Deus do Tempo - Interativa

2 : O último dia de paz.


Notas iniciais
Esse capítulo ficou meio fraco na minha opinião, mas é o que tem para hoje xD Espero que gostem mesmo assim.

– Tudo bem, pode parar por hoje. — Na casa de Libra, Shiryu falou para um de seus aprendizes, que treinava pesadamente.

– Hã...? — O jovem perguntou, e olhou para fora. — Mas ainda nem anoiteceu...

– Eu sei, mas treinar muito e na intensidade que treina irá fazer mal. Tire o resto do dia de folga. Eu soube que Hyoga e Shun liberaram os seus aprendizes também.

– Ah, entendi. — Soltou uma risada, e pegou sua sacola. — Então, até amanhã!

– Tome cuidado.

...

– Você demorou, Klonoe. — Um jovem de aproximadamente dezessete anos falou para Klonoe, o cavaleiro de dragão recém saído da casa de Libra. Hayne, cavaleiro de cisne. Ele tinha aparência meio intimidadora, com uma estrutura não muito musculosa, mas definida, 1,73m de altura e também olhos azuis como gelo que conseguiam paralizar qualquer um. — Se perdeu no caminho de novo?

– Claro que não!! — Klonoe respondeu com raiva a ironia do colega, que começou a cair em risadas, quebrando toda a frieza que se encontrava no lugar. — Eu não sou mais criança, seu...!

– Na minha visão, os dois ainda são grandes pirralhos. — Com apenas um movimento, uma garota saiu do meio das árvores e separou os dois antes que uma briga começasse. — Vocês só gostam de arranjar problemas?

– Desculpe-nos, senhora. — Os dois se ajoelharam e desculparam-se. Esmeralda, nome que fazia referência aos seus verdes olhos, era a mais velha daquele grupo, e consequentemente, exigia ser chamada de senhora. A cavaleira de fênix, apesar de ser uma amazona, ela não usava máscara na presença deles; odiava e julgava inútil. — Onde estão os outros dois?

– Quando eu estava saindo da casa de Libra, vi o Yuuki levando um sermão da senhora Katarina. — Hayne respondeu, levantando-se.

– Aquele idiota deve ter quebrado a armadura de novo. — Klonoe deu um suspiro. — O segundo idiota deve estar por aí.

– IDIOTA É VOCÊ!! — Do caminho da trilha, e do leito do riu, saíram mais dois jovens cavaleiros, gritando exatamente a mesma coisa e ao mesmo tempo.

Yuuki, cavaleiro de andrômeda era um deles. O mais novo do grupo, com treze anos, era baixo, com 1,56m, mas tinha uma força e domínio com as correntes primordial, embora tivesse problemas de controle, e frenquentemente quebra sua armadura. Aprendiz e filho de Shun de andrômeda, e considerado, em uma piada pelos cavaleiros de ouro, mais forte que o pai.

Taro, cavaleiro de cavalo menor. Com quatorze anos, mesmo sendo aprendiz de Seiya de Sagitário, se gabava de ser nomeado três vezes seguidas o maior vagabundo do santuário. Um título merecido para o jovem que matava quase todos os treinos de seu mestre, e passava dias e noites vadiando na floresta; por motivos óbvios, todos o tratam como se fosse o mais fraco, algo que nunca desmentiu.

– Então, acho que estamos todos prontos para hoje, certo? — Após acalmarem os ânimos, todos se encararam ao ouvir a voz de Taro, seguido por um longo suspiro. — Que vença o melhor!

Quando o garoto de cabelos castanhos levantou o braço para cima, os cinco saíram em disparada para um paredão, a cerca de 500m dele, e começaram a o escalar. Chutes, socos e pontapés, faziam de tudo para derrubar o colega do paredão de 180m de altura. O primeiro a chegar no topo foi Yuuki, seguido por Taro, Esmeralda, Hayne e Klonoe. Depois daquilo, continuaram correndo até a ponta do precipício, enquanto o sol de poria. Ao chegar na ponta, todos saltaram, para caírem em um profundo riacho que desembocava do penhasco. No final, depois de nadarem quase meio quilômetro, os vencedores daquele maluco circuito foram:

Hayne
Klonoe
Esmeralda
Taro
Yuuki

– Eu já falei, na água eu sou invencível! — Hayne, respirando alto e deitado na margem do riu, se gabou, ofegante.

– Não é justo! Por que o Klonoe sempre chega primeiro que eu?? — Taro reclamou, emburrado.

– Porque eu uso o cosmo para detectar o caminho mais favorável, coisa que você saberia fazer se não furasse os treinos.

– Cale a boca!!

"Nós estavamos agindo como se fosse um dia qualquer, mas não sabíamos que provavelmente aquele seria o nosso último momento de paz."

– Olha, já anoiteceu... — Yuuki falou, olhando para a lua. — Acho melhor voltarmos para o santuário.

– Correção, vocês voltarem para o santuário. — Taro continuou deitado no leito do rio, com os pés na água.

– Errado. — Esmeralda abriu um sorriso. — Lembra da nossa aposta? Se você perdesse uma corrida para mim, teria de se entregar para o Seiya, finalmente deixar de ser vagabundo e treinar.

– Ei, não brinca!! Ele vai me matar, cara!! — Taro se levantou, assustado, e olhou para os companheiros, como se pedisse para ser salvo.

– Vai ser divertido de se ver!! — Yuuki riu.

– Talvez chegue ao nosso patamar. — Hayne debochou.

– Que tal uma corrida? — Klonoe sugeriu. — Por dentro da mata fechada. Se o Taro chegar em primeiro, ele escapa do treino. Se ele chegar atrás da Esmeralda, a gente quebra a armadura dele e falamos que ele quer treinar com o Rhaegar e com o Seiya.

– Que condições são essas?! Achei que tu era meu amigo, cara!! — Taro gritou, mas logo depois acalmou-se. — Não tenho outra escolha...

– Topo, mas só para esfregar o quão o Taro é ruim na cara dele de novo. — Esmeralda estalou os punhos.

– Pena que o meu mestre não aceita vagabundos. — O cavaleiro de cisne não estava tenso.

Yuuki se foi, e quinze minutos depois, os quatro saíram correndo pela mata fechada.

Sem saber que poderia ser o último passo de suas vidas.

...

– O que você quer, Rhaegar? — Seiya, que observava as lutas de jovens aprendizes junto de Hyoga, perguntou para o cavaleiro de Escorpião, que havia chegado no lugar naquele momento.

– Não acha que esses treinos de luta servem apenas para ferir os corpos dos jovens cavaleiros? — Rhaegar perguntou. — Ei, você baixinho!! Cuidado que se não ganhar, corre o risco de ser retirado da patente de aprendiz de cavaleiro!!

– Você não muda nada, não é? — Hyoga soltou uma curta risada ao ver o desespero que o baixinho estava na luta.

– Rhaegar, você como cavaleiro de ouro já foi avisado sobre isso. Estamos em risco iminente, há qualquer momento podemos ser atacados por ele ou seus servos, e não sabemos de nada como são. — Seiya foi duro nas palavras.

– Ah, cara. Já fazem quantos anos? Quinze? E sem nenhum ataque. Também ninguém sentiu o cosmo desse cara, Seiya, acho que você foi pego por uma brincadeira de mal-gosto, ou uma alucinação. Igual naquilo que aconteceu ano passado...

– Cale a boca! — Seiya não queria se lembrar do dito caso. Maldita grande memória. Antes de continuarem discutindo, Shiryu foi até a arena onde ocorriam os treinos, e sem consultar os companheiros, gritou para todos.

– Por favor, todos os aprendizes de cavaleiros e cavaleiros de bronze, recolham-se imediatamente. Fiquem aqui apenas aqueles de patente prata.

– Ei, o que é isso, Shiryu? — Hyoga perguntou tranquilo, enquanto quase todos os cavaleiros se recolhiam.

– Moleque, sabe o que eu te falei? — Rhaegar segurou de leve a cabeça do baixinho que estava lutando. — Era mentira, beleza?

– Na casa de libra, eu senti, perto daqui, um cosmo estranho... Parecia ser um cosmo morto, e fraco, mas não consegui reconhecer de quem era. Por isso, por precaução, resolvi por todos para dentro e...

Shiryu sequer terminou falar, quando todos sentiram um cosmo explodindo. Um cosmo que os obrigava a ficar de joelhos, e pedir misericórida.

Era o cosmo de um deus.

– Shiryu, vá proteger Athena com o Hyoga! — Seiya falou para os dois, que prontamente responderam. — Rhaegar, vamos seguir esse cosmo, vê se não faz merda!!

Rhaegar tinha de cumprir seu dever como cavaleiro de ouro, e foi junto de Seiya. Porém, o cavaleiro de Sagitário estava mais desesperado.

Seiya sentiu, misturado no cosmo de Cronos, o cosmo de cinco dos cavaleiros de bronze.

...

Mesmo correndo quase que na velocidade da luz, os dois não foram capazes de alcançar o cosmo de Cronos antes que o mesmo sumisse, e se presenciasse apenas o cosmo dos cinco cavaleiros de bronze. Porém, Rhagear continuou indo na direção onde teoricamente se encontrava o cosmo, e não hesitou.

– Agulha Escarlate! — Rhagear atirou para uma clareira que deveria estar após as árvores, e o golpe acertou alguém, porém alguém que fugiu.

– Droga! Lembre-se que aqui tem os cavaleiros de bronze, idiota! — Seiya brifou com Rhaegar. — Vamos os achar, e depois matar Cronos sem piedade.

– Seiya, se toca! — Rhagear resmungou.

– Hã?

– É impossível um DEUS ter aparecido do nada, e guardar todo o seu cosmo. Talves até seja possível, mas temos que seguir o caminho mais realista...

– O que quer dizer com isso?

– É muito mais provável, se vermos as circustâncias, que um desses cavaleiros de bronze esteja do lado de Cronos, e tenha o protegido até aqui.

–- PRÉVIA --

– Você deveria estar morto!! O-O que faz aqui, hein?!

– Tu me enojas.

– Eu não tenho certeza de muita coisa, mas... Sequer consigo responder a isso, é muito estranho...

– EU SÓ VOU FALAR ALGO QUANDO ESTIVER MORTO!!

Notas finais
A ação começará no próximo capítulo. Enquanto isso, deixem suas teorias e o que acharam, e onde posso melhorar.