Detetive Penélope
8 A chegada dos pequenos
Notas iniciais
Penélope, Rafael e Louise se encontravam na frente de uma porta. Penélope bateu.
‘Penélope?’ A mulher que a atendeu tinha seus olhos brilhando de felicidade.
‘Amora?’ Perguntou Penélope a abraçando com um braço só.
‘Obviamente. Quem você esperava que atendesse a porta da minha casa?’
‘O “feioso” do teu irmão?’ Perguntou Penélope fazendo aspas com os dedos ao pronunciar a palavra feioso.
‘Ah! É verdade, você o conheceu não é mesmo?’ Penélope assentiu com a cabeça ‘Tenho certeza de que você ainda vai encontrá-lo.’ Diz Melany.
‘I-isso não é importante. Fico feliz que você esteja de volta.’
‘Eu sei que sim. Eu contratei alguém para cuidar da tua gata e da tua casa, ele está de caseiro espero que não se importe.’ Disse Melany com um sorriso estranho.
Penélope arqueou as sobrancelhas entranhando a forma como a amiga lhe informou isso, mas preferiu apenas lhe responder ‘Tudo bem, sem problemas. Eu confio em ti. Bom... Deixe-me apresentar-lhe aos meus filhos. A doçura no meu colo é a Louise e o pequeno ao meu lado é o Rafael.’ Disse Penélope sorrindo.
‘Olá, pequeno!’ Disse Melany com um largo sorriso. Melany sempre gostou de crianças, ela já havia comentado com Penélope sua intenção de adotar.
‘Olá! Porque teu nome é amora?’ Perguntou Rafael.
‘Porque uma vez eu fui na cabeleireira e pedi para que me deixassem ruiva e acabaram me deixando com o cabelo roxo como uma amora. E como a Penélope sempre foi um ser tão puro, inocente e adorável, ela teve a brilhante ideia de me chamar assim e desde então não parou mais.
‘Ah!’ Exclamou Rafael, e as duas riram.
‘Mas se preferir pode me chamar de Melany ou Mel.’ Disse Melany.
‘Como mamãe disse, eu sou o Rafael e pode me chamar de Rafael mesmo, porque de Rafa só a mamãe pode.’ Diz Rafael sorrindo.
‘Não seja assim Rafa, ela está te deixando chamar ela de Mel. E de verdade, ela não deixa qualquer um chamar ela assim.’ Penélope o repreendeu.
‘Eu não pretendo chamá-la de Amora, então porque ela me chamaria de Rafa?’ Perguntou ele inocentemente e Melany riu.
‘Está tudo bem, Penélope. Deixe o menino. Se ele quer que eu o chame de Rafael é de Rafael que eu irei chamá-lo. Está bom assim Rafael?’ Melany deu um sorriso de orelha a orelha para Rafael.
‘Ual! Você tem um sorriso lindo!’ Diz Rafael contente.
‘Ok, Don Juan, acho que está na hora de irmos para casa.’ Diz Penélope dando uma risadinha.
‘O pequeno vai te dar trabalho, já percebeu isso né?’ Diz Melany rindo.
‘É, mas eu garanto que ele não será um mulherengo como os teus “namorados”. Eu vou ensinar ele a valorizar muito nós mulheres. Você vai ver, como ele não vai cair de amores por qualquer uma.’ Diz Penélope, já se orgulhando pelo futuro que previa para o filho.
‘Ah, mamãe! A senhora fica linda com ciúmes de mim.’ Diz Rafael todo convencido e com um sorriso sapeca.
‘Garoto, me chamar de mãe eu aceito de bom grado, fico feliz por demais com isso, mas de senhora não, por favor. Sou muito jovem pra ser chamada de senhora.’ Diz Penélope ficando com os olhos no mesmo nível dos dele e Rafael revira os olhos, mas abraça a mãe. ‘Imagino que as chaves estejam com o caseiro, certo?’ Diz Penélope dirigindo-se a Melany que apenas assente com a cabeça.
Penélope e Rafael então batem na porta da casa ao lado. E quem é que está lá? Quem abre a porta para ela? Isso mesmo! O nosso homem misterioso!
‘Penélope? Finalmente decidiu voltar para casa?’ Perguntou aquele homem lindo, só de cueca, sensualmente escorado na porta enquanto acariciava Scarlet.
‘Não é meio óbvio? Eu estou aqui, não estou?’ Penélope revira os olhos. Ela não quer assumir o quanto vê-lo daquela maneira, unido ao fato de sua gata estar ronronando no colo dele, a estavam afetando. ‘Vejo que está se sentindo a vontade na minha casa. Sem problemas, eu agradeço por ter cuidado da casa e da Scarlet.’ Diz Penélope entrando na casa e fazendo um carinho na sua gatinha.
‘Mamãe! Quem é ele? Essa gatinha no colo dele é tua?’
‘Ele é o irmão da Amora, meu filho. E sim a Scarlet é minha.’ Respondeu Penélope sorrindo afavelmente para Rafael.
‘Ah! Eu posso pegar ela, mamãe?’ Perguntou Rafael.
‘Pode, meu amor. Pode sim.’ Respondeu Penélope.
‘Ma-mamãe?’ O homem gaguejou de queixo caído enquanto Rafael pegava a gatinha. ‘Você viaja uma semana e volta com uma bebê e um piralho a tira colo?’
‘Porque todo mundo me chama de pirralho?’ Murmura Rafael, parecendo estar falando mais para Scarlet que para Penélope ou o homem ali presente.
‘É. Eu os adotei. E quanto a você... Pelo amor de Deus, vista-se!’ Diz Penélope que temia acabar encarando-o descaradamente se ele permanecesse mais tempo assim.
‘Porque? Acha que estou tão irresistível que precisa desesperadamente que eu me vista para não acabar me agarrando?’ E no mesmo momento em que ele diz isso Rafael para de brincar com Scarlet e se interpõe entre eles.
‘Fique longe de mamãe. Ela é minha! Um dia vamos nos casar.’ Diz ele rapidamente.
O homem arqueia as sobrancelhas e Penélope apenas dá de ombros.
‘Olha garoto, você ainda é muito novo pra isso. E essa aí...’ O homem apontou para Penélope. ‘É muita areia pro teu caminhãozinho.’
‘Eu sou melhor que você!’ Diz o garoto encarando ao homem com raiva.
‘Como é?’ O homem estava incrédulo.
‘Eu jamais andaria só de cueca na casa de uma mulher.’ Diz Rafael.
‘Um dia você vai garoto, acredite.’ Diz o homem piscando para Rafael.
‘Já chega! Muito obrigada por cuidar da minha casa e da minha gatinha, mas é hora de você ir. Tenha uma boa tarde.’ Diz Penélope enxotando ao homem.
‘Nossa! Tá de TPM gatinha?’ Pergunta o homem sorrindo.
‘Você tem 3 segundos pra sair da minha casa. Não quero más influências perto de meu filho. Tenha uma boa tarde!’ Diz Penélope encarando-o com verdadeiro ódio e o empurrando, com um mão só, para fora da casa.
‘Posso me vestir antes?’ Diz o homem se divertindo coma reação furiosa de Penélope.
‘Não!’ Berra Penélope fechando a porta na cara dele. Ela observa a casa e procura as roupas dele. O homem permaneceu do lado de fora batendo na porta o tempo todo.
Penélope pôs Loiuse na cama e pôs-se a procurar as roupas do homem que aparentemente estava habitando sua casa. encontrou-as em seu banheiro, pegou-as, abriu a porta e jogou nele. ‘Toma as tuas roupas, e dê logo o fora.’ E fechou a porta na cara dele.
Ele ficou ali um tempo só olhando pra porta e segurando as roupas na mão. Quando percebeu que ela estava falando sério saiu batendo pé. ‘Essa garota é maluca, total e completamente maluca.’ Ele murmurava enquanto ia para casa da irmã.
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