Notas iniciais
Oi, gente! Mais uma segunda feira chegou, o que significa que é dia de entregar a vocês mais um capítulo de Destiny. Muito obrigada por todo "feedback" que me enviaram no último capítulo, fiquei feliz em saber que consegui pegar à todos de surpresa. E aguardem, pois esta não foi a única... ainda vem mais em capítulos futuros. Enfim, vamos parar de blá blá blá e vamos ao que interessa. Como sempre, peço desculpas por qualquer erro de ortografia/gramática/digitação. Boa leitura!

Flashback

Sábado 17:30

Callie havia ansiado por aquele dia a semana inteira e ele finalmente havia chegado. Em mais ou menos uma hora ela estaria levando Arizona para seu primeiro encontro oficial e ela estava se sentindo como uma adolescente sobre o assunto; ela não ia a encontro algum havia tanto tempo e agora que finalmente uma oportunidade havia aparecido, ela estava nervosa.

Alguns minutos mais cedo Callie se permitiu relaxar na pequena banheira que havia no banheiro de seu apartamento. Ajustara a água na temperatura perfeita e também havia adicionado uns sais de banho que tinha conseguido no spa para que sua pele ficasse macia e cheirosa. Ela perdeu a conta de quanto tempo ficara ali, Sofia na estava na casa de April, então barulho algum podia ser escutado no local o que ajudava ainda mais em seu relaxamento.

April era de grande ajuda quando Callie e Addison saiam para beber aos sábados. A mulher ruiva era esposa de Jackson, um grande amigo de Mark, e a filha dos dois, Ângela, era a amiga mais próxima de Sofia, então todos os sábados as meninas faziam uma festa do pijama. No começo Callie achava estranho fazer de April e Jackson suas babás para que ela e Addison pudessem sair para beber, mas o casal garantia que não era incômodo algum e que adoravam olhar as meninas. Claro que naqueles dias que os dois queriam um tempo para eles Callie buscava Ângela e a festa do pijama era na sua casa, o que sempre resultava em duas meninas, uma de cinco e uma de seis anos, super elétricas por causa da quantidade de açúcar consumida e Callie juntamente com Addison, quem sempre fazia questão de ajudar a morena com as meninas, loucas correndo atrás delas pela casa.

Depois do banho relaxante, Callie se enrolou em seu roupão e assim ficou pelo tempo em que penteava seu cabelo. Naquela noite ela havia decidido não secá-lo com um secador, mas sim naturalmente, o que resultaria em alguns cachos largos, os quais Callie sabia que a loira adorava, pois um dia quando as duas haviam bebido demais Arizona deixou escapar que os cachos davam um ar misterioso a latina, o que Arizona achava muito sexy.

Com seu cabelo pronto Callie foi para sua maior luta: a maquiagem.

Ela não estava acostumada a pintar seu rosto, seu lema era que quanto mais natural, melhor. Ela cansava de ver suas clientes, a maioria que vivia bem financeiramente, chegar ao spa ás 7 horas da manha com o rosto todo pintado exageradamente, sombras escuras, batons ainda mais escuros... o que acabava por esconder totalmente a beleza natural delas.

Enquanto observava seu pequeno estojo de sombras Callie tentava lembrar de umas dicas que Addison havia lhe passado há alguns anos atrás, qual cor combinaria mais com seu tom de pele e que ao mesmo tempo não parecesse algo tão superficial, algo que desse um destaque especial para seus olhos castanhos. Escolhendo a cor perfeita, Callie pincelava a sombra levemente sob seus olhos, quando terminara, a morena checara no espelho o resultado, que não havia ficado tão mal assim. Depois da sombra e do lápis de olho — o que Callie tinha ainda mais dificuldade em usar, pois sempre acabava borrando um olho por sua falta de prática — ela partiu para um batom vermelho. Não era o tipo de batom vermelho que chamasse a atenção de qualquer um que passasse por ser muito chamativo, era um vermelho discreto que dava um toque sensual a seus lábios.

Quando sua luta com a maquiagem finalmente havia terminado, com um resultado surpreendente, vale-se afirmar, Callie se dirigiu até sua cama onde seu vestido vermelho já estava separado. A roupa, diferentemente de algumas mulheres, era aparte mais fácil para Callie, ela nunca teve dificuldade na hora de escolher determinada roupa para determinada ocasião... pelo menos não quando ela fazia isso com antecedência. Ela desfez o nó de seu roupão fazendo com que este caísse no chão e logo pegou seu vestido, o colocando. Após fechar o zíper, Callie vai em direção ao espelho de corpo inteiro que ficava no canto de seu quarto checar o resultado final de seu look. Seu vestido ia até a metade de suas coxas, as costas era quase toda nua e na frente encontrava-se um decote que revelava o suficiente para se querer ver mais. Ela havia gostado do resultado, mas ainda faltava alguma coisa... o que ela encontrou logo que olhou sob seu criado mudo. A garra cor de prata que combinava perfeitamente com as pedras de seu sapato preto encaixou-se perfeitamente por entre seus cachos.

Mas foi logo após Callie colocar a garra em seu cabelo, que as coisas começaram a mudar.

Enquanto andava de volta em direção a sua cama para se sentar e colocar seus sapatos Callie escutou uma batida na porta. Primeiramente ela pensou ter sido impressão dela, mas quando o toque persistiu Callie se levantou e foi em direção a porta de entrada de seu apartamento.

– Arizona, ainda está cedo eu não estou... — Callie parou de falar quando abriu a porta e se deparou com April segurando Sofia em seu colo. — April? — Ela pergunta confusa e quando seus olhos caem sob a expressão no rosto de sua filha, desespero toma conta de seu corpo. — O que aconteceu? — Ela abre mais a porta para mulher entrar.

– Mamãe... — Sofia choraminga.

– Ei, meu amor, o que você tem? — Callie pergunta enquanto pega a menina dos braços de April e a abraça em seu colo.

– Minha cabeça... — A menina diz com uma voz fraca.

– Ela começou a se queixar de dor de cabeça de novo. — April explica enquanto coloca a bolsa de Sofia em cima do sofá. — Ela vomitou um pouco no caminho.

– Ô, meu bem... sua cabeça está doendo de novo? — Callie pergunta preocupada, se sentando com a menina no sofá. — Ela está com um pouco de febre também. — Ela afirma ao levar as costas de sua mão até a testa da menina.

– Nossa, olhe para você. — April diz, finalmente prestando atenção na mulher toda arrumada em sua frente. — Eu sei que você tinha um compromisso hoje à noite, mas eu não soube o que fazer. Pensei em dar algum medicamento a ela, mas Jackson disse que não deveria fazer isso sem a consulta de um médico.

– Ele está certo. — Callie afirma. — Mas... está tudo bem April, você fez o que é certo, ela é minha filha. Não seria justo eu sair para me divertir enquanto você cuidava de minha filha doente.

– Ela já teve esses sintomas antes. — April diz. — Naquele dia que você estava no spa, lembra? Eu te passei uma mensagem.

– Lembro sim, eu liguei para pediatra dela e ela disse que são sintomas da catapora. — Callie explica.

– Pelo tempo já não era para as pintinhas terem aparecido? — April pergunta franzindo o cenho. — Lembro que quando Ângela teve catapora as pintinhas apareceram uns três dias depois dos primeiros sintomas.

– Bem, já fazem mais ou menos uma semana desde aquele dia, mas como os sintomas pararam acabei me acomodando.

– Mamãe... — Sofia choraminga de novo. — Você está bonita...

Callie sorri com o comentário de sua filha. A menina era muito apegada a Callie, sempre fazia elogios a elogiava ou pegava flores que via na rua para entregar a ela quando chegasse em casa. Sofia era muita carinhosa com todos, mas com Callie era algo quase que mágico. Claro que Callie era sua mãe e a única família de verdade que a menina tinha, mas os laços entre Callie e Sofia eram muito fortes desde seu nascimento, quando ambas perderam alguém muito importante.

– Obrigada, meu amor. — Callie diz, dando um beijo no topo da cabeça da menina. — Vou dar um banho nela pra ver se a febre abaixa. — A mulher diz para a ruiva. — Mais uma vez, muito obrigada, April. Você não precisava ter vindo até aqui, eu poderia ter ido buscá-la.

– De maneira alguma, não há problema algum nisso. — A mulher responde com um sorriso. — Melhore logo, viu? — Ela diz afagando o cabelo da menina. — A gente tem que fazer aquela maratona de filmes da Disney com a Ângela!

– Desenho! — Sofia diz animada, quase pulando do colo da mãe.

– Mas não hoje, meu bem. — Callie diz, pegando a menina novamente no colo. — Você está dodói e a mamãe vai cuidar de você.

– Mas mamãe... — Ela tenta protestar quando em vez de sair palavras de sua boca, o que sai é o conteúdo de seu estômago, sujando a frente do vestido de Callie quase todo.

– Ei... — Callie diz com uma voz preocupada, levantando o rosto da menina que havia começado a chorar. — Não precisa chorar, meu amor, está tudo bem, você vai ficar bem. — Ela tentava controlar a menina, seu coração partindo ao ver sua filha mal.

– Você precisa de ajuda com alguma coisa? — April pergunta.

– Não, nós vamos ficar bem, muito obrigada mais uma vez. — Callie agradece, sinceridade pura em sua voz. — Agradeça ao Jackson por mim também, vocês são grandes amigos.

– Nós também gostamos muito de vocês. — April diz com um sorriso. — Me ligue se qualquer coisa acontecer para que possamos vir ajudar, tudo bem? — Callie assente com a cabeça. — E você, mocinha... fique boa logo. — E dando um beijo no rosto da menina e outro no rosto de Callie, a ruiva fecha a porta do apartamento atrás dela.

– Então, Joaninha, vamos lá tomar um banho? — Callie pergunta a menina que balança a cabeça negativamente, ainda se sentindo enjoada. — Vamos lá, o Sr. Quack está esperando você.

Com a menção do nome do seu patinho de borracha a menina levanta a cabeça e agora acena positivamente, um sorriso fraco no canto de seu rosto.

Enquanto ia em direção a seu banheiro com Sofia no colo foi quando os olhos de Callie caíram sob o relógio e seus olhos se arregalaram com a hora, faltava meia hora para seu encontro com Arizona. Encontro que ela tanto havia esperado... encontro que ela não poderia comparecer. Então enquanto esperava a banheira encher, Callie pegou seu telefone e rapidamente mandou uma mensagem para Arizona cancelando o compromisso na esperança de que a loira pudesse compreender.

Mas como ela poderia compreender se nem sabia que Callie tinha uma filha? Será que Arizona seria capaz de um dia, depois de descobrir a verdade, perdoar Callie por ter escondido tão importante fato sobre sua vida?

A resposta para tais perguntas, naquele momento ela não sabia. Tudo o que sabia era que aquela noite seria dedicada aos cuidados de sua filha que estava doente e precisava dela mais do que nunca, e se havia uma coisa que Callie havia prometido para si mesma no momento em que seu teste de gravidez deu positivo, foi que ela jamais abandonaria seu bebê quando ele ou ela mais precisasse, ela não seria como sua mãe. Ela jamais faria com seu bebê o que Lucia havia feito com ela. Jamais.

Depois de retirar seu vestido agora sujo de vômito, Callie ficou apenas de sutiã e com um shorts largo. Ela escutou seu celular apitar de volta e viu o nome de Arizona aceso no display, mas aquele não era o momento para isso.

Depois de dar um banho em Sofia e tirar sua temperatura ela pôde sentir um alívio, a temperatura da menina havia abaixado e o enjoo tinha passado, a menina ainda reclamava de um pouco de dor de cabeça, então Callie lhe deu umas gotinhas de Tylenol, foi o que a pediatra de Sofia havia indicado da última vez. Após tomar um banho para se limpar e retirar a maquiagem de seu rosto, Callie voltou para sua cama onde Sofia já estava dormindo, se deitou do lado de sua filha e deixou que o sono a dominasse.

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Quarta — Feira 20h

Depois do sábado em que Sofia passou mal, a menina só parecia piorar. Callie havia a levado de novo até sua pediatra a qual a examinou e mais uma vez disse que aqueles eram os sintomas de catapora e era normal Sofia senti-los. Mas havia algo dentro de Callie, algo como um sexto sentido, que não conseguia confiar no diagnóstico da doutora... e olha que a mulher havia sido a pediatra da menina desde que ela tinha dois anos de idade. Para poder tirar qualquer dúvida que pudesse restar sobre o estado da menina, Callie pediu para que a doutora passasse vários exames, o que a mesma achou bobagem, mas Callie insistira.

Os exames foram feitos durante aquela semana, e como Sofia ainda estava fraca e reclamando de náusea, Callie pediu a Addison que lhe desse a semana inteira de folga, o que a madrinha da menina não pensou nem duas vezes antes de conceder.

As ligações e mensagens de Arizona se tornaram menos frequentes depois de alguns dias, o que Callie não poderia agradecer o suficiente. Ela queria encontrar a loira, sentia falta dela, mas naquele momento tudo que ela queria se preocupar era com sua filha, todo seu tempo seria dedicado a menina.

Depois do último exame de Sofia, a menina e sua mãe voltaram para casa onde repetiram a rotina dos últimos dias. Sofia não ia para escola, Callie não ia trabalhar e as duas passavam o dia inteiro juntinhas na cama de Callie assistindo desenho, pois esta era a única maneira de manter a menina quieta. Naquela noite enquanto terminava de fazer o jantar Callie escutou alguém bater na porta.

– Um minuto. — Ela disse enquanto secava suas mãos em um pano de prato.

Antes de pedir por qualquer identificação Callie abre a porta e dá de cara com a pessoa que ela estava procurando evitar durante aqueles dias.

– Arizona? — Ela pergunta, o sorriso que estava em seu rosto proveniente da risada de Sofia que vinha do quarto sumira. — O que você está fazendo aqui?

– Hey... — A loira diz suavemente apesar do olhar de Callie estar a assustando. — Você sumiu... de novo... então eu...

Antes que Arizona pudesse terminar sua explicação, Callie escuta a voz de Sofia chamar por seu nome em suas costas.

Bem... agora não havia mais como esconder.

Notas finais
Peço desculpas pelo capítulo curto, este foi o que costumo chamar de "filer", ou seja, um capítulo para complementar uma parte já contada, mas que também serve de gancho para o que está por vir sem revelar muito, só para aumentar a curiosidade de vocês. Give me some love e vejo vocês na próxima segunda. Um grande abraço!