Deus do Tempo - Interativa
3 Pré-guerra
Notas iniciais
Tu me enojas. Entregando para forca um de teus própios aliados. Mas devo agradecer-lhe, assim isso nos beneficiará.- Nas sombras da floresta, duas pessoas conversavam. Uma delas era um adulto, aproximadamente vinte anos de idade, e a outra pessoa não se importava em chegar mais atrasado que os demais, que provavelmente achavam que ainda estava correndo. — Sabes o que farei contigo se descobrir que estás mentindo, correto?
Quem não deve, não teme. — A pessoa respondeu. — Pode ir, não irei atrapalhar diretamente.
Meus cumprimentos. — O adulto de curvou, realçando uma ponta da capa negra com detalhes roxos que vestia, e sumiu no meio da escuridão.
Então, a pessoa voltou a correr em direção ao santuário.
...
Hã...? — Taro parou de correr, no meio do caminho. Tinha uma expressão de dúvida, levantou levemente a cabeça e respirou fundo. — No leste... Não foi para o leste que o Klonoe foi?
Taro podia ter um controle baixo de cosmo, e ser bastente esguio para um cavaleiro, mas aquela mata era o refúgio, a segunda casa dele, desde que se entendia por gente. Quase vinte e quatro horas por dia e sete dias por semana naquele lugar, conhecia todos os detalhes daquele lugar; e algo irregular logo lhe chamou a atenção, mesmo sem não prestar atenção a primeiro momento.
Com um olfato melhor que a média, tanto também por conhecer e estar habituado com tudo naquilo. Nem do santuário reconhecia aquele cheiro. Sabia que era de uma pessoa, mas de quem? A curiosidade falou mais alto.
A Esmeralda deve ter caído em uma das minhas armadilhas, por isso apenas checar não vai me atrasar. — Taro concluiu, e foi para o lugar de onde sentia o cheiro.
Foi pouco longe, por volta de 100m de distância de seu ponto inicial, quando ele encontrou uma clareira curta, de no máximo 2m de diâmetro, que era cercada por mais mata fechada. No meio dela, encontrou o cavaleiro de dragão, de guarda extremamente alta, perceptível pelo movimento de ataque que fez para Taro quando o viu.
Cuidado, cara! — O cavaleiro de cavalo menor rapidamente jogou um pé para trás e com ele tomou um impulso. Foi como uma corrida, mas com sua face poucos centrímetros do chão. Com isso, conseguiu empurrar o companheiro até ele bater em uma árvore, e Taro cair logo do lado.
Uma manobra louca? Talvez, mas útil. Foi de raspão na sola do pé do cavaleiro de Cavalo Menor, mas o suficiente para arrancar bastante sangue. Foi um corte vertical, desferido por um ataque, ou por uma espada talvez. Não dava para ter certeza, mas Klonoe claramente viu de onde saiu o golpe. Ele se levantou quase imediatamente após receber a ajuda, e se pôs em posição de combate, pois diferente de Taro, que na hora estava com a cabeça virada para o chão, não viu, mas Klonoe conseguiu detectar a origem.
Escuta aqui, não me subestime por ser um cavaleiro de bronze; seu cosmo é fraco, por isso duvido que eu possa perder para você. — O cavaleiro de Dragão começou. — Não pretendo fazer o primeiro golpe, apenas quero saber porque diabos estava me impedindo de sair daqui, e porque nos atacou. Dependendo da sua resposta, vou deixar você ir embora. Nem adianta mentir. Meu colega aqui pode perceber isso rápido.
... — O som de alguém mordendo o lábio foi o que se pôde ouvir, de dentro da mata fechada. — E-Eu estou apenas seguindo ordens.
Seje homem e apareça. — Klonoe voltou a ameaçar. — Repetirei, posso não ter minha armadura comigo, mas não estou em nenhuma desvantagem.
Foram alguns minutos de um tenso e pesado silêncio, até que um pequeno tilintar fora escutado.
Seu merdinha! — Taro, que estava reencostado na árvore por conta estar quase sem a sola do pé, rapidamente reagiu ao tilintar. Com uma mão, apanhou uma pedra que havia perto de si e a arremessou para a direção de onde havia ouvido o tilintar.
Acertou em cheio. Talvez, pois estava mirando na cabeça, mas por causa do Delay de ter levantado-se com o pé ferido, havia atingido as costelas do indivíduo, e o derrubado no chão por conta do impacto. Ele carregava uma afiada espada, que caiu no chão, cortando apenas superficialmente um pouco do tronco, mas quase inotável. Aproveitando os poucos momentos em que aquele indivíduo estava no chão, Taro praticamente se jogou em cima dele e começou a aplicar muitos e fortes socos em seu crânio.
Seu filho da puta!! — Taro gritou, enquanto a pessoa, tentava proteger-se com as mãos e os antebraços.
Calma, cavalo! — Klonoe segurou os braços do companheiro. — Deduzindo por tudo que você fez agora, com certeza ele não vai se mexer por um tempo, só se acalma!
Valeu por tirar ele das árvores. — Taro, respirando alto e suando, tanto por conta do esforço somado com o sangue perdido. — Agora...
A frase não pode ser completada. Foi uma explosão de algo, de cosmo para ser mais exato. A sensação era de que algo que estava tão guardado pode se libertar finalmente. Era o cosmo de um deus.
...
Que droga foi essa...? — Esmeralda se perguntou, chegando ao santuário. — O Taro vai me pagar quando eu ver ele... Colocar uma rede de pedras no meio do caminho! Ele acha que ainda é um neandertal?!
Porém, ainda pouco antes da entrada do santuário, ela encontrou Yuuki de joelhos no chão, apenas olhando para o céu com cara de besta. Esmeralda chegou perto dele, e lhe deu um chute moderado nas costas, o que acordou o pequeno cavaleiro.
Ei, idiota. Vai logo para a casa de virgem, antes que seu pai fique preocupado.
A-Ah t-tá. — Ele gagejou, olhando para o chão. — D-Desculpe, já estou indo.
Yuuki rapidamente se retirou, deixando Esmeralda com uma icógnita em sua mente, mas seguiu seu rumo.
Ainda se perguntando que diabos havia sido aquilo.
...
Demoraram. Muito. — O mesmo homem que havia pego a informação de um dos cavaleiros de bronze falou para um total de quatro jovens; dois garotos e duas garotas. O lugar era bastante espaçoso, apesar de escuro. Não podia-se identificar o lugar, mas aqueles cinco se guiavam com facilidade, pareciam já conhecer o lugar de cor. — Relatório.
Booom. E explodiu. — Uma das garotas fez um gesto com a mão.
O corpo de Chronos já está preparado para quando ele quiser, e acho que já estava esperando, porque o tamanho de cosmo dele que saiu não foi brincadeira. — Aogra foi a voz séria de outro jovem, que pela voz, deveria ter quase vinte anos.
Vamos direto ao assunto. Qual daqueles cinco é o receptáculo de Chronos? — O mesmo parecia ser o líder dali.
Não tem como nós sabermos, senhor. — Uma outra garota deu de ombors. — Conseguimos cortar os cinco, e como o cosmo foi muito forte, não podemos saber de quem saiu ele. Resumindo, não sabemos.
– Seus inúteis!! Não sabem cumprir ordens?! Era para esperar!! Praticamente em nada disso serviu!! Precisamos trazer o corpo de Chronos para nós antes que os cavaleiros de ouro o encontrem!! E, por aquela explosão, já devem desconfiar. Estamos correndo contra o tempo!! O que pretendem fazer, hein?!
– Senhor, acalme seus ânimos. — Um dos jovens se levantou. — Não devemos subestimar os cavaleiros de bronze, afinal, parece que um deles conseguiu prender o Jushirou.
– O Jushi é um bucha. E além disso, nem lutamos para valer! Com quem devemos nos preocupar são com os cavaleiros de ouro e...
– Silêncio. — O que indicava ser o líder deles bateu a mão na parede. — Ouçam com atenção, e não quero nenhum erro dessa vez. Vamos...
...
– Pois então, Rhaegar, parece que você estava errado. Chronos provavelmente renasceu ou está muito perto disso, mas tudo continua muito normal. Inclusive com aqueles cinco. Quatro, digo. O Taro não voltou, estranho seria se ele aparecesse. — Seiya comentou para o cavaleiro de escorpião, em sua casa.
– Seiya, um cosmo como o de Chronos não pode simplesmente aparecer. É preciso se render as evidências. — O cavaleiro de escorpião repetiu. — Hayne parece estar mais fraco, ao julgar pela luta-treino dele com a Esmeralda, já ela está normal, assim como os demais cavaleiros.
– O que você quer dizer com isso?! — Seiya exclamou. — Está querendo in...
– Não estou acusando o aprendiz de Hyoga de nada. — Corrigiu. — Mas, se ele é o único que ficou meio mal depois do cosmo de Chronos aparecer, é mais do que natural manter uma suspeita sob ele.
– Tsc...
...
– Cadê a sua força?! — Esmeralda exclamou, depois de outra vez, ter vencido de Hayne sem sequer vestir sua armadura. — Você luta de pé igual comigo!! Está mais fraco que o Yuuki hoje!!
– Desculpe... Vou me esforçar mais. — Olhando para o chão, Hayne falou, com voz distante.
– Ei, porra! Fala de uma vez o que aconteceu!
Eu não tenho certeza de muita coisa, mas... Sequer consigo responder a isso, é muito estranho... — Hayne continuou falando, e balançou a cabeça. — Esquece! Dessa vez quem vai apanhar é você, Esmeralda!
– Não vai conseguir esconder por muito tempo. — Esmeralda estalou o punho. — Mas é bom que a sua animação tenha voltado!
...
– Droga...! — Na casa de libra, Shun estava conversando com o cavaleiro de Libra. — Shiryu! Você tem certeza do que está falando?!
– Sim, meu companheiro. Eu pude notar uma pequena alteração no cosmo de Yuuki ontem e hoje. Tem certeza que ele não estava agindo de maneira estranha?
– Pior que... Sim, ele estava. — Shun abaixou a cabeça, frustrado. — Eu perguntei se tinha visto algo na floresta, e ele ficou com uma raiva que eu nunca tinha visto, gritou "EU SÓ VOU FALAR ALGO QUANDO ESTIVER MORTO!!" e esse tipo de coisa. Mas... Eu sempre estive com ele, e nunca passou nenhum indício que ele possa ser o receptáculo de Chronos ou algo do tipo.
– De qualquer maneira, temos que vigiá-lo por um tempo... A verdade é que estamos sob possível ataque agora, a qualquer momento podemos ser atacados, mas é melhor não falar para os cavaleiros de prata e bronze até que algo seje consolidado. Não queremos causar alarde. O importante por agora é descobrir o que aconteceu ontem e garantir o bem-estar de Athena.
– Você está certo.
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