Destinos das Próximas Gerações -
24 Kapitel 24 - Geburt und Diskussionen
Notas iniciais
Richard ficou furioso e foi ver o que estava acontecendo – “tanto tempo para isso acontecer e tem que ser justo agora para alguém interromper?” pensava Richard antes de sair de cima de Violet e ir nervoso abrir a porta e se deparar com Raymond desesperado.
— O que foi? Fala alguma coisa muito importante para ter me interrompido.
— A Belle está parindo.
— O que? Agora?
— Ela está lá em baixo com algumas contrações e eu preciso da sua ajuda, eu não sei o que fazer e como você já é pai...
— Eu sou pai, mas nunca passei por uma situação como esta.
— Mas me ajuda Rich, eu não tenho mais ninguém a quem recorrer.
— Tudo bem, eu vou vestir a minha camisa e já desço, enquanto isso vai ligando o carro e levando a Isabelle para ele.
— Ta, mas não demora.
— Pode deixar, vou ser o mais rápido possível.
— Ok.
Raymond saiu correndo para o encontro de Isabelle na sala e fazer o que Richard havia lhe mandado e ele por sua vez voltava para dentro do quarto com uma cara de desânimo. Ele olha para Violet deitada na cama e depois vai em busca de sua camisa.
— O que aconteceu Rich?
— A Isabelle está dando a luz. – disse sem muito interesse.
— Sério?
— É.
— Então corre, ela deve estar sentindo muitas dores e dar a luz a um filho não é nada fácil.
— Esqueci de que você passou por isso recentemente.
Ela sorriu – Vai logo! O Ray está contando com você ao lado dele agora, pode deixar que eu fico aqui com a Rachel, o Nicolas e o Simon.
— Você promete que quando eu voltar você vai estar aqui com o Simon?
— Prometo.
— Então eu vou indo mais tranqüilo.
— Me liga que depois eu passo lá no hospital para ver como andam as coisas, o parto dela está sendo prematuro e ainda por cima de gêmeos, vai ser complicado e demorado.
Ele se desanima ainda mais e dá um longo suspiro antes de beijar Violet novamente e sair do quarto as presas. Os rapazes vão às pressas ao hospital junto com Isabelle, deixando em casa Violet, Rachel e as crianças.
Chegando ao hospital Isabelle foi logo encaminhada a uma sala para ser examinada e saber a situação dos bebes, deixando Raymond aflito no corredor ao lado de Richard.
— Rich o que vai acontecer com ela? Será que os meus filhos vão ficar bem?
— Calma! Ray vai dar tudo certo e não é tão difícil assim ter dois filhos.
— Você fala isso por que não soube o dia que os seus filhos vieram ao mundo.
— Isso é verdade, mas eles estão aí.
— Sabia que você é um pai relapso?
— Sério? Mas o que você espera de um pai novo e viúvo?
— Novo e viúvo e que estava se entendendo com a mãe do segundo filho no quarto.
— Detalhes...
— Vocês se entenderam?
— Se não fosse pelos seus filhos teria sido uma bela reconciliação.
— Não coloque a culpa nos meus filhos, vocês é que demoraram a fazer o que deviam.
— E falando nisso, vocês já sabem o sexo dos bebes?
— Ainda não, a Belle queria que fosse surpresa e eu respeitei isso.
— Já escolheram os nomes?
— Já.
— Quais?
— Se forem meninas, escolhemos os nomes das nossas mães Riza e Rebecca e se forem meninos escolhem...
— Os nomes dos velhos?
— Não.
— Quais então?
— Dos meninos seriam Berthold como o vovô e Bill ¹ como um cantor que a Belle gosta.
— Nossa vocês não tem não muita imaginação hein.
— Nós queríamos homenagear as pessoas que gostamos e admiramos, as nossas mães são exemplos de pessoas no exército.
— E o vovô, o cantor que a Isabelle gosta?
— O vovô foi quem descobriu e pesquisou toda a alquimia da nossa família e o cantor você pergunta para a Belle que ela pode te responder melhor.
— Ata quero ver se ela já teve um caso com ele por aí...
— Calado! Ela é minha esposa e tomou jeito depois que casamos e me assegurou que só viu uma vez esse cantor de perto e nunca teve nada com ele.
— Mas você não tomou tanto jeito assim... A minha secretária que o diga.
— Cala a boca.
— Ela tem toda aquela eficiência que aparenta ter?
— Você nem faz idéia...
— Senhor Mustang? – ele foi cortado pelo médico que se aproximava – Quem é o Marido da Senhora Isabelle Catalina Mustang?
— Sou eu Raymond Mustang.
— Queira me acompanhar.
— O que houve com a minha esposa e meus filhos? Alguma coisa errada doutor?
— Por enquanto não tem que se preocupar, ela apenas deseja a sua presença enquanto ela está dando a luz.
Raymond segue o médico até a sala de partos para encontrar Isabelle e acompanha-la durante o nascimento de seus filhos. Demorou mais de cinco horas até que todo o processo do parto fosse realizado e Raymond saísse com uma cara de idiota de dentro da sala.
Raymond foi andando por todo o corredor do hospital com um sorriso inebriante no rosto indo na direção de Richard que estava mais do que nervoso na hora que viu o irmão.
— Nasceram?
Raymond respondeu positivamente com a cabeça.
— E o que é? Menino ou menina?
— São duas meninas.
— E a Belle?
— Está amamentando as minhas princesinhas.
— E você está bem? Parece meio idiota para o meu gosto.
— Eu vi as minhas filhas nascer, você queria que eu ficasse como?
— E quando eu vou poder ver as minhas sobrinhas?
— Daqui a pouco, ligue para a Rachel e a Violet e avise que elas nasceram.
— Ta.
Richard se distanciou e foi telefonar da recepção e dizer as boas notícias, que tanto as meninas quanto Isabelle estavam muito bem agora. Violet o xingou, pois ele havia ligado as quatro da manhã e que ele poderia ter ligado um pouco mais tarde para informar isso.
A semana se passou rapidamente, com Raymond no hospital junto com Isabelle e Richard tendo que trabalhar dobrado por causa das faltas do irmão. Violet já estava se acostumando a ficar naquela casa a espera de Richard, apesar desse tempo em que Isabelle estava bem no hospital e tudo corria bem, Violet e Richard quase não se falavam por causa dos horários de ambos.
Richard trabalhava de manhã até o anoitecer e Violet dormia cedo por causa do filho, eles nunca se encontravam com tempo. Naquela mesma semana Violet atendeu a um telefonema e era Riza.
— Alô? Richard?
— Alô aqui é a Violet quem gostaria?
— Violet? O que você está fazendo aí? Aqui é a Riza.
— Eu vim para cá faz quase duas semanas e estou cuidando das coisas enquanto a Isabelle não recebe alta com as meninas.
— Soube que ela ganhou por uma ligação do Raymond as cinco da manhã, mas e você como está?
— Eu estou bem e caso queira saber o seu neto também.
— E as garotas? O Raymond já escolheu algum nome?
— Escolheu sim, Riza e Rebecca.
— O que? O meu filhinho fez isso, eu estou indo para o leste agora mesmo junto com o Roy, não avise os meninos que estamos chegando, pois eu quero fazer uma surpresa.
— Tudo bem...
Violet não pode terminar de falar, pois Riza desligou o telefone em sua cara. Ela achou isso normal, mas lembrara que ainda não havia contado a sua mãe de que ela já tinha ganhado o seu filho a algum tempo, então decidiu ligar.
— Alô?
— Alô? Mãe?
— Violet?
— Sou eu mãe.
— Filha onde você está?
— Eu estou no leste...
— E por que não me avisou que estava por aí, queria me matar do coração?
— Não mãe é que...
— E como anda o bebê? Já nasceu?
— Já sim mãe, faz quase três semanas...
— E você nem ao menos me avisou? Eu e seu pai estamos indo aí para o leste agora mesmo.
E novamente Violet não pode responder, outro telefonema desligado em sua cara. Ela ficou atônita, realmente sua mãe era muito parecida com Riza em alguns aspectos peculiares.
Anoiteceu e junto com a escura e inebriante noite chegaram a enorme casa o Führer e sua esposa juntamente com o alquimista de aço com a sua esposa também, todos se encontravam sem entender por estarem todos juntos naquela casa.
— Winry? Edward? O que fazem por estes lados? – Perguntou Roy surpreso.
— Nós viemos ver a Violet e nosso neto e vocês? – Ed o respondeu.
— Viemos conhecer as nossas netas que acabaram de nascer.
— Por acaso vocês já viram o menino?
— Não, ele nasceu?
— Faz algumas semanas, mas a Violet só nos disse hoje mais cedo e nos avisou que estava aqui.
— Então a Violet e o Richard... Aleluia!
— Graças a Deus!
— Vocês dois, parem de agradecer tanto e vamos entrar. – Riza os cortou.
Quando entraram na grande casa, encontraram apenas Violet no sofá lendo um livro e foram interroga-la e depois que ela explicou toda a situação aos presentes, eles ficaram mais calmos. Os dias começaram a se passar e as famílias a se acomodar no leste, passando-se assim uma semana desde a chegada dos Elric o Führer com sua digníssima esposa.
Certa manhã Ed decide dizer que vai partir e...
— Amanhã vamos voltar para casa, vem conosco Violet? – Ed dizia esperando um sim da filha.
— Desculpe papai, mas pretendo ficar mais um pouco por aqui e ajudar a Isabelle no que ela precisar com as meninas e também ajudar os rapazes a sobreviver, pois com a comida que a Isabelle prepara qualquer um morre de fome.
— É tão ruim assim a comida dela?
— Pior – disseram todos a mesa.
— Nossa, mas tem certeza de que quer ficar? Você e o Richard podem discutir de novo.
— A gente já superou essa fase, agora se formos brigar eu jogo o Simon na cara dele.
— É assim? – Richard se fazia de indignado – Qualquer coisinha vai colocar o pobrezinho no meio?
— Não, apenas te impedir de gritar comigo.
— Só não brigo com você se não você pode colocar veneno na minha comida.
— Pra que gastar veneno com você? Seria um desperdício.
— Eu sei que eu sou irresistível e você não gostaria de me perder.
— Eu estou falando que seria um desperdício de veneno e não de você.
— Se não fosse por mim você nem teria o nosso filho, então me agradeça.
— Ah! Agora eu tenho que te agradecer por me deixar ser uma mãe solteira na minha idade? – Violet já disse com os nervos a flor da pele – Minha vida teria sido perfeita se você não a tivesse atrapalhado.
— Como se a culpa fosse minha de você ficar bêbada e querer perder a virgindade comigo.
— Só mesmo bêbada para eu ter feito aquilo pela primeira vez com você.
— Então o que a fez dormir comigo nas outras vezes em que estava sóbria?
A cara de todos na mesa já estava mais do que de envergonhados por ouvirem Richard e Violet jogando as suas intimidades um na cara do outro e na frente de todo mundo. Antes que Violet revidasse a ultima pergunta de Richard, Raymond saca a sua arma junto com Riza e aponta para os dois.
— Vocês podem fazer silêncio? As minhas princesas estão dormindo e são muito novinhas para escutarem esse tipo de coisas.
— Concordo filho! – Roy disse, já tapando os ouvidos de Rachel (N/A: Como se fosse fazer alguma diferença a essa altura do campeonato ¬¬).
— O próximo de vocês que começar a discutir novamente vai levar uma bala bem no meio da testa.
— Você está parecendo a mamãe falando assim Raymond.
— Nãooooo! Isso não pode acontecer, minhas filhas não podem crescer traumatizadas como eu cresci.
— Raymond! – Riza olhava-o furiosa – Eu estou escutando sabia filhinho?
— Desculpa mãe.
— Agora voltem todos a comer e parem de falar besteiras.
Com a ultima palavra de Riza, todos voltaram a tomar o seu café. Depois do café Richard, Raymond, Riza, Roy e Edward foram para o quartel do leste, enquanto Violet, Isabelle e Winry cuidavam das crianças e da casa e Rachel foi para a escola.
Quando a tarde se aproximava, Roy decidiu ir para a Central, pois muitas coisas estavam acontecendo por lá e precisavam da aprovação do Führer e ele não poderia mais aproveitar a sua estadia no leste, Roy voltou para a Central junto de Riza no final da tarde.
Ed aproveitou a carona de Roy e foi junto com ele e Riza, levando Winry junto consigo, é claro. No leste o clima estava tenso dentro daquela casa, depois da visitinha inesperada que receberam e da pequena discussão de Richard e Violet.
No jantar tudo estava mais calmo, bom pelo menos até o Richard abrir a boca.
— Putz... Que vontade de transar hoje – disse sem muito se importar com a opinião dos presentes, que arregalaram os olhos ao ouvir tal revelação.
- Richard! Isso é coisa que se diga em plena mesa de jantar? – Violet olhava-o ainda espantada.
— Você quer que eu diga isso lá no meu quarto com você nua?
— Richard!
— Que foi? Quer fazer em outro lugar?
— Não é isso...
— Então você assume que quer fazer, mas não em outro lugar?
— Richard... – Ela respira fundo e olha-o derrotada – Por que não chama uma de suas amiguinhas para fazer isso com você e para de falar dessas coisas na frente da sua irmã caçula, dos seus filhos e das suas sobrinhas?
— Por que é pra você ouvir, se eu tentasse te agarrar no quarto sem dizer nada você me expulsaria de lá.
Violet corou na hora e não tinha palavras para responder Richard, ela ficou parada apenas o observando, enquanto ele fingia que não dissera nada de mais e voltou o seu olhar para ela.
— Vai ficar me olhando assim por quanto tempo? Se quiser transar agora eu estou a disposição, eu sei que você também deve estar na seca, bom pelo menos a mais tempo do que eu.
— Rich...
— O que foi Violet? Eu também fico certo tempo sem transar, não tanto quanto vocês mulheres, mas um tempo razoável, e eu acho que a minha ultima vez foi uma rapidinha com a Sargento...
— Cala a boca Richard Mustang! – Violet levanta-se da mesa nervosa — Você está me envergonhando, pare de falar tanta besteira e acorde para a realidade, você acha mesmo que eu acreditaria que você, o todo poderoso Coronel Richard Mustang o pegador do leste está na seca e se saciou só com uma rapidinha?
— E por que não acreditaria? Faz quase um mês que eu estou me comportando e voltando para casa cedo e sem ficar com nenhuma mulher a sério. (N/A: o sério do Richard é no máximo uma semana).
— Até parece que você ficaria um mês inteiro sem nenhuma mulher.
— Eu fiquei quando estava no hospital e pouco depois que cheguei aqui no leste, tirando as rapidinhas por aí e as preliminares com você na minha cama...
Ela aproxima-se de Richard e lhe dá uma bofetada na cara irritando-o profundamente e fazendo-o se levantar e pegar o seu casaco, deixando Violet nervosa no mesmo lugar em que parou pra esbofeteá-lo.
— Vou sair, provavelmente não volto hoje, então Rachel cuide do Nicolas neste momento – ele disse já abrindo a porta e pegando as chaves do carro. – E Violet este tapa vai ter volta – disse por fim com um sorriso sacana antes de sair porta a fora.
Violet ficou atônita em frente a mesa de jantar e Isabelle após ver a cena não podia deixar barato.
— Vai atrás dele Violet ou você pretende ficar parada aí feito uma múmia, e perder o homem da sua vida e pai do seu filho?
Continua em breve.
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