Notas iniciais
Aqui está o primeiro capítulo, diferentemente da minha outra história esta não é apenas tradução, estou a escrevendo durante este período de férias. Seus comentários são muito importantes e podem interferir com a storyline, portanto não deixem de dar sua opinião.Peço desculpas por todo e qualquer erro de português ou digitação.Boa leitura!

Uma das primeiras coisas que Arizona aprendeu na faculdade de medicina foi que ela não deveria se apegar aos pacientes. Pacientes iriam vir e ir e se ela se apegasse, sofreria mais do que precisava e aquilo não podia acontecer, porque ela tinha outros pacientes que precisavam de sua ajuda.

Arizona tinha sido bem sucedida nesta tarefa durante anos; ela cuidava dos seus pequenos humanos e se preocupava com eles, mas sempre sem se aproximar demais... mas tudo mudou quando ela conheceu Wallace.

Ela foi a responsável pelo tratamento do menino durante anos, tentou não se aproximar tanto, mas quando ela percebeu já havia se encantado antes que pudesse relutar mais. Wallace era um menino muito cativante e faria você se apaixonar por ele com um piscar de olhos. O menino estava sob os cuidados de Arizona por causa de sua rara doença, síndrome do intestino curto, aquela era uma doença muito complicada e Arizona sabia que a vida deste menino não seria muito longa. Apesar de estar ciente de tal fato, Arizona não deixou de dar o seu melhor e graças a isso foi capaz de proporcionar ao menino uma vida mais longa do que outros médicos haviam premeditado.

A família de Wallace já havia adotado Arizona como se fosse um deles, quando ela deixou Hopkins para trabalhar em Seattle eles a acompanharam, não havia outro médico que eles quisessem tomando conta de seu filho e alguns dias antes do menino completar seu 11º aniversário, o que aconteceria no mesmo dia que Arizona completaria seu 32º, eles a deram o maior presente que ela podia ganhar: eles se ofereceram para patrocinar sua pesquisa sobre uma possível cura para a síndrome do intestino curto, para que assim ela pudesse salvar mais crianças.

Ela não conseguia conter a felicidade dentro de si por causa daquela oferta, palavra alguma descreveria perfeitamente o que ela sentiu naquele momento, ela ia ser capaz de fazer a diferença e salvar várias crianças no mundo inteiro... mas isso foi há duas semanas, um pouco antes dela completar seu 32º aniversário. Infelizmente, Wallace não foi capaz de completar seu 11º.

Arizona estava arrasada e agora mais do que nunca ela sabia porque não deveria se apegar aos pacientes. Naquele dia, quando Wallace em vez de estar completando mais um ano de vida estava em um necrotério, o mundo de Arizona caiu. Ela não havia esquecido como era perder alguém amado... sim, ela amava aquele menino, mas reviver toda aquela dor era demais para ela, era como se alguém estivesse arrancando um ban aid de sua ferida lentamente e se divertindo com a dor que ela estava sentindo. Aquilo tudo ocorrera há duas semana atrás, chefe Webber havia lhe concedido alguns dias de folga para que pudesse ficar de luto e também pensar sobre a oferta dos pais de Wallace; mesmo depois da morte de seu filho eles ainda queriam financiar a pesquisa de Arizona, eles disseram que não queriam que outras pessoas tivessem que passar pelo que eles estavam passando e eles queriam que Arizona fosse responsável pela pesquisa e apenas Arizona, ninguém mais, então após alguns dias pensando seriamente sobre o assunto Arizona decidiu que ia aceitar o dinheiro para sua pesquisa, ela ia fazer isso pelas outras crianças e para honrar a memória de Wallace.

Quando de volta ao trabalho Arizona estava trabalhando muito. Ela faria várias cirurgias seguidas e quando o chefe não permitisse que ela participasse de outra cirurgia por já ter estourado suas horas, ela se trancava em seu laboratório e trabalhava em sua pesquisa. Se ela não estivesse na SO, ela estaria no laboratório; neste determinado momento de sua vida Arizona queria estar em lugares que ela sabia que era capaz de fazer a diferença, de ajudar alguém. Ela não era mais aquela doutora super agitada que todos amavam, ela havia mudado; Arizona perdeu peso e não andava mais pelo hospital com um sorriso estampado em seu rosto, em vez disso, sorria apenas quando estava no meio de alguma consulta e mesmo assim seu sorriso não era aquele sorriso super mágico, era um sorriso falso e pequeno, apenas para que seus pacientes e seus pais não a vissem como uma doutora carrancuda.

– Arizona, você precisa parar com isso. — Teddy fala enquanto coloca sua bandeja em cima da mesa e se senta na cadeira de frente para Arizona. — Você está trabalhando demais.

– Não estou nada, estou apenas investida na minha pesquisa. — Ela responde tirando uma mordida de sua cenoura.

– Você têm passado mais tempo neste hospital do que em casa, você está pegando turnos longos e fazendo cirurgias uma atrás da outra... eu pensei que Webber mandar você pro banco de reserva ia fazer você desacelerar um pouco.

– Que? Eu não estou passando tanto tempo assim no hospital. — Ela retruca.

– Que horas você chegou aqui hoje? — Teddy pergunta a desafiando.

– Eu estou de plantão. — Arizona tenta escapar da pergunta. — É por isso que estou aqui esse tempo todo.

– Quantas horas? — Teddy insiste.

– Vinte e quatro... — Arizona tenta, mas Teddy apenas levanta sua sobrancelha e cruza seus braços olhando a loira diretamente nos olhos. — Ok, sessenta. Mas e daí? Já tive turnos mais longos, isso não tem nada a ver com... — Ela não termina.

– Arizona, você pode repetir isso quantas vezes quiser, mas você e eu sabemos que é mentira. É por causa do que aconteceu com Wallace sim. Já fazem duas semanas, você precisa começar a viver. Você não vai mais pro Joe's com a gente, você quase nunca almoça com a gente, porque você ou está em cirurgia ou trancada naquele maldito laboratório.. — Teddy diz, e por mais que Arizona queira negar ela sabia que sua amiga estava dizendo a verdade. — Olha... — Teddy diz pegando as mãos de Arizona nas suas. — Eu sei que dói e você tem o direito de sofrer sua dor da maneira que quiser, mas você não pode deixar que isso te consuma por inteiro. Eu sou sua amiga, você é como uma irmã pra mim e me preocupo com você, não estou dizendo "engula o choro e comece a viver", o que eu estou tentando dizer aqui é: pegue mais leve consigo mesma. Eu sei que você diz que não, mas eu conheço você e sei que dentro da sua cabeça tem uma vozinha dizendo que o que aconteceu foi sua culpa, mas você não pode dar ouvidos à essa voz, você fez o melhor que pôde, até os pais dele sabem que não poderiam ter conseguido melhor pessoa pra cuidar de seu filho. Eles sabiam que Wallace morreria jovem, mas você os proporcionou mais anos juntos do que eles sonhavam, você foi uma verdadeira heroína pra eles, prova disso é que eles ainda querem investir na sua pesquisa. Então, para honrar essa confiança que eles depositaram em você, faça sua pesquisa, trabalhe duro para fazer a diferença... mas não se esqueça de você mesma no meio disso tudo. Você é importante também e têm pessoas que se importam com você, então não se acabe de trabalhar. Eu sei que é difícil, mas tente relaxar um pouco, se for o caso fale com Richard, aposto que o chefe não se importaria de te dar mais uns dois ou três dias de folga para que você coloque sua cabeça no lugar... de verdade desta vez.

– Relaxar? — Arizona disse com uma risada sarcástica. — Eu não sei o que é relaxar há muito tempo, mesmo antes disto tudo acontecer. Não sei se ainda lembro como fazer isso.

– Bem, talvez eu tenha a solução. — Teddy diz largando as mãos de Arizona para poder tirar algo do bolso de seu jaleco. — Hoje quando estava vindo para o hospital tinha uma menina distribuindo esses cartões. — Ela diz entregando o cartão para Arizona. — Acho que talvez eles possam te ajudar, acho que você poderia fazer bom uso de uma massagem com óleos e tudo mais.

Arizona observou o cartão por alguns momentos lendo o que ali estava escrito. Por que não? Ela se perguntou.

– Então, o que acha? — Teddy pergunta.

– Bem, acho que não vai me matar se eu tentar. — Ela responde com um sorriso, verdadeiro desta vez.

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Arizona ainda tinha mais duas cirurgias marcadas naquela tarde antes que pudesse sair e ir dar uma olhada no spa que Teddy havia indicado. Depois do almoço, durante algumas horas, Arizona continuou processando tudo que sua amiga havia lhe falado e agora podia perceber com clareza o quão estúpida sua atitude havia sido, como ela achou que agir daquela maneira, trabalhando sem parar, ia ajudar em sua pesquisa?

Após sua última cirurgia Arizona pensou em ir até o chefe para pedir mais uns dois dias de folga, mas gora que podia perceber o erro em sua atitude e pretendia consertá-lo, ela não via mais a necessidade de tirar uma folga, tudo que precisava fazer era apenas se controlar. Até porque ficar em casa assistindo televisão e se enchendo de sorvete não é bem como Arizona queria ficar. Então, depois que terminou sua última cirurgia Arizona se dirigiu até o vestiário e tomou um banho rápido antes de se trocar e sair do hospital indo em direção ao tal spa.

Conforme andava os dois blocos que separavam o hospital e o spa Arizona não podia deixar de reparar a cidade. Seattle estava começando a esfriar conforme o inverno se aproximava, não era novidade que o clima chuvoso da cidade sempre mantinha o clima fresco, mas tinha algo peculiar sobre o inverno que encantava Arizona. Talvez fosse as lembranças de sua infância, as imagens que tinha em sua cabeça de correr na neve com seu irmão e brincar de guerra de bola de neve, os milhares de bonecos de neve e fortes que haviam construído juntos... Arizona teve uma infância feliz, mesmo se mudando tão frequentemente por causa do trabalho de seu pai e nunca fazendo amigos que durassem por muito tempo, ela tinha seu melhor amigo que estava com ela em todos os lugares, seu irmão Tim. Enquanto Arizona tivesse Tim ao seu lado, ela não precisaria de mais ninguém.

Foi um grande baque quando ela recebeu a notícia da morte de seu irmão, Arizona ficou miserável não se lembrava por quanto tempo e sentia como se o mundo não fizesse mais sentido. Por que o universo é tão bagunçado? Ela lembra que sempre se perguntava isso. Arizona entrou para faculdade de medicina alguns meses após a morte de seu irmão, e assim como havia feito agora com Wallace, Arizona havia focado nos estudos, e apenas nos estudos. Até conhecer Joanne que a ajudou muito naquela época... mas isso é uma história para um outro dia.

Sempre que o inverno se aproximava, Arizona se lembrava de seu irmão. Mas agora diferentemente do passado isso não a deixava triste, mas sim feliz pois ela sentia que era a época do ano que ficava mais próxima à seu irmão por causa de todas aquelas lembranças.

Antes que pudesse fazer mais qualquer outra observação Arizona já estava entrando o spa. O lugar tinha um cheiro bom de lavanda que dava ao ambiente uma sensação de leveza e calmaria, tinha as paredes pintadas de amarelo bem claro e umas flores espalhadas para completar a decoração.

– Boa tarde. — Disse a mulher ruiva que estava no balcão assim que Arizona entrou. — Posso ajudar?

– Boa tarde. — Respondeu Arizona com uma voz doce. — Eu gostaria de marcar uma sessão de massagem? — A mulher apenas deu uma risadinha no balcão. — Desculpe, eu não sei como isso funciona. — Arizona disse sem graça.

– Primeira vez?

– É, primeira vez.

– Bem, aqui a gente trabalha com hora marcada, mas acho que hoje é seu dia de sorte, uma cliente desmarcou e uma das massagistas está com a próxima hora livre. Gostaria de aproveitar ou prefere marcar para um outro dia? — A mulher pergunta simpaticamente.

– Acho que agora seria uma boa hora. — Arizona responde com um sorriso. — Como isso funciona?

– Bem, primeiro você me diz seu nome para que eu possa adicioná-lo a nossa lista.

– Ah, claro. — Arizona ri ainda sem graça. — Arizona. Arizona Robbins.

– Tudo bem, Arizona, meu nome é Addison e eu sou responsável por isso aqui. — A mulher explica enquanto digita algo em seu computador. — Tudo bem, já mandei uma mensagem para a massagista que irá te atender avisando que você fará uma sessão para que ela possa se aprontar. Agora você vem comigo que irei te mostrar onde é a sala e o local que você pode trocar de roupa.

Arizona seguiu a mulher até uma das três salas presentes no local, na porta da sala havia uma plaqueta de metal com o nome "Torres" escrito nela.

A sala não era grande, mas também não era desconfortável. As paredes tinham a mesma cor que aquelas da recepção, só que neste quarto também haviam incensos, pedras e todo tipo de coisa que se possa imaginar em uma sala de massagem. No meio, uma longa cama onde Arizona deveria deitar de barriga para baixo quando tivesse terminado de se trocar.

Logo Addison a indica o pequeno banheiro ligado ao quarto onde ela tira suas roupas ficando apenas de calcinha e veste o roupão.

– Você pode se deitar, Torres estará aqui em alguns minutos. — A mulher diz simpaticamente antes de sair do quarto e Arizona responde apenas com um pequeno sorriso.

Ela não espera por muito tempo antes que a porta se abra novamente e passos são escutados.

– Boa tarde. — Uma voz feminina diz atrás dela. — Arizona, certo?

– Boa tarde. — Ela responde sem se virar, já na posição que deveria ficar. — E certo, é Arizona.

A mulher dá uma pequena risada do jeito um tanto estranho que Arizona respondeu e logo se apresenta. — Bem Arizona, meu nome é Callie Torres e vamos estar trabalhando juntas hoje.

– Juntas? — Arizona pergunta sem entender.

– Sim, juntas. Esse trabalho não depende só de mim, não adianta de muita coisa se eu trabalhar minha mágica e você não ajudar relaxando, entende?

– Ah sim... — Arizona responde aliviada.

– Então, durante a sessão apenas relaxe, sinta-se livre para conversar comigo, pois sou toda ouvidos. Sempre pronta como um padre para confissão. — Ela diz rindo e arrancando uma risada de Arizona também.

Que risada... Arizona pensa.

– Pronta? — Callie pergunta.

– Sim. — Arizona responde um pouco nervosa.

– Ei, lembre-se do que eu falei, relaxe.

Aquelas foram as últimas palavras que Arizona ouviu sair da boca de Callie, depois daquilo a única coisa que sentiu foi a mão da mulher em suas costas.

As mãos de Callie eram tão macias que Arizona não tinha palavras para descrever a sensação de tê-las percorrendo por seu corpo, ela não havia visto nem a cara da mulher que estava desfazendo todos os nós em suas costas, um por um, mas já estava encantada. Como alguém pode ter mãos tão macias assim?

Conforme Callie procedia com a massagem Arizona tentava ao máximo segurar os gemidos que tentavam escapar de sua boca. A sensação das mãos de Callie em seus ombros, depois em suas costas e assim escorregando para parte baixa de suas costas estava a deixando louca e a fazendo questionar porque nunca havia ido a um spa antes.

A sensação de conforto foi logo quebrada e substituída por uma de vergonha quando Arizona não pôde se conter e um gemido acabou saindo de sua boca.

– Me desculpe. — Ela disse com um pouco de dificuldade. — Mas você tem ótimas mãos.

– Já me disseram isso antes. — Callie responde sorrindo.

O que Arizona não sabia era que a mulher que a estava massageando também estava sentido diversas sensações diferentes ao escorregar suas mãos pela pele de Arizona, o quanto Callie estava lutando para se manter profissional e não fazer nada que se arrependeria depois. Como ela poderia estar se sentindo assim sem ao menos ter visto o rosto da mulher deitada em sua mesa de massagem antes? Ela trabalha neste ramo há quatro anos e nunca sentiu isso com cliente algum, homem ou mulher.

– Você está muito tensa. — Diz Callie apertando outro nó nas costas de Arizona tentando desfazê-lo, ela precisava arrumar algo para falar antes que fizesse alguma loucura. Mas que diabos está acontecendo comigo? Ela se perguntava. — Posso perguntar o por quê?

– Meu trabalho é bem estressante e... passei por um momento difícil. — Arizona diz simplesmente.

– Trabalho... a maioria das pessoas que vem aqui dizem o mesmo, trabalho é sempre o motivo. — Ela diz enquanto força suas mãos no meio das costas de Arizona arrancando outro gemido da loira. — Você trabalha em que? — Ela pergunta curiosa e tentando manter o foco na conversa.

– Trabalho no hospital Seattle Grace, o hospital que fica alguns blocos daqui. — Callie apenas murmura incentivando a mulher a continuar. — Sou cirurgiã, trabalho com crianças.

– Uau... — Callie diz surpresa, mas no meio daquela surpresa ela não pode conter a pontada que sente em seu peito. — Cirurgiã pediátrica, deve ser uma ramo difícil.

– Nem me fale. — Arizona diz com uma risadinha.

Depois disso as duas não falaram mais nada. Arizona apenas aproveitava a massagem maravilhosa que a mulher estava lhe proporcionando, enquanto Callie tentava controlar a estranha, porém ao mesmo tempo conhecida sensação entre suas pernas a cada gemido que escapava da boa de Arizona.

– Terminamos por aqui. — Callie diz quando termina de espalhar o último óleo nas costas de Arizona e se afasta para que a mulher possa se levantar e cobrir seu corpo com o roupão novamente.

– Você pode se virar. — Arizona diz rindo quando termina de vestir o roupão. Só que aquela risada morre quando seus olhos encontram a beleza da mulher que estava à sua frente, aquela que tinha suas mãos correndo por seu corpo durante uma hora e de repente Arizona se encontra corando por causa de determinados pensamentos e sensações que teve durante a sessão.

De frente para Arizona, Callie também não consegue conter sua surpresa ao encontrar aqueles olhos azuis. Aqueles eram com certeza os olhos mais azuis que Callie havia visto, pareciam duas bolas de gude olhando diretamente para ela.

– É... eu... eu vou sair enquanto você se troca, vou estar de volta em um minuto. — Callie diz um pouco enrolada, a mulher à sua frente com certeza mexeu com ela.

– Tudo bem. — Arizona simplesmente responde e se vira para pegar suas roupas que se encontravam em um cabide no canto da sala.

Sem ao menos se preocupar em entrar no banheiro para trocar de roupa, Arizona retira seu roupão ali mesmo e coloca seu sutiã. Ao subir as calças por suas pernas Arizona se lembra porquê não gostava daquelas calças, o zíper sempre prendia na hora de fechar, mas quando acordou atrasada para seu turno no hospital, Arizona pegou o primeiro jeans que viu em sua frente e vestiu.

– Merda, você sempre me sacaneia. — Ela reclama de sua calça.

Quando finalmente consegue subir a porcaria do zíper Arizona é surpreendida pelo barulho da porta se abrindo.

– Aqui está um... — Callie perde as palavras por um segundo quando seus olhos encontram a figura da mulher apenas de calça e sutiã na sua frente, a imagem não dura muito tempo, pois Arizona logo puxa sua blusa e cobre sua frente. — Mil perdões! — Callie diz se virando. — Eu pensei que você já estivesse vestida e... e...

– Tudo bem, já pode se virar. — Arizona diz com suas bochechas corando. — Não precisa se desculpar, já era pra eu estar vestida, mas essa calça... o zíper sempre me sacaneia.

– É eu... mesmo assim, eu deveria ter batido.

– Não, eu deveria ter usado o banheiro, está tudo bem não é sua culpa.

– É mas...

– Callie! — Arizona diz a interrompendo. — Está tudo bem, mesmo. E também não é como se fosse a primeira vez que você vê uma mulher só de sutiã, digo, você é mulher também. — Arizona diz tentando desfazer o momento embaraçoso que surgiu, porém seu comentário apenas piorou o clima e fez com que um silêncio pairasse sobre as duas.

– Bem, eu... — Callie diz finalmente quebrando o silencio. — Eu vim te entregar isso, é um chá de camomila especial que a gente tem.

– Obrigada. — Arizona agradece pegando a caixinha do chá das mãos de Callie.

– Enfim... eu tenho que ir me preparar, meu próximo cliente deve estar chegando.

– Claro... claro. — Arizona diz saindo da sala.

– Espero que você volte. — Callie diz com um largo sorriso antes que Arizona pudesse fechar a porta.

– Claro, por que não? — Arizona responde e por impulso dá uma piscadinha para Callie.

Ela definitivamente voltaria.

Notas finais
É isso por enquanto. O que acharam?