas não tinha ideia de qual era seu nome.
– Justin. Meu nome é Justin.
– Elisa Winchester. Eeeh... você sabe que está traindo sua própria família não sabe Justin. — Ele suspirou novamente.
– Eu ainda sou novo, nunca fiz... as coisas que eles fazem. Eu não aprovo matar inocentes para sua "sobrevivência". Eu não quero ser um monstro. — Elisa conhceia bem aquelas últimas frases, ninguém melhor do que ela sabia o que era lutar contra algo que está dentro de você. Mas olhando para Justin ela sentiu... que poderia vencer.
XXXXX
Dean parou o impala perto da mata. Ele e Sarah tinham armas nos punhos e andavam com cautela em direção a escola. Depois de ter ouvido sobre o que Sam descobriu, ela estava mais nervosa do que antes, sabia que era uma armadilha para eles, mas o foco ainda era tirar Elizabeth dalí. Os passos em direção a porta eram cautelossos. A caçadora acenou com a cabeça para que Dean fosse pelos fundos. Ele foi.
Havia um corpo... de um garoto no chão, Dean se abaixou para checar os batimentos. Ele estava morto.
– Droga... — Murmurou, mais mesmo assim ele continou entrando. — Hora, hora, hora. Veja se não é Dean Winchester. — Um homem loiro e alto apareceu na frente do Winchester. — Eu esperei tanto por esse dia. Aposto que você não se lembra de mim. Mas eu estava lá, quando você cometeu aquele massacre contra a minha família eu estava lá. Lembra... da família Style, ou prefere chamar de frankenstein. — As suspeitas de Sam acabaravam de se confirmar, os Frankensteins realmente estavam vivos. — Foi por pouco que você não me matou. — O Style continua a falar — Você deveria ter olhando no porão... — Dean já estava impaciente com aquela situação.
– Olha cara me desculpa interromper o seu momento eu vim me vingar mas... eu quero a minha filha. — O homem ergueu as sobrancelhas.
– É claro! Menina adorável! Um pouco raivosa, mais eu acho que é de família. — O tom sarcástico de sua voz apenas serviu para deixar o Winchester ainda mais irritado.
– Já chega de gracinhas! O seu assunto é comigo. Deixa a minha filha fora disso. — O homem deu uma gargalhada forte... Dean estava a um passo de soca-ló até a morte. Mas ele continuava firme, com a arma na mão, apontando para sua cabeça.
– Deixar ela fora ? — Ele riu com sarcasmo. — Se você acha mesmo, que depois de você acabar com a minha família eu vou deixar sua filha sair daqui viva ? — Dean engoliu o ceco. — Nem ela nem a ruiva!
O Winchester arregalou os olhos de imediato. Outro homem aparece segurando Sarah pelos cabelos, ela estava com o lábio inferior cortado, sinais de luta. O Style aponta uma arma na cabeça de Sarah.
– É melhor você largar essa arma ou ela morre. — Mesmo relutante Dean abaixa a arma e erque as mãos para cima em sinal de rendição.
– Eu vou matar todos os que você ama e você vai assistir todo.
Ele pega o caçador e o amará em uma cadeira, e faz a mesma coisa com Sarah, deixando um de costas para o outro.
– Você quer sua filha Dean. — O Style se abaixa perto da cadeira. — Então você vai ter.
Então, ele se levanta e se afasta, deixando mais uns 6 homens de guarda.
– Sarah ? — Dean a chama, para se certificar que ela está bem.
– O que você quer Winchester ? — Sarah responde da maneira mais grossa possível, como sempre.
– Você está bem ?
– Eu acabei de levar uma surra de homem de quase dois metros, estou amarada em um cadeira e não tenho a menor ideia de onde está a minha filha e você me pergunta se eu estou bem ? Eu estou ótima. — Ela responde ironicamente. Sarah e seu belo senso de humor.
– A gente tem que pegar a Elisa e... dar um fora daqui. — Dean balançou a cabeça afirmativamente. Um barulho, parecido com o de latas de lixo caindo no chão. De imediato os homens que estão de guarda correram para verificar o que era.
Nesse instante, Elisa apareceu. Ela andava de quatro, indo em direção a onde seus pais estavam. Sarah não precisava se virar para saber que quem tocava suas mãos afim de romper as cordas era sua filha, ela conhecia esse toque em qualquer lugar. Mas, mesmo assim ela se mexeu na cadeira, assim como Dean, buscando o rosto da filha.
– Elizabeth! — Sarah foi a primeira a falar alguma coisa. — Querida da você está bem ?
Ao olhar para a filha ela encontrou uma Elisa suja de... suco roxo ? E... sangue, os cabelos estavam bagunçados, mas se a garota estava ali, cortando as cordas, era evidente que estava bem.
Já para Dean isso não bastava. Elisa algum daqueles crápulas havia batido em sua filhinha. Agora, mais do que nunca Dean tinha que matar aqueles homens.
– É claro que ela não está bem! — Dean falou de modo baixo porém firme. — Olha só o estado dela.
Ainda tentando cortar as cordas dos polsos deles que por sinal estavam super bem presas ela indagou.
– Por favor, vocês sabem que poderia ser bem pior.
Quando ela finalmente conseguiu soltar os dois foi surpreendida por uma abraço esmagador de sua mãe.
– Leve ela até o carro. — Dean disse.
– Mais e você ?
– Eu me viro. Agora leva ela antes que eles voltem. — Elisa se soltou de imediato dos braços da mãe, se eles achavam que se livrariam dela estavam enganados.
– Parem de discutir a MINHA vida como se eu não estive aqui! — Dean bufou irritado.
– Você não vai ficar aqui e ponto final. Isso é está aberto a discussões! — Ele já estava falando um pouco mais alto do que deveria.
– Mas...
– Mas, nada Elizabeth, você vai para o carro e ponto final!
Se sentido impotente demais para discutir com Dean, Elisa deu meia volta junto com Sarah, que já estava com sua arma de volta aos seus braços.
– Ah não! — O Style, foi ouvido, atrás das duas. Ele se encontrava perto de Dean.
– Não! Você não sai daqui vivo Winchester. — Os dois começaram um luta corporal. Elisa queria correr e ajudar seu pai, afinal, um Frankenstein não deve ser nada fácil de ser derrubado. Mas Sarah já a puxava para longe do local.
Outro homem apareceu, na frente das duas. E se jogou contra Sarah. Ele tinha uma faca em mãos.
Sarah estava embaixo do homem que era um armário perto dela. Ele empurravam a faça em direção ao seu pescoço, e ela segurava sua mão, tentando impedir que ele alcançe seu ponto vital.
Um tiro é ouvido e o homem cai sobre ela, que empurra o corpo para longe.
Ela esperava ver Elisa na sua frente, mais na verdade quem estava lá está Sam. Ela, ainda um pouco surpresa pela rapidez com que o Winchester mais novo chegou ao local, ela se levantou do chão.
– Onde está minha filha Sam ? — Sua voz saiu meio forçada, por causa do esforço que havia feito anteriormente.
– Foi atrás do Dean. Vamos. — A voz de Sam, era baixa e calma.
Antes que eles pudessem dar um passo a frente, já haviam uns 5 homens os cercando.
Enquanto isso lá dentro, Dean já havia matado um dos caras e o Style que deveria ser o "mandante" da operação estava o precionando contra a parede fria de concreto da escola.
– Você não sai vivo daqui para contar essa história. — O Style estava praticamente enforcando Dean, que ia perdendo pouco a pouco as forças.
Sentindo que Dean não ia mais sair dali o Style pegou com a mão que não estava precionando o pescoço dele, uma faca. — Vamos acabar logo com isso.
Dean já estava sentido a faca rasgar sua pele quando o barulho de tiro estridente é ouvido, fazendo o Frankenstein o soltar. O barulho da faca caindo no chão, saiu ao mesmos tempo que o baque do corpo de Dean tocando o chão de um jeito nada delicado.
A respiração do Style era quase nula, seus olhos estavam arregalados.
Sangue saia de boca e então ele finalmente veio ao chão.
– Tiro na cabeça. — Para a surpresa do Winchester mais velho, quem estava ali era Elisa. — Costuma ser bem eficaz. — O sorriso no rosto dela era contagiante, sempre foi assim, desde pequena.
Justin estava ao lado dela, ele a havia ajudado a se livrar de vários deles.
Dean olhava desconfiado para o garoto, mas Elisa o tranquilizou.
– Ele é amigo. Longa história. Prometo que conto tudo depois.
Dean sentia uma ardência na parte da barriga onde a faca foi precionanda. Estava sangrando. Mas, pelo visto não era nada fundo.
– Fique aqui pai. — Ele nem teve tempo de argumentar, Elizabeth já havia deixado o local junto ao menino ruivo. Ótimo! Se a intenção dele ali era protejer a garota, as coisas haviam saido bem ao contrario.
Alguns minutos se passaram e Dean ainda estava caído no chão quando Sarah apareceu, com os cabelos descreandos e um pouco de sangue saindo de um corte na testa.
Ela foi até ele preocupada, se abaixou e olhou o ferimento.
– Não faça corpo mole Dean. Você já esteve pior. — Dean riu pelo nariz.
Ele se apoiou em Sarah que o levou para fora da escola.
Sam e Elisa já estavam no carro.
Eles conseguiram derrubar todos os Frankensteins e depois é claro, tiveram que colocar fogo na escola.
Em outras circunstâncias eles não teriam feito isso, mais eram muitos corpos e sangue e digitais e câmeras e a polícia não estava longe.
Claro que Elisa pegou os corpos dos quatro adolescentes mortos e colocou, ela mesma, fora da escola, para que as famílias pudessem enterrar os corpos.
A viagem até o bunker foi silenciosa demais para os Winchesters.
Sam teve que dirigir, já que Sarah não permitiria que Dean fosse no volante, mesmo ele jurando que estava em condições, ela o colou no banco de trás, junto a ela e Elisa foi na frente, apenas observando o horizonte.
Eles também levaram Justin junto, claro que Elisa teve que explicar todo e eles deixaram o garoto em um rodoviária no Lebanon, para it atrás de uma tia.
Claro que na chegada ao bunker houveram terríveis "me desculpe" ou "eu sinto tanto" ou "eu não deveria ter insistido" de sua mãe, coisa que ela já estava acostumada.
Mais o pior de tudo isso não era Castiel ter sumido por sabe se lá quanto tempo.
O pior de tudo era que, depois desse sequestro seus pais com certeza iriam apresar sua ida para a faculdade.
Seus planos de enrolar os dois até a época de ter a temida conversa, haviam ido pelos ares.
Era agora ou nunca, ela tinha que conversar com eles.
E isso ia ser amanhã.
Então, ela pegou seus fones e com uma boa música do Bon Jovi, ela foi para seu quarto e ensaio inúmeras vezes como séria a conversa com seus pais.
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