Devaneios de Uma Winchester
3 A Festa parte 3
Notas iniciais
— Cas O que você está fazendo aqui.
O anjo não voava mais, aliás, boa parte de seus poderes está indo embora, junto com sua graça. Era evidente que ele já estava lá. Também não era preciso muito para saber quem estava por trás disso.
— Papai te mandou não foi. — O anjo acentiu que sim e a garota trincou os dentes.
— Claro ele sempre acha que eu vou fazer uma besteira.
— Bem, — Castiel fala pela primeira vez desde que chegou ali. — Você não cometeu uma besteira mas sua situação não me parece das melhores.
Ela riu pelo nariz e se sentou não chão do banheiro.
— É que eles não vão muitos com a minha cara.
— Por que ? — Ela bufou, parecia irritada.
— Eu sei lá anjo talvez porque eu não gosto de chamar atenção, talvez porque eu fale com os nerds ou porque eu tiro notas boas, eu não sei. — Castiel franziu o cenho.
— Não entendo. Todas esses são atitudes elogiáveis.
— É, como meu pai diz, adolescentes! — Ela respirou fundo e continou sentada no chão.
— E qual é a finalidade desse baile de formatura. — Elisa riu baixo.
— Aaaah comemoração. — Ela forçou um sorriso.
— Comemora o que ?
— Que você nunca mais vai volta pra esse inferno chamando escola. — Pensou um pouco e respondeu.
— Você odeia esse lugar, e se essa é uma festa para comemorar isso, o que você está fazendo sentada no chão do banheiro ? — Ele pegou Elisa de surpresa com a pergunta.
— Cas, não é tão simples assim sabe. também tem o garoto que convida a menina para o baile, aí ela passa o mês inteiro escolhendo o vestido perfeito, ela faz as unhas, arruma cabelo e quando o grande dia chega eles passam a festa inteira dançando música lenta. — Castiel sorriu, aquela era uma fantasia linda, um sonho delicado que os humanos tinham nessa idade. — Só que no meu mundo não tem espaço para isso, eu tenho mais coisas com o que me preocupar. Eu não tenho tempo para sonhar com a "noite perfeita", enquanto o mundo acaba. — O anjo ficou compadecido com a situação de sua protegida. Por mais que Dean e Sarah tentasse fazer com que ela tivesse uma vide normal — em certa vez durante a gravidez pensaram em manda-la para um orfanato, mais Dean não permitiu, mesmo sabendo que ela teria a chance de uma vida melhor, — a própria Elisa sabia que não lhe seria possível, ela sabia que era diferente, sabia que tinha um destino ruim e que tinha que lutar contra ele.
Pensando nisso o moreno sorriu e estendeu, meio sem jeito a mão para ela. Nenhuma palavra foi dita, não era necessário, não entre eles.
De uma música animada da Demi Lovato, passou para uma que Elisa conhecia, You Are Not Alone era do Michael Jackson, não era seu estilo de música favorita mas era melhor que os cantores moderninhos.
A música era ouvida em alto em bom som no banheiro.
A Winchester segurou a mão de Cas com firmeza e ela a puxou para cima, a fazendo levantar do chão.
— Cas você sabe dança ?
— Aaah eu acho que não. — Elisa mordeu o lábio inferior e sorriso dizendo.
— Então somos dois. — O anjo sorriu e continou ali parado. Percebendo que ele não tomaria atitude alguma já que ela nem ao menos sabia que atitude torna a loira guiou os braços dele até sua cintura e passou os seus pelos ombros largos dele.
Eles começaram a dança de forma lenta, dando passos suaves, era quase como se eles flutuassem.
A
nother day has gone
I'm still all alone
How could this be?
You're not here with me
Mais um dia se passou
Eu continuo sozinho
Como pode ser?
Você não está aqui comigo
Ela descansou seu rosto no pescoço de Cas. Ele sentia o perfume de sua protegida, invadir seus pensamentos. O anjo não sabia distinguir muito bem esses desejos humanos, ele tentava ao máximo explorar cada um dos que conhecia, e mesmo não sabendo se os pensamentos que ele tinha com Elisa eram certos ou não ele nunca os mandou embora.
You never said good-bye
Someone tell me why
Did you have to go?
And leave my world so cold?
Every day I sit and ask myself
How did love slip away?
Something whispers
In my ear and says:
Você nem se despediu
Alguém me diga por quê
Você teve que partir?
E deixar meu mundo tão frio?
Todo dia eu sento e me pergunto
Como o amor foi se esfriar
Alguma coisa sussurra
No meu ouvido e diz
Elisa podia sentir um sentimento estranho tomar conta de si, toda a raiva e ódio que ela sentia a minutos atrás se desfez misteriosamente de um jeito inesperado. Apenas Castiel conseguia fazer ela esquecer de tudo desse jeito tão forte. Céus, ela não tinha esses pensamentos desde os 14 anos, quando ela "inventou" que estava apaixonada pelo anjo. Mas ela cresceu e tirou essa ideia absurda da cabeça, mas agora não! Agora não estava acontecendo NADA, é só uma dança, as pessoas não se apaixonam por causa de uma dança,ela deveria ser muito tola mesmo.
That you are not alone
I am here with you
Though you're far away
I am here to stay
You are not alone
I am here with you
Though we're far apart
You're always in my heart
Que você não está só
Eu estou aqui com você
Mesmo você estando distante
Eu estou aqui para ficar
Você não está só
Eu estou aqui com você
Mesmo nós estando distantes
Você sempre estará em meu coração
Os sentimentos humanos são tão complicados, mas ele sabe o que não pode acontecer, isso pode comprometer tudo, principalmente o futuro dela. Ele sempre cuidou de Elisa, ela era sua missão, mantê-lá segura. É claro que havia algo a mais, e era justamente desse mais que ele tinha que se afastar, nunca foi fácil, mas não era uma luta em vão.
You are not alone
Alone, alone
Why?
Alone
Just the other night
I thought I heard you cry
Asking me to come
And hold you in my arms
I can hear your prayers
Your burdens I will bear
But first I need your hand
Then forever can begin
Que você não está só
Só, só
Por quê?
Só
Outra noite
Eu pensei ter ouvido seu choro
Pedindo para voltar
E te envolver nos meus braços
Eu posso ouvir suas preces
Seus fardos eu carregarei
Mas primeiro eu preciso da sua mão
Então a eternidade pode ter início
Eternidade, essa era uma palavra que significava muito para ambos. Eles estavam lentos quase que pararam do a dança. Elisa sentiu seu coração acelerado. Era impossível definir aquilo. Quando a música estava quase no final ela levantou a cabeça e aregalou os olhos ao notar o quanto eles estavam próximos.
Ela sentiu uma enorme vontade de beijá-ló. E foi o que ela fez.
Ela uniou esses labios nos do anjo que de início parecia assustado com a ousadia da garota, mas quando a língua dela pediu passagem sem cedeu.
As mãos que até então estava nos ombro subiram para a nuca, agarrando os cabelos negros. Os dois fecharam os olhos e se entregaram a esse momento único.
Eucalipto. O beijo de Cas tinha gosto de eucalipto. Era diferente e instigante.
Quanto a ele, estava entregue, agora cada palavra que lhe foi dita sobre o amor que eles teriam fazia sentido, tudo sobre ser tão perigoso e proibido, todos os avisos dados para ele não cair em tentação foram por água abaixo. Ele queria aquilo, desejava aquilo desde de sua vinda ao que na época era o futuro. Apertou ainda mais suas mãos ao redor dela e a puxou para mas perto dele, colando seus corpos.
Picadas de abelha. Era como se estivesse sendo picadas por um enchame delas. E podia jurar que ouviu fogos de artifícios, os mesmos que seus pais soltam em seu aniversário. Embora seus olhos estivessem fechados ela podia ver as diversas cores dos fogos. Tudo era tão novo e intenso.
Eles só pararam o beijo quando ela precisou respirar. Se afastou apenas um pouco, colando sua teste na dele. Ela olhou bem no fundo dos olhos dele. O azul era forte, bem mais que o dela. Era como se ele fosse o mar e ela o céu.
Ela estava presta a tomar os labios dele novamente quando as luzes se apagaram. Eles se soltaram instintivamente do abraço.
— Fique atrás de mim. — Quando o anjo disse tais palavras alguém apareceu na porta, e colocou sua mão sobre a parede. Luz foi espalhada por tudo o lugar, não houve tempo para ação, e garoto cobriu o rosto com os braços. Quando a liz sumiu não havia sinal de Cas.
— Você — A Winchester rosnou em direção a onde o homem estava, mas ele já havia sumido.
Um tiro.
Diabos.
Ela tinha que pensar rápido. Gritos eram ouvidos por tudo lado. Quando ela chegou no pátio a cena era devastadora. Adolescentes corriam de um lado para o outro desesperados. Haviam muitos perto da porta, mais ela estava trancada. Pensa eles sabiam do anjo. Mas não estavam lá por causa dele queriam tira-lo de cena. Os garotos do time de futebol que se julgavam "fortes" estavam loucos tentando abrir a porta. Outro tiro foi ouvido. Droga. Elisa tinha que agir rápido. Ela correu com dificuldades até o portão principal, enrolou um pano no braço e quebrou o vidro a caixa de emergência que continha uma machado dentro. Ela tirou alguns cacos da frente e puxou o machado.
— Saim de perto da porta. — Ela teve que gritar, como nuca havia gritado no ambiente da escolar. Alguns garotos entenderam o que ela ia fazer e se afastaram. Ela se posicionou na frente da fechadura do portão, abriu um pouco mais os braços e desceu o machado com toda sua força.
Ela havia acertado o alvo, mas não foi suficiente. Ela fez a mesma coisa novamente, o trinco dessa vez se mexeu, mas ainda estava trancada.
Outro tiro, acompanhado de mais gritos, três possíveis adolescentes mortos
Ela beteu outra vez e finalmente o trinco da porta se rompeu. Apresada e quase sendo esmagada pela multidão ela escancarou os portões.
— Vamos, corram! — Ainda havia pessoas lá dentro, ela gritava e apontava para a porta a alguns escondidos em mesas quando viu Alice e um cara. Cabelos loiros, terno e gravata caros, tudo engomadinho e sujo de sangue indo com uma faça em direção a sua amiga.
— Aaaaaaaaaaaaah. — O grito agudo dela foi a deixa para Elisa tirar a droga dos saltos e correr até a amiga.
Ela deu um chute no meio de suas perna que o vez cair de joelhos no chão e antes que podesse abrir a boca, ela o golpeu novamente, dessa vez com uma joelhada na testa.
Como ela parecia desacordado ela se abaixou e pegou a faça dele, que estava caída próximo ao corpo.
— Elisa oo o que está acontecendo — A voz de Alice estava tão trêmula quanto seu corpo. Ela estava abraçando os próprios joelhos no chão, várias lágrimas escoriam de seus rosto.
— Vem, — A Winchester segurou no braço da amiga a levantando do chão. — você precisa sair daqui. — As duas meninas passavam juntas pelo pátio quando outro tiro foi ouvido. Alice se encolheu perto dela. Era difícil, ver alguma coisa dalí, a única luz vinha do portão, ainda havia adolescentes correndo para sair do local.
— Mary Elizabeth Winchester. — A garota levantou a cabeça ao ouvir alguém gritar seu nome. — Finalmente.
Ou olhar para trás o homem apontava uma arma em direção a cabeça dela. Com um movimento brusco ela se jogou junto com Alice ao chão.
— Alice vão está ferida ?
— Na não.
Vamos, ela levantou a amiga do chão mais uma vez, o homem que a atingiu não estava mais lá. Como ele sumiu tão rápido
Elas correram quando estavam fora da escola, Elisa segurou Alice pelos ombros.
— Meu celular quebrou. — Ela pegou o celular com a tela totalmente detonada. — Me diz que você tem um celular aí.
Alice estava assustada. Céus, a escola acabou de ser invadida por serials kilers da pesada, provavelmente colegas seus haviam morrido, Elizabeth havia acabado de bater em um dos caras com uma provisional e ainda por cima estava com uma faca na mão! Aquilo era tão bissaro. Bom, até o momento Elisa estava dando uma de heroína então ela iria provavelmente ligar para a polícia.
Ela levou a mão para o bolso do vestido, mais ele estava vazio.
— Ele deve ter caído não chão — Era a primeira vez desde o ataque que ela falava sem gaguejar. — Elisa, a gente tem que sair daqui, agora!
Elizabeth estava pronta para seguir o concelho da amiga quando uma voz trêmula e feminina foi ouvida.
— Socorroooo! Por favor me ajudem!
— Droga! Pensou Elisa, ela achava que todos haviam saído de lá. Ela já havia sacado que aquilo era pessoal, tinha haver com ela e o fato de ser uma Winchester e sabia que tinha que chamar reforços para uma briga como essas. Pensando nisso ela agarou o braço de Alice com força e olhou bem fundo nos olhos da amiga.
— Alice. Eu preciso que me escute com atenção. — Pelo tom de voz da amiga a coisa era seria. — Eu quero que você me prometa que vai sair daqui, sem olhar para trás e vai correr correr como se sua vida dependece disso, por que ela pode depender e quando você chegar em casa, a primeira coisa que você vai fazer é ligar para os meus pais.
— Mas eu não não posse te deixar aqui. — Elisa bufou e sacuduiu a amiga.
— Alice, se você quer salvar a minha vida, faça isso. Não se esqueça de ligar para os meus pais. — Ela balançou a cabeça de um jeito estranho que Elisa entendeu com um sim.
— Vá! Vamos Alice corra! Agora! — A última palavra saiu como uma ordem e foi o que Alice fez. Depois que a amiga já havia dobrado a esquina Elisa entrou no colégio.
— Socorrooooooo! Socorrooooooo! — Ela foi seguindo a voz da menina que gritava cada vez mais alto.
No chão, amarada e encolhida estava Emily. Elisa usou sua faça para corta as cordas das mãos da garota.
— Obrigada muito obrigada.— Emily agradecia entre soluços e saiu correndo. Elisa ouviu passos atrás de se e se virou, vendo o mesmo homem em quem ela baterá minutos antes.
Ela estava pronta para partir para cima dele quando mais quatro armários apareceram. Todos igualmente arrumados.
— Você tem um chance de salvar sua vida Elizabeth. Corra! — O homens mal terminou a frasse e Elisa já estava correndo, a mata a sua frente era sua única chance, ir para casa parecia o mais seguro a fazer. Aqueles homens tinha uma coisa no olhar, uma coisa que ela conhecia muito bem. Vingança.
Antes
Tum, Tum, Tum.
F
oi a última coisa que ela ouviu. Suas próprias batidas de coração ! Era isso, estava condenada. Ela sabia que aquilo ia acabaram de apenas um jeito, em mortes e esperava sinceramente que fosse para eles ! Enquanto os primeiros raios de sol nasciam no horizonte, a cabeça pesada a trairá e entregará a uma completa e profunda escuridão.
Agora
Daiana durmia junto a seu marido Bruno tranquilamente, até ouvir alguém socando sua porta. Ela se assustou de imediato, já que sua Alice sua filha do meio tinha a chave e só chegaria daqui a horas. Novamente e ainda mais forte o soco foi ouvido.
— Bruno. — Daiana cutucava o marido. — Bruno, acorda. — Ainda sonolento ele abriu os olhos e se sentou na cama, achando que aquele era apenas um dejeso maluco de sua esposa grávida.
— Desejo ? — Ele, apesar de cansado tentava ser o mais gentil possível.
— Não querido eu ouvi alguém socando a porta. — Temendo pelo bebê ele segurou a mão de Daiana e disse.
— Fique calma e não saia do quarto, eu vou ver o que é.
— Tome cuidado.
Ele se levantou da cama e pegou um taco de beisebol. Desceu as escadas com cuidado e o susto que levou ao olhar pelo olho mágico foi maior do que se tivesse visto um ladrão.
— Alice. — Ele praticamente gritou e abriu a porta apresado.
Ferida, cansada e com um belo trauma Alice se jogou nos braços do pai e começou a chorar.
Tudo havia sindo demais para ela.
Bruno trouxe a filha para dentro e trancou a porta, com medo de quem vez aquilo com sua filha ainda estivesse por perto.
— Pai foi horrível, de uma hora para outra a luz se apagou e eles tinham armas pai acho que alguealguém morreu e aí meu Deus.
Pai, me você tem que ligar a para o pai da Elisa. — Crente que a filha delirava ele respondeu.
— Sim claro querida.
— Não pai. — As lágrimas voltaram para o rosto da garota. — Você tem o número dele o cara do impala pai por favor se você não ligar ela vai morrer.
Assim que percebe a gravidade do assunto, Bruno foi para a cozinha e pegou sua agenda telefonica.
No Bunker
Sarah estava com a cabaça deitada no peito de Dean, que ainda respirava ofegante devido aos inúmeros exercícioa que tinham acabado de fazer.
— E então seu brinquedo aguenta mais uma ? — O tom malicioso da voz de Sarah deduzia o que viria a seguir.
— Sempre. — Dean puxou o rosto de Sarah para um beijo na mesma hora em que o telefone dele tocou.
— Eu atendo. — Ela disse se levando da cama e indo até a mesa onde o celular estava.
— Alo. — Dean a observava quando a cor de seu rosto mudou e seu semblante se encheu de preocupação.
— O que!?!?
Continua
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