— Haki, você ouviu o que eu disse? Ou esse tráfego de hambúrguer saído entrando na sua boca afetou sua audição? Disse Aikawa andando pelos subúrbio da cidade de Sukuna.
— Porque você não leva a boca essa coisa em sua mão que já deve está gelada, tenho quase certeza que esse deveria ser o lugar dela, mas você tá muito ocupado abrindo e fechando ela para reclamar do nome da lanchonete. Disse Haki cheio de deboche.
— Reclamando? Olha cara, o nome da lanchonete é um fiasco, quem dá um nome de Círculo quadrado a uma lanchonete, o pior não é nem dá um nome, e sim, o problema do nome. Disse Aikawa procurando as chaves do carro no bolso da calça.
— Tanto faz o nome, o hambúrguer deles é ótimo, podia se chama Azul amarelado que vale, na lógica do comércio um bom nome é aquele mais fácil de lembrar. Eu gostei, gosto de padoxos. Disse Haki apontando para o bolso da jaqueta de Aikawa onde estava as chaves.
— Aí está o erro, não é um paradoxo, nem chegar a ser algo realmente de fato, círculo quadrado simplesmente não existe. Eu nunca lembro onde coloco a chave. Disse Aikawa tirando a chave do bolsa da Jaqueta e levando a porta do carro.
— É claro que é alguma coisa, é inconcebível, mais ainda existe, é uma ideia, porém não temos como imaginar essa forma porque nunca vimos. Disse Haki entrando no carro.
— Errado, círculo quadrado não é uma coisa, é apenas bagunça linguística, você apenas colocou duas palavras com significado diferente e contrário um ao lado do outra, palavras são referidas a coisas, isso não é uma coisa, você só tá brincando com as palavras, é no máximo erro linguístico. Disse Aikawa ligando o carro.
— Que droga foi essa que você disse, círculo quadrado é uma ideia, ela existe, é uma coisa, e essa coisa é o conceito de um círculo quadrado, a falta de alimento tá deteriorando seu cérebro. Disse Haki terminando seu hambúrguer.
— É mesmo gênio, então conceba essa ideia vai, eu quero ver. Disse Aikawa parando o carro no meio da rua e olhando para Haki.
— É sério seu maluco, alguém vai bater nesse carro, que diga-se de passagem é alugado. Mas ok, eu vou pensar... Pronto, a ideia de um círculo quadrado está na minha mente, o que você quer que eu faça agora. Disse Haki com olhar pasmo.
— Você não teve ideia de círculo quadrado nenhum. Disse Aikawa indignado.
— Eu tive, você também teve durante toda nossa conversa sobre essa droga de círculo quadrado. Liga esse carro é anda, a gente precisa encontrar a garota. Disse Haki dando umas batidinhas no carro.
— Errado meu amigo, você não teve a ideia de um círculo quadrado, tudo que você teve foi a ideia de uma idéia de um círculo quadrado, você não teve a ideia em se, mais a ideia da existência dessa suposta ideia inexistente. Disse Aikawa ligando o carro enquanto ouvia sons de buzina atrás dele.
— Não é possível, você é maluco. Disse Haki relaxando o corpo contra a poltrona do carro.
— Você ainda dúvida, e eu que sou o louco, esse cara... Disse Aikawa acelerando o carro.
— Ó rei das ideias, você sabe onde fica o informante né. Disse Haki em tom debochando.
— Claro, e ele não é um informante, é o informante, ele sabe quem sequestrou a garota, deve saber até quem nos somos, ele é praticamente um ser onisciente dentro da rede, e na rede tem quase tudo se você souber o que procurar e onde procurar. Disse Aikawa virando a esquina.
— Ótimo, sendo assim ele deve saber que tem dois espiões Urukianos info fazer uma visitinha amistosa no apartamento dele. Disse Haki sarcasticamente.
— Eu disse quase tudo, a gente pega ele antes de conseguir pensar em saí de seu apartamento. Disse Aikawa ligando o som do carro.

Em um lugar próximo do local do incidente da garota sequestrada, estava Kisaki e sua gangue em uma bar sujo e mal cheiroso famoso pelo encontro de gangues e grupos protestantes.

— Kisaki, vamos logo na casa daquele sequelado, ele deve saber quem matou o Jacob, concerteza ele deve saber de algo. Disse Tenchi sentado em cima da mesa.
— Eu sei, temos que esperar o Risu, ele chega logo logo. Disse Kisaki olhando para a porta do estabelecimento.
— O Risu deve tá se cagando nas calças pelo que aconteceu ontem, ou o pai bêbado dele soube que nós fomos em cana, e deve tá levando uma coça agora mesmo. Aí Tenchi me dá uma pílula cara. Disse Marumoto mexendo no nariz.
— Não diga isso do Risu idiota, você só fala isso porque ele é o mais novo, porém eu nunca vi ele dá pra trás, já certas pessoas eu não diria a mesma coisa. Disse Kisaki se levantando enquanto Tenchi começa a rir olhando para Marumoto.
— Você parecia uma mocinha naquele dia Maru, nunca vi alguém correr tão rápido e subir em uma moto na velocidade dá luz daquele jeito. Disse Tenchi rindo bastante.
— Vocês não entenderam nada, eu não corri de medo, não deles, mas da polícia, eu ouvi eles chegando a gangue de Smile não é nada, para de rir que nem um idiota e me passar um pílula logo Tenchi. Disse Marumoto estendendo a mão.
— Você tá muito viciado, você é o único do bando que se pergunta se tem pílula, a resposta sempre vai ser "tomei todas cara" vai acabar morrendo que nem o Kisa. Disse Tenchi balançando a pílula vermelha e azul na frente de Marumoto.
— Pronto ele chegou, vamos nessa. Disse Kisaki ao ver Risu abrir a porta do bar e acenado com a mão para irem Lara fora.

Os garotos subiram em suas motos estacionadas em um beco cheio de lixo e resto de automóveis, cada uma tinha uma cor distinta, a moto verde era de Kisaki, a maior dentre as do bando, a vermelha de Tenchi, a azul e branco do Risu e a branca do Marumoto, eles ligaram as motos e fizeram a rua inteira acorda as 8 da manhã com os sons robóticos que as máquinas quando modificadas para tal, luzes e sons eram as marcas registadas de toda gangue de motoqueiros que se preze, quanto maior o som e maior a emissão de luz das máquinas melhor, pelo menos para dentre eles, o moradores tinha o gosto totalmente inverso a dos garotos quanto menor o som e menor a emissão de luzes melhor para eles, para seus sonos, suas visões e para os corações dos velhos que costumava salta com os susto que os sons das motos davam neles.

— Eu não disse que ela era bonita, eu disse que ela era atraente. Disse Aikawa parando o carro na frente de um condomínio em decadência.
— Se ela é atraente é no mínimo bonita, é fato, não sei como um existe sem o outro. Respondeu Haki saindo do carro e batendo a porta.
— Veja bem a maioria das mulheres é atraente porque são bonitas ou tem alguma peculiaridade, essa garota não è digamos bonita mas é atraente por conta de ser uma jagana, não que ser jagana seja automaticamente atraente, ela só é atraente lá. Disse Aikawa subindo as escadas do prédio.
— Então você tá dizendo que ela não é inerentemente atraente, mas é só atraente em Uruk porquê lá quase não tem nenhuma jagana, é isso? . Disse Haki subindo as escadas e olhando pelas janelas do condômino.
— Isso mesmo, em Uruk só tem urukiano então qualquer jagano ou estrangeiro é atraente lá, mas não por conta de sua beleza em se, mas do seu diferencial perante todo o resto. Disse Aikawa esperando o elevador.
— Eu entendi, o interessante é que aqui em Jagan a coisa é bem diferente, apesar da maioria ser jaganos uma boa parte é estrangeira, isso dado ao fato que muitos deles vieram para o país depois do tratado de fortalecimento da nação e rendição depois da 2° guerra. Então nenhum estrangeiro é atraente por essas bandas, nem a gente. Disse Haki dentro do elevador.
— O que fizeram com esse país depois da 2° guerra foi realmente uma sacanagem, fortalecimento nacional que piada, Monique e seus esquemas de seca a vaca até não sobrar leite, agora liderando a confederação unida é uma coisa ainda pior, devia ter continuado no caos de sua guerra civil, malditos democratas. Disse Aikawa Saindo do elevador.
— Se eu fosse um jagano chutava qualquer estrangeiro desse país, ele e sua patentes econômicas. Espere, você ouviu isso. Disse Haki indo em direção a janela.
— Ouvi parecem motos... dessas grandonas de gangues de crianças viciadas. E sobre o assunto, do jeito que o país tá, se fecharem a economia o país vai a falência, se não for do jeito que já tá. Disse Aikawa com a voz um pouco mais baixa enquanto olhava pela janela de canto.
— Vamos não tem nada a ver com a gente, é só um bando de muleques barulhentos. Disse Haki se adiantando em direção ao corredor com várias portas.

Aikawa olhava com curiosidade o garoto de amarelo com roupa completa de motoqueiro, o símbolo de um olho aberto era presente em todas as jaquetas dos quatro garotos, mas a do garoto de amarelo era bem grande na frente e nas costas da jaqueta, usava também um óculos de motociclistas vermelho preso a sua testa. Depois de um tempo olhando Aikawa se adiantou seguido Haki parado na frente de um das portas do corredor.


— Pronto. Disse Aikawa para Haki na frente da porta.
— Claro, vamos nessa. Disse Haki tirando uma arma modificada de trás das calças e dando para Aikawa.
— droga, tá suada. Disse Aikawa limpando a arma na jaqueta enquanto era agraciado pelo rosto de desprezo e raiva de Haki.
— Um, dois, três. Disse Aikawa ligando a arma que ficava maior enquanto abria na extremidade do cano com luzes azuis saindo dela ao mesmo tempo que fazia um som mecânico.

Um grande som abafado foi ouvido pelo sujeito que estava sentado na frente de mais de 20 telas de computadores cheias de imagem, programas sendo executado e vídeos sendo reproduzidos, ele usava um capacete cheia de botões e pequenas luzes conectado a um longo fio grosso que acabava em uma grande caixa com também várias luzes piscando, o quarto todo parecia uma grande árvore de natal, piscando e cintilando.
Os dois urukianos invadiram o quarto que era um camarote de luzes no meio de uma completa escuridão, o aposentado era uma pilha de fios, monitores e aparelho de rede, a temperatura era mais gelado que o lado de fora, cheirava a fio e não parecia ter nenhuma janela naquele lugar, do jeito que cheirava pareceu que aquele quarto nunca virá uma coisa daquelas, o homem nem tão pouco, branco como giz e magro com um doente, mal conseguia se locomover da cadeira que logo depois cairá junto com ele sobre um amontoado de fio e aparelhos. Quando finalmente se levantou, reparou que não agredido ainda coisa que já esperava a uns 10 segundos atrás com muita certeza, justamente porque seus agressores estavam sem sucesso tentado passar pelo amontoado de máquinas e fio no chão, ele se olharam até o cara de cabelos preto apontar uma arma na direção de sua cabeça.

— Fiquei parando ai Axita, eu posso não conseguir chegar aí, mas o projétil dessa belezura vai te dá um belo beijo na testa se você tenta correr. Disse Aikawa marcando a testa do homem com um alvo circular com um X brilhando em azul na testa do alvo já sem o capacete.
— Duvido que ele consiga, essa parece ser a única porta desse chiqueiro, que aparenta não ser usanda a anos que nem sua pernas, que também dúvido que corra mais do que um velho decrépito nos últimos de seu dias. Disse Haki enquanto tentava se levantar do monte de fio que ficará preso.