Notas iniciais
Oiiii galera! Saudades?

Bom vamos lá, o Kapitel de hoje vai ser meio morno, mas da para o gasto e vai deixá-los com vontade de quero mais, pelo menos no ponto "Violet&Richard", espero que gostem e quarta estou aqui de novo com mais um Kapitel fresquinho e alucinante p/ vocês!

Küsse

Richard acordou no outro dia por causa de uma fresta de luz que refletia sobre o seu rosto, ele olhou no relógio e constatara que ainda era cedo demais para se levantar. Quando ele virou o corpo para o lado, levou um susto ao perceber Violet dormindo.

Ele se levantou e foi no banheiro lavar o rosto para ver se não estava sonhando ou tendo algum tipo de pesadelo e quando voltou para o quarto, viu Violet no mais profundo dos sonos. Ele se aproximou devagar dela e lhe chamou de forma que a acordasse.

— Violet, ô Violet...

— Hum... – ela resmungou.

— Violet acorda!

Ela abre os olhos calmamente – O que foi Richard? Até parece que nunca me viu dormindo.

— O que você está fazendo aqui na minha cama?

— Dormindo, você não está vendo?

— Ta, mas por que na minha cama junto comigo?

— Não tinham muitos quartos sobrando e como você estava apagado de tanta bebedeira, eu vim dormir aqui.

— E por que não dormiu com a Rachel?

— Por que no quarto dela estava uma das filhas da Olivie.

— E a outra?

— Foi dormir com um amigo seu.

— Então por que não dormiu num quarto de hospedes?

— Estavam todos lotados.

— Sua mãe está aqui?

— Dormindo com o meu pai.

— Caramba, com tanta gente por que você escolheu dormir na minha cama?

— Por que você era o único que não iria tocar um dedo em mim e eu esperava que acordasse depois do meio-dia.

— Se você tivesse fechado a cortina, talvez isso funcionasse.

— Como você quer que eu pense direito ás quatro da manhã, com todo mundo pra lá de bêbados e com a casa cheia de gente?

— Eu sei lá.

— Volta a dormir, eu juro que não te agarro.

— Ata, até aprece que consciente eu vou dormir com você de novo.

— Caso você não tenha percebido, o Nicolas está no quarto também – ela ponta para o berço – não tinha mais nenhum lugar para ele também.

— Eu vou deitá-lo aqui na cama, assim eu fico mais seguro.

— Quem vê pensa que você é uma moçinha virgem.

— Vai se ferrar Violet.

— Não fique tão preocupado comigo, o barrigão me impede de chegar perto de você também.

Ele não a respondeu, pegou Nicolas do berço e o deitou no meio da cama para se separar de Violet, que já havia virado de costas para ele e voltava a dormir, assim como ele fez em seguida.

Passava-se do meio-dia e meio quando Richard acordou novamente, mas desta vez Violet não estava mais ali, apenas ele e o Nicolas restavam na cama. Ele esperou o filho acordar e desceu com o mesmo em seus braços para a cozinha e encontrou muitas pessoas à mesa.

— Bom dia Rich, ou melhor, boa tarde!

— Que seja, o que tem pra comer?

— Que mau humor... Parece até que puxou a sua mãe.

— Eu estou escutando Roy.

— Desculpe querida.

— Mãe, você pode arranjar alguma coisa para o Nicolas comer?

— Posso sim e coma alguma coisa também, não se esqueça de que amanhã você não vai ter esta folga toda, mocinho.

— Eu sei.

— Rich por que você apressou a viagem? – Raymond perguntava enquanto bebia um pouco de seu café.

— Não vejo à hora de voltar para o leste e se não fosse o seu casamento eu já estaria por lá faz tempo.

— Não me culpe, a Belle é que ficou enrolando com os preparativos.

— Olha como você fala comigo amor, até parece que a culpa toda foi minha.

— E quando vocês vão para a lua de mel? – Richard dizia sem muito animo.

— Não vamos.

— Como assim? – todos à mesa perguntaram.

— Nós não vamos ter tempo para a lua de mel e vamos deixar para tirarmos as nossas férias assim que as crianças nascerem.

— Nossa que lua de mel.

— Vamos aproveitar a carona e irmos junto com você para o leste, a nossa casa já está pronta e agora é só morar.

— Nem na lua de mel você desgruda de mim hein Ray?

— Fazer o que? Nós não nascemos gêmeos, mas estamos mais unidos do que muitos por aí.

— E falando em unidos... Mãe, eu poso levar a Rachel comigo para o leste?

— Pra que você quer ela lá?

— Eu ainda não encontrei ninguém confiável para cuidar do Nicolas e também por lá eu posso ficar de olho nela e tenho certeza que comigo ela não apronta nada.

— Se você se responsabilizar por ela tudo bem.

— Você escutou Rachel, arrume as suas malas.

— Elas já estão prontas, só falta à gente ir. – dizia Rachel animada.

Do nada Roy começa a choramingar na mesa.

— O que houve querido? – Riza dizia preocupada.

— Os meus filhos estão crescendo e indo embora.

— Olhe o lado positivo.

— Qual?

— Agora temos a casa só para nós, coisa que nunca aconteceu desde que eles ficaram no leste por alguns meses sozinhos.

— É verdade – Roy começa a pensar e dá um berro – O que vocês estão esperando? Vão logo pro leste, nós visitamos vocês nos feriados.

— Pai! – os três juntos.

— Que?

— Esquece, você vai ter que nos aturar até amanhã, então aproveite bastante com o seu neto e conosco.

— Está bem, parece que todos estes anos não foram suficientes de atenção para vocês.

— Filho – era Riza – Você e a Violet já decidiram o nome do bebê?

— Já, vai ser Simon Mustang Elric.

— Bonito nome.

— Foi ela que escolheu.

— E como foi à noite? Dormiram bem?

— Você armou isso não foi mãe?

— Armei o que?

— Não se faz de Roy e responda.

— Fui eu sim, mas você nem se tocou e ficou dormindo feito uma pedra cheirando a cachaça.

— Obrigado pela parte que me toca.

— Que isso, disponha.

O café se seguiu com bastante papo furado e comentários nada discretos da festa de casamento. Na manhã seguinte, Richard, Rachel, Nicolas, Raymond e Isabelle seguiram para a estação e foram para o leste sem se despedir ou avisar ninguém, eles não queriam nenhuma choradeira enquanto partiam.

Violet partiu no mesmo dia, mas esperou para partir ao anoitecer e foi acompanhada pela sua família até a estação antes de ir para Rosembool. Os meses foram se passando e cada um foi se acostumando com a sua rotina.

Richard ia para o quartel do leste todos os dias junto com Raymond, Isabelle estava em casa junto com Rachel e Nicolas por causa da gravidez, e Rachel sempre que podia passava no quartel depois da escola.

Violet estava levando uma vida bem tranqüila e triste em Rosembool, ela trabalhava em uma escola no vilarejo e quando chegava em casa tinha a companhia apenas de seus pensamentos. Certo dia, enquanto estava em uma de suas aulas, ela sentiu fortes contrações e foi para o hospital dar a luz.

O seu filho nascera forte e parecido com o pai e Violet não achava justo priva-lo de conhecer o filho. Assim que recebeu alta, ela foi junto com filho nos braços para casa arrumar as suas malas e estava disposta a reencontrar Richard.

Por todo este tempo que passou sozinha ela pensou muito e notou que a sua vida era muito chata e monótona sem a presença daquele moreno em seus dias, apesar de brigados eles sempre se viam na central e adoravam implicar um com o outro.

Violet pegou seus pertences e seu filho recém nascido e foi para a estação, apesar de ainda estar se recuperando de todo o esforço feito no parto ela não pensava em desistir de encontrá-lo, nem mesmo avisara a sua família que seu filho tinha nascido e fazendo assim Richard também não saber.

Ela ficou sentada naquela cabine de trem por mais de doze horas, mas finalmente conseguira ver a cidade pela janela. Violet nunca tinha ido para a cidade do leste, não conhecia nada por lá e quem conhecia, não fazia a mínima idéia de onde morava.

Ela andou pouco e encontrou um ponto de táxi e o taxista ao vê-la com uma mala e uma criança no colo foi ajudá-la.

— Precisa de ajuda senhora?

— Quero sim, obrigada.

— Para onde uma jovem senhora está indo com uma criança tão pequena nos braços?

— O senhor conhece a família Mustang?

— E quem não conhece neste país?

— Tem razão, mas eu gostaria de saber se o senhor sabe onde fica a casa deles aqui no leste?

— Eu sei sim, mas recebi ordens explicitas do Coronel para não levar nenhuma mulher até lá, a casa é um pouco afastada da cidade e...

— Então o senhor poderia me levar até o quartel?

— Posso sim, mas duvido muito que a senhora consiga falar com algum Mustang por lá.

— Por quê?

— O Coronel odeia visitas femininas no seu local de trabalho e proíbe qualquer uma de querer vê-lo neste horário e o outro é casado e a mulher dele fica louca se descobre que tem alguém dando em cima do marido dela.

Violet riu – Não se preocupe moço, eu sei bem como é essa família.

— Mesmo assim a senhora quer ir lá?

— Quero, eu tenho um assunto inadiável para tratar – disse enquanto olhava para o filho.

O homem olhou atentamente para a expressão que Violet fez ao olhar o filho e logo entendeu. — O Coronel tem mais um filho é?

— Não me diga que ele arranjou outro por aqui?

— Pelo menos que eu saiba, ele tem o garoto Nich que é filho da minha querida Simone.

— O senhor conheceu a Simone?

— Como eu não a conheceria? Ela era a minha irmã.

— Nossa – Violet ficou chocada.

— Você conheceu a minha irmã?

— Conheci sim, mas não sabia que ela tinha um irmão.

— Não sou só eu, ainda tenho mais um irmão e uma irmã.

— Ela tinha uma família grande.

— Bom, mas mudando de assunto é melhor irmos logo ou você não encontrara ninguém no quartel.

— Por que não vai ter ninguém no quartel?

— Hoje é sexta e geralmente eles saem mais cedo para beber.

— Então vamos logo.

Violet entrou no táxi e este foi até o quartel do leste, passando pelas ruas centrais da cidade do leste e deslumbrando os olhos de Violet com tudo que via. Quando finalmente parou em frente ao quartel, o taxista desceu as malas de Violet e a ajudou a levar até a recepção do quartel.

— Tem certeza que quer que eu vá embora?

— Fique tranqüilo, eu já passei por isso antes.

— Então está bem, já vou indo e foi um prazer conhece-la.

— Obrigada por me trazer aqui e meu nome é Violet.

— Espero vê-la mais vezes senhora Violet.

Ele acenou e saiu do prédio, deixando Violet na recepção do quartel do leste. Violet se aproximou mais do balcão e chamou a atenção da recepcionista.

— Bom dia, o que a senhora deseja?

— Eu gostaria de falar com Richard Mustang.

— Desculpe, mas não estou autorizada a deixar mulheres falar com Coronel, ele é um homem muito ocupado.

— Eu sei disso, mas diga a ele que a filha do alquimista de aço está aqui com o filho dele para vê-lo.

— Sinto muito senhora, mas essa desculpa já foi usada mais vezes e a semhora é a primeira mulher que e diz ser filha do renomado alquimista de aço, tenho que confessar que a senhora é bastante esperta em tentar este truque.

— Minha querida, meu nome é Violet Elric e eu estou exigindo falar com Richard Mustang neste exato momento, você não faz idéia de quanto tempo eu tive que viajar para chegar até aqui – Violet dizia quase gritando e acordando seu filho – Viu o que você fez? Agora meu filho acordou.

— Senhora eu...

— Eu posso saber que barulheira é essa? – Dizia Richard aparecendo no corredor com uma cara bem zangada e andando para a recepção – Não se tem mais paz para trabalhar aqui não?

— Desculpe Senhor, mas é que esta... – a recepcionista baixando a cabeça.

— E que diabos de choro é esse que não me deixa nem gritar em paz?

— É o seu filho chorando por causa dessa incompetente que não me deixa ir falar com você – Violet falou assustando Richard que não tinha notado a presença dela.

— Violet! O que você está fazendo aqui?

— Vim trazer o Simon para te conhecer.

— Mas...

— Não faz nem uma semana que ele nasceu e eu queria que você fosse o primeiro, a saber do nascimento dele.

— Os seus pais não sabem que você está aqui? – disse espantado.

— O único que sabe é você.

— Vamos para o meu escritório.

— O que eu vou fazer em um escritório com uma criança recém nascida?

— A mesma coisa que você fez com ela em uma viagem de trem até aqui.

Richard a arrastou até a sua sala e fechou a porta, sentou-se em sua cadeira depois de acomodar Violet em um sofá. Ele depositou os pés sobre a mesa e pegou o telefone, chamou Raymond até a sua sala o mais rápido possível e assim ele o fez.

— Rich o que você... – ele olha para Violet – O que você está fazendo aqui Violet?

— Quer conhecer o seu sobrinho Ray?

— Quando ele nasceu? – se aproximando e pegando o menino no colo.

— Esta semana.

— Nossa, quando os meus nascerem...

— E a Belle? Como ela está?

— Enorme.

Ela riu – Que bom.

— Dá para vocês pararem de papo furado? – Richard se intrometia.

— Calma Rich, não vai nem pegar o seu filho nos braços?

— Eu ia, mas você fez isso primeiro.

— Richard ele é seu filho, não tem que ter ciúmes.

— Me diz isso depois que os seus nascerem.

— Aí não vale.

— Mas voltando pra você Violet, o que você veio fazer aqui? E ainda por cima com o nosso filho recém nascido?

— Eu me senti muito sozinha em Rosembool e queria alguém ao meu lado quando o Simon nascesse, mas não deu tempo e ele chegou primeiro.

— Agora que ele chegou você não está mais sozinha.

— Não é a mesma coisa, eu queria saber se posso ficar aqui pelo menos por algum tempo?

Richard suspira fundo – Tudo bem, mas não se acostuma.

— Obrigada.

— Já que está aqui, vamos para casa e onde estão as suas malas?

— Estão na recepção do quartel.

— Pois bem, Raymond vá buscar as malas da Violet e coloque no meu carro e depois vamos para casa.

— Ta. – vira-se indo na direção da porta.

— Raymond.

— O que?

— Deixe o meu filho.

— É mesmo, esqueci. – entrega a criança para Richard e sai.

— Ele se parece com você. – Richard comentava ao observar o filho.

— Nem um pouco, ele é você guspindo e escarrado.

— Eu acho que agora entendo o que meu pai quis dizer ao se referir que tinha saudade de quando a gente era dessa idade.

— Por quê?

— Era tudo mais simples, sem complicações, sem brigas...

— Senti sua falta.

— Duvido – ele se faz de indiferente.

— Se não acredita, comprove você mesmo – disse ela se aproximando dele e lhe depositando um beijo suave nos lábios.

O beijo durou mais do que o esperado e (olha o maldito do oxigênio aí pra encher o saco) quando finalmente se separaram eles se entreolharam intensamente por alguns segundos. Richard deu alguns passos para frente e abriu a porta.

— Vamos para casa eu acho que o Nicolas vai gostar de conhecer o irmãozinho. – disse ele friamente.

— Estou logo atrás de você – ela continha um pequeno sorriso que insistia em sair de seus lábios.

O carro estava silencioso por todo o percurso e Violet notava que eles moravam mesmo um pouco afastados da cidade assim como tinha dito o taxista, o percurso demorou aproximadamente uns quinze minutos de carro até poderem avistar um grande sobrado.

Raymond estacionou o carro e todos desceram do mesmo e Violet pode notar que ali era um pequeno vilarejo afastado da cidade, com algumas casas e uma pequena praça em frente à casa.

Violet seguiu Richard e Raymond para dentro da casa e se impressionou por ver uma casa tão arrumada e logo escutou algumas vozes vindo na direção em que estavam.

— Para de correr Nicolas! – Rachel gritava atrás do pequeno que corria para a entrada.

— Papai! – disse o pequeno abraçando as pernas de Richard.

— Oi garotão! A tia Rachel está brigando com você de novo? – ele afirmou com a cabeça – E por acaso você deu algum motivo para que ela brigue com você?

— Eu só escondi a foto do namorado dela papai.

— Muito bem filho e como recompensa eu vou deixar você conhecer o seu irmãozinho.

— Sério? – o olhinho dele brilhava mais que as estrelinhas que aparecem atrás do Armistrong.

— É sim, vem cá. – ele pega Nicolas no colo e o leva até Violet – está vendo este bebezinho? Ele é o seu irmão.

— E como é o nome dele papai?

— É Simon.

— Parecido com o nome da mamãe?

— É.

— E ele vai morar aqui pra sempre?

— Isso eu não poso te responder, mas ele pode ficar por alguns dias.

— É?

— Só se você pedir pra tia Violet que ele fique aqui pra brincar com você um pouco.

— E ela deixa?

— Não sei você tem que pedir para saber.

Nicolas olha envergonhado para Violet – Tia, o meu irmãozinho pode ficar aqui um montão pra gente brincar?

— Um montão quanto? – Violet dizia com um semblante calmo.

Nicolas abre os braços e mostra para Violet que sorri e lhe responde.

— Você não acha que isso é muito tempo?

— Não, ele tem que ficar aqui até os filhinhos do tio Ray chegar.

— Então pode deixar que você vai brincar muito com ele, eu prometo.

— Obrigado tia.

— Eu não ganho nem um beijo por isso?

— Não, se não o papai vai ficar com ciúmes.

Violet passa de branca para vermelho pimentão em menos de dez segundos. Depois que Richard acomodou Violet em um dos quartos de hóspedes ele foi dar um banho em Nicolas e tomar o seu também. Violet ficou no quarto cuidando de Simon e depois foi tomar banho enquanto ele dormia, e quando saiu do banheiro encontrou Richard e Nicolas deitados do lado de Simon.

Ela ficou por alguns segundos os observando até que notassem a sua presença e depois foi se trocar no banheiro, quando saiu não encontrou ninguém no quarto e desceu as escadas à procura do filho.

Isabelle estava na sala com Raymond, que estava com o ouvido colado na barriga da mulher. Violet andou até a cozinha e encontrou Richard com Simon no colo e Rachel dando de comer para Nicolas.

— Então vocês estão aqui não é?

— Ah Violet, já que você trouxe o meu filho para ficar comigo me deixe aproveitar um pouco.

— Eu não estou reclamando, mas você podia avisar que iria pega-lo enquanto eu estava no banheiro.

— Eu não queria te incomodar.

— Não se faça de cínico.

— Vocês vão começar a discutir de novo? – Rachel se intrometeu.

— E falando em discussão maninha, que história é essa de foto de namorado?

— O que? Não entendi Rich.

— O Nicolas me entregou a foto, então não se faz de besta.

— Ele é...

— Deixa ela em paz Richard, ela é nova e tem todo o direito de namorar.

— Quem disse Violet?

— Eu estou dizendo, na idade dela eu já estava com o meu segundo namorado.

— Viu por que eu não quero deixá-la soltinha por aí, ela pode ficar como você.

— Olha como você fala...

— CHEGA! – Rachel se exalta – É da minha vida que vocês estão falando e eu só gosto dele, mas ele não quer nem saber de mim – baixa o olhar – satisfeitos?

— O QUE? – Richard ficava indignado – Como um cara pode rejeitar a minha irmãzinha? Ele tem que ser mais burro do que qualquer coisa neste mundo.

— Rich...

— Rachel pode tratar de se arrumar melhor e impressionar esse idiota e ver o que ele está perdendo, temos um nome a zelar e nada pode mudar isso.

— Que mudança drástica ¬¬’.

— E você por querer ser reconhecida como Hawkeye tem que honrar a saia que veste...

— Rich eu já entendi.

— Sério? Mas eu nem comecei...

— Você quer que eu o impressione, e quando ele vier falar comigo, eu dê um fora nele.

— Exatamente.

— Pode deixar, ele está merecendo mesmo.

Violet saiu de fininho da cozinha, não queria se intrometer nessa conversa entre irmãos. Ela foi para a sala e Isabelle a chamou para conversar enquanto Raymond tomava banho e elas ficaram por horas trocando informações de ainda gestante para recém mãe.

Quando Violet subiu para o quarto de hóspedes para dormir, se surpreendeu ao encontrar Richard dentro do mesmo, deitado em sua cama. Ela se aproximou e o viu dormindo com os dois filhos do lado, ela bem que queria deixá-los assim, mas ela também queria descansar.

— Rich acorda! Rich...

— Hum...

— Você está na minha cama e eu quero dormir.

— A cama é grande, dorme aí do lado – dizia sem prestar muita atenção e tentando voltar a dormir.

— Não dá, tem dois menininhos muito lindos do seu lado ocupando a cama toda.

— Os coloca no berço.

— E você?

— Me deixa dormir.

— Richard!

— Que foi? Da ultima vez a gente dormiu do mesmo jeito e você não reclamou e ainda por cima você me disse que eu parecia uma virgem, mas quem está parecendo esta virgem agora é você.

— Mas naquela ocasião a casa estava lotada e agora você tem o seu quarto e pode muito bem ir dormir por lá.

— O que adianta eu ir dormir lá se na verdade você me quer é aqui.

Violet ficou calada, ele a pegara de surpresa e ela não sabia o que responder então foi para o banheiro se trocar e quando voltou tudo estava do mesmo jeito, Richard dormia tranqüilamente junto com os dois filhos em sua cama.

Ela cuidadosamente se deitou do lado de Nicolas – sorte a dela a cama ser bem grande – ela dormiu ao lado do pequeno e sentiu um grande alívio ao acordar na manhã seguinte e não encontrar Richard deitado ao seu lado, pelo menos desta vez.

Continua...

Notas finais
Gostaram da atitude da Vilet? E a do Rich? RSRSRS... Agradeço a td's que acompanham a fic e espero Reviews!!!

Danke, Küsse!