Notas iniciais
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Quando Violet entrou encontrou Rachel brincando com Simon e nem sinal de Richard e Nicolas, então ela decidiu perguntar para Rachel.

— Você viu o Rich?

— Ele subiu com o Nich, parece que ia mostrar algumas coisas para ele.

— Que tipo de coisas?

— Não sei, eu só escutei isso.

Violet preferiu não se intrometer, pegou Simon e foi levá-lo para o banho e deixar Rachel ir se encontrar com o namorado. Violet terminou de dar banho no filho, deu de mamar e depois o deitou no berço para dormir e depois foi à procura de Richard.

Ela entrou em seu quarto – onde ainda tinha coisa pra caramba da Simone – e encontrou Richard assistindo com Nicolas alguns vídeos caseiros dele com a mãe do garoto. A cada cena que se passava Richard explicava tudo para o filho e sorria ao se relembrar de tal época, fazendo Violet se entristecer.

Ela deu uma leve tosse para tentar chamar a atenção de Richard, que logo percebeu a presença dela e não mudou muito ao vê-la encarando-o.

— Olha tia Violet! Vem ver as imagens da mamãe com o papai! – o menino dizia com um enorme sorriso no rosto – Eu nunca tinha visto eles assim, tomara que a mamãe volte logo pro papai poder sorrir igual no vídeo.

Violet não sabia o que responder diante da criança, então apenas deu um meio sorriso e sentou-se ao lado de Richard sem dizer nada.

— Filho não diz essas coisas para a Violet, ela pode ficar com ciúmes da mamãe.

— Ta papai, mas a mamãe também não pode ficar com ciúme da tia Violet com você?

— Eu acho que não, ela sabe que eu gosto muito dela e da Violet.

— Mas você casou com a mamãe, não foi?

— Casei.

— Então você gosta mais da mamãe do que da tia Violet?

— Err... É por aí, mas vamos mudar de assunto por que a Violet pode não gostar muito de falar sobre isso.

- Mas você ainda ama a mamãe, não é papai?

— Amo muito a sua mãe filho, mas também gosto muito da Violet também e ela parece não perceber isso.

— Mas a mamãe sabe não é?

— Ela sabe sim.

Violet olhava-o entendendo a indireta, mas não falava nada. Quando Nicolas foi tomar banho deixou Richard e Violet sozinhos no quarto. Ela olhava-o a cada segundo e ele nem ao menos se importava mais, estava cansado disso.

— Parece que você ainda ama a Simone não é?

— E daí? Como você mesma sabe e eu também, ela morreu.

— E se estivesse viva?

— Mas não está! Você está aqui, será que você não entende? Eu tento esquece-la, mas você gosta de deixá-la entre nós, parece que gosta de discutir comigo.

— Eu não gosto de discutir com você, mas você me dá motivos para isso.

— Que motivo eu te dei hoje?

— A foto dela com você no seu escritório.

— Eu já te expliquei sobre isso e se você não acredita o problema é seu, pois agora é que eu não vou tirar aquela foto de lá.

— Richard...

— Eu queria muito que você parasse de discutir tanto comigo, mas agora você já me cansou e me fez perceber que eu não agüentaria ficar um mês ao seu lado sem me cansar de seu ciúme e de sua incrível capacidade de arrumar um motivo para brigar.

— Mas Richard...

— Eu sinceramente não queria que a nossa convivência ficasse assim Violet, amanhã bem cedo eu vou para a Central e espero que daqui para frete nós possamos parar de brigar ou será impossível eu ir ver o Simon. – ele dizia saindo do quarto e deixando-a sozinha.

Depois do ocorrido o casal não trocou uma palavra até a hora do jantar, quando Richard anunciou que iria à manhã seguinte para a Central com o filho para uma conferencia com o Führer, Violet nada disse a este assunto.

Após o jantar Richard foi jogar xadrez com Rachel. Raymond e Isabelle foram para a cozinha conversar com Violet, enquanto ela lavava a louça.

— Violet por que você não vai com o Rich para a Central?

— Ele disse que ficaria muito ocupado, então deixe que ele vá sozinho, eu irei para minha casa à tarde com meus pais.

— Mas ele vai levar o Nich, não acho que ele fique ocupado demais para não dar atenção para o filho. – Isabelle a questionava.

— Ele me disse para eu ir junto, mas prefiro ficar com meus pais e ir no trem das 14:00 horas.

— Não acredito que você vai deixar o cara que você gosta desde sei lá que idade ir para o mesmo caminho que você e não aproveitar a oportunidade de ir no mesmo horário junto com ele.

— Parem de me criticar fui eu quem decidiu isso, mas ele nem insistiu nem nada.

— Quer me contar o que está acontecendo?

— Não sei Belle.

Ele vira-se para o marido – Ray sai daqui, precisamos ter uma conversa de mulheres.

— Sim meu amor, eu vou aproveitar e ficar um pouco mais com as nossas princesas.

Raymond saiu e Isabelle fez com que Violet se sentasse a sua frente.

— Agora me conte tudo.

— Eu venho brigando com o Rich desde que vi as coisas da Simone por esta casa, e desde então viemos discutindo o dia todo.

— Culpa sua!

— Isabelle?! É para você me ajudar, não ficar do lado dele.

— Você nem sabe o que ele sofreu e viveu com a Simone, e você ainda quer que ele se livre das lembranças que ele tem dela Violet? Você venceu no fim das contas, você está viva, mas se você continuar reclamando ele vai se cansar de você e a Simone nunca fez isso com ele.

— Mas eu não tenho como evitar Isabelle, em todo canto que eu olho parece que ela está lá e ele ainda a defende, eu também quero ser notada.

— Então fale para ele que quer ficar com ele e que ambos precisam mudar para poderem ficar juntos e sem brigas, e sem demonstrar ciúmes.

— Ela era tão importante assim pra ele?

— Era bem mais, a vida dele mudou depois que ela apareceu e desde então ele começou a gostar da profissão de militar, da vida no leste, ficou mais sério no trabalho, responsável...

— Entendi, ela fez toda a diferença.

— Mas quando ela aparentemente morreu na guerra, ele ficou arrasado, quase não comia e dormia, já chegou até a querer se matar por isso.

— Nossa! Será que ela faria o mesmo por ele?

— Esqueceu que ela morreu em uma mesa de cirurgia por causa dele?

— Verdade.

— Mostre para ele que você também é capaz de dar a vida por ele, que o ama de verdade.

— Só tem um problema nisso Belle.

— E qual é?

— Eu não sei se me sacrificaria pelo Richard, a vida dele aqui no leste é tão diferente do que lá na Central, aqui ele parece outro homem e não aquele Richard que eu amei um dia.

— Ele amadureceu Violet.

— Às vezes eu acho que o preferia do jeitinho que ele era a dez anos atrás, irresponsável e preguiçoso, para que eu pudesse mudá-lo ao meu gosto, mas parece que a Simone chegou primeiro...

Enquanto elas conversavam na cozinha, os rapazes também conversavam na sala.

— E aí Rich, o que está rolando entre você e a Violet? Não faz nem 24 horas que estão debaixo do mesmo teto e já estão brigando.

— Ela quem começou e isso já está me cansando sabia?

— O que você quer dizer com isso Rich? – Rachel perguntava-o.

— Ela procura por algum motivo para brigarmos, essa briga começou por causa de uma foto minha com a Simone nos nossos tempos de guerra.

— Aquela que eu tirei quando você a pediu em casamento?

— Essa mesma Ray.

— Nossa.

— E ai começou a falar que o Nicolas é responsabilidade só minha, que eu não tenho consideração por ela, que eu vou para a Central e nem a visei...

— E que lance é esse de Central? Eu também nem sabia, então quem sabe ela esteja certa sobre isso.

— Mas eu disse que iria pra lá faz quase duas semanas para você, essa conferencia está marcada faz meses e eu não posso faltar, pois não só a minha patente, mas a sua e a da Isabelle também estão em risco.

— Caramba, então nós também temos que ir?

— É lógico que tem, é uma ordem do papai e creio que você possa até ser promovido.

— Sério?

— É, mas como a Isabelle ainda está de licença a maternidade ela não precisa ir, mas você tem.

— Então eu vou.

— E a Violet também ficou toda nervosa por saber que eu vou visitar o túmulo da Simone.

— Por quê?

— Eu não sei, mas eu gostaria de visitá-la, desde que saímos da Central eu não levo flores para ela e ultimamente tenho sonhado muito com aquele dia na guerra...

— Faça o que você achar melhor, mas não se esqueça de que a Violet ainda sente algo muito forte por você. – Rachel o lembrava.

— Eu sei disso.

Na hora em que Violet foi se deitar Richard estava no corredor pouco indiferente.

— Vou partir às quatro da manhã, se você quiser nos acompanhar fique a vontade Violet.

— Por que tão cedo?

— Tenho que chegar cedo na central e me encontrar com meu pai antes da conferencia.

— Me desculpa por hoje.

— Não se preocupe.

— Não quero que você vá brigado comigo, eu também não queria um clima esquisito entre nós.

— Vou dormir, se eu não acordar cedo e não for vai ser a mesma coisa que eu dizer que estou desertando do exercito.

— Isso por que você não gostava do exercito quando éramos novos.

— Mas passei a gostar, a guerra muda as pessoas.

— Posso mesmo ir com você?

— Pode. – disse sem animo.

— Parece que você está dizendo isso com má vontade.

— Eu estou com sono Violet, como você quer que eu te responda?

— Desculpa, eu vou dormir também boa noite.

— Boa noite.

-

-

3h15min

— Violet, acorda.

— Hum...

— Acorda Violet...

— O que é Rich...

— Acorda ou vamos perder o trem.

— Que horas?

— Agora 3:15.

— O trem só sai as 4:00.

— Mas ainda temos que tomar café, ir até a estação e comprar as passagens.

— Vai indo que eu já vou.

— Vou estar lá em baixo só até as 3:30, se você não estiver lá eu irei sem você Violet.

— Tudo bem, eu já vou.

Richard esperou na sala até 3:30 e nada de Violet aparecer, ele subiu as escadas e a encontrou ainda dormindo, então escreveu brevemente uma carta e a deixou no criado mudo. Ele foi para a estação junto com Raymond e quando chegou lá, foi até um telefone público ligar para Violet e não preocupa-la.

— Alô? – disse Violet ainda sonolenta.

— Violet?

— Sim.

— Eu vou partir para a Central em 5 minutos e só liguei para te avisar sobre isso.

— Como assim? Você nem me esperou.

— Eu disse que te esperaria até 3:30, você não acordou então eu vim para a estação, esqueceu que eu tenho uma conferencia muito importante hoje?

— Claro que não, mas você poderia esperar cinco minutinhos.

— Você estava dormindo as 3:30 quando eu fui ver se você estava pronta.

— E o Nich?

— Ele está aqui comigo, e não se preocupe quanto a sua segurança a Isabelle e a Rachel ficarão com você.

— Mas Rich...

— Deixe-me ir, o trem já vai partir.

— Richard!

— Um beijo Violet.

Ele desligou o telefone na cara dela, deixando-a muito irritada em casa. Richard foi tranquilamente até a Central, com Raymond e Nicolas na mesma cabine que a sua. Chegando a central ele deixa o filho na casa dos pais e vai para o quartel para a conferencia.

A conferencia passou-se tranquilamente sem nenhum alarde, e após isso Richard e Raymond foram cumprimentados por muitos Generais que viam futuro nos irmãos Mustang.

A tarde Richard foi ao hospital fazer alguns exames para comprovar que não havia ficado nenhuma seqüela de seu acidente meses atrás e levar o atestado e comprovar que estava em ótimo estado de saúde para comandar o leste.

Após uma série de exames e comprovar que a saúde dele e de seu fígado estavam em ordem, Richard começa a caminhar pelo hospital já que não tinha nada para fazer e se espanta ao perceber que havia uma sala restrita, então um médico se aproxima dele.

— O senhor não poderia estar nessa área.

— Eu sou Coronel Mustang, filho do Führer.

— Oh! Desculpe-me, senhor.

— O que tem nesta sala?

— Um milagre.

— Como assim?

— Conseguimos salvar uma senhorita de uma morte certa, de uma doença terminal e em estado irreversível.

— Posso saber como?

— O Doutor Marco veio até aqui certo dia e se comoveu ao vê-la querer dar a vida por um homem que estava à beira de ficar cego ou causar um câncer na área dos olhos, aí ele decidiu salva-la e não deixar que ela cometesse esta loucura, pois haviam achado outro doador que era compatível com o homem e que infelizmente morreu na mesa de cirurgia.

— E posso saber quem morreu no lugar dessa senhorita? – disse muito pensativo e apavorado.

— Claro, ambas eram muito parecidas e acho que se fossem irmãs não se pareceriam tanto.

— E qual o nome dela?

— Naquela época nós achávamos que ela se chamava Simone, mas ouve uma confusão muito grande e quando a outra moça que o Dr. Marco salvou se chamava Simone, então certamente a outra seria a senhorita Sara.

— Então a moça que se chama Simone está viva?

— Sim, mas a moça que morreu foi levada no lugar dela e ainda não sabemos como desfazer toda esta confusão e avisar as famílias.

— Eu sei muito bem, mas será que eu poderia ver essa Simone, primeiro?

— Pode sim, essa semana mesmo ela iria receber alta e ir para casa, ela me disse que quer falar com a família dela e rever o filho.

— Então me leve até ela imediatamente.

O medico consentiu a Richard e levou-o até o quarto da moça, chegando lá o médico entra primeiro no quarto para ver se a moça iria concordar que ele entrasse e assim que ela o fez o médico o chamou para entrar.

Assim que passou por aquela porta ele nem acreditava em que os seus olhos estavam vendo, era realmente Simone que estava em sua frente, viva e mais bonita do que ele se lembrara. Ela estava mais corada e saudável, com aquele brilho no olhar que ele conhecia bem, os cabelos negros cobriam os seus ombros e a pele branca estava mais bela e sedosa como sempre.

Ele aproximou-se dela sem reação, assim como ela estava por vê-lo ali parado. E quando finalmente chegou bem próximo dela a abraçou fortemente e sem esconder as lágrimas que vinham aos seus olhos. O médico saiu de fininho para não atrapalha-los.

— Simone...

— Rich você está...

— Eu estou aqui – disse se afastando para encará-la e ver que ela também chorava – Você está linda Simone.

— Deixe de dizer besteiras, eu senti falta de você, da ultima vez que soube de você, estava morrendo...

— Agora ambos estamos bem, não precisa se preocupar.

— Que bom te ver aqui, espero que não tenha sofrido pelo engano dos médicos, eu não pude fazer nada, acordei à uma semana.

— Fique tranqüila, vamos te ressuscitar mais uma vez no banco de arquivos.

— Bobo!

— Você sabia que não pode falar assim comigo, não é?

— Eu sei, fui eu quem te ensinou isso.

— E preciso te contar algo sobre aqueles papéis que te fiz assinar quando estava doente.

— O que?

— Eles eram a nossa certidão de casamento, te enviei uma carta te avisando, mas acho que você não a recebeu.

— Richard! Não acredito que fez isso comigo.

— Eu não queria quebrar uma promessa de guerra e se bem me lembro você prometeu o mesmo naquele dia...

— Richard, mas você não podia me fazer casar assim com você, do nada.

— Mas o importante é que casamos.

— E a Violet? Vocês se amam...

— A única mulher que eu amo está na minha frente agora, a Violet foi apenas uma desilusão.

— Mas Rich...

— Vou lhe contar o que aconteceu enquanto esteve por aqui.

Richard contou tudo que havia acontecido desde que acordara no hospital, de suas idas e vindas com Violet, sobre Rachel no exercito e sem muito animo sobre o namorado dela, sobre as filhas de Raymond e a promoção que ele iria receber na próxima semana e todos os momentos de Nicolas enquanto ela esteve longe.

Eles conversaram durante toda a tarde e quando a noite chegou, ele despediu-se dela dizendo que no outro dia iria voltar para buscá-la. Quando chegou a casa do Führer todos perguntaram o motivo de sua demora e por onde ele andava todo esse tempo e que Violet já havia ligado umas vinte vezes.

Richard apenas ignorou tudo e foi para o seu quarto, dizendo que no outro dia todos iriam ter uma grande surpresa. Mas mesmo assim ele ligou para Violet, apesar de se passar das dez da noite e saber que ela não iria estar com o melhor dos humores.

— Alô?

— Oi Violet, o que queria comigo?

— Richard Mustang onde esteve a tarde toda? Eu te liguei e você não estava.

— Eu estava no hospital fazendo uns exames de rotina depois que saí da conferencia entre os chefes de estado e os mais influentes generais da Central.

— Você me deixou preocupada, poderia ter ligado na hora que chegou ou coisa do tipo.

— Ta entendi, mas pra que tanta preocupação Violet? Eu não sou nada seu.

— Mas a Rachel e a Isabelle se preocupam com você e o Raymond.

— Hum...

— Quando volta?

— Depois de amanhã talvez.

— E por que não volta manhã?

— É uma viagem muito cansativa e tenho algumas coisas para fazer por aqui e além do mais não lhe devo satisfações.

— Eu vou voltar amanhã, meus pais foram hoje e eu fiquei, mas amanhã bem cedo eu estou indo para a Central.

— E a Rachel como está? Eu não confio na Isabelle para cozinhar e cuidar dela perto do namorado.

— Ela está bem, o namorado dela não apareceu por aqui hoje e a Isabelle contratou uma cozinheira.

— Que bom, espero que ela cozinhe muito bem, pois quando eu voltar ela vai ter que preparar um banquete.

— Por acaso já se embrenhou com algum rabo de saia por aí e vai trazê-la para o leste?

— Não, eu não me embrenho com alguém, eu vivo intensamente e rapidamente.

— Você não tem jeito, amanhã você poderia me buscar na estação quando eu chegar?

— E que horas vai ser isso?

- Vou chegar as 16:00.

— Vou tentar, se eu não conseguir peço a alguém que lhe busque.

— Obrigada.

— Disponha.

— Boa noite e se cuida.

— Boa noite para você também.

A noite se passou sem mais novidades e Richard ainda não tinha dito nada sobre o que descobriu no hospital, na manhã seguinte todos se reuniram na mesa para o café e escutaram alguém bater na porta e Raymond foi atender.

— Simone? – Raymond parecia uma estátua.

— Olá Raymond, quanto tempo.

Raymond afastou-se poucos centímetros para ela entrar e assim que Richard a avistou ele levantou-se para encará-la.

— Eu não disse que lhe buscaria depois do almoço? O que há de errado em ser um cavalheiro hoje em dia?

— Desculpa, mas eu não consegui mais ficar por lá, estava tedioso demais e eu queria ver logo o Nicolas.

— Ele ainda está dormindo, caso não tenha percebido meu amor, ainda são 7:30 da manhã.

— Mesmo assim, não queria lhe dar mais trabalho e de mudar os seus horários só para me buscar, seria egoísmo da minha parte.

— Tudo bem, o que está feito não pode mais ser mudado, sente-se para tomar café – ele olha para a porta – Raymond tire essa cara de besta da cara, o que as suas filhas irão pensar se te virem assim?

— Mas a Simone...

— Longa história, depois eu explico.

— Você não disse a eles?

— Ainda não.

— Richard!

— Calma meu amor, são apenas detalhes.

— Você está insinuando que eu sou um detalhe?

— Eu nunca faria isso.

Depois do café Richard foi direto para o quartel tentar encontrar o Dr. Marco e assim que o viu foi falar com ele a respeito de Simone. Ele lhe explicou que curou-a com um pouco da pedra filosofal que ele ainda havia guardado depois de tanto tempo, aliviando assim as preocupações de Richard.

Após todos encherem Simone de perguntas eles finalmente sentaram-se a mesa para o almoço. O tempo se passou voando e Richard quase se esqueceu e ir buscar Violet na estação, ele então chamou Simone para ir junto com ele e ela aceitou.

Assim que chegaram na estação, o trem demorou alguns minutos para chegar, Richard e Simone conversavam animadamente até então. Quando o trem parou na estação, Violet saiu de um dos vagões com o filho nos braços e a ajuda de um rapaz com as suas malas.

Assim que Richard a avistou foi em sua direção junto com Simone e parou a sua frente.

— Como foi a viagem Violet? O Simon não se cansou?

— Estamos bem – ela olha melhor para a mulher ao lado de Richard – Simone?

— Olá Violet, achei que você não me reconheceria.

— Mas como?

— Longa história Violet, a Simone te conta no caminho para casa.

— Está bem.

— Este é seu filho Violet?

— É sim, o Simon.

— Ele é lindo.

— Você está muito bonita Simone, quase irreconhecível de quando a vi na casa dos Mustang quando estava doente.

— O que uma doença não faz com as pessoas não é? Mas agora estou muito bem e disposta a viver cada segundo da minha vida ao lado do meu filho.

— E do Richard também não é?

Ela ficou sem-graça – Ora Violet, não diga essas coisas eu sei muito bem que vocês se amam e...

— Simone! Eu já não lhe disse para você parar com essas besteiras – Richard se intromete nervoso – Você é a minha esposa e não tem que dizer estas coisas, qualquer um que ouvir isto de você vai pensar que eu te encho de chifres.

— Rich...

— Vamos logo para o carro, a Violet deve estar cansada da viagem e a família dela está esperando-a.

Elas foram em silencio até a casa dos Elric, por todo o percurso Violet notava cada traço de Simone e de como ela estava magnífica e deveria ser esse um dos motivos para que Richard gostasse tanto dela. Assim que chegaram, Richard estacionou e levou as bagagens dela até a porta e foi embora com Simone.

O clima entre eles continuou estranho, depois de alimentada e um pouco descansada Violet recebe a notícia de sua mãe que foram convidados para jantar na casa dos Mustang no outro dia, e ela como sempre não pode negar.

Notas finais
FINAL>>>>>>