Destiny

1 Capítulo 1


Notas iniciais
espero q gostem. se tiver erros, me digam q eu corigo.

Acordei e olhei em volta, meu quarto. Suspirei. Não sabia como havia vindo parar aqui. Isso já aconteceu antes, mas nunca me recordo como e o que aconteceu. Fui tirada de meus pensamentos quando Renée adentrou meu quarto, segurando em seus braços um abandeja.

- como vai minha querida?- ela perguntou amorosamente, quem não a conhece poderia dizer que ela é uma excelente mãe. Nunca pareceu se importar comigo, não conversamos direito.

- Estou bem. — Respondi sem vontade, ela colocou a bandeja perto de mim.

- Trouxe para você, precisa se alimentar. — Ela falou com um sorriso, nos últimos meses ela fez isso algumas vezes, ainda não entendo o motivo.

- Obrigada. — murmurei sentando-me na cama e pegando o copo de suco de laranja.

- Coma tudo ok?- Ela levantou-se e saiu do quarto.

Deixei o lanche de lado.

Eu sou tão infeliz, sinto-me sozinha a todo instante, não tenho amigos, nem família- Renée não conta, ela está agindo desse modo, mas isso não significa que eu a considere.

Acho que nunca tivemos uma conversa decente. Dando de ombros peguei m dos sanduíches que estavam no prato, quando estava na metade, meu estomago se embrulhou, com a mão na boca, corri ate o banheiro vomitando tudo que eu tinha comido parecia que, tudo o que havia dentro de mim estava sendo puxado passando pela minha garganta e saindo por minha boca. Quando finalmente acabou, escovei os dentes e voltei ao quarto. Essa não era a primeira vez que eu enjoava, mesmo não gostando é melhor procurar um médico, esses vômitos já estão me cansando.

Aproveitei que Renée havia saído, e fui até o medico que eu havia marcado uma consulta pelo telefone.

- Bom dia Srta. Swan. — Me cumprimentou um medico de boa aparência quando entrei em sua sala.

- Bom dia. — Retribui o cumprimento me sentando em uma das cadeiras, quando ele fez um movimento com as mãos as indicando.

- Então senhorita, o que a traz aqui?

Expliquei meus enjôos, e as outras coisas que estavam acontecendo comigo e com meu corpo, mas quando ele fez uma pergunta em particular, eu quis gargalhar.

- Como esta o ciclo menstrual?

- Doutor eu não posso estar grávida.

- Nunca se sabe Isabella, a camisinha pode se romper, o contraceptivo pode parar de funcionar, você pode ter esquecido o preservativo, nunca se sabe.

- Doutor não pode acontecer...

- Faça esses exames, é ali na sala ao lado, mostre esses papeis, o resultado sai em mais ou menos duas horas, se eu não tiver mais nenhuma consulta, atendo você hoje mesmo ok?

- Ok? Com licença- Pedi já me levantando e saindo da sala, queria sair dali, sabia que não estava grávida, eu não poderia, afinal eu sou virgem. É com dezoito anos sou virgem.

Entrei na sala indicada, por uma das enfermeiras, retiraram um pouco de meu sangue, esperei as suas horas ali mesmo.

Queria só mostrar o exame ao medico pra ele ver. Por um instante me imaginei grávida, eu seria expulsa de casa, minha mãe nunca aceitaria isso.

Peguei o exame, e falei com a recepcionista, o medico estava atendendo sua ultima paciente da lista, ou seja, só precisava esperar alguns minutos, e assim foram uns sete minutos depois a mulher saiu, dei duas batidas na porta e entrei.

- Posso ver o exame?- Ele estendeu a mão assim que me aproximei, sentei-me e ele analisou o que tinha ali.

- Da pra falar logo doutor?- Perguntei já impaciente.

- Bom, senhorita só posso dizer meus parabéns, a senhorita esta grávida, e pelo o que contem no exame, suas gestação já esta de dois meses.

- Houve algum erro.

- Não, esse tipo de exame não falha, não é como o teste de farmácia. Sugiro que a senhorita comece a cuidar da saúde, procure alguma obstetra para fazer o pré natal. — Ele falou, eu quase não ouvia, apenas peguei o exame que ele me estendia, e sai da sala ainda com a mente cheia de mais para conseguir raciocinar direito, andei pelas ruas sem saber ao certo em que direção eu ia.

Isso não podia estar acontecendo comigo, é mentira, não pode... Não pode.

Percebi olhando através de minhas lagrimas espessas que eu estava em um parque, sentei-me em um dos bancos vazios, abaixei a cabeça contra meu braço, escondendo o rosto. Não sei quanto tempo fiquei nessa posição, mas não pari de chorar um segundo sequer.

- Com licença. — Uma voz rouca falou ao meu lado, não olhei para ver a pessoa que falava comigo.

Eu só queria ficar aqui e chorar ate que tudo se ajeitasse, que o que o medico falou fosse mentira. Que tudo isso só fizesse parte de um terrível pesadelo.

- Posso ajudar?- a voz insistiu, suspirando levantei o rosto limpando algumas lagrimas, mesmo outras insistindo em cair.

O homem me encarava com uma expressão preocupada, parecia ser alto, seus olhos verdes me encaravam fixamente, tinha os cabelos de uma cor estranha, mas era lindo. Podia arriscar dizer que esse é o homem mais lindo que já vi em minha vida.

- Precisa de ajuda?- Ele parecia empenhado em me fazer falar. Balancei a cabeça negativamente.

- Não, obrigada. — Falei com a voz rouca.

- Deixe-me ajuda – lá. — Ele sentou-se ao meu lado.

- Não precisa. Deixe-me sozinha.

- Converse comigo, me diga o que esta acontecendo com você? Porque esta aqui chorando?

- Porque quer saber? — Afinal o que um estranho -lindo- iria querer saber o que esta acontecendo comigo?

- Só quero ajudar. Não quer desabafar?- Ele ofereceu com um pequeno sorriso no rosto, e eu tinha a certeza de que esse sorriso era sincero, na verdade o ato mais sincero que eu já recebi de alguém.

- Estou grávida. — Acabei confessando, e um novo choro surgiu em minha garganta. Ele me puxou para seus braços, e me senti segura ali, como se fosse o melhor lugar do mundo, quente e acolhedor.

- Não entendo como isso pode ser ruim, é uma benção, é seu filho. — ele murmurou baixinho após meu choro se acalmar. Afastei-me para olhar nos olhos.

- E eu não entendo como fiquei grávida se eu nunca... Fiquei com ninguém. — Falei baixinho, cheguei a duvidar que ele sequer tivesse ouvido, mas pela sua expressão ele ouviu.

- Como?

- Eu nunca... Eu sou virgem. Como posso estar grávida? Eu sou virgem, droga. -Ele parecia não acreditar no que ouvia.

Mas pudera quem acreditaria? Uma adolescente grávida que se diz virgem.

-E sua família?

- Só tenho minha mãe, que com certeza vai me expulsar de casa quando souber dessa gravidez. — meu choro voltou, só que dessa vez mais alto e ruidoso. Fechei meus olhos fortemente, enterrando a cabeça em seu peito.

Notas finais
reviews?
gostaram? odiaram? quer me dar dicar? sugestões? deixe no review, ou uma mp.
tudo sera esclarecido ao decorrer da fic.
bjsss