Destinos das Próximas Gerações -
28 Kapitel 28 - Das Ende.
Notas iniciais
Bom pessoal...foi bom enquanto durou, mas como toda história tem que ter o seu fim e este fim para todos é inadiável, aqui está o final de "Destinos das Próximas Gerações" espero que gostem ou pelo menos compreendam a reviravolta do final que criei... Küsse e espero ver vocês em outras fic's por aí!
Boa leitura e aguardando os reviews finais!!!!
(N/A: Desculpa ser comprido pacas o cap. final, mas sabe como é, neh?!)
Boa leitura e aguardando os reviews finais!!!!
(N/A: Desculpa ser comprido pacas o cap. final, mas sabe como é, neh?!)
O outro dia se passou calmo, pelo menos na vida de Violet, mas na de Richard e Simone estava cansativa e ocupada com ele tendo que reapresentá-la a todos no quartel Central, mas desta vez como a sua esposa.
O dia se passou num piscar de olhos e na hora do jantar estavam todos os presentes devidamente arrumados esperando os convidados na casa dos Mustang. Aos poucos todos iam chegando e se acomodando. — E aí Greg, como está a vida de casado? — Prefiro mudar de assunto, o meu sogro é insuportável. — Bem feito, quem mandou se engraçar para o lado de uma militar – Dizia Alice se aproximando e sentando ao lado do marido – E não diga essas coisas do meu pai amor. — Tudo bem Alice, mas semana que vem nos mudamos daquela maldita casa. — E vamos para onde? Esqueceu que em breve eu vou ter que voltar para o leste? — Não e... Richard você poderia transferi-la para a Central? — Bem que eu gostaria, mas precisamos muito dos serviços da Major no leste, assim como os da minha esposa e mais nova assistente. — Como assim? — A Simone vai comigo amanhã para o leste e vai assumir o seu posto ao meu lado, e pretendo ver a senhora Elric por lá depois que se encerrar a sua licença maternidade. — Sim senhor, mas peço mais tempo para arranjamos uma maneira de não nos separar. – ela olha para Greg. — Alguma solução, amigo? — Vá para o leste com a sua esposa, garanto que muitos vão para lá atrás de seus serviços, assim como vão atrás dos serviços de sua esposa como mecânica. — Mas e minha loja por aqui? — Deixe para a sua mãe ou sei lá, eu não vou perder militares por sua causa. — Richard! Isso é coisa que se fale para os convidados? – Simone disse se aproximando – Desse jeito vão pensar que você é um carrasco como chefe. — Sente-se aqui – ele batia ao lado dele no sofá – você está muito distante de mim hoje amor. — Já disse pra parar com isso Richard, não temos nada mais um com o outro. — E o nosso casamento? O nosso filho? E você não pode dizer mais nada, já disse para todo mundo no quartel que você está casada comigo. — Como você... — Eu tenho meus contatos e logo estes boatos chegarão ao leste primeiro que nós. — Com “contatos” você quis dizer “garotas histericamente apaixonadas por você e que levaram um fora e são muito fofoqueiras”. — Por aí.A conversa teria continuado se não fossem os tiros de Riza chamando todos para a mesa. Mas a conversa entre casais não passou despercebido por Violet que viu um certo brilho no olhar de Richard que jamais havia enxergado e junto com a Simone ela pode notar. O jantar foi pacifico, bom pelo menos até o Ed destilar o seu veneno... — Bonito hein Richard?! Fica com a minha filha, a engravida e depois se casa com outra. — Fazer o que, não é tio Ed? A minha morena me laçou com mais força e eu não consegui escapar – ele sorria para ela enquanto dizia. — Nossa! Você mudou ou é impressão minha? Você e a Violet viviam brigando e com a Simone você é até carinhoso na frente de todo mundo. — Eu continuo o mesmo, o máximo que eu faço é retribuir aquilo que me é oferecido e com a Violet eram apenas patadas e discussões, eu devolvia a altura, não que ela seja muito alta... — O que você quer dizer com isso? – Violet se defendia – Como se você fosse o cara mais alto e compreensível do mundo também. — Não vou gastar a minha saliva e felicidade com você Violet. — Pretendo fazer o mesmo. Após este pequeno momento tranqüilo, o jantar se seguiu calmo e sem mais discussões desnecessárias. Depois do jantar a maioria foi para a sala conversar, Roy foi com Ed até o escritório, Riza e Winry foram para a cozinha conversar. Violet subiu para trocar a fralda de Simon no quarto de Richard, e o mesmo a seguiu até lá. — Ele está crescendo depressa, logo já vai chamar a atenção das menininhas na rua. — Como você pode ter tanta certeza assim? — Ele é meu filho, é inegável que as meninas olhem para ele e não queiram agarrá-lo. — Convencido. — Tenho motivos para isso, afinal eu sou irresistível e nada como os meus filhos puxarem ao pai. — Quem sabe ele seja calmo e despreocupado com esse tipo de coisas convivendo mais tempo comigo. — E quem disse que eu não vou ligar e dizer as coisas para ele até pelo telefone? Eu posso estar morando no leste, mas continuo sendo o pai dele. — Como será que ele vai crescer sabendo que o pai dele é casado com outra mulher? — Do mesmo jeito que o Nicolas se sentiria se eu me casasse com você e com a Simone viva e em outra cidade com ele – Richard vai para a janela – Eu não me prendo a uma pessoa por um filho e você sabe muito bem disso, e no momento eu estou feliz com a decisão que tomei e não me arrependo nem um pouco de tê-la escolhido ao invés de você Violet. — Eu sou tão ruim assim?
— Não, mas brigamos muito e isso me desgasta e me enfraquece e me cansar de estar ao seu lado pelo simples fato de pensar que podemos começar a brigar a qualquer momento. — Eu acho ela mais bonita que eu, você de burro não tem nada. — Ela era mais bonita antes de algumas cicatrizes, sempre foi bonita por fora e por dentro. — Ela também tem uma vida por lá, o contrario de mim que seria apenas uma sombra do grande alquimista das chamas. — Sombra não, você é baixinha demais para isso, mas... — Eu não me sentiria bem por lá, a minha vida é aqui na Central e a sua no leste. — A minha vida está no leste desde que meus pais me levaram para lá aos 15 anos de idade, lá eu conquistei o respeito e admiração de muitas pessoas influentes no exercito que poderão ajudar na minha carreira, o contrário que na Central que me olham somente como o filho mais velho do Führer. — Então você entende como eu me sinto lá, da mesma forma como você se sente aqui na Central. — Eu não agüento mais a Central, o trabalho é menor, mas burocrático e chato e tem sempre algum superior querendo me ferrar por aqui, apenas por eu ser filho de Roy Mustang. — E eu não consigo suportar ouvir todos os dias as pessoas me perguntarem na rua quem eu sou? De onde eu vim? Se eu estou mesmo morando com você? Se esse filho é realmente seu? Qual o meu nome? O que eu faço? Eu não sou nada por lá. — O que pretende fazer? — Voltarei a dar aulas no mês que vem aqui na central, na mesma escola que eu trabalhava antes de me mudar para Rosembool. — Ainda te amo, mas de uma maneira diferente, como se você fosse uma lembrança de tempos melhores e calmaria, um tempo fundamental para a minha vida. — Eu também, mas parece que algo esfriou entre nós com o passar do tempo. — Também percebi, eu tentei fazer alguma coisa, mas sempre acabávamos discutindo. — Mas sabemos que não ia dar certo não é? A minha estadia no leste não foi de toda ruim, mas prefiro continuar nessa vida agitada da Central e agora sei que você não partilha desta mesma vontade comigo e que não nascemos para ficar juntos mesmo, sempre tem algo que nos separa. — Desta vez foi a sua implicância, eu não fiz nada de errado. — E você não fez, o que está dando errado sou eu e não você Rich, eu sempre te amei com todas as minhas forças e acreditava que você voltaria algum dia como aquele mesmo moleque que se foi um dia, mas percebi que esse garotinho cresceu e se tornou um homem que amadureceu mais do que eu podia imaginar e se transformou em algo completamente diferente, mas que não me atrai tanto quanto antes. — Eu posso dizer o mesmo de você, eu sempre imaginei voltar e encontrar aquela garotinha teimosa e estressada que brigava comigo por apenas um bom dia e que não me dava a mínima atenção, e era isso que me atraía nela, o jogo de conquistar a presa mais difícil e oposta nas minhas expectativas, mas você também mudou muito e se tornou uma mulher mais sociável, meiga, e descontraída que me aceitaria sem nenhum tipo de resistência que teria antes, sem aquele sabor da conquista bem sucedida. — Quando nós tínhamos que ficar juntos, não ficamos e agora é tarde demais para ambos, mudamos muito e não temos mais como desfazer isso. — Mas sempre saberemos que nos amamos intensamente, pelo menos nos poucos momentos em que nos reencontramos, mas agora temos que seguir em frente. — Você vai voltar com a Simone? – ela disse um pouco receosa. — Não sei, mas ela é minha esposa e só o tempo dirá o que eu tenho que fazer e também não sei se ela vai me querer de volta, e você o que vai fazer? — Vou cuidar do Simon e dar as minhas aulas, quem sabe encontre um cara legal por aí que goste de mim e não se importe de eu ter um filho. — Vou estar aqui ao seu lado para o que precisar, não só você como o Simon também. — Eu sei disso, você poderá vê-lo quando quiser. — Eu virei sempre que possível e ligarei sempre que puder para falar com ele ou pelo menos escutá-lo fazer barulhinhos com a boca por enquanto. — Quando vai voltar para o leste? — Amanhã cedo, o treinamento da Rachel começa amanhã também. — Que bom, vou voltar para a sala ou vão falar besteiras. — Tudo bem – ele aproxima-se dela poucos centímetros – um beijo de despedida? — Isso você não muda hein? — Essa é a minha melhor qualidade, como eu iria mudar isso? — Não estou reclamando disso, apenas dizendo o que penso. — E o meu beijo? Você está me enrolando Violet. — Não seja por isso. Eles se beijam carinhosamente e intensamente por alguns minutos, até o maldito do oxigênio marcar presença. Eles afastam-se lentamente um para o outro e sorriem, como se esse fosse um adeus. Richard sai do quarto e vai para a sala se juntar a todos, como se nada tivesse acontecido. — Cadê a Violet? — Está no quarto. — E vocês estavam juntos? – disse Simone. — Oficialmente você é a minha esposa e eu lhe devo satisfações, mas não aconteceu nada então não tenho o que relatar. — Mas... — Richard quando a gente vai voltar para o leste – Raymond a interrompia – estou com saudades das minhas princesas. — Amanhã de manhã ou se esqueceu que amanhã começa o treinamento da Rachel no quartel, e também temos que ver toda a papelada da Simone. — Que papelada Richard? – Simone. — No leste as notícias de sua morte não chegaram por papel e se chegaram eu ainda nem assinei, então fica mais fácil dizer que você está viva. — E por que os papéis foram para o leste? — Por que eu sou o seu marido e eles foram para lá nas minhas férias, ainda não assinei tudo que devia. — VOCÊ TIROU FÉRIAS? Não acredito. — E por que eu não tiraria férias? Era o casamento do Ray e ele estava enrolando pra ir para o leste. — Desde que te conheço você nunca tirou férias, é igual a sua mãe. — Mas tirei e ainda tenho umas quatro férias vencidas e algumas licenças para tirar. — Caramba, e por que não as tira para ficar com a Violet? — Por que os papéis irão se acumular e crescer como mágica, e não quero perder a minha irmãzinha entrando para o exercito, se eu sair de lá neste momento a mandarão para a guerra sem pensar duas vezes e eu não estou nem um pouco com vontade de ficar com a Violet nas minhas férias, eu tenho esposa é para isso. — Nisso eu concordo. – disse Raymond. — E também tem a sua recolocação no quartel do leste Simone. — O que? — Pretende se aposentar tão cedo? Eu acho que não, então você trabalhará comigo. — Está bem. A conversa continuou normalmente e na manhã seguinte Richard, Nicolas, Raymond, Simone foram para o leste. Violet passou a semana mais alegre e comunicativa, estava feliz por voltar para a Central e reencontrar todos que conhecia, voltou a dar aulas na escola onde trabalhava antes de partir para Rosembool e morava juntamente com seus pais. Richard passava o dia todo no quartel juntamente com Simone, Raymond e agora Rachel – Isabelle ainda estava de licença maternidade. Cada dia que se passava ele estava mais próximo de Simone, eles pareciam grandes amigos ou algo mais quando estavam juntos na frente de todos, muitos notaram um brilho diferente no olhar de Richard, que raramente era visto quando ele estava com Violet. Richard estava mais alegre e debochado que de costume nos últimos dias, fazia brincadeiras fora de hora, cochilava mais que o esperado no horário de expediente e sempre ia para o bar com os rapazes nas sextas feiras.Certa sexta, depois de mais um dia longo e cansativo de trabalho Richard já se levantava de sua mesa com um ar de satisfação por saber que hoje iria para o bar, mas foi interrompido por Simone na porta. — Aonde você pensa que vai? — Beber, hoje é sexta. — Nem pensar, amanhã nós dois vamos para a Central e eu não vou aturar ninguém de ressaca pelo caminho. — E quem te disse eu vou estar de ressaca? — Eu sei, e não se esqueça que é para ver o seu filho que estamos indo para lá. — Eu não vou me esquecer, mas agora você me deixa ir? — Não. — Vai Simone, eu sou seu superior. — E daí? Se você for eu também vou. — Como assim? Você não tem que olhar o Nich? Arrumar as malas? — Se o meu marido pode por que eu também não posso? E eu já arrumei tudo ou prefere que eu fique em casa e a Rachel saia para se divertir com o namorado?
— Sabia que faz muito tempo que eu não te chamo para sair? – fazia cara de cínico – Vamos nos arrumar e irmos jantar fora, é por minha conta hoje. — Você não toma jeito Richard. — Vamos? Estou com fome. — Vamos. Richard e Simone andaram até o estacionamento sem dizer uma única palavra entre eles, assim que entraram no carro ele foi para o volante e ela ficou no banco do passageiro. Eles foram para casa juntos, já que Rachel fora mais cedo com Raymond, eles não tinham o porquê esperar alguém. Enquanto Richard dirigia, Simone olhava distraída para a paisagem fora do carro e que foi logo notada por Richard. — O que tanto pensa enquanto olha para fora, posso saber? — Não é nada, estava apenas apreciando a paisagem. — Sei... — É sério Rich, eu senti muita falta dessa estrada quando estive fora. — Então você não vai se incomodar se passarmos em um lugar primeiro, não é? — Que lugar? — Você sabe muito bem onde é, lá na cachoeira. — Você ainda se lembra onde fica? — É lógico, fui lá com a Violet. — Você ainda gosta dela, posso ver isso. — Agora a Violet é como uma amiga pra mim, e quando a levei até lá me lembrei de você. — Sério? — E por que a surpresa? — Nunca pensei que você se lembraria de mim enquanto estava com a Violet. — Ás vezes, eu penso que sempre ficava comparando vocês em minha mente e tentava descobrir qual de vocês eu realmente amava. — E descobriu? — É lógico e ela tem um filho meu. — Você ajudou muito – dizia ela irônica – nós duas temos um filho seu. — Mas a que me deu este presente primeiro foi você e também você foi a primeira que me entendeu por todos estes anos, sem criticar as minhas manias, me dando broncas ao invés de discutirmos, e sabe me agradar quando quer. — Richard! O que você está insinuando? — Isso mesmo que você ouviu e não se faça de desentendida comigo Simone, tanto eu quanto você sabe o que o outro está sentindo e neste momento você mais que ninguém sabe o que eu sinto. — Mas e a Violet... — Ela foi o meu primeiro amor, eu assumo, mas isso nunca daria e nunca deu certo, somos muito diferentes um do outro e o que mais fazemos é brigar, mas ao contrário dela com você eu me sinto bem. — Rich... – ela olhava-o ainda absorvendo a informação. — Antigamente você costumava me chamar de “meu Mustang” – ele sorria malicioso. — E você continua sendo o meu mustang, mas agora... — Dá pra parar de inventar desculpas esfarrapadas para cima de mim? Eu sei muito bem que o que acontece entre nós é muito mais do que uma simples atração carnal, e demorei demais para perceber isso, achava até que era só uma mera ligação com o nosso filho, mas vi que não era, que eu sempre te amei, mas tentava fugir disso. — Agora entendo por que a Violet sempre brigava com você. – disse sorrindo. — E posso saber o por quê? — Você gasta muito tempo falando ao invés de agir de uma vez, ainda me lembro que era eu que fugia do dormitório feminino para me esconder debaixo das suas cobertas durante a noite. — Boas lembranças, às vezes é muito bom repeti-las. — Isso é um convite? — Mais é claro, minha esposa. – ele colocou ênfase na ultima palavra. — Não me chame assim. — Mas somos casados. — Mas ainda acho muito estranho, sabe que não temos nada desde que nos encontramos. — Mas podemos começar a ter. — Sabia que tem várias moças solteiras no leste? E também a... — Nenhuma delas me interessa, será que ainda não entendeu que eu quero a minha esposa e ninguém mais. — Eu ainda não gosto de ser chamada assim. — Desculpe não ter feito um casamento dos seus sonhos e tudo, mas prometo que ainda podemos nos casar no religioso se quiser. — E como você pode ter tanta certeza de que eu vou aceitar me casar com você? — Por que você já casou e se não quisesse continuar comigo já havia pedido o divórcio há algum tempo, mas não o fez. — Quem sabe não seja por que eu tenha me esquecido? — Comigo te lembrando a todo o momento que você é a minha esposa e te apresentando a todos os meus amigos como tal? Acho muito difícil. — Pare o carro. — Mas Si... — PARE O CARRO AGORA! Richard freou o carro sem entender o que acontecia, do nada ela lhe fez este pedido, será que seria o efeito de seu cinismo? Ele apenas disse à verdade que a pouco lhe apertava a garganta para falar. Ele não acreditou no que veio a seguir, assim que parou o carro olhou-a inquisidor e logo a sua resposta veio no formato de um beijo. Simone não se conteve, ele havia descoberto que ela não teve coragem para separar-se dele e agora ela não conseguia e não pretendia guardar mais aquilo para si mesma, então assim que sentiu o carro parar, lançou-se no pescoço dele e selou os seus lábios. Assim que se separaram, Simone senta-se normalmente no banco como se não tivesse feito nada e deixa Richard com um sorriso enorme no rosto olhando-a e não mudando a posição em que estava no beijo. — Senti falta da minha companheira que me agarrava nas horas impróprias e de seus belos e doces lábios sabia? — Por que você sempre brinca em horas como estas? — Para arrancar um sorriso seu e tentar ganhar mais um destes – assim que disse ele agarrou-a e lhe deu um beijo. Simone não resistiu ao beijo de Richard e se entregou aos braços dele, e ele por sua vez se aproveitou desse momento e passou uma de suas mãos para a cintura dela a aproximando mais de seu corpo, mas assim que se separaram ofegantes por causa do maldito que eu prefiro não proferir mais o nome. — Esse é o Richard que eu conheço – disse sorrindo. — Estou apenas retribuindo a minha esposa o que ela merece. — Vou castigá-lo a cada vez que me chamar de esposa. — E vou castigá-la cada vez que não me chamar de marido – sorriu sedutor – Prepare-se, pois os meus castigos são severos. — E posso saber como você pretende me castigar? — Na nossa cama você vai descobrir a resposta. Ele sorriu e voltou-se para o volante e indo para casa, sem ao menos nenhum dos dois trocarem nenhuma palavra, apenas olhares de antigos amantes e cúmplices. Enquanto isso na cidade Central estava tudo andando calmamente na vida de Violet, ela dava aulas durante a tarde e ficava com o filho nas manhãs e noites. Certa manhã, enquanto caminhava calmamente no parque com Simon no carrinho, ela observava as nuvens e lembrava-se de épocas passadas, decidiu então sentar-se próximo ao lago. Enquanto estava distraída lendo um romance, ela havia se esquecido de travar as rodas do carrinho de Simon e este começou a andar sem que ela percebesse e assim que percebeu o carrinho já estava prestes a cair no lago com o seu filho dentro do mesmo. Ela começou a gritar e a correr para tentar pegar o carrinho, mas um jovem rapaz que estava próximo segurou o carrinho a poucos centímetros que ele caísse no lago. O homem vendo que o bebê chorava, pegou-o no colo e Violet se aproximou dele. — Meu filho! Ele está bem? – ela estava desesperada e o homem entregou Simon nos braços de Violet. — Me parece que ele está bem, foi só um susto, mas tente tomar mais cuidado com ele Senhora. — Muito obrigada por salva-lo, ele é o que eu tenho de mais valioso na minha vida. — É realmente intrigante ver uma mulher tão nova que já é mãe, seu marido deve ser um homem de muita sorte. Ela sorriu – Eu não sou casada, o pai do meu filho mora no leste e está casado com outra mulher. — Nossa, me desculpe então tocar neste assunto. — Que nada, não se preocupe, eu já me acostumei com isso. — Posso saber o nome de tão bela moça e de seu filho? — Meu nome é Violet Elric e meu filho chama-se Simon. — Simon Elric, eu presumo. — Não, Simon Mustang. — Mas este sobrenome não é do poderosíssimo Führer de Amestris?- É. O Führer é o avô do meu filho. — Caramba, eu estou surpreso. — E como se chama o grande salvador da vida do meu filho? — Tom Yao, príncipe de Xing e no momento pesquisador e educador de artes corporais. — Nossa, eu nunca pensei que um príncipe salvaria o meu filho. — Você tem uma aparência muito familiar para mim, me parece que você foi nascida em Xerxes, mas infelizmente esta nação foi destruída há décadas. — Meu avô era de Xerxes, e me dizem por aí que eu sou muito parecida com meu pai, que é quase uma cópia idêntica dele. — Bom, eu também posso dizer que me pareço muito com meu pai, mas para a infelicidade dele eu sou como a minha mãe. — Se não me engano, o rei de Xing é o Senhor Ling Yao, não é? — Isso mesmo, ele é meu pai e minha mãe chama-se Lan Fan. — Meu pai o conhece, disse que ele era por muitas vezes irritante e folgado, sem ofensas. — E como se chama o seu pai? — Edward Elric, o alquimista de aço. — Meu pai já me disse muito sobre ele, disse que conviveu com ele durante boa parte de sua estadia quando saiu de Xing a procura da pedra filosofal. — Me parece que temos muito em comum. — Concordo plenamente. — Me acompanha para o almoço? Você é o meu convidado. — Como negar o pedido de uma mulher tão bela? Eu aceito sim Senhorita Violet. — Se você parar de me chamar de Senhorita e me chamar só pelo meu nome eu já ficarei muito honrada. — Como quiser. Violet foi caminhando junto ao seu mais novo amigo até a sua casa, eles conversaram bastante até chegar a casa dela e entrarem para almoçar. A cada minuto que se passava Violet via quantas coisas tinha em comum com Tom e que nenhum homem jamais a tratou daquela maneira, nem mesmo Richard em seus melhores dias. Quando entraram, foram para a mesa que estava devidamente arrumada e com Winry, Ed, Gregori e Alice sentados na mesma. — Oi gente, voltamos. — E me parece que trouxe companhia querida. — Este aqui é o Tom, ele salvou o Simon de cair no lago e eu o convidei para almoçar conosco, tem algum problema? — Nenhum Violet – disse Winry se levantando – Eu vou buscar mais um prato e depois quero saber direitinho desta história de salvamento do Simon. — Sim Senhora e Greg... O que você está fazendo aqui? — Vim dizer a todos que eu a Alice vamos nos mudar no fim de semana para o leste e que eu vou abrir mais uma loja em nome dos Rockbell. — Você também vai para o leste? — E qual o problema? O trabalho da Alice é por lá e também o Richard vai me ajudar a divulgar a loja, ele é bem popular por lá. — Disso eu sei, não precisa nem me dizer. — Vou sentir falta desse seu sarcasmo maninha. — E eu da sua presença incomoda. — Deixe de frescura, e vá nos visitar quando puder e quando meu filho nascer. — Está certo. — E o que seu amigo faz? Ele está muito quieto desde que chegou. — Eu sou o príncipe de Xing e pesquisador. — ESPERA AÍ!!!! – Ed salta da cadeira – Então quer dizer que você é filho do Ling? — Isso mesmo. — Seu pai me deve dinheiro há anos, ele é um folgado, preguiçoso... — Pai! – Violet o interrompe – Esqueceu que este é o filho dele, é indelicado falar estas coisas. — Mas é verdade minha filha. — Tudo bem Violet, eu conheço muito bem o meu pai e sei que ele é assim mesmo e às vezes pior, mas ele melhorou muito desde que se casou com a minha mãe. — E quem é ela? Não me vai dizer que é a Lan Fan... — Mas é ela mesma. — Caramba esse Ling não dava um ponto sem nó, certa época eu via a troca de olhares e a preocupação excessiva que um tinha pelo outro, mas não sabia que ele era tão rápido assim. Ele apenas riu do comentário feito por Ed. O almoço se passou tranqüilo e depois dele, Tom acompanhou Violet até a escola, onde ele havia se voluntariado para ensinar educação física durante o período até a escola contratar um novo professor. Votando ao leste... Richard dirigia feito um louco para chegar o mais rápido até sua casa com Simone e assim que chegou, ele estacionou o carro na garagem e os dois entraram na grande casa, Nicolas assim que viu os pais entrando pela porta correu na direção deles e pulou no colo do pai. — Papai! — E aí garotão? Comportou-se direitinho hoje? — Sim, eu fiquei brincando com as meninas da tia Belle e ela me disse que semana que vem eu vou para a escolinha, é verdade? — Pergunte para a sua mãe, eu não sei de nada. — Mamãe eu vou para a escolinha? — Vai sim meu amor, e vai brincar com todas as crianças e aprender várias coisas novas por lá.
— E vai encontrar várias garotinhas bonitinhas também. – Richard disse cínico. — Richard! Isso é coisa para dizer para o seu filho? — É sim meu amor, ele tem que aprender cedo. — Mamãe, papai, vocês estão namorando? — Como assim filho? — A tia Rachel disse que quando duas pessoas se gostam elas começam a namorar, então vocês estão namorando? — Filho, eu e a sua mãe não estamos mais namorando – ele passa um dos braços em volta da cintura dela – Quando duas pessoas se gostam muito e o namoro não é suficiente elas se casam, e eu e sua mãe nos casamos por causa disso. — É serio? — É. — Então a mamãe já pode voltar a dormir no seu quarto e eu ficar sozinho no meu? — Você está me expulsando Nicolas? — Não mamãe, mas é que azul não combina com cor de quarto de menina e o que vão pensar de mim quando eu for para a escolinha e disser que a minha mãe dorme junto comigo? As garotas vão fugir ou pelo menos rir de mim. — Fica tranqüilo filho, a mamãe vai começar a dormir hoje comigo. — Richard! — Que foi? A cama é grande e espaçosa, e o melhor de tudo é que você ganha inteiramente de graça Richard Mustang como seu bichinho de pelúcia para abraçar e fazer outras coisas enquanto dorme. — Fica quietinho, pois tem criança ouvindo – ela aponta para o filho. — Então vamos logo jantar, mas antes vamos para o banho. — Ainda vai querer sair para jantar? — É lógico! E eu vou perder a oportunidade de te ver com aqueles vestidos... – ele lembra-se do filho – deixa para lá. — Hum... Simone sobe para o quarto e depois vai para o banheiro tomar banho, enquanto Richard fica um pouco com o filho e a irmã. Depois de pouco tempo Richard também vai para o seu banho e se arruma, ele desce para a sala e fica a espera de Simone que ainda não terminou de se arrumar a mais de uma hora. — Querida! É para hoje ou está difícil? Eu estou com fome. — Calma, Richard! Já estou indo, só me falta colocar os sapatos e já desço. – ela gritava do andar superior. — Você me disse que já estava vindo há uns 20 minutos. — Estou pronta! – Ela aparece nas escadas e sorri para ele – Como estou? — Maravilhosa – disse ele quase babando – Vamos? — Como quiser. — Rachel cuide do Nicolas e coloque-o para dormir cedo e nada de ficar até tarde com aquele idiota que você chama de namorado até tarde no telefone. — Sim senhor. Finalmente eles saíram para jantar e Richard a levou em um excelente restaurante italiano, depois do jantar e de vários olhares de cobiça para cima do casal, eles foram embora. Dentro do carro Richard passou um de seus braços pelo banco com o intuito de abraçar a esposa, que logo lhe correspondeu, enquanto dirigia com a outra mão. — Richard, este não é o caminho para casa. — Eu sei. — Para onde vamos? — Não posso nem te fazer uma surpresa? — Pode, mas não quero deixar o Nich muito tempo sozinho e... — Shiiiii... Aproveite este momento comigo e não se preocupe com nada, em casa não poderíamos fazer barulho, mas conheço outro lugar em que vamos poder... — Eu já te disse que não vou para um motel com você. — E por que não? — Para um motel você leva qualquer uma e eu sou a SUA ESPOSA e mereço mais respeito, o que vão pensar? Que não temos uma cama em casa ou que saímos para resolver nossos problemas domésticos e nos reconciliar em fronhas que não sejam as nossas? — Então por que não disse que aceitaria de boa dormir junto comigo em casa? — Você sabe muito bem, é a Violet e não vou discutir sobre isso, eu não gosto. — Eu não sinto mais nada por ela e como você mesma disse, você é minha esposa e merece respeito e ainda acho que também merece amor, carinho, compreensão, sexo, prazer, êxtase... — Chega! Eu já entendi. — Finalmente entendeu que eu te amo, e que eu estava quase desenhando em uma lousa para você entender. — Para de brincar com assunto sério. — Só se você ficar comigo esta noite. – ele disse olhando-a intensamente e quase se distraindo da rua. Ela sorriu maliciosa – Se eu ficar com você esta noite, o que eu ganho em troca? — Ganha o direito a um casamento no religioso como você sempre quis e nós nunca tivemos, com direito a tudo que você gosta, desde bebidas, vestido, convidados até Richard Mustang a seu inteiro dispor na noite de núpcias e pelo resto de sua vida. — Vou ter direito de um marido sóbrio na noite de núpcias? — Aí você já está querendo demais, não posso te prometer nenhum milagre. Eles riram e por fim ela sorriu meigamente para Richard e apoiou a sua cabeça no ombro dele, enquanto olhava para o trajeto do veículo. — Eu aceito. Richard apenas sorriu sem olhá-la e deu meia volta no veículo, já que não poderia mais ir para o motel como ele queria. Enquanto dirigia ele lembrou-se da cachoeira e de que havia prometido leva-la lá novamente, então continuou o caminho até a tal. Chegando próximo à cachoeira Simone reconheceu muito bem o caminho e sorriu internamente por ele ter levado-a até lá. Ambos desceram do carro e foram até as margens da cachoeira e Simone se deslumbrou por estar tudo do mesmo jeito de que ela se lembrava. — Está tudo do esmo jeitinho de que lembro. — Assim como você, este lugar continua lindo. — Vamos vir qualquer dia aqui com o Nich? Ele adoraria conhecer este lugar. — Vamos sim, mas aí eu quero te ver dar um daqueles belos mergulhos e com direito a biquíni fio-dental só para o maridão aqui. — Pode deixar convencido. — Não quer entrar agora? Eu aceito uma performance sua nua mesmo. — Deixa de ser descarado, eu sei que você não gosta muito da água e não teria graça nenhuma fazer uma performance sem você ao meu lado. — Olha que eu topo... — Vamos para casa, está ficando frio — disse segurando os braços – eu tenho certeza de que amanhã será um grande dia e precisamos descansar. Ele aproxima-se dela e passa o seu braço ao redor dos ombros dela – Fique calma que eu vou te esquentar e o que a gente tem de tão importante amanhã? — Esqueceu-se de que vamos para a Central? — É mesmo, tenho que ver o Simon e levar algumas informações para o meu pai... Você vai comigo! — E como eu não iria? Sou seu braço direito no quartel e em casa. — Que bom. Eles voltaram para o carro e desta vez foram para casa, assim que chegaram foram imediatamente para o quarto de Richard, que de agora em diante também iria ser dividido com Simone e que ele fazia o maior gosto disso. Ele jogou as roupas que estava usando em um canto qualquer e colocou apenas uma bermuda para dormir enquanto Simone estava no banheiro se trocando. Quando ela saiu Richard ficou besta ao ver ela tão bonita em uma camisola vermelha de rendas e indo a sua direção e sentando-se na cama ao lado dele. Assim que se aproximou dele, ela notou que ele estava com um olhar um tanto estranho e esticou o seu braço pra tocar-lhe o rosto, mas Richard foi mais rápido e puxou o braço dela, fazendo-a aproximar-se bruscamente dele e lhe beijou com desejo, como um leão que acaba de fisgar a sua presa. Depois de se separarem ela olha-o intrigada, mas com um sorriso no rosto e ele lhe retribui o sorriso. — Você estava usando esta camisola toda à noite ou é só hoje por que vai dormir comigo? — Deixe de ser convencido Richard, eu estava usando essa camisola todos os dias para dormir. — Temos um filho com muita sorte então. — Posso saber o por quê? — Ele te viu assim todas as noites. Ela sorriu entes que ele a beijasse novamente. Richard a puxou aos poucos para mais perto dele e de suas carícias incessantes e Simone não conseguia mais resistir ao toque do homem que tanto amara e que estava diante dela naquele instante. Aos poucos se podia ver a camisola dela juntamente com a bermuda de Richard, assim também como as peças intimas de ambos no chão do quarto. Ele a possuía como se não houvesse o amanhã para ambos e como se pudesse perdê-la a qualquer momento novamente. Os dois se amaram durante incessantes horas e depois caíram exaustos um sobre o outro na cama e adormeceram até a manhã seguinte e sendo acordados pelo despertador as 6:30 da manhã. — Rich... Acorda – Simone dizia com a voz mole e tentando alcançar o despertador. — Ah eu não estou com vontade de levantar e pelo que vejo você também não. — Acorda vai... A gente tem que ir para a central hoje. — Só depois de cinco minutos que você alcançar o despertador. Ela pega o despertador e desliga-o – Levante logo, eu já desliguei o despertador e precisamos ir. — Deita aqui comigo, a Central não vai fugir se pegarmos o trem em outro horário. — Pode até não fugir, mas vai te causar sérios danos... Como um tiro da sua mãe. — Você venceu, eu levanto! — Ainda bem. — Mas onde está o meu beijo de bom dia? Ela sorriu e aproximou-se dele e beijando-o, ela não resistia aquele jeito de menino pidão que Richard fazia às vezes. Ambos levantaram-se e foram se arrumar e depois foram tomar café junto com Rachel e Nicolas que já estavam há bastante tempo acordados. — Demoraram a descer hoje – Rachel disse um pouco irritada por esperar os dois. — Tivemos uma noite bastante cansativa e tivemos preguiça ao acordar, por isso à demora irmãzinha. — Temos que pegar o trem daqui a vinte minutos. — Calma, nós chegaremos a tempo. — Depois deste trem vai ter outro só às duas da tarde, já informaram no jornal esta semana. — E por que você não me avisou? – disse ele se alterando e entrando em desespero – Vamos logo todo mundo para o carro. — Achei que não estivesse com pressa. — Engraçadinha, vamos ver se tem tanto humor perto do papai. — Sem graça. Eles saíram correndo para o carro e foram para a estação, Richard dirigia como se estivesse acontecendo o apocalipse ou Riza com uma metralhadora na mão o estivesse seguindo e ele precisasse fugir para garantir a sua vida. Por sorte eles chegaram quase na hora do trem partir e conseguiram embarcar, o resto da viagem foi tranqüila e sem acontecimentos inesperados. Richard estava sentado ao lado de Simone e Rachel estava sentada a sua frente com Nicolas na mesma cabine. Ao chegarem a Central, eles são recebidos por um dos subordinados do Führer para buscá-los e leva-los até a sua casa. Durante o percurso Richard olhava pela janela e avistou Violet sorrindo e conversando com um homem ao seu lado e que parecia muito familiar para ele. Violet estava caminhando para a escola junto com Tom, eles haviam se tornado bastante íntimos em apenas uma semana. Ele começou a trabalhar na escola em que Violet lecionava como professor de educação física e de história. Eles se viam antes, durante e depois das aulas e sempre com sorrisos gigantescos nas faces, mesmo que o dia tenha sido exaustivo e estressante com os alunos. Ambos não deixavam transparecer nada um para o outro, podia-se dizer que já eram confidentes. Certo dia, durante a hora do almoço Violet foi caminhar com Tom no parque e conversar um pouco e nem notou que Richard a vira ali. Ela e Tom estavam conversando sobre o rumo que a vida de ambos tomou e de como foi bom encontrarem um ao outro neste momento. — Violet, eu posso te pedir algo? Eu sei que ainda é muito cedo, mas... — Calma Tom, eu não mordo e nem arranco pedaço e você sabe que pode me pedir o que você quiser. — Você sabe que eu gosto muito de você e... – ele respira fundo – Isso realmente não faz o meu gênero, mas por você é uma boa causa tentar. — Diz logo, você já está me deixando curiosa. — Quer namorar comigo? — Mas é claro que quero e você até demorou a me pedir isto. — Eu iria te pedir em casamento, mas como nós somos azarados neste assunto eu achei melhor te pedir em namoro mesmo. — Se você me pedisse para fugir com você para Xing eu também o faria e sem pensar duas vezes. – ela se aproxima dele e passa seus braços para o pescoço dele. — Até mesmo se eu te pedisse para ser minha agora, você aceitaria? — É só dizer onde, com você eu sinto algo que jamais senti com alguém e quero viver isso ao máximo possível. — Eu também minha flor – disse selando-lhe os lábios. Os dois se beijaram por mais algum tempo até que o horário de ir trabalhar chegasse e ambos tivessem de ir para a escola, mas sabiam que no intervalo eles conseguiriam uma oportunidade. Enquanto isso, na casa dos Mustang, Richard olhava algumas fotos perto da lareira e lembrasse dos momentos de infância que viveu naquela cidade. Simone se aproximou dele e abraçou-o fazendo se desvencilhar do porta-retratos. — Lembrando-se do passado? — É... Estava vendo algumas fotos de quando eu e meus irmãos éramos pequenos e fazíamos uma bagunça enorme nesta casa. — Conhecendo você do jeito que eu conheço, tenho certeza de que era uma GRANDE bagunça. — Nem tanto. — O Nich se parece muito com você. — Fazer o que não é? Ter esse charme e beleza toda não é para qualquer um... — Convencido. Ele a beija rapidamente – Mas foi com este convencido que você se casou. — Só no civil. — O religioso fica por sua conta, eu não vou me envolver nisso a não ser pela adega. — Sem exageros Richard. — Ok. — Estou falando sério, não quero um noivo bêbado no altar. — Eu jamais faria isso, até por que eu já estaria embriagado só de olhar para a sua beleza. — Não tente me ganhar com elogios. — Eu não estou tentando, estou conseguindo. — Richard! — Simone! Ela sorriu – Me parece que tenho dois meninos para cuidar, o Nicolas e você. — Você pode revezar, olha ele durante o dia e a noite e em algumas folgas do seu dia você me olha, eu preciso bem mais da sua atenção. — Você quer repetir a noite passada hoje? — É como perguntar se macaco quer banana e se minha mãe quer uma arma. — Eu prometo te agradar se você se comportar muito bem hoje e sem nenhuma gracinha. — Eu não conheço essa tal de Graça, ela é bonita? – disse cinicamente e sorrindo. — Você sabe muito bem do que estou falando. — Pelo menos posso te apresentar a alguns oficiais aqui da Central? — É claro que pode. — Mas vou apresentá-la como minha esposa, não quero nenhum marmanjo mexendo com a MINHA mulher. — Quem te vê assim pensa que eu sou tudo isso. — Você não é tudo isso... É muito mais para mim – disse sorrindo e beijando-a novamente, mas dessa vez demoradamente. O beijo do jovem casal foi interrompido por Riza que os chamava para irem ao quartel junto com ela. Riza chamou somente Richard para uma sala, ela queria ter uma conversa em particular com o filho mais velho. — O que é tão importante que queria falar a sós comigo mãe? — Seu pai e eu tomamos uma decisão. — E qual seria? — Vamos trazer a Rachel para morar aqui na central conosco e transferi-la para o quartel general Central, onde ficará sob vigilância constante minha e do Roy. — Mas ela já sabe disso? — Ainda não. — E você acha que ela irá concordar? — Provavelmente não, assim como você quando entrou para o exercito, mas como ela é menor de idade e não tem escolha a não ser seguir as minhas ordens e também ela não irá recusar uma convocação do Führer, ela sabe muito bem quanto o Roy gosta dela. — Ela vive reclamando de saudades do papai também, mas não sei se ela virá já que está namorando. — Você deixou a Violet pelo exercito, ela pode fazer o mesmo. — Mãe! Você vai me usar de exemplo para ela? — Vou, melhor isso do que ela ir para uma guerra ou eu ficar escutando o Roy reclamando o dia todo da filhinha dele estar crescendo longe dos olhos e da proteção dele. — Bom... Se essa é a sua decisão eu prefiro não interferir, daqui a dois dias eu estarei voltando para o leste e daqui a pouco eu irei ver o Simon, se você não se importar. — Pode ir, eu o vi ontem e ele está lindo. — E como andam as coisas por aqui? — Se quer saber sobre a Violet pergunte de uma vez, mas parece que ela está se aproximando de um rapaz e se não me falha a memória ele se chama Tom e ele veio de Xing. — Daquelas terras secas e de calor insuportável? Espero que ela esteja feliz. — Você está feliz? – Ela olhava-o carinhosamente – Sei que não foi uma decisão das mais fáceis escolher entre a Violet e a Simone, mas você está feliz com a sua decisão? — Estou sim mãe! – disse com um sorriso – Ontem mesmo eu consegui me reconciliar com a Simone, como um casal, sem ela temer e duvidar do meu amor por ela, a Simone me faz muito feliz. — Que bom, espero ter mais netos desse seu casamento. — Nós estávamos conversamos e decidimos deixar isso para depois, vamos curtir um pouco o nosso casamento e o Nich e depois vamos querer ter uma menina.
— Que maravilha saber disso, mais atiradoras para a família. — Não se esqueça das filhas do Ray, elas também podem ser atiradoras. — E serão, com o meu auxilio e o da Rebecca essas meninas vão longe. — Bom, eu vou indo, ainda quero ver o Simon hoje e leva-lo para passear comigo e com o Nich. — Pode ir, depois nos falamos. Richard sai da sala e se encontra com Simone e ambos vão para casa se trocar e em seguida ir à casa dos Elric buscar Simon. Simone e Nicolas esperaram Richard no portão, enquanto ele entrava na casa para pegar Simon. — Oi tia Winry! — Olá Richard, como está? — Estou bem, o Simon está em casa? — Está sim, deixei-o na sala com o Ed. — Eu queria vê-lo e quem sabe sair para dar uma volta com ele, o Nich e a Simone estão me esperando lá fora. — Peça para eles entrarem enquanto eu arrumo as coisas dele. — A Violet não vai se importar, não é? — De que? — Você sabe, eu saindo com ele sem avisar. — Que nada, você é o pai e tem todo o direito e hoje a Violet só chega mais tarde da escola e se você prometer não demorar demais com o Simon... — Já entendi – disse sorrindo – posso ver meu filho agora tia? — Pode sim, mas não deixe sua mulher e filho na calçada. Ele sorriu e chamou Simone e Nicolas para entrarem e depois de uma curta discussão besta e sem sentido entre ele e Ed, pegou o filho no colo e começou a mimá-lo. Winry não demorou a trazer uma bolsa com fraldas, mamadeira, chupeta e uma troca de roupa para o pequeno e entrega-la a Richard, que depois disso saiu para seu passeio. A tarde se passou tranqüila, Violet voltara para casa mais cedo neste dia e acompanhada novamente de Tom – iriam jantar na mesma noite juntos – Ela entrou e foi direto a procura do filho e não o encontrou. — Mamãe, onde está o Simon? Eu olhei no quartinho dele e ele não está lá e nem mesmo em nenhum canto desta casa. — Ele saiu com o Richard, ele veio buscá-lo para um passeio em família e o levou. — E você deixou assim de boa? E nem mesmo me avisou. — Ele é o pai meu bem, e fique tranqüila que ele disse que não chegaria tarde com ele. — Não é nem isso que me preocupa, o Richard não tem responsabilidade e jeito nenhum com criança, o que ele pode fazer com o meu filho? — Calma Violet! A Simone está junto com ele, e creio que ela não vai o deixar fazer nada de ruim ao Simon. — Ela também veio? – disse com um pouco de ciúme. — Veio e está muito bonita, parece até mesmo outra mulher e o Richard também está diferente, até desfez aquela barba mal feita. — Sério? — É querida e ele estava até mais perfumado que o normal e menos cínico. — Ele só pode estar fazendo aulas de teatro, esse não é o Richard que eu conheço. — Então espere para ver na hora que ele vier trazer o Simon e tire as suas próprias conclusões. — Conclusões de que sogrinha? – Tom se aproximava das duas. — Oi Tom, nem o vi chegar e que história é essa de “sogrinha”? — A Violet ainda não te contou? Então eu vou te pedir formalmente Senhora Winry — Ele pega a mão da Violet e olha profundamente para Winry – Eu gostaria de lhe pedir a mão da sua filha em namoro, noivado e casamento, tudo que ela quiser de mim, a Senhora nos permite? — A... – Winry fica pasma – Mas é claro que sim, vocês formam um lindo casal e tenho certeza de que se gostam muito. — Muito obrigado, eu farei a sua filha muito feliz. — Olha que eu cobro meu amor – Violet disse abraçando-o e lhe dando um beijo rápido e voltando-se para Winry – Mamãe não vou jantar em casa hoje e provavelmente eu também não passarei a noite aqui, não se preocupe. — Não me arranjando outro neto tão cedo. — E falando nisso, como está a Alice? Ela já ganhou o bebê? — Ainda não, mas está quase explodindo pelo que me falou o seu irmão. — Quero ir no feriado para o leste visita-lo, vamos Tom? — Claro querida, tenho alguns conhecidos por lá também e aproveito para vê-los. — Que bom, então está combinado. — Minha flor eu vou indo para casa me arrumar para você e o nosso jantar ok? — Tudo bem, eu também já vou me arrumar. Eles se despediram e Violet voltou para perto da mãe, que agora estava sentada no sofá. — Ele não é tudo mamãe? — É sim querida, mas vá com calma, da ultima vez que apressou as coisas o Simon nasceu. — Tudo bem, eu ainda quero conhecer os meus sogros em Xing antes de me casar com o Tom. — Eu já os conheço, mas quando você se casar, pretende morar em Xing com ele? — Aonde ele for eu vou com ele sem pestanejar. — Mais um filho meu que vai se mudar para longe. — Fica tranqüila mãe, eu sempre vou vir te ver. — Espero mesmo isso... Winry fora interrompida pela campainha e por leves batidinhas na porta, levantou-se e foi atender, deixando Violet sentada no sofá. Richard estava com Simon nos braços e já entrava na casa sem cerimônias juntamente com Simone que estava envergonhada pela atitude dele e por Nicolas que estava correndo atrás do pai. Ele sentou-se no sofá com Simon no colo e Simone ao seu lado, de frente para o outro sofá onde Violet estava sentada. — Oi Violet. — Oi Rich, oi Simone. — Olá Violet, como está? — Estou bem, mas eu gostaria muito de saber por que o senhor Richard não me disse que viria buscar o Simon? Eu poderia ter arrumado-o antes de vir buscá-lo. — Não se preocupe com isso, ele está ótimo e brincou bastante hoje comigo e com o Nich. — E como ele se comportou? — Bem, a Simone até deu banho nele depois que chegamos do parque e deu a mamadeira, ele está muito bem Violet, eu só queria ter mais tempo para ficar com ele. — Se quiser levá-lo para dormir com você hoje... — Sério? – os olhos dele brilharam mais que as estrelinhas do Armistrong. — É sim, eu vou sair hoje com o Tom e ele iria ficar com a minha mãe, mas se você quiser passar mais tempo com ele, por mim tudo bem. — Que cachaça você tomou? – ele olha-a desconfiado – Essa não é a Violet que eu conheço, que cachaça você tomou? Eu quero um gole também. — Provavelmente foi à mesma cachaça que te fez fazer a barba por inteiro e te deixar mais responsável. — Xiiii, vão começar a discutir de novo, se prepara Simone. – Winry cochichava para Simone. — Tem razão. — Violet o que eu tomei não foi cachaça e sim uma boa dose de amor da minha esposa. — Ou seja, você transou recentemente. – ela própria ria com o comentário. — E você está com cara de quem vai transar hoje. — Cala a boca! Tem criança escutando e minha mãe está aqui. — E daí? Você disse o mesmo e nem se importou com isso. — Mas... — PAREM JÁ COM ISSO! Richard se você continuar falando asneiras na frente das crianças você vai dormir no sofá hoje, e Violet isso não é coisa de se dizer na frente da sua mãe. — Desculpe – os dois disseram espantados pela reação explosiva de Simone. — Está mais calma amor? — E quem disse que eu estou nervosa? — Ok. — E... Eu vou arrumar as coisas do Simon para você passar a noite com ele. — Está bem. Violet demorou uns 20 minutos até arrumar toda uma bolsa de coisas para Simon passar a noite com Richard, sabia que pelo menos nas mãos de Simone o seu filho estaria bem e que ela não faria nada de mal para ele. Desceu com uma bolsa azul cheia de bichinhos desenhada e entregou a Simone e depois pegou um pouco o filho e se despediu, pedindo que Richard o trouxesse de volta até depois do almoço, assim que ele concordou e se retirou ela foi tomar banho e se arrumar para o jantar com Tom. Violet colocou um belo vestido verde musgo com um decote em “V” e que ia até os joelhos, uma sandália preta de tiras e um singelo colar prata com formato de coração, maquiagem leve e os cabelos loiros soltos, e uma pequena bolsa da mesma cor do vestido para combinar. Tom chegou para buscá-la com uma camisa social vinho com uns três botões abertos e as mangas dobradas até metade do braço, calça jeans e um sapato social preto, cabelo jogado para trás e preso em um rabo de cavalo. Eles foram jantar em um dos restaurantes mais caros da cidade Central. Enquanto bebiam e conversavam coisas banais, Violet olha para o relógio e constata que já eram onze da noite e seus pensamentos voam, até Tom chama-la. — Você está bem Violet? Parece pensativa. — Eu estava vendo a hora e me lembrei que o Simon gosta de mamar neste horário. — Não se preocupe, a sua mãe deve estar cuidando muito bem dele. — Err... Hoje ele não está com a minha mãe. — Está com quem? A outra avó dele? — Não... Bem, mais ou menos... — Como assim? — Simon está com o pai dele. — Então você estava pensando no pai dele? – disse receoso. — Não, mas seria curioso o ver tentando agradar o Simon sem saber o que ele quer... Ainda bem que ele tem a Simone para ajudá-lo nessas horas. — Quem é Simone? — A mulher do Richard. — Esse Richard é o pai do seu filho, certo? — Isso mesmo. — Você não fica com ciúmes de ter outra mulher cuidando do seu filho? — Não, eu sei que a Simone é uma boa pessoa e que está cuidando do meu filho assim como ela cuida do dela. — Ela já tem um filho? — Ela teve primeiro que eu. — Prefiro ficar sem saber do resto desta história. — Amanhã eu te apresento para a Simone e para o Richard, você vai gostar deles. — Este nome me é familiar, sinto que já ouvi o nome deste tal de Richard antes. — Ele é um pouco famoso na profissão dele, talvez o conheça pelas suas andanças. — Qual o sobrenome dele? — Mustang, mais precisamente o filho mais velho do Führer de Amestris. — Eu o conheço. — Como assim? De onde? – ela olha-o espantada. — Não tenho certeza se é o mesmo, mas conheci um Mustang no leste quando tinha uns 16 anos, ele estava treinando alquimia com um velho pinguço e mal-humorado que aparentemente era tio da mãe dele, me lembro até da vez em que ele colocou fogo na batina do padre de lá e... — Para! É o mesmo Richard. — Tem certeza? — É sim, ele já me disse sobre este acidente na igreja e ele vivia no leste treinando mesmo. — Mas não foi acidental o fogo na batina do padre, essa foi à desculpa que ele usou com os pais dele, bom, pelo menos até o incidente da garagem com o irmão dele. — Ele fez de propósito? — Fez sim, estávamos em um grupo de uns cinco garotos e para disputar quem ficaria com a menina que tinha acabado de chagar ao leste, quem conseguisse fazer a coisa mais inconseqüente e sem ser muito punido ficaria com ela. — E aí? — O Richard perdeu depois da batina do padre, mas não adiantou nada essa disputa, pois a menina só tinha olhos para ele. — Como sempre – dizia ela irônica – Mas por quanto tempo você viveu no leste? — Uns três ou quatro anos, não vejo o Richard desde pouco depois que ele foi para a guerra, ele veio por um curto tempo e depois voltou para os campos de batalha e nunca mais o vi. — Foi nessa guerra que ele conheceu a esposa dele, Simone. — Fiquei sabendo por alguns amigos que ela tinha morrido em combate. — Que nada, algumas pessoas de uma aldeia próxima cuidaram dos ferimentos dela e depois de ter dado a luz e ter recuperado a memória ela veio atrás do Richard, ficou doente e se curou e agora os dois estão casados. — E onde você teve tempo de ter o Simon com ele? — Longa história, depois eu te conto. — Ok. Depois do jantar Violet acompanhou Tom até o carro, assim que ele começou a dirigir ela logo lhe perguntou. — Para onde vamos? — Você decide. — Então vamos para a sua casa, a partir de hoje você é meu e de mais ninguém. — Você que manda minha flor. Ela apenas sorriu enquanto ele voltava a sua atenção para a estrada a sua frente e dirigia até seu apartamento. Não se sabia quem começou os beijos, mas sabia-se de que eles não acabariam tão cedo se dependesse de ambos. Entraram no apartamento no maior agarro e foram assim até o quarto dele, enquanto se despiam no meio do caminho. Quando chegaram ao quarto, ele a jogou na cama e subiu em cima da mesma com muito desejo. Eles se amaram intensamente e ardentemente, fazendo até os vizinhos reclamarem dos barulhos obscenos que saiam do apartamento, juntamente com gritos, gemidos e fortes barulhos de algo batendo na parede, que certamente deveria ser a cama que se chocava contra a parede. Não foram as reclamações e nem mesmo os xingos que os fizeram parar de se amar e desejar ardentemente naquela cama, mas sim o cansaço e suor que escorria pelo corpo de ambos e se misturava como as suas respirações. Violet dormia tranquilamente em meio as fortes braços que a cercava e sob o tórax bem definido que ele tinha. Tom abraçava-a como se seu mundo dependesse daquele momento, ele a aconchegava junto a si como se nada mais no mundo lhe importasse, e não importava naquele momento. Violet acordou pouco depois das dez da manhã e não encontrou Tom ao seu lado, mas não teve tempo de se desesperar, pois o vira na porta com uma bandeja de café da manhã para ambos. — Bom dia meu amor, como dormiu? — Bom dia, e seria melhor se eu tivesse acordado com você do meu lado – fez um bico. — Mas eu fui preparar o nosso café, sabia que iria acordar faminta depois da noite passada. Ela olha a bandeja e faz cara de quem procura por algo – Não estou vendo o meu beijo nessa bandeja. — É por que ele está aqui comigo – disse se aproximando e selando a distancia entre seus lábios – Satisfeita? — Você sabe que de você nunca. — Eu te amo. — Eu também te amo. Eles se beijaram novamente e depois de mais alguns beijos tomaram o seu café e banho juntos, depois se arrumaram e Tom levou Violet para casa, para poder trocar de roupa e esperar o filho chegar e fazer um programa a três: Violet, Tom e Simon, bom, pelo menos era o que ela pensava. Depois de se trocar, Violet foi para a sala e ficou com Tom e seus pai trocando conversas, enquanto Winry preparava o almoço, mas aí o telefone tocou e Violet foi atendê-lo. (Ligação ON) — Alô? — Violet? — Sim, quem fala? — Richard. — O que foi? Aconteceu alguma coisa com o Simon? — Não, ele está bem, mas eu queria saber se posso ficar um pouco mais com ele, já que vou embora amanhã muito cedo e... — Nada disso, eu quero vê-lo e ele precisa de mais fraldas e... — Eu sei, eu passo aí e pego essas coisas, mas me deixe ficar com ele pelo menos até a tarde? — Que tal fazermos uma coisa... — Diz. — Você ia sair com ele para passear de novo certo? — É. — Que tal sairmos todos juntos? Você, a Simone, o Nich, o Simon, o Tom e eu? — Por mim tudo bem, mas quem é Tom? — Meu futuro marido, que você vai ficar distante dele quando estiver com uma garrafa de wisky por perto, eu não quero outro casamento destruído por você embebedar meus pretendentes. — Tudo bem, sem wisky. — Que horas vocês passam aqui? — Daqui a pouco, depois do almoço. — Tudo bem. — Se importa se a Simone der um banho no Simon também antes de sair? — Não, mas ele não tem roupas... — Eu comprei algumas roupas novas para ele ontem, tenho certeza que você vai gostar. — Se tiver roupa tudo bem então, mas não se atrase. — Ok, tchau. — Tchau.(Ligação OFF) Violet desligou o telefone e voltou a conversar com seu pai e com Tom, que pareciam estar se entendendo muito bem. Depois de alguns minutos foram almoçar, assim como na casa dos Mustang. Depois do almoço, não demorou muito para que Richard chegasse na casa dos Elric com várias sacolas nas mãos e foi entrando sem bater na porta. — Tia Winry, me ajuda com isso – ele mostrava as sacolas – Eu acho que me excedi ao comprar tudo isso para o Simon. — Nossa você deve ter gastado muito. — Que nada, para um filho isso é o mínimo que eu faço. — Tem certeza de que é o Richard? Não pode ser a mesma pessoa. — Sou eu sim viu tia. Ele entra na sala depois de deixar as sacolas por conta de Winry guarda-las. — Oi Tio Ed, quanto tempo. — Oi irresponsável, lembrou-se que tem um filho é? — Eu nunca havia me esquecido, comprei presentes, brinquei com ele... — Richard! – uma voz masculina vinda das escadas chama a atenção dele – É você mesmo? — Tom? O Tom do Ling? O Príncipe filho e herdeiro do rei mais folgado e vagabundo de Xing? — Eu mesmo. — Cara quanto tempo! — Nossa você mudou Mustang. — Você também Yao. — Como anda a vida? — Casado e com dois filhos – ele puxa Simone – Essa aqui é a minha esposa Simone, não sei se você se lembra dela... — Então é essa Simone?! – ele fica chocado por um instante – Não acredito! Você é a Simone Baldwin? A única garota a ir para a guerra do leste? — Isso mesmo, mas agora meu sobrenome é Mustang, assim como o do Richard. — Você sabia disso Violet? — Que eles foram para a guerra juntos? — Também, mas que ela era a única garota que morava na cidade do leste que teve coragem para se alistar na época de guerra. — Isso é novidade pra mim. — Eu nem acredito que vocês ficaram juntos, você sempre levava bronca dela quando se metia em alguma besteira e era ela também que te safava das broncas dos seus pais. — Para você ver... Mas vamos lembrar dessas coisas qualquer hora dessas, eu quero ir logo e o dia está bonito e o tio Ed parece que quer me trucidar, como seu eu tivesse culpa do neto dele estar ficando maior que ele... — REPETE! QUEM AQUI É MENOR QUE UM GRÃO DE FEIJÃO??? — V-O-C-Ê! — Por isso que eu odeio esses Mustang, eu vou matar ele, me solta Winry! — Seu neto também é um Mustang papai! Depois desse pequeno momento de nervos exaltados do ED, os casais saíram para dar uma volta, entraram todos no carro de Richard – ele não estava com vontade de andar, como sempre (N/A: ¬¬’). Richard e Tom foram na frente e Simone e Violet foi atrás com as crianças. Richard os levou até a casa de campo de seus pais, onde seria um excelente lugar para os filhos se divertirem e respirarem um pouco de ar puro. Simone e Violet foram se sentar perto da piscina enquanto Richard insistia que ia nadar com o filho e levar Tom para esse mergulho também, e sem poder escapar eles foram colocar uma bermuda para entrar na água. — Como está a sua vida aqui na central Violet? — Está tudo muito bem e com você e o Richard? — Bom... Nós dois nos entendemos faz pouco tempo, antes de virmos para a Central. — Não acredito que não rolou nada nesse meio tempo. — Ele até tentou, mas eu não deixei, ainda sentia culpa pela separação de vocês. — Que isso Simone, a nossa relação já havia esfriado fazia algum tempo e você não teve culpa do fim inadiável. — Por que não deu certo entre vocês? — Eu acho que ele tentava encontrar em mim algo que lembrasse você, mas ele nunca encontrou, eu nunca o vi sorrir tanto quanto agora, quando está perto de você. — Besteira Violet! Ele sempre foi assim, só precisa que alguém estimule este lado divertido e carinhoso dele. — Carinhoso? Onde? Ainda estamos falando do mesmo Richard? — Para de ser idiota Violet! É claro que estamos falando do mesmo Richard. — E como foi que ele te conquistou? — Eu estava sofrendo e ele apareceu, e antes eu não era muito de chegar perto de meninos, mas arranjei um namorado e este namorado morreu e quando eu estava sofrendo pela morte dele o Richard apareceu e me fez sorrir novamente. — E como você conheceu o Tom? — Ele morava por perto, era recém chegado na cidade e estudávamos na mesma escola e era ele que me entregava bilhetes do Richard, que naquela época eu rasgava e não dava a mínima importância por estar pensando na minha carreira e não em sair com rapazes. — Caramba, você tem certeza de que não é parente da tia Riza? Ela riu – Tenho sim, agora sou por causa do Richard, mas do contrário... E me conte Violet, como está o seu relacionamento com o Tom? Onde se conheceram? — Está uma verdadeira maravilha, ele é atencioso, gentil, carinhoso, forte, direto, romântico, me ama... – ela suspira – e nos conhecemos quando ele salvou o Simon no parque. — Como assim? — Eu estava lendo um livro no parque e esqueci de travar as rodas do carrinho e quando me dei por mim o carrinho estava andando e quase caindo no lago, mas aí o Tom apareceu e salvou o meu filho. — Nossa, mas você já dormiu com ele? — Isso é pergunta que se faça? — O que tem de errado? Eu dormi com o Richard depois de três dias que nós demos o nosso primeiro beijo. Violet se espanta, mas responde – Nós ficamos ontem... — E aí? Como ele é? — Vou te contar tudo...As duas continuaram a conversar e nem se deram conta de que os rapazes estavam chegando, Richard com uma bermuda vermelha e sem camisa, o Nich de sunga com desenho de carrinho, Tom com uma bermuda preta e uma regata branca.
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Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói! — Ao contrário do Nicolas que quer vir para a Central aprender alquimia com meu pai e ficar longe de mim. — Fique feliz, ele vai seguir os passos do pai e do avô General. — Ainda não me acostumei com este cargo, mas até que soa bem o meu nome assim... General Richard Mustang, futuro Führer de Amestris. — Continue sonhando... — Violet, você se lembra de que eu queria conversar com você? — Claro. — Olhe ali – apontou para Nicolas ao lado de Helena – Vendo assim, até parecem com os meus pais, quando mais jovens. — Você acha que os dois... — Quem sabe. — Quer saber? Eu acho que isso pode dar certo, se o nosso destino não foi para ficarmos juntos, quem sabe o destino das próximas gerações possa ser igual ao de nossos pais?! — Eu espero que seja exatamente assim... – disse por fim antes de sorrir para Violet e voltar a olhar junto a ela, para os filhos de ambos e ver que o destino das próximas gerações poderiam se entrelaçar novamente.Das Ende.
Notas finais
Comprido não? Eu sei que o final fikou chocho e sem sal neh, mas foi o que deu pra fazer e confesso que foi uma loucura terminar a fic com os protagonistas seguindo caminhos diferentes!!!
Quero ver o que vocês acharam do final, então deixem reviews!!!!!!
E mais uma vez mto obrigada a todos q me acompanharam nesta fic e até uma próxima!!!
Küsse, Danke!
Quero ver o que vocês acharam do final, então deixem reviews!!!!!!
E mais uma vez mto obrigada a todos q me acompanharam nesta fic e até uma próxima!!!
Küsse, Danke!
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