Destiny
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Duas semanas haviam passado desde o dia que a mulher que bagunçou os pensamentos de Callie tinha aparecido pela primeira vez. Toda vez que Callie se lembrava da sensação de ter suas mãos percorrendo todo o perímetro das costas da mulher e dos gemidos que saiam da boca de Arizona, ela tinha que se dar um tapa para retirar todos os pensamentos maldosos que corriam em sua cabeça e acalmar o calor que surgia entre suas pernas.
Callie sempre fora uma mulher muito séria quando se tratava de trabalho; nunca deixou que nada em sua vida pessoal interferisse em sua vida profissional. Quando, há quatro anos atrás, ela entrou para esse ramo da estética ela sabia que ia ser difícil, afinal ela já tinha uma vida toda pronta e tudo corria perfeitamente... até que o destino resolveu interferir e virar tudo de cabeça para baixo; mas ela não deixaria que isso a atrapalhasse e resolveu mergulhar no desafio de começar do zero de cabeça.
Um dos fatores mais importantes que ajudaram Callie a se manter de pé depois de tudo foi sua amiga Addison Montgomery, a dona do spa no qual Callie trabalhava atualmente. Quando soube do acontecido Addison não pensou duas vezes antes de estender a mão e ajudar sua amiga, que hoje, era mais como uma irmã. Callie nunca teria palavras suficiente para expressar o quão grata era por ter Addison em sua vida, já que aqueles que deveriam se importar com ela de verdade não davam a mínima.
Depois da visita de Arizona e a maneira como a loira havia deixado o local Addison não pôde deixar de usar isso para implicar com sua amiga. Ela havia escutado os gemidos da Arizona vindos do quarto enquanto estava na recepção e aquilo fez algo estalar em sua cabeça. Claro que era normal clientes soltarem gemidos durante as sessões de massagem, mas não daquela maneira. Havia algo no som que saia da boca de Arizona que chamou sua atenção, não era apenas o gemido de alguém que estava feliz por estar deixando o estresse sair do corpo, tinha algo mais por trás daquele som e Addison mal esperou Arizona sair pela porta para confrontar Callie sobre o que havia acontecido lá dentro, suas suspeitas só aumentaram quando ela viu o leve rosado que havia surgido nas bochechas de sua amiga.
Callie passou os quinze minutos seguintes explicando para Addison que nada havia acontecido lá dentro além do usual e que isso tudo era coisa da cabeça dela. Por mais que Callie repetisse isso milhares de vezes Addison não se convencia e Callie não podia culpa-la, pois afinal ela também havia percebido e se pudesse ser sincera, ela poderia ouvir aquele som saindo da boca da loira por muito mais tempo.
– Algum cliente para mim hoje? — Callie pergunta quando entra no spa às 09 da manhã, quando seu turno começava.
– Sempre tem. — Addison responde olhando para sua amiga e lhe entregando a ficha com os nomes dos clientes daquele dia. — Nenhum nome que te interesse? — Addison pergunta provocando Callie ao perceber um olhar um tanto desapontado presente no rosto da morena.
– Não comece, tá bom? — Callie diz um tanto irritada. Desde o dia que Arizona apareceu Addison nunca mais a deixou em paz.
– Ei, pra quê essa agressividade a essa hora? Estou apenas brincando. — Addison responde levantando as mãos em rendição.
– Essa brincadeira já perdeu a graça. — Callie responde ainda irritada.
– Ah fala sério, Callie, impossível você não estar nem um pouco curiosa, se perguntando se ela vai voltar ou não.
– Ela disse que ia voltar. — Callie murmura. — Se não voltou ainda é porque não está precisando.
– Tem certeza que isso não te incomoda?
– Por que incomodaria? — Callie pergunta cruzando os braços, desafiando sua amiga a dar qualquer tipo de resposta engraçadinha.
– Ah não sei... talvez você esteja com medo de que ela tenha ficado brava por você ter a visto só de sutiã.
– Ela não estava só de sutiã! — Callie nega. — Ela estava vestida... só faltava pôr a blusa. — Callie responde, mas antes que pudesse impedir as lembranças daquele diz voltam a sua mente, a imagem da loira apenas de sutiã em sua frente aguçando novamente seus nervos.
Callie teve grande dificuldade para dormir naquele dia o que a assustou, porque dormir nunca havia sido um problema pra ela. Ela sempre brincou dizendo que dormir era seu esporte preferido. Mas naquele dia específico ela não conseguia manter seus olhos fechados por muito tempo, pois toda vez que ela os fechava imagens de Arizona vinham a sua mente. O azul de seus olhos, a cor branca de suas costas... o vermelho de seu sutiã de renda. Callie se encontrou no meio de um banho frio às 23 horas naquele dia, ela precisava tirar aqueles pensamentos de sua cabeça, aquilo era trabalho, ela não podia misturar as coisas, mas a morena não se conteve em escorregar as mãos entre suas pernas e aliviar um pouco da tensão em seu corpo. Já que ela não tinha ninguém para lhe dar uma massagem, ela usou o método antigo mesmo.
– Ew, para com isso! — Addison diz dando um leve soco no ombro de Callie quando percebeu o sorriso pervertido no canto da boca da mulher. — Pare de ter pensamentos sujos na minha frente.
– O que? Eu não... — Callie parou quando sua amiga a encarou. As vezes ela realmente odiava o quão bem Addison a conhecia. — Eu tenho trabalho para fazer. — Ela diz disfarçando e se dirigindo para sala com seu nome escrito na plaqueta para se preparar para seu primeiro cliente.
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O dia havia passado rápido, com sua agenda cheia durante o dia Callie nem sentiu as horas passarem e quando percebeu já estava pegando suas coisas para poder ir para casa.
– Addison, não estou conseguindo achar minha... — Sua frase morre na garganta quando sua respiração prende conforme seus olhos registram quem estava na recepção conversando com Addison. — Arizona?
– Oi Callie! — Arizona diz com um sorriso largo ao ver a mulher.
– O que você está fazendo aqui? — As palavras escapam de sua boca antes que ela pudesse impedir, mas assim que percebe que seu tom surpreso havia sido interpretado como rude ao ver o olhar da loira, ela se corrige. — Me desculpe, não quis ser rude. — Ela explica corando. — É só que... está quase na hora da gente fechar.
– É o que eu estava dizendo a ela. — Addison finalmente diz alguma coisa para tentar ajudar sua amiga. — Nós funcionamos só até às 19h e com horário marcado, acho que não deu sorte como da outra vez.
– Eu resolvi tentar a sorte novamente, com meu trabalho meus horários são complicados, não sou bem eu quem controla minha agenda. — Ela diz com uma risadinha sem graça. — Mas tudo bem, eu tento outro dia.
– E se você voltar e não conseguir horário novamente? — Addison indaga. — Isso não pode ficar assim, não é, Callie? — Ela olha para sua amiga, uma segunda intensão clara em sua expressão.
– Não? — Callie pergunta cerrando os olhos, tentando estudar sua amiga.
– Claro que não. — Addison afirma se virando para Arizona. — No momento as outras meninas já foram para casa e só Callie está aqui, você não se importaria de ser atendida por ela novamente, se importaria? — Arizona apenas balança sua cabeça negativamente enquanto um pequeno tom rosado pode ser percebido em suas bochechas. — Ótimo. Callie... — Addison diz se virando novamente para a morena. — Não podemos deixar, Arizona na mão. Você pode atendê-la, por favor? Amanhã você chega mais tarde.
Callie olha para Arizona por um momento, ela não queria deixar a mulher ir embora, na verdade ela queria muito que a loira ficasse para que ela pudesse sentir sua pele embaixo de suas mãos novamente, mas Callie sabia que não era uma boa ideia. Ficar ali sozinha com Arizona novamente... ela não sabia se seria capaz de se controlar e não fazer algo que fosse se arrepender depois.
– Eu sinto muito, mas eu tenho que ir ao mercado fazer compras ainda, eu estava justamente procurando pela lista que eu fiz. — Callie diz e logo seu coração quebra ao ver o rosto triste da loira.
– Eu posso passar no mercado pra você. — Addison sugere.
– Não, não precisa, gente, sem problemas. — Arizona diz um tanto cabisbaixa.
– Imagine Arizona, não é problema algum. — Addison insiste. — Callie sua lista ficou na minha gaveta, eu vou ao mercado, faço as compras e depois deixo na sua casa. Até porque hoje é sexta, amanhã é dia da gente se afogar em álcool, eu teria que ir ao mercado com você de qualquer forma pra te lembrar de comprar a tequila.
– Tudo bem, só tenha certeza de que...
– Pode deixar, dou conta de tudo. — Addison responde dando uma piscadela para sua amiga. — Enfim, boa noite Arizona e vejo você mais tarde Callie.
– Boa noite, Addison. — Arizona responde rindo do jeito extrovertido da mulher.
– Então... — Callie diz quando Addison já havia saído. — Vamos lá.
As duas caminham lado a lado até a sala de Callie, onde a mesma abre a porte e dá passagem para que Arizona entre primeiro.
– Bem, enquanto você se troca eu vou ajeitando as coisas aqui. — Callie explica.
Apenas dando um sorriso afirmativo para Callie, Arizona entra no banheiro e começa a tirar suas roupas ficando apenas de calcinha, assim como fez da primeira vez; ela pendura suas roupas em um cabide e sai do quarto indo em direção a mesa onde, antes de se deitar, enquanto Callie ainda estava distraída de costas preparando as coisas para a massagem, Arizona retira o roupão e se enrola na toalha que ficava pendurada ao lado da mesa, subindo na mesma e se deitando de barriga para baixo.
– Pronta? — Callie pergunta sem tentar transparecer o nervosismo em sua voz.
– Claro. — Arizona responde em um tom animado, apenas aguardando para que pudesse sentir as mãos da latina em seu corpo novamente.
Assim como Callie, Arizona teve duas semanas bem conturbadas depois que saiu do spa, por mais que ela não quisesse pensar sobre isso a todo momento ela se encontrava pensando na latina, não só nas maravilhas que suas mãos haviam feito em suas costas, mas também em seus olhos cativantes e a maneira como Callie havia corado quando a viu de sutiã. Naquele momento Arizona se sentiu sem graça também, mas depois pensando sobre a situação ela se sentiu, digamos, um tanto... animada? — Por falta de uma palavra melhor — em ter alguém olhando para seu corpo daquela maneira, havia muito tempo desde que alguém a olhara com aquele olhar... por mais que houvesse sido rápido, Arizona notou como a latina tinha olhado para seus peitos.
Antes de começar a trabalhar nas costas da mulher deitada ali em sua mesa, Callie apreciou a imagem por um momento antes de respirar fundo e derramar um pouco de óleo em suas costas. A textura do óleo ajudava as mãos de Callie a escorregar mais facilmente nas costas da loira o que era ótimo na hora de apertar os nós ali presentes, que desta vez não eram tantos.
– Menos estresse no trabalho? — Callie pergunta tentando começar algum tipo de conversa antes que sua mão escorregasse para onde não devia. — Seus músculos não estão tão tensos como da outra vez.
– Tive uma semana melhor. Consegui fazer alguns avanços na minha pesquisa e isso me animou um pouco. — Arizona responde enquanto ainda tentava segurar os gemidos que queriam escapar de sua boca.
– Fico feliz em saber. — Callie diz com um sorriso mesmo sabendo que a loira não podia ver seu rosto.
– Sabe, eu fiquei pensando... — Arizona diz. — Seu nome é um tanto diferente... Callie, nunca ouvi antes. É diminuitivo de alguma coisa?
– Ah, sim... digamos que sim. — Callie diz rindo. — Mas eu não posso te contar.
– Por que não? — Arizona pergunta confusa.
– É um nome um tanto estranho... não gosto muito dele.
– Aposto que não é mais estranho do que Arizona.
– Não seria tão confiante se fosse você. — Callie brinca.
– Vamos lá, prometo não contar pra ninguém. — Arizona diz com um tom um tanto infantil.
– Tudo bem... é diminuitivo de Calliope. — Callie diz um tanto envergonhada.
– Calliope...- Arizona diz testando o som do nome em sua boca. — Acho um nome muito bonito.
– Você está brincando, né? — Callie pergunta rindo, direcionando sua mão para uma parte mais baixa das costas de Arizona.
– Claro que não. — Arizona diz com uma voz nervosa quando ela sente a mão de Callie abaixar em suas costas e em um determinado aperto Arizona não consegue mais segurar seu gemido. — Desculpe.
– Tudo bem, já falei pra você que não tem problemas. — Callie diz tentando disfarçar seu nervosismo. Até agora tinha sido tranquilo se controlar, mas com a loira emitindo aqueles sons ela não sabia como ia ser.
– Então... — Arizona diz tentando mudar de assunto. — Você e a Addison... vocês parecem ser bem próximas.
– Nós somos sim, ela esteve aqui por mim em momentos bem difíceis.
– Entendo... — Arizona responde. — Vocês moram juntas?
– O que? — Callie pergunta rindo. — Não, não... eu não ia aguentar viver no meio da bagunça dela. Addison é uma pessoa maravilhosa, mas nem um pouco organizada, enquanto eu... sou meio louca com essa coisa de calcinha jogada no meio da casa.
Arizona solta um gargalhada que faz o coração de Callie disparar.
– Enfim... — Callie diz depois de mais alguns minutos. — terminamos por aqui.
– Já? — Arizona pergunta. — Nossa, no hospital uma hora demora tanto a passar, aqui é como se tivessem adiantado o relógio.
– É o que acontece quando você relaxa. — Callie responde com um sorriso.
– Acho que sim, digamos que um hospital não é o melhor lugar para relaxar. — Arizona brinca se levantando e enrolando a toalha em volta de si, quando ela se vira novamente ela encontra os olhos da outra mulher a observando e, eventualmente, as bochechas de Callie coram por ter sido pega.
– Você... é... vá se trocar enquanto eu... eu pego o chá. — Callie diz um tanto sem graça por ter sido pega.
– Eu ainda tenho duas bolsinhas na caixa que me deu da outra vez. — Arizona diz com uma voz pesada enquanto tentava controlar sua respiração.
– Não tem problema, a gente sempre entrega uma caixinha no final de cada sessão. Você pode guardar e fazer um estoque. — Callie brinca tentando aliviar a tensão do lugar.
– Tudo bem, vou me trocando enquanto isso. E pode deixar que eu vou me trocar no banheiro desta vez. — Ela brinca fazendo Callie ficar mais vermelha ainda. — Ei, eu estou brincando.
– Tudo bem, isso não tem graça... — Callie diz a olhando seriamente com sua respiração desregulada.
– Por que? — Arizona questiona.
– Nada... — Callie simplesmente diz antes de sair do quarto.
Meu Deus. Ela pensa. Sua respiração estava irregular, seu coração batendo rápido e o calor entre suas pernas estava ali novamente.
– Tudo bem, Callie, respira. — Ela dizia pra ela mesma enquanto procurava pela caixinha do chá. — Respire fundo, se acalme, você nunca misturou trabalho com vida pessoal e não vai ser agora que você vai começar. — Ela continua repetindo como se fosse um mantra.
– Calliope? — Ela escuta Arizona chamar da sala. Nossa, seu nome soava tão bonito vindo de Arizona. — Você está bem? — A loira pergunta, colocando a cabeça para fora da porta.
– Sim, estou ótima. — Callie responde nervosa. — Só não estou conseguindo achar as caixas de chá.
– Não tem problema, de verdade. Da próxima vez você me entrega.
Próxima vez? Como assim próxima vez? Ela iria voltar... a mente de Callie grita.
– Não, eu tenho umas caixinhas na minha sala, no armário de baixo. — Ela explica indo em direção ao armário em sua sala para pegar as caixas. — Elas estão por aqui em algum lugar. — Ela murmura enquanto se abaixa.
Arizona não consegue se manter em pé com a visão em sua frente e se senta na cama, apenas observando a mulher procurar as caixinhas de chá.
– Achei! — Callie exclama, levantando rapidamente e se virando para encarar Arizona. Ela pôde sentir os olhos da loira nela enquanto ela estava abaixada, mas preferiu ignorar e respirar fundo. Aquele estava se tornando um exercício bem frequente...
– Obrigada. — Arizona diz com um sorriso recebendo a pequena caixa das mãos de Callie e deixando um pequeno suspiro escapar quando suas mãos se tocam.
Elas se olham nos olhos. Ambas tentavam direcionar seus olhares para qualquer lugar que não fosse os olhos da outra, mas era impossível. Seus corações palpitavam em seus peitos e respirar se tornava cada vez mais difícil.
– Nossa... — Callie diz, pigarreando. — Está quente aqui, achei que o ventilador estivesse ligado. — Ela muda de assunto tentando escapar e ameaça começar a andar em direção ao interruptor, apenas para ser parada quando seu nome é chamado em suas costas.
– Calliope? — Arizona chama com uma voz baixa, mas havia sido o suficiente para que Callie escutasse. A latina se vira e Arizona se encontra novamente perdida em seus olhos; antes que pudesse pensar em mais alguma coisa suas mãos já estavam puxando o rosto de Callie para junto do seu fazendo com que seus lábios se encontrassem em um ansiado, e um tanto desengonçado, beijo.
Callie tenta relutar no começo, mas logo desiste, a mão da mulher que agarrava seu cabelo por trás a fez perder todas as forças e logo ela se entrega. O beijo não era romântico e nem mesmo ajeitado, era um beijo apressado, como se ambas estivessem esperando por aquilo suas vidas inteiras, quando na verdade apenas duas semanas haviam se passado desde que se conheceram.
Duas semanas...
– Me desculpe. — Callie diz quebrando o contato com Arizona. — Eu... eu não posso fazer isso.
– Não. — Arizona diz descendo da mesa. — Eu que tenho que me desculpar eu só... eu... me desculpe, eu tenho que ir.
– Arizona! — Callie chama indo atrás da mulher que saia apressada e envergonhada do local. — Arizona, espere, por favor.
A loira para de repente quase fazendo Callie tombar nela.
– Callie, por favor, foi um ato estúpido meu, vamos fingir que isso não aconteceu, tudo bem? Eu entendi tudo errado, só... esquece. — Ela diz tentando se virar novamente apenas para ter seu braço segurado por uma mão forte. — Callie...
– Eu sinto muito... não quero que você saia daqui assim, mas eu preciso que você entenda que não é assim que as coisas funcionam aqui... aqui não é um daqueles lugares que... eu não quero que você pense errado.
– Não, tudo bem, eu entendi errado eu...
– Arizona... — Callie suplica. — Não é isso. Eu te conheço há duas semanas e eu tendo a me apegar as pessoas rápido... e sempre quebro a cara. Eu não posso fazer isso porque eu prometi a mim mesma que não vou misturar trabalho e minha vida pessoal... eu não posso...
– Tudo bem, Callie... está tudo bem, de verdade. — Arizona responde respirando fundo. — Eu realmente preciso ir. — Ela diz com um tom triste, soltando seu braço da mão de Callie.
– Você vai voltar? — Callie pergunta esperançosa.
– Boa noite, Callie. — Arizona diz antes de se virar e ir embora.
Ótimo, Callie, você é muito esperta. Ela pensa.
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