Notas iniciais
Oiiiii Sentiram saudades? Agora estamos no final e não tem mais volta, desculpem por qualquer errinho e Boa leitura!

Violet reflete por poucos segundos sobre o ocorrido e nada faz, logo em seguida ela vira-se e encara Isabelle.

— Se precisarem de mim vou estar no quarto arrumando as minhas coisas.

— Você não vai atrás dele?

— Eu já me humilhei demais para o Richard, se ele me quiser agora ele que corra atrás de mim.

Isabelle nada respondeu e viu-a subir as escadas triste e amargamente. Ela virou-se para encarar o marido e ver o que havia feito de errado e ele apenas não soube lhe responder.

O casal ficou um pouco em silencio na mesa e logo se depararam com alguns barulhos vindos de fora, e quando Raymond estava se levantando para ver o que era, viu Richard entrar nervoso.

— O que houve? Você não disse que só voltaria amanhã?

— Esqueci a minha carteira, como você quer que eu pague uma bebida para uma moça bonita sem dinheiro?

— Foi só por isso que voltou?

— Foi. Eu não quero levar outro tapa na cara, a Simone nunca fez isso...

— Mas acontece meu irmão, que a Violet não é e nem nunca vai ser a Simone que agüentava as suas besteiras e ainda ria de tudo isso junto com você.

— E daí? Ela pelo menos poderia ter levado a brincadeira na esportiva ou sei lá.

— A Violet é diferente e você sabe muito bem disso.

— E onde ela está?

— Está no quarto fazendo as malas.

— O que?

— Isso mesmo que ouviu, fazendo as malas.

— Eu vou lá falar com aquela doida.

Richard sobe as escadas e vai diretamente para o quarto de Violet, bate na porta e entra sem ao menos escutar uma afirmação o deixando entrar. Ela estava com uma mala em cima da cama e dobrando algumas roupas e colocando dentro da mesma.

— O que está fazendo?

— As minhas malas, você não está vendo?

— Estou, mas pra que está fazendo isso?

— Eu vou embora.

— E pretende me deixar aqui? Sem dizer nem mais nem menos?

— Exatamente, você já é grandinho demais para ouvir as minhas satisfações e o que eu faço e deixo de fazer é problema meu.

— Mas não quando envolve o meu filho.

— Que eu saiba você vai vê-lo uma vez por mês, ou estou enganada?

— Não...

— Então me deixe terminar de arrumar isto.

— Posso te levar a um lugar antes de ir?

— Que lugar?

— Segredo, você vai ter que confiar em mim pelo menos desta vez.

— Tudo bem, mas me deixe terminar e aí vamos ok?

— Ok.

Após Violet terminar de arrumar as suas malas, ela foi atrás de Richard e o encontrou na sala bebendo – para variar – e assim que ele a viu eles foram sozinhos para o carro, deixando as crianças com Raymond e Isabelle.

Ele dirigiu por um caminho de terra e escuro, se afastando da cidade cada vez mais, até que parou em uma área pouco iluminada e desceu do carro sendo acompanhado por Violet.

— Onde estamos?

— Você já vai descobrir, vem comigo.

Ele a levou por uma pequena trilha mata adentro, andaram pouco até chegar onde Richard queria, em uma cachoeira. Era um lugar lindo e bem iluminado pela lua e as estrelas, as águas bem claras que dava para ver as pedrinhas brilhando ao fundo.

— Que lugar mais lindo Richard!

— Gostou?

— Adorei.

— Era aqui que eu vinha para pensar, o meu sensei me ensinou o caminho e disse que foi aqui que ele conheceu a sua esposa.

— Nossa...

— Foi aqui também que eu beijei a Simone pela primeira vez e a gente decidiu ficar juntos.

— Rich...

— Sempre que eu vinha aqui, eu me esquecia do mundo lá fora e a Simone me fazia esquecer ainda mais que o mundo existia e que nós tínhamos uma vida para viver, até mesmo quando nos separamos há dez anos atrás foi aqui que eu te esqueci.

— Foi quase a mesma coisa comigo, só que eu me esquecia de tudo com a nossa arvore, que por acaso você fez questão de queimá-la.

— Eu posso queimar uma arvore, mas você pode destruir este lugar?

Ela fraqueja ao responder – Nunca conseguiria... Sei que este lugar é importante demais para você e que se eu fizesse tal atrocidade, você jamais me perdoaria.

— Perdão... Eu te peço perdão pela arvore e por qualquer coisa que eu tenha lhe ofendido.

— Não, pois sou eu quem deve pedir perdão para você, fui eu quem te...

Ela foi interrompida pelos lábios quentes do moreno juntos aos seus em um caloroso beijo. Este que foi um beijo apaixonado e cheio de luxúria, fazendo Violet se entregar completamente nos braços do moreno.

Depois que se separaram — (N/A: perda de tempo continuar a xingar o oxigênio, ele sempre atrapalha) — eles se olharam profundamente em meio a um abraço. Richard colocava pra trás da orelha de Violet uma mecha loira que cismava em cair sobre o rosto dela.

— Eu ainda estou com vontade de transar...

Ela se enfurece – Você não consegue ser sério nem por um minuto não é mesmo?

— Pra que? Já fico sério o dia todo no quartel e com você eu sei que não preciso dessas formalidades e também encare isso como um presente de despedida.

— Como pode ter tanta certeza de que eu vou aceitar esse seu presente?

— Eu sou o único que pode dizer que te conhece por completo, desde esses cabelos loiros até os outros que estão escondidos abaixo da sua cintura – ele fazia aquela cara de cínico – e tenho certeza de que não vai resistir ao meu presentinho.

— Richard!

— O que?

— Não fique falando dessas coisas, eu fico envergonhada.

— Tudo bem, eu não falo mais, mas...

— Mas o que?

— Isso não quer dizer que eu não vou tocar você de novo – sorriu malicioso por fim antes de beijá-la.

Richard começou a passar a sua mão “nada” boba por baixo da blusa que Violet usava e ela já não conseguindo mais agüentar as caricias do moreno começou a arrancar a camisa dele com urgência. Depois que ela se livrou da camisa de Richard notou que também não estava mais com a sua e olhou para Richard, indignada.

— O que foi? Direitos iguais, querida – Sorriu sacana.

— Será que nos entregarmos assim está certo? – disse ela relutante – E será que não estamos nos precipitando?

— Violet! Nós já tivemos um filho, mais precipitado do que isso impossível e mais uma coisa... – ele puxou-a pela cintura e a jogou na água – Você fica encantadora toda molhada – disse por fim com um sorriso malicioso e pulando na água para junto dela.

Violet não teve mais nenhuma dúvida depois disto, sabia que ele era seu e que ela pertencia somente a ele e a mais ninguém naquele momento, o que iria acontecer no dia seguinte não lhe importava, pois Richard estava com ela agora e nada poderia mudar isto.

Richard a devorava de todas as maneiras imagináveis e inimagináveis, ele não apenas beijava o pescoço de Violet, mas sim a engolia com seus chupões e mordidas. Richard estava sedento daquela mulher, parecia que ele estava sem contato físico desde os 15 anos, quando partiu da Central para ir embora para o leste e abandonar Violet.

Violet se entregava para ele do mesmo modo, ou até mais intenso do que sua primeira vez nos braços daquele homem, ele fora o único que a conhecera por completo e ela não queria por nada mudar isso.

Ela se separou um pouco dele para tirar as roupas molhadas, o que não agradou de inicio Richard, que queria continuar a se esbaldar no corpo de Violet, mas por certo ângulo ele achou muito melhor se livrar do que estava atrapalhando a sua diversão.

Depois que Violet se despiu, ela continuou na água esperando que Richard terminasse de ficar nu e quando ele terminou, pulou na água e foi nadando e agarrando Violet pela cintura e a beijando.

— Você tem que parar de me assustar deste jeito Rich.

— Mas assim eu consigo te sentir bem mais arrepiada com o meu toque do que o normal, e isso me deixa ainda mais louco de desejo.

— Louco você vai ficar agora meu amor – ela sorriu e em seguida mergulhou.

Richard ainda não entendia o que ela havia feito, mas logo em seguida começou a sentir as palavras dela. Violet havia colocado a boca no membro rijo de Richard por baixo da água, deixando Richard louco de desejo e latejando de prazer.

Assim que Violet voltou à superfície beijou Richard mais uma vez na boca e olhou-o profundamente.

— Você não está se esquecendo de nada?

— De me enfiar em você? Eu já ia fazer isso, mas ainda quero aproveitar e brincar mais nos seus seios, eles cresceram depois que engravidou.

— Eu não estou falando disso.

— Então do que é? Seu bumbum também ficou bem mais apetitoso depois da gravidez.

— Richard!

— Estou falando a verdade, eu já te experimentei antes e posso concluir de que suas medias aumentaram, mas nos lugares certos e para melhor.

— Você ainda não entendeu de que eu estou falando da camisinha não é?

— Ah ta! A camisinha... – ele congela subitamente – Violet... Eu vou ver se tem no carro, não sai daí.

Richard sai correndo desesperado atrás das benditas camisinhas dentro do carro e por sua sorte ele encontra uma cartela fechada no banco de trás, escondido no meio do banco. Ele observou e pensou imediatamente que foi Raymond quem havia escondido ali, afinal era ele quem mais usava este carro e que ultimamente havia feito ali com algumas mulheres, às vezes dentro do mesmo.

Ele voltou correndo para a cachoeira e não encontrou Violet, então entrou na água por pensar que ela estava mergulhando, mas foi surpreendido e pego de surpresa pela mão de Violet em seu membro e logo em seguida ela aparecendo e beijando-o.

— Você me assustou.

— E você tinha feito o mesmo comigo agora a pouco.

— Não vale, quando eu faço com você é mais divertido.

— E você acha que eu não estou me divertindo? A primeira coisa que eu toquei em você assim que chegou ficou duro com apenas o contato da minha mão.

— Mas eu prefiro ficar duro dentro de você. – disse agarrando-a – trouxe o que você me pediu, agora podemos continuar?

— Só se for agora!

Violet cruzou as pernas pela cintura dele e o beijou fortemente enquanto puxava o cabelo do moreno, e ele segurava nas coxas de Violet e os longos cabelos loiros. Richard tratou logo de colocar a camisinha, ele não estava querendo mais um filho neste momento.

Assim que o fez levou Violet até próximo de algumas rochas e a encostou lá, acomodando-se entre as pernas dela e abocanhando os seios da mesma. Violet arranhava-o por toda a extensão do tórax e costas, junto com as fortes unhadas vinham com os gemidos e gritos altos vindos da mesma.

Quando Richard não se conteve mais a penetrou com urgência e desejo, ambos gemeram junto ao se sentirem um só ser. Ele fazia movimentos rápidos junto com as fortes estocadas na loira que delirava ao senti-lo dentro de si.

Os dois chegaram ao êxtase juntos e deitaram-se um ao lado do outro na beira da cachoeira, observando somente as estrelas, abraçados.

— Sempre nos imaginei juntos de novo, mas nunca pensei que seria tão lindo quanto foi hoje Rich.

— Violet... Promete-me que vamos parar por aqui por enquanto?

— Como assim?

— Por enquanto vamos aproveitar o que temos sem nos precipitar, sem brigas desnecessárias e sendo bons amigos.

— Por mim tudo bem, nós somos azarados no quesito ficar juntos mesmo.

— A gente só não fica junto por sua causa, você só discute.

— Rich...

— Mas vamos deixar isso para depois, eu sei que se eu tocar no assunto de um relacionamento juntos você vai brigar comigo novamente e como você está indo embora amanhã...

— Se você me pedisse eu ficaria.

— Eu jamais faria isso, seria a mesma coisa que pedir para comandar a vida e a vontade de uma pessoa e isso não faz o meu gênero.

— Você me controla a partir do dia em que olhou pra mim e não seria nenhum martírio ficar aqui com você.

— Mas mesmo assim, com você por aqui parece que eu estou traindo a Simone na cara dela.

— Como assim?

— Tudo nesta cidade me faz lembrar dela e de tudo que eu fiz com ela, e apesar disso, me faz pensar que ela ainda está viva e qualquer coisa que eu faça vá influenciá-la em algo.

— Você ainda a ama?

— Creio que sempre amei, mas raramente disse o que eu sentia para ela, naquela época também eu não tinha certeza do que sentia e se não estava confundindo as coisas, assim como há pouco tempo atrás.

— Eu não entendo?

— Quando eu vivia com ela aqui eu achava que o que eu sentia por ela era uma substituição do que eu sentia por você, e quando eu achei que ela estava morta e fiquei com você eu achei que estava apaixonado por você e que com ela foi superficial, até mesmo quando ela estava doente na Central eu achei que não a amava, mas percebi que estava errado e que ela deu um novo sentido para a minha vida.

— Richard...

— Hoje eu posso te dizer com todas as palavras que já te amei Violet, mas faz muito tempo e eu mudei junto com o sentimento que eu sentia por você e esse novo sentimento foi facilmente entendido pela Simone que sempre esteve ao meu lado.

Ela o beijou com o intuito de que ele parasse de pensar naquilo e se entristecesse e depois de deslumbrarem ainda mais as estrelas, eles se vestiram e foram embora para casa. Quando chegaram foram cada um para o seu quarto sem fazer um único ruído e dormiram profundamente.

Na manhã seguinte todos já esperavam na mesa o casal, esperando que tudo tivesse ocorrido bem entre os dois, assim que o casal desceu pelas escadas todos os olhares foram direcionados para eles.

— O que foi? Eu to cagado por acaso? – Richard dizia irônico sentando-se a mesa juntamente com Violet.

— Você sabe o porquê de estarmos olhando-o, desembucha que a gente está quase morrendo de curiosidade. – Raymond dizendo animado.

— Curiosidade de que? Não aconteceu nada de mais e se apresse para levara a Violet até a estação.

— Então vocês não se acertaram?

— Nos acertamos e pretendemos brigar menos para o bem do Simon.

— E quando a Violet vai partir?

— No trem das 11h00min.

— Mudando de assunto, você já pode ficar tranqüilo quanto a casa, eu e a Belle vamos nos mudar essa semana para a nossa própria casa.

— Você diz isso como se a sua casa fosse muito longe daqui.

— É mesmo Belle, onde é a casa de vocês? – Violet perguntava curiosa.

— É a casa aqui do lado, á direita.

— O.o

— O Ray não queria se distanciar muito dos irmãos.

— Percebi.

A conversa continuou tranqüila durante o café da manhã, depois Richard foi trabalhar e levar Rachel para a escola – obs.: Raymond está de férias junto com Isabelle e as filhas – Raymond encarregou-se de levar Violet e Simon até a estação.

Raymond se despediu de Violet que partiu de volta para a Central e depois pensaria se iria se mudaria novamente para Rosembool. Raymond voltou para casa depois que o trem de Violet partiu e ficou o resto da tarde junto com Isabelle e as filhas.

Depois do almoço Rachel chegou em casa e encontrou Raymond no jardim, olhando Nicolas brincar com um carrinho, ela se aproximou e sentou-se ao lado de Raymond.

— Oi Ray.

— Oi Rachel, já comeu?

— Já sim, obrigada.

— Então que cara é essa?

— Nada.

— Desembucha, você está com cara de quem está indignada com algo.

— E estou.

— Me conta.

— O chato, arrogante, presunçoso, insuportável, machista, hipócrita, sem-noção, exibido, metido, e mais um bando de coisa do Kenny me roubou um beijo.

— Sério? E o que você fez? Eu vou matar esse cara.

— Primeiro eu fiquei em choque, depois que ele se desgrudou de mim eu chutei as partes baixas dele e depois saí correndo, eu nem acredito que ele teve coragem para fazer isso comigo.

— E você quer que eu vou lá bater nele ou conte para o papai?

— Não precisa Ray, eu vou dar um jeito daquele imbecil ficar longe de mim.

— Como? Fazendo ciúmes nele?

— Exatamente.

— E com quem você pretende fazer isso? Eu pelo menos conheço?

— Vou pedir para o soldado James me acompanhar e sei muito bem que ele é frouxo demais para tentar fazer algo comigo, por esta razão não se preocupe que está tudo sob controle.

— Tem certeza?

— Confie em mim Ray e tudo dará certo.

Eles conversaram durante toda a tarde e Raymond ajudou Rachel, a saber, mais da mentalidade masculina e o que ela deveria fazer para atormentar ainda mais a vida do sujeito.

O resto do dia se passou normal, com Richard chegando em casa cansado de tanto trabalho e passando o resto do dia com o filho. No dia seguinte, na hora do almoço Rachel chega correndo no quartel e vai atrás de Raymond – que foi ao quartel só para jogar o papo para o ar com Richard — para contar a ele o que aconteceu.

— E então como foi a aula?

— Você nem acredita o que eu descobri.

— Então em conte.

— Ele ficou morrendo de raiva ao me ver do lado do James e não teve coragem para chegar perto de mim, eu o atormentei o dia todo com insinuações para o James e ele ficou cada vez mais nervoso e fora de si, foi o máximo Ray.

— Você chegou a falar com ele?

— Eu o esnobei o dia todo e quando ele veio finalmente falar comigo eu disse na frente de todos que sou areia de mais para o pobre caminhãzinho dele e que se ele realmente gostasse de mim, ele teria que me provar com gestos e atitudes de que mudou e que mudou por mim e por nenhuma garota mais.

— Nossa, você se parece muito com a mamãe sabia?

— Muitas pessoas dizem isso e eu fico muito feliz por me parecer com ela, afinal ela é a primeira dama de Amestris e a melhor sniper de todo o país.

O papo entre eles continuou até quando Richard chegou de surpresa no refeitório – onde eles estavam conversando — e sentou-se ao lado de Rachel e se intrometendo na conversa.

— Cheguei!

— Oi Rich.

— É Rachel, hoje não está um dia nada fácil e ainda tenho muito trabalho sem terminar.

— Então por que veio ficar de papo pro ar com a gente ao invés de terminar tudo?

— Por causa de um certo rapaz que veio falar comigo agora a pouco sobre você, e não é o Ray que está aqui desde as onze e meia.

— Se for o diretor da escola eu juro que aquele moleque mereceu o chute que eu dei.

— Não foi por isso, mas acho que posa ser o tal sujeito que levou o chute, mas parece que ele se chama Kenny.

— E o que ele queria com você?

— Ele veio me pedir pessoalmente a sua mão em namoro e que faria de tudo para que você aceitasse ficar com ele, até mesmo se tornaria do exército para te agradar e...

Ela coloca a mão na boca — Eu não acredito que aquele idiota fez isso e o que você fez?

— Eu mandei ele voltar amanhã para falar comigo, por que hoje eu iria resolver toda essa história em casa e que estava muito ocupado para falar de uma besteira como essa.

— E o que pretende fazer agora?

— Você gosta dele?

— Err... Não.

— Seja sincera, eu não vou brigar com você.

— Err... Eu... Eu acho que gosto, mas...

— Então está decidido, amanhã mesmo eu vou efetuar a inscrição daquele idiota no exército e caso ele tente machucar a minha irmãzinha ele vai pagar muito caro por isso, pois ele vai ter uma família inteira de militares o observando.

— Richard isso quer dizer que...

— Se você quiser dar uma chance para ele tudo bem, mas...

— Mas...

— Alem de ele entrar para o exército, eu quero que você também siga a vocação e não deixe de me avisar a qualquer idiotice que ele fizer com você e se ele tentar tirar a sua virgindade eu mato ele com as minhas próprias mãos.

— Sim senhor! – ela fez continência e logo em seguida lhe deu um abraço.

Momentos mais tarde, enquanto Richard se perdia em pensamentos enquanto assinava uma pilha enorme de papéis e lembrava-se de quando era dessa idade e que a única vez que teve coragem de enfrentar os pais da namorada foi quando ele estava prestes a ir para a guerra junto com a filha deles.

No dia seguinte, Rachel foi para a escola toda confiante e decidida a falar com o garoto, mas não demonstrava isso a ninguém.

Assim que chegou à escola se despediu de Richard e entrou, encontrou alguns amigos e foi conversar com eles. Quando ela avistou Kenny foi andando calmamente na direção dele, sem aparentar nenhum tipo de nervosismo ou algo do tipo, o contrário de tudo que estava sentindo naquele momento.

— Olá idiota.

— Oi maluca.

— Soube que você foi ao quartel ontem falar com o meu irmão, é verdade?

— Fui e daí?

— E daí digo eu, o que você queria com ele?

— Eu fui tratar de um assunto pessoal com ele e...

Ela lhe dá as costas – Bom, já que é um assunto que não me convém eu vou embora, a aula já vai começar.

— Espere Rachel! – disse quase desesperado.

-O que foi?

— Eu gostaria de falar algo muito importante com você.

— E o que é? Diga sem rodeios, eu odeio isso.

— Você quer namorar comigo?

— E o que te leva a pensar que eu vou aceitar?

— Isso – ele subitamente puxa Rachel pela cintura e lhe dá um beijo rápido, mas demonstrando toda a paixão que ele sentia por ela e assim que se separaram, ele olha-a profundamente – Espero não levar outro chute por isso.

— Pode ter certeza de que vai receber algo bem melhor – ela o surpreende beijando-o e quando se separaram mais uma vez ela o encara – Eu aceito ser a sua namorada.

Quando a hora do almoço se aproximava Rachel juntamente com o seu mais novo namorado foram para o quartel, ele estava suando frio com medo de que algo ruim o acontecesse se ele fizesse algo de errado com a filha do Führer... Não podia nem imaginar o que lhe aconteceria.

Eles estavam no refeitório almoçando quando Richard chega de surpresa e senta-se junto a eles.

— Oi Rich.

— Oi Rachel e oi idiota.

— Rich isso é jeito de falar com o meu namorado?

— Eu falo do jeito que eu quiser e se não gostar eu te mando passar uma temporada com a Tia Olivie e as filinhas dela no norte.

— Tudo bem, não tem problema.

Richard tira alguns papéis de dentro da jaqueta e os coloca na frente de Rachel e do namorado.

— Assinem isso.

— Por quê?

— É uma ordem.

— Ta, mas pelo menos diz do que se tratam estes papéis.

— É o seu comprometimento em fazer o teste para alquimista federal e se tornar um cão do exército.

Rachel assinou sem pestanejar e passou o papel para o garoto ao seu lado.

— Eu também tenho que assinar isto?

— Tem. Você não disse que entraria para o exército pela minha irmã? Agora cumpra a sua parte ou sofra as conseqüências.

— Que conseqüências?

— Você sabe muito bem garoto de que eu sou um Coronel de prestígio e que sou muito bom na alquimia das chamas e que alem de mim, a Rachel tem um irmão sniper, assim como a nossa mãe e o pai dela é o Führer deste país, eu posso lhe garantir que com um estalar de dedos você poderá estar morto.

O garoto gelou no momento e assinou correndo os papéis rapidamente a sua frente e os entregando a Richard.

— Boa escolha meu rapaz! Os testes começam em três dias então preparem-se. – Richard disse se levantando com os papéis na mão – E Rachel vá direto para casa cuidar do Nicolas, não é muito seguro deixar o Raymond e a Isabelle cuidando de tantas crianças ao mesmo tempo.

— Tudo bem, eu já vou indo para casa, tem algum soldado que poderia me levar?

— Até tem, mas aproveite um pouco do seu namorado e faça-o te acompanhar até em casa e depois se despeça dele, eu não quero saber de nenhum marmanjo na minha casa.

— Está bem Rich.

Assim que Richard se afastou, Kenny cochichou para Rachel – O seu irmão me assusta.

— Isso por que você só conheceu um deles e ainda não viu o meu pai.

— O seu pai eu conheço de vista, mas pessoalmente eu acho que ele vai me matar.

— Fique calmo, o papai é boa gente e também agora temos que nos concentrar nos exames militares, você tem certeza de que quer fazer isso?

— Tenho, quero que a minha família se orgulhe de mim e que a minha mãe possa me ver fardado como ela sempre quis, e você tem certeza de que vai embarcar nessa?

— Certeza absoluta, este sempre foi o meu grande sonho e vou fazer todos se lembrarem do sobrenome Hawkeye no exército e também eu fui gerada e criada neste mundo, não tem como eu não gostar disso tudo.

— Você quer mesmo seguir o caminho da sua família não é?

— É tudo que eu mais quero, além de você.

Ela lhe deu um selinho e quando estavam saindo do quartel, Rachel foi chamada por uma das oficiais.

— Senhorita Mustang, tenho um telefone para a Senhorita.

— E quem é?

— O Führer.

— Pode deixar que eu irei atender.

Rachel foi atender ao telefonema e quando voltou parecia uma folha de papel e com uma das piores caras que poderia existir, Kenny tentou descobrir o que era, mas ela nada disse e foi embora sozinha para casa, deixando-o atônito na frente do quartel.

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Notas finais
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