Devaneio

1 Prólogo


Notas iniciais
Heeeeeey! Essa é a primeira história original que posto, então estou um pouco insegura sobre como proceder. De qualquer forma, espero realmente que gostem e embarquem comigo nessa jornada. Boa leitura.

Essa é a coisa sobre a vida: você passa anos de sua vida idealizando o amor e os sentimentos, achando que conhece as sensações, que reconhece os sinais, que consegue aguentar tudo. Mas o tempo te mostra que nem sempre nós podemos prever como as coisas vão ser.

Num momento você se acha imune a todas as fraquezas do mundo e então se vê preso em uma teia feita delas. Tudo começa no dia que seus olhos caem naquela pessoa que balança seu mundo e faz seu coração apertar. Você não sabe como acontece, mas então se vê refém de sensações desconhecidas – de forma lenta e gradual, sem nenhuma chance de escapar.

Não que você queira. Você vira um refém consensual. Você anseia por aquele tipo de prisão. Você sabe que amar assim não é saudável – não pode ser; é o que todos lhe dizem. Engraçado como isso te faz lembrar uma passagem do brilhante poeta chileno Pablo Neruda: "Amo-te sem saber como, nem quando, nem onde, amo-te simplesmente sem problemas nem orgulho: amo-te assim porque não sei amar de outra maneira."

Porque essa é a sua verdade; não aquilo que ficam te dizendo em todos os momentos. Você simplesmente a amava, com todos os poros de seu corpo gritando, com cada migalha de seu coração ainda esfacelado, com cada grama de uma loucura adocicada. É assim que você sabia a amar. Sem outra forma, sem outra rima, sem outro mistério.

Deus sabe o quanto você rezava para que isso tivesse sido suficiente. Mas nada é do jeito que queremos. O destino adora brincar com seus caminhos, adora fazer jogos; e você fica esperando que um dia, talvez, seus dados deem números iguais e te coloquem no mesmo plano.

Você espera, um crente, um louco. Você espera. Porque o que ainda traz no peito é grande demais para ser enterrado e deixado de lado. É grande demais para ter sido vivido em momentos contados, quando você ainda era adolescente e não sabia o que fazer com todo aquele amor.

Essa é minha história – um pouco de amor, um pouco de dor. É uma realidade dura que evitei durante muitos anos de minha vida. Uma realidade que aparecia diante de meus olhos, tão palpável, tão linda, tão igual. Mesmo sendo tão diferente.

E te olhando ali, serena contra o pôr do sol, só consigo pensar em uma coisa.

“Não quero dormir sem teus olhos.Não quero ser, sem que me olhes. Abro mão da primavera para que continues me olhando.”

Notas finais
O trecho que fecha o prólogo foi extraído de um lindo poema do brilhante poeta chileno Pablo Neruda. O crédito para tais palavras é todo dele.
Comentem e me deixem saber o que estão achando. Ah, vocês podem me encontrar no ask.fm/singalullaby, então se quiserem bater um papo, é só mandar uma pergunta :)