Destiny

10 Capítulo 10


Notas iniciais
Oi, gente! Venho aqui deixar este capítulo para vocês como um pedido de desculpas. Como eu havia avisado antes (no grupo do facebook), minha vida se tornaria um loucura quando minhas aulas voltassem e bem... shit got real, tenho tempo quase para nada. Enfim, estou tentando escrever o máximo de capítulos que posso e irei os postar aos poucos, portanto peço que sejam um pouco paciente. Gostaria de agradecer a todas a reviews que recebi no último capítulo, colocaram um sorriso em meu rosto. Agora uma observação sobre este capítulo: meu conhecimento sobre medicina é -10, portanto se eu falar alguma besteira relacionada a área médica, just go with it, por favor. Aproveitem o capítulo e boa leitura!

– Impossível... impossível. — Callie continuava a repetir enquanto andava de um lado para o outro na sala de sua casa, lendo pela milésima vez as palavras escritas naquele pedaço de papel. — Isso não é possível!

– Tudo bem, Callie, já chega. — Addison diz se levantando do sofá e segurando a latina pelos ombros, impedindo que ela pudesse dar outro passo a frente. — Você está assim há quase dois minutos, daqui a pouco vai fazer um buraco no chão.

– É só que isso não faz sentido! — A mulher diz exasperada, apontando para a folha de papel em sua mão.

– Eu não sei porque você está tão nervosa. — Addison diz, se sentando novamente no sofá e puxando Callie junto com ela. — Pensei que ficaria feliz em ver que está tudo certo.

– Eu também pensei, Addie, mas o problema é que não está tudo certo. — Ela explica se virando para sua amiga e a olhando nos olhos. — Tem algo aqui dentro, — Ela coloca sua mão direita sob seu peito. — me dizendo que tem sim algo de errado.

– Você está assustada, é normal se sentir assim depois de tudo que vocês passaram. — Ela diz, tentando transmitir um pouco de alívio para sua amiga que agora começava a chorar. — Mas você fez todos os exames que a doutora passou, ou melhor, que você pediu que ela passasse, pois ela já havia feito um diagnóstico.

– Isso não é catapora. — Ela diz com um tom sério. — Por favor não diga que é catapora novamente porque não é! — Seu tom aumenta um pouco.

– Tudo bem, se acalme. — Addison diz. — Você vai acabar acordando Sofia.

– Você viu como ela está Addison, o rostinho dela... só de olhar pra ela você vê que tem algo de errado.

– Do que você está com tanto medo? — A mulher ruiva pergunta, ela sabia que toda aquela reação de Callie poderia ser resumida em um único sentimento: medo.

– Você sabe o por quê. — Ela diz se levantando e começando a andar de um lado para o outro novamente, suas mãos trêmulas passando por entre seus cachos negros.

– Mas já têm tantos anos, Sofia é uma menina saudável, nunca aconteceu nada que...

– Eu preciso fazer alguma coisa. — Callie interrompe sua amiga. — Eu não posso continuar me sentindo assim, impotente, sabendo que minha filha precisa de mim e eu sem saber o que fazer.

– Bem... — Addison começa a falar, estudando bem suas palavras antes de permitir que estas escapassem por entre seus lábios. — Por que não fala com Arizona? Ouvi dizer que ela é a melhor no campo da pediatria, foi uma aluna de ouro da Hopkins.

– Não, nem pensar. — Callie logo corta a ideia. — Arizona provavelmente me odeia neste momento. Eu não posso fazer isso.

– Por que não?

– Addie! — Callie diz, parando em frente a sua amiga. — Não é óbvio? Até dois dias atrás ela não sabia que eu tinha uma filha, não posso aparecer no hospital com tal filha doente e pedir para que ela me ajude.

– Como você pode pensar assim? — Addison pergunta surpresa. — Sofia deveria vir antes de qualquer coisa, não importa o quão estranha seja a situação, Sofia é sua filha e Arizona é a melhor que ela pode ter. Não deixe que seu orgulho ou seja lá o que for entre no meio disso.

– Não é orgulho e é claro que Sofia vem antes de tudo, ela é tudo que eu tenho. — Callie confessa, se jogando no sofá novamente. — Mas de qualquer forma Arizona não poderia a ajudar, ela é cirurgiã pediátrica, não pediatra.

– E isso tem alguma diferença?

– Claro que tem, você sabe que tem. Você foi casada com um cirurgião, pelo amor de Deus!

– Tá, tudo bem, mas então o que pretende fazer? — Addison pergunta. — Sabe que pode contar comigo para qualquer coisa.

– Eu...

Antes que Callie pudesse terminar um choro pôde ser escutado vindo de um dos quartos da casa. As duas mulheres se levantaram rapidamente do sofá e correndo foram em direção ao quarto de Sofia.

– Meu amor, o que houve? — Callie pergunta assustada com o choro descontrolado da menina. — Fala pra mamãe, aonde está doendo? — Ela pega Sofia e a senta em seu colo, envolvendo seus braços protetoramente em volta da menina.

– Mi-minha cabeça. — A menina soluça. — Dói muito, mamãe.

– Callie... — Addison chama. — O que eu posso fazer?

– Mamãe... po-por que está tudo es-escuro? — Ela continua a soluçar. — E-eu tenho medo de escuro.

– Escuro? — Callie pergunta assustada.

Antes que qualquer outro som pudesse sair da boca da menina, seus olhos se fecham e seu corpo amolece nos braços de Callie.

– Sofia? — Callie pergunta entrando em desespero, balançando a menina na tentativa de acordá-la. — Sofia, por favor!! — Ela pede chorando.

– Callie... — Addison diz novamente, agora também em desespero.

– Ligue para emergência. Agora! — Ela ordena e em menos de um segundo depois Addison sai correndo para fazer a ligação.

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Dois dias haviam se passado desde que Arizona resolveu surpreender Callie indo até seu apartamento. Enquanto caminhava até o local, mal sabia ela que seria a surpreendida da noite.

– Arizona, esta é Sofia, minha filha.

A voz da latina ecoou na cabeça de Arizona a noite inteira. Depois que Teddy a buscou na frente do prédio de Callie e a levou para casa, Arizona se permitiu desmanchar em lágrimas enquanto contava o que havia acontecido para sua melhor amiga. Como Callie pôde esconder algo tão importante assim? Quando ela pensou que tudo estava começando a dar certo as coisas tomaram outro rumo. Mais uma vez o Destino estava rindo na sua cara.

Mas agora ela havia cansado, não se deixaria mais ser feita de boba. Talvez aquele houvesse sido um sinal indicando que as coisas entre ela e Callie jamais dariam certo e que ela estava destinada a ficar sozinha para o resto da vida.

Teddy riu dela quando disse isso em voz alta depois de se afogar no pequeno estoque de álcool que tinha em seu apartamento. Ela ficou com raiva da mulher no momento e a mandou ir embora, só falou com ela novamente no dia seguinte quando a ressaca bateu e sua cabeça parecia que iria explodir e ela não lembrava direito o que havia acontecido na noite anterior depois de ter desabado no sofá.

– De plantão na emergência? — Teddy pergunta quando se aproxima dela no balcão no dia seguinte a sua ressaca. — Pensei que fosse o dia da Beth.

– Era. — Arizona diz rispidamente. — Mas pedi para trocar.

– Nossa, você realmente deve estar bem entediada pra pegar plantão na emergência em pleno final de semana. — Teddy responde, resolvendo ignorar o tom da amiga.

– Não é como se eu tivesse mais o que fazer. — Ela responde sem olhar para Teddy, escrevendo alguma coisa no prontuário de alguém.

– E a pesquisa? — Teddy pergunta, sabendo que aquele seria o único assunto no momento capaz de animar sua amiga. — A menina já chegou?

– Chega amanhã pela manhã, graças a Deus. — Ela diz, jogando os braços para o alto em agradecimento. — Só assim vou conseguir focar em alguma coisa que não seja...

Ela não precisou terminar sua frase para que sua amiga entendesse sobre o que, ou melhor, quem ela estava falando.

– Ela não ligou? — Teddy pergunta um tanto receiosa de tocar no assunto.

– Não. — Arizona responde simplesmente. — E se tivesse eu não teria atendido.

– Sabe, esse joguinho de gato e rato de vocês já está ficando velho. — Ela resolve dizer a verdade. — Vocês precisam resolver logo o que querem e o que vão fazer a respeito.

– Resolver? — Arizona pergunta com uma risada sarcástica. — Já está resolvido, eu não quero mais nada com ela... e se ela quisesse alguma coisa teria ligado.

– Vocês duas são muito teimosas.

– Ela tem uma filha, Teddy! — Arizona diz com o tom mais alto, chamando a atenção de alguns a sua volta. Mas logo aqueles voltaram a fazer o que estavam a fazer, pois o olhar da loira na direção deles havia sido um tanto intimidador. — Ela escondeu isso de mim. Uma filha. Isso é o tipo de coisa que você fala no primeiro encontro.

– Talvez ela estivesse com medo de te contar.

– Medo? Teddy... do lado de quem você está?- Ela pergunta encarando a loira.

– Do seu, claro! — Teddy responde um tanto ofendida. — Só estou dizendo que, talvez...

– Não existe um talvez. — Arizona diz enquanto levanta sua mão para impedir que Teddy fosse a diante com seus discurso. — Se ela escondeu isso de mim, Deus sabe lá mais o que ela esconde.

– Você disse que sempre teve a sensação de que ela estivesse escondendo algo, não se abrindo completamente.

– E eu estava certa, o que me faz ter ainda mais raiva de mim mesma.

– Não faça isso, não é saudável.

Arizona apenas balança a cabeça, não dando atenção para o comentário estúpido de sua amiga. — O que você está fazendo na emergência afinal? Pensei que estaria em cirurgia.

– Meu trauma morreu a caminho da SO. — Ela explica.

– Sinto muito.

– Eu também. — Ela suspira. — Mas enfim, vim ver se você não quer tomar um café. Sei que seu turno aqui acabou de começar, mas está tudo tão calmo... mande um interno ficar de olho e caso algo muito grave aconteça eles te mandam mensagem.

– Pode ser, estou precisando de um café, essa dor de cabeça parece que não vai embora nunca. — Ela explica.

– Enquanto não inventarem uma cura pra dor de cabeça melhor do que café, vamos lá nos afogar em cafeína... e você vai precisar de muita cafeína para este plantão.

– Wilson... — Arizona chama a única interna que possuía sua total confiança... ou pelo menos boa parte dela. — Preciso que fique de olho pra mim enquanto busco um café, pode dar conta disso?

– Pode apostar, doutora Robbins! — A mulher responde, animada por ter sido designada a tal função que apesar de simples, também era importante.

No caminho até o carrinho de café que ficava no pátio do hospital as duas amigas conversaram sobre tudo e qualquer coisa. Teddy apesar de não querer tocar no assunto devido a situação de sua amiga, acabou lhe contando um pouco sobre Henry, o cara que havia conhecido no bar, depois que Arizona insistiu. Mas antes que pudessem chegar na metade de seu café o pager de Arizona toca com os números "911" piscando em vermelho na tela.

– Droga, 911. — Arizona murmura virando o resto de seu café todo de uma vez. — Vejo você mais tarde? — Ela pergunta se levantando e começando a dar passos em direção ao prédio do hospital novamente.

– Com certeza. — Foi a resposta que recebeu de Teddy antes de começar a correr em direção a emergência.

Enquanto corria ela sentia a adrenalina em seu corpo aumentar, era sempre assim quando um trauma chegava. Você corria o mais rápido que pudesse, fazia tudo que estava ao seu alcance e, embora alguns médicos não acreditassem em algo como religião, eles tinham fé... fé na medicina, então eles pediam para qualquer Deus da medicina que pudesse os ouvir que tudo desse certo e que mais uma vida pudesse ser salva.

Quando ela abriu as portas da emergência logo foi recebida por sua interna, quem logo entregou o prontuário da paciente em suas mãos e começou a ditar o caso.

– Sofia Elena Sloan Torres, cinco anos, chegou desacordada no hospital. A mãe disse que antes de desmaiar a menina reclamava de forte dor de cabeça e visão escura.

Ao ouvir o nome da paciente o coração de Arizona acelerou.

– Alex... — Arizona diz ao abrir a cortina do leito e encontrar seu pupilo já examinando a menina. Com um olhar de relance Arizona pode ver Callie sendo abraçada por Addison enquanto lágrimas escorriam por seu rosto, a menina começava a acordar aos poucos.

– Ei Sofia... — Arizona diz se aproximando da menina. — Devagar, abra os olhos devagar. — Ela tentava auxiliar a menina.

– Mamãe? — A menina chamou com uma voz fraca de choro.

– Eu estou aqui, meu bem. — Callie diz, saindo dos braços de Addison e se aproximando da cama, segurando a mão de sua filha. — A mamãe está aqui, você vai ficar bem.

– Minha cabeça... — Ela choraminga.

– Sofia, sei que sua cabeça está doendo, tente não fazer esforço, tudo bem? — Arizona instrui e a menina apenas balança a cabeça devagar. — Quando as dores de cabeça começaram? — Ela pergunta, finalmente se virando para Callie.

– Há umas duas semanas atrás. — Ela responde. — Estávamos brincando no parque quando ela começou a dizer que estavas sentindo pontadas na cabeça... ela teve um pouco de febre naquela noite também, a levei na pediatra dela no dia seguinte e ela disse que eram sintomas da catapora.

– Sim, são sintomas bem comuns. — Arizona afirma. — Ela reclamou de náusea também?

– Sim, ela vomitou algumas vezes. Sempre quando a cabeça começava a doer logo depois ela vomitava. — Callie explicava, suas mãos suando de nervoso.

– Tudo bem, Alex, peça uma... — Antes que ela pudesse continuar Callie a interrompe.

– Eu já tenho alguns exames que você possa precisar. — Ela diz entregando o envelope com os exames nas mãos de Arizona. — Eu não acreditei que pudesse ser catapora, pois pelo tempo já era para as pintinhas terem começado a aparecer, ou pelo menos coçar... então pedi para que a pediatra dela passasse alguns exames.

Ao retirar os papeis do envelope e analisá-los por algum momento Arizona ficou um tanto surpresa que Callie soubesse exatamente quais os exames que precisariam fazer.

– Bem, de acordo com isto...

– Está tudo normal. — Callie completa. — Eu recebi os resultados mais cedo e olhei em casa.

– Como você conseguiu ler isso? — Arizona pergunta confusa. — Não é qualquer um que consegue ler estes exames.

– Eu sei que não. — Callie diz, ficando ainda mais nervosa com sua próxima revelação. — Sou... era cirurgiã ortopédica... na faculdade de medicina nos faziam ler qualquer tipo de exame e também trabalhei com scans por muitos anos.

Arizona a olhou perplexa, mais uma coisa que Callie falhou em lhe contar. Ela havia dito que existiam coisas que Arizona não sabia sobre ela, mas... uau, ela não imaginava que seria tanto.

– É estranho, não é? — Callie ignorou o olhar da loira em sua direção e virou seu olhar para sua filha, quem estava sendo examinada por Karev. — Ela ter todos estes sintomas e os exames voltarem todos normais?

– Posso dar uma olhada, Robbins? — Alex pergunta apontando para os papeis. Arizona apenas o entrega sem dizer nada. — Bem, estes são exames de rotina e realmente tudo parece normal... mas acho que a gente pode pedir uma angio ressonância pra poder ter uma visão mais profunda, é comum dores de cabeça quando se trata de catapora, mas não com essa intensidade.

– Uma angio ressonância? — Callie pergunta assustada. Aquilo era o tipo de exame feito para coisas graves. Muito. Graves.

– Sim... acho que não precisamos explicar o que é, devido ao seu passado com a medicina podemos assumir que você saiba. — Arizona provoca, Addison que estava quieta até agora apenas observando de longe pigarreia para repreender a loira. — Ela já teve algum trauma? Não sei... talvez uma queda quando mais nova? — Ela ignora o olhar de Addison.

Callie começa a tremer perante a pergunta de Arizona, seu maior pesadelo poderia estar se tornando realidade.

– Sim. — Addison intervém quando a morena abre a boca algumas vezes porém nenhum som é emitido. — Um acidente de carro. Callie sofreu um acidente de carro quando estava grávida de 24 semanas e tiveram de fazer uma cesárea de emergência, Sofia teve de passar por algumas cirurgias logo após o nascimento.

Os olhos de Callie se encheram de lágrimas naquele momento quando lembranças do acidente terrível vieram a sua cabeça.

Arizona se sentiu mal naquele momento, ela não sabia o que dizer ou fazer a não ser continuar com sua postura profissional, não se envolvendo de forma pessoal em qualquer minuto.

– Alex... — Ela diz se virando para o rapaz que ainda conversava com a menina para distraí-la enquanto as mulheres estavam a conversar. — Peça a angio e coloque um pouco de pressão para que o resultado saia o mais rápido possível. — O rapaz logo se levanta e vai até o telefone avisar que estava indo com uma paciente com caso urgente para a sala de exames. — Você pode ir até a recepção dar entrada na internação de Sofia enquanto preparamos um quarto para ela na ala da pediatria onde ela poderá ficar depois dos exames.

Callie apenas acena com a cabeça e começa a andar em direção a recepção, sendo seguida por Addison logo atrás, mas antes que pudesse dar outro passo ela escuta seu nome ser chamado pela loira novamente.

– Calliope... — Arizona diz com um tom mais suave. — Eu sinto muito.

Callie apenas balança a cabeça novamente e continua a andar.

Quarenta minutos depois Sofia já está em seu quarto no hospital, a menina, sem ter muita noção do que estava acontecendo, parecia estar adorando os animais pintados na parede e o grande urso de pelúcia que se encontrava na cadeira ao lado de sua cama. O urso que Addison havia comprado pra ela na lojinha do hospital segurava uma faixa escrita "fique boa logo".

– Não pensei que fosse contar a ela. — Addison tira Callie de seus pensamentos. — Sobre ser uma cirurgiã.

– Eu também não, apenas saiu. — Ela suspira, correndo seus dedos por entre os cabelos negros de sua filha que estava distraída olhando algumas figuras coloridas em um livro que havia arranjado com uma enfermeira. — Mas agora está feito.

– Acha que ela ficou com raiva?

– Não é como se ela já não estivesse com raiva antes. — Callie ri. As duas ficam em silêncio por alguns momentos depois daquilo, aquela não era a melhor hora para falar sobre ela e Arizona. — Por quê será que estão demorando tanto?

– Não sei, talvez o resultado não tenha saído ainda.

– Talvez. — Callie suspira.

Mais quinze minutos se passaram antes de Alex ou Arizona aparecerem com o resultado, Callie já estava ficando nervosa, suas unhas já haviam sido todas ruídas, ela não sabia mais o que fazer, sempre detestou esperar, principalmente em situações como essas... ela sabia como o pessoal da ala de exames poderiam ser algumas vezes, sempre gostavam de mostrar que quem mandava naquela parte eram eles e que os tão renomados cirurgiões teriam de esperar por eles antes que pudessem agir. Callie sempre achou esta "falsa" hierarquia do hospital uma grande bobagem, sempre viu enfermeiras, dermatologistas e outros como tão importantes quanto ela, mas infelizmente não era assim que todos pensavam e alguém sempre saía prejudicado, neste caso, o paciente que tinha de esperar por conta de teimosia.

– Finalmente. — Callie deu um pulo da cadeira quando viu Arizona passando pela janela do quarto e logo entrando pela porta. — E então? — Ela perguntou ansiosa, suas mãos começando a suar novamente.

– Bem, Callie... — Arizona começou, sua cara não estava nada boa. — Encontramos alguma coisa no exame de Sofia.

– Ai meu Deus... — Callie sussurrou, se apoiando na cama de sua filha, que agora dormia, para poder manter seu equilíbrio, Addison logo se pôs a seu lado. — Fale de uma vez, por favor.

– Aneurisma cerebral. — A loira disse apenas aquelas duas palavras, ela não precisava dizer muito mais do que isso, pois Callie era médica... o que significava que ela entendia bem a gravidade da situação.

– Não... — Callie sussurrou balançando a cabeça negativamente, se negando a acreditar nas palavras da loira. — Não... por favor...

E antes que pudesse dizer qualquer outra coisa ela se vira nos braços de Addie e envolve seus braços em volta do pescoço de sua amiga se permitindo desabar. Addison por mais que tentasse passar algum tipo de suporte a sua amiga também mal conseguia segurar seu choro, Sofia era como se fosse sua filha também.

Arizona assistia a cena que se desenvolvia em sua frente de coração apertado sem saber bem o que poderia fazer.

– Callie... — Ela chamou, a latina levantou sua cabeça lentamente, seus olhos inchados e lágrimas escorrendo por eles como uma cascata.

– Você pode nos dar um tempo por favor? — Callie pede.

Por mais que ela não quisesse dar aquele tempo para elas, por mais que ela quisesse fazer logo algo que pudesse ajudar a menina ela permitiu que elas tivessem um tempo para si.

– Dez minutos. — Ela diz. — Precisamos montar um plano de ação o mais rápido possível.

– Obrigada. — Callie diz ainda chorando.

Arizona deixa o quarto e fecha a porta atrás de si. Realmente as coisas não poderiam piorar.

Notas finais
O que acharam? Deu pra engolir a parte médica? HAHAHA' Vejo vocês no próximo capítulo.