Destinos das Próximas Gerações -
23 Kapitel 23 - Wette
Notas iniciais
Ela se levantou, foi ao banheiro e depois foi para a cozinha, deixando os dois meninos adormecidos em sua cama. Quando se aproximou da cozinha encontrou todos à mesa tomando seu café.
— Bom dia.
— Bom dia Violet! – Isabelle sorrindo – sente-se conosco para o café.
— Obrigada.
Ela observava que Richard não tirava os olhos do jornal e dava alguns goles no café, Raymond beliscava algumas coisas enquanto insistia para Isabelle comer mais e Rachel tomava o café calmamente.
— Como passou a noite Violet? – Rachel perguntou.
— Bem, tirando o ronco do Richard...
Nesse momento todos arregalaram os olhos e olharam-na com espanto, enquanto Richard não tirava os olhos do jornal.
— Vocês dormiram juntos?
— O que eu podia fazer? Ele deitou na minha cama e não quis levantar.
— Richard!
— Que foi Ray? Eu estava cansado e dormi por ali mesmo, enquanto olhava o meu filho.
— E rolou alguma coisa?
— Não, eu só dormi por causa do cansaço, se esqueceu que ontem eu tive que estar no exame para qualificar os novos alquimistas e ainda tive que fazer uma apresentação, tirando é claro, as pilhas de relatórios que eu tive que revisar e assinar.
— Mas não rolou nadinha?
— Pergunte para o Nicolas ou o Simon, eles dormiram na mesma cama também.
— É verdade Violet?
— É sim, alem dele os dois dormiram junto na mesma cama.
Depois da confirmação de Violet todos continuaram a tomar o seu café, e depois disso Richard e Raymond foram para o quartel e Rachel para a escola, ficando em casa somente Violet e Isabelle.
— Belle, você e o Ray moram aqui?
— Por enquanto sim, estamos esperando os bebês nascerem para nos mudarmos e arranjarmos uma babá para as crianças, é muito chato ficar naquela casa sozinha o dia todo e aqui tem o Nicolas e a Rachel para me fazerem companhia, até eu ganhar os bebês e voltar a trabalhar.
— E o Nicolas? Ele já tem babá?
— Não, ele fica comigo enquanto a Rachel está na escola e depois quem cuida dele é ela, pelo menos até o Rich chegar do trabalho.
— Ele tem saído muito à noite?
— Que nada, desde que nos mudamos ele fica mais em casa, ele tem muito serviço atrasado no quartel e mais responsabilidades por ser Coronel e boa parte das vezes ele chega bem cansado junto com o Ray.
— Nossa.
— Eu quase não o vi com nenhuma mulher desde que chegamos e isso pode ser um bom sinal para você.
— Duvido, ele me odeia.
— Que nada, isso é só charme.
— Por que diz isso?
— Se ele te odiasse, que motivo ele teria para te trazer para casa e dormir na mesma cama que você?
— Sei lá... Se bem que da ultima vez ele quase teve um ataque por saber que nos dois estávamos dormindo na mesma cama, no seu casamento quando a casa estava cheia e eu não tinha onde dormir.
— Então é possível que ele esteja te perdoando, querendo uma segunda chance.
— Quem sabe...
Elas continuaram conversando durante toda à tarde, enquanto os homens daquela casa trabalhavam. Depois do almoço Rachel chegou a casa e encontrou Violet e Isabelle no jardim e foi avisar que já havia chegado.
— Cheguei.
— Oi Rachel, voltou cedo hoje.
— Eu tive carona hoje, por isso cheguei cedo Belle.
— Caramba, você demora mais do que isso para chegar em casa todos os dias?
— É Violet, o Rich e o Ray andam muito ocupados para me trazerem para casa e hoje eu nem mesmo os vi pelo quartel.
— E o que a senhorita estava fazendo no quartel?
— Eu almoço lá todos os dias, depois que saio da escola.
— E eles não podem te trazer na hora do almoço?
— Não, neste momento eles também almoçam e fazem algumas coisas no quartel.
— Que tipo de coisas? – Violet dizia desconfiada.
— O Ray está treinando os novatos e o Rich está destilando o seu charme por aí.
— Aquele sem vergonha...
— Violet pelo que eu saiba você não está junto com ele ou está?
— É, mas...
— Você ainda gosta dele não é?
— Está tão obvio assim?
— Imagina.
— Mas vamos mudar de assunto, e o garoto que você estava gostando?
Rachel fica corada – Err...
— Que história é essa que eu não estou sabendo Rachel? – Isabelle se intrometia.
— Você sabe Belle, o idiota do Kenny, aquele que se acha o tal e humilha todas as garotas da escola.
— O metido que disse que você era filinha do papai e não sabia se defender nem de uma barata e você apontou uma 9 mm pra ele na escola?
— Esse mesmo.
— O QUE? VOCÊ LEVOU UMA ARMA PARA A ESCOLA? – dizia Violet quase aos berros e espantada.
— Levo Violet, qual o problema? Mamãe sempre me diz para andar prevenida para qualquer situação.
— Mas você é nova demais para ter uma arma.
— Não sou não, tenho uma declaração assinada do próprio Führer dizendo que eu sou obrigada a andar armada para casos de algum engraçadinho vir para o meu lado.
— Você só tem isso por que ele é o seu pai. ¬¬’
— E daí, é uma das regalias de ser filha dele.
— Assim você vai espantar todos os garotos que quiserem namorar você. – Isabelle disse pensativa.
— O que eu realmente desejo espantar não sai da minha cola, o que adianta?
— Quem sabe você não possa dar uma chance para ele? Aí quem sabe ele veja que não é isso que ele quer. – Violet tentava aconselha-la.
— Violet, você deu uma chance para o cara mais galinha de toda a cidade do leste e acabou engravidando, mas é claro que eu não seria tola o suficiente para dormir com o cara no primeiro encontro depois de voltar para o leste, mas deu no que deu você fazer isso.
— Eu não me arrependo nenhum pouco de ter dormido com o Richard naquela ocasião e nem em ter dado uma chance para sair com ele.
— Mas foi ele quem te deu essa chance.
— Como assim?
— Você não sabia que...
— Cala a boca Rachel ou o Rich vai te matar quando ele chegar, ou pior te mandar de volta para o norte. – disse Isabelle a cortando.
— Tem razão Belle, é melhor eu ficar quieta.
— Agora que começou, termine. – Violet a encarava.
— Você não vai gostar...
— Não importa e fique tranqüila que eu não vou dizer nada para o Richard.
— Você se lembra de quando ficou com o Rich pela primeira vez?
— Sim e daí?
— Então... Não foi por acaso que vocês ficaram juntos e sozinhos quando discutiram antes de ir para a escola.
— Como assim?
— A gente armou tudo, o Rich te distrairia e a gente sairia de fininho.
— Ta, mas para que isso?
— Para que ele pudesse te dar uma chance, depois de uma pequena aposta...
* Flash Back ON *
— O QUE? – Richard dizia indignado.
— Isso mesmo, você vai ter que ficar com a Violet. – Isabelle declarava.
— Mas por que eu vou ter que ficar com a Senhora Anã Cagüeta?
— Por que ela é a única garota do colégio que você ainda não pegou e a única que não está nem aí por você, pelo menos ela demonstra isso. – Raymond tentava explicar.
— Mas ela é apaixonada por você, todo mundo pode ver isso – Rachel se intrometia.
— Rachel!?
— É verdade Rich – Isabelle concordava – eu vejo os rabiscos que tem no caderno dela e a maior parte do tempo ela fala em você, se isso não é paixão eu não sei mais o que é.
— E o que eu vou ganhar se eu conseguir pegar ela?
— A Belle arranja para você o telefone da prima dela que te beijou na festa junina.
— Só o telefone? Pra pegar aquela praga eu mereço um troféu ou algo o tipo.
— Que tal então o meu novo endereço? – Isabelle.
— E por acaso você vai se mudar?
— Vou sim.
— E para onde?
— Vou me mudar com os meus pais para o leste e vou treinar para ser uma atiradora como a minha mãe e meu pai.
— Interessante... Mas isso eu não quero.
— Então...
— Um encontro com a Miriam, a garota que sempre conversa comigo no parque aos domingos.
— Gostei Greg, pode ser.
— Feito então?
— É lógico, o sacrifício de sair com a Violet e faze-la perder aula pela Miriam... Só um louco não aceitaria.
*Flash Back OFF*
— E foi isso que aconteceu Violet.
— Eu não acredito que foi tudo uma aposta e naquele mesmo dia aquele safado me disse... – ela parou para respirar e em seguida se acalmando – eu vou arrumar as minhas coisas e voltar para Rosembool no máximo até amanhã.
Violet saiu andando a passos largos para dentro de casa, deixando Rachel e Isabelle se entreolhando.
— Eu acho que a gente falou demais.
— Concordo cunhada e o Rich não vai gostar nada disso.
— Ou quem sabe odorar, ele está bem mudado nesses últimos dias.
— Tem razão, mas se ele não disse isso para ela até agora...
— Vamos deixar o tempo cuidar disso, a gente já fez besteiras demais por um dia.
— Concordo.
Elas foram para dentro da casa esperar pelo que estava por acontecer. O dia passou quieto, até eu os rapazes chegassem com toda aquela barulheira e jogando a jaqueta da farda pelo primeiro lugar que encontravam.
— Chegamos!
— Belle, Amor! Cheguei!
Isabelle sai da cozinha e vai ao encontro deles – Oi amor, como foi o trabalho?
— Foi normal, mas desgastante como sempre.
— Que bom que chegaram, o jantar está quase pronto.
— Não me diga que é você quem está cozinhando? – Richard pergunta espantado.
— Não, é a Violet que está preparando uma macarronada.
— Ainda bem, por que a sua comida ninguém merece.
— Milagre você jantar com a gente hoje cunhadinho.
— Milagre por quê? A casa é minha.
— Mas você sempre janta fora.
— Mas não é sempre que o Simon está em casa.
— O Simon ou a Violet?
— Você sabe muito bem que eu me refiro sempre as pessoas que eu amo, e a Violet não é uma dessas pessoas.
— Nossa que rude.
— Eu não sou rude, sou realista e por falar em realidade cadê os dois?
— A Violet está na cozinha e o Simon lá em cima.
— Eu estava me referindo aos meus filhos e não a Violet, mas como eu já sei que o Simon está lá em cima, o Nich também deve estar.
Ele não esperou uma resposta de Isabelle e subiu correndo as escadas. Enquanto Isabelle arrumava a mesa, Raymond e Richard foram para o banho enquanto todos os esperavam para jantar.
Depois do jantar, Richard foi com Violet até a cozinha a ajudar com a louça e assim ele notara que ela estava um pouco estranha desde que ele havia chegado. Ele se aproximou dela e ela se distanciou e Richard não conteve a pergunta:
— Por que está com essa cara? É alegria por me ver? – disse sarcástico.
— Não, é alegria por saber que eu fui apenas uma aposta para você por todos estes anos.
— Como assim? De que aposta está falando?
— Não se faça de besta Richard Mustang! – ela virou para encara-lo – Eu sei muito bem que você apostou ficar comigo só para sair com uma garota quando nós éramos mais novos.
— Quem te contou isso? – ele se espanta e pensa um pouco – Foi a linguaruda da Rachel? Se foi ela... A mais ela vai voltar para o norte agora mesmo.
— Para que você quer culpar ela se o erro, a principio foi seu?
— Violet...
— Foi você quem aceitou me enganar e não ela, e foi você quem me magoou muito também, então não tente colocar a culpa de seus erros nas outras pessoas.
— Pra que esquentar com isso agora? Já faz tanto tempo que isso aconteceu...
— E antes que eu me esqueça, aproveite seus últimos instantes com o Simon, pois amanhã eu volto com ele para Rosembool.
— Mas você não disse que estava se sentindo sozinha por lá? Então por que voltar?
— Por que vai ser melhor do que olhar para a sua cara todos os dias e me lembrar de que fui enganada.
Ela não deixa Richard a responder e saí da cozinha, ele tenta segui-la, mas ela se tranca no quarto, mas para a sorte dele sem o seu filho. Richard, após constatar de que o seu filho não estava junto com Violet no quarto vai até lá bater na porta.
— Abre Violet!
— Não.
— Abre logo ou eu vou arrombar a porta.
— Não, eu quero ficar sozinha.
— Nós precisamos conversar.
— Eu não tenho nada para falar com você, cai fora.
— Eu vou estourar essa porta se você não abrir.
— Nem ligo, a casa é sua mesmo e quem vai sair no prejuízo é você.
— Há é?
Richard toma distancia e coloca a suas luvas e com um estalar de dedos quebra a maçaneta da porta. Violet ficou com os olhos arregalados lá dentro, nunca imaginaria que ele faria isso, ela pensava que ele iria ameaçar e desistir logo.
Ele entrou e encostou a porta e vagarosamente se aproximou dela – Violet estava sentada na cama, encostada na cabeceira – ele se sentou na frente dela e a encarou.
— Eu era um moleque naquela época, não sabia direito o que fazia e o porquê fazia, mas nunca me arrependi de ter apostado aquilo, pois só assim eu consegui me aproximar do jeito que eu queria de você.
— Se você queria tanto se aproximar de mim, por que não o fez? Precisou mesmo de uma aposta para isso?
— Quando se sai com qualquer garota é muito fácil cegar nela, mas quando é com a garota que a gente gosta nós ficamos sem um pingo de coragem e essa aposta me pareceu perfeita para chegar até você.
— Richard...
— Shiii... Você não sabe mesmo aproveitar o momento hein Violet!? – dito isso ele sorriu e a beijou.
Foi um beijo cálido e carinhoso. Richard passava as suas mãos em meio aos fios loiros de Violet enquanto ela fazia o mesmo com os cabelos do moreno.
O beijo estava sendo intenso até eles escutarem um “Oowoouun” vindo da porta e repararem que estavam sendo observados e responderam com um sorriso vergonhoso, como se estivessem fazendo algo de errado.
Eles se entreolharam novamente e Richard sorriu enquanto se levantava para expulsar todo mundo dali. Assim que o fez voltou-se para Violet e puxou-a pela mão a levando até o seu quarto.
Ela se admirou de ver que o quarto dele era muito bem arrumado, mas não teve muito tempo de raciocinar antes que fosse beijada por ele novamente. Quando se separaram mais uma vez se olharam profundamente e Violet foi a primeira a quebrar o silêncio entre eles.
— O que a gente está fazendo?
— Nos beijando sua tonta.
— Mas nós acabamos de brigar, isso não é certo...
— E quem disse que eu estou acostumado a seguir as regras? – disse com um sorriso malicioso.
— Eu não posso fazer isso, você nem ao menos me ama. – fez cara de inocente.
— E você ainda acredita em tudo que eu falo? – ele sorriu – Você não mudou nada durante esses anos mesmo.
— Falando assim, parecemos velhos.
— Velha e careta você sempre foi, mas eu...
— Foi sempre um imaturo — ela cortou-o.
Richard lhe deu um pequeno tapinha no ombro – Olha como fala com o pai do seu filho. – se fez de ofendido.
— Eu sei que você não se ofende tão fácil.
— Você vai me pagar por esse insulto.
— Veremos... Como você quer que eu te pague?
— Primeiro você poderia ficar nua, depois...
Ela corta-o em um beijo.
— Seu pervertido.
— Como se você também não fosse. – e voltaram a se beijar.
Enquanto o casal estava se entendendo no quarto, a fofoca rolava solta na sala. Rachel, Raymond e Isabelle estavam sentados no sofá olhando Nicolas brincar com os lápis de cor e Simon cochilar o sofá.
— É minha gente, parece que vamos ter mais crianças nessa casa e olha que eu não estou falando dessas aqui dentro de mim.
— Tem razão Belle, do jeito que o negócio ta indo lá em cima... Mais netinhos para o Senhor Führer.
— Deixa a primeira dama ficar sabendo dessa sua piadinha Ray que ela não vai gostar nada, eu sei muito bem como a mamãe é.
— Mas bem que ela vai gostar de saber que esses dois se entenderam finalmente.
— Isso é verdade.
— Ray... – Isabelle falava um pouco desesperada – Raymond...
— O que foi amor?
— Eu acho que vai nascer... Agora!
— Agora? Como assim? Não está cedo? O que eu faço?Vou chamar o Rich, fica parada aí.
Raymond sobe as escadas correndo sem deixar Isabelle lhe responder.
— Rachel me ajuda a levantar.
— Belle o Ray disse...
— Ele está desesperado e me largou aqui dando a luz, me ajuda... Está doendo demais.
— Respira calmamente Belle, ele já está vindo e a gente vai para o hospital rapidinho.
Enquanto Rachel acalmava Isabelle que estava quase dando a luz na sala, Raymond quase tropeça umas dez vezes pelo caminho até chegar na porta do quarto de Richard e bater na porta incessantemente até que ele atendesse.
Continua agorinha....
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