Notas iniciais
Demorou um pouquinho mas chegou, espero que gostem e que tenham uma boa leitura.

Após a sua despedida com Simone, Richard ficou sozinho em sua sala com o filho nos braços. Ele não sabia muito bem o que fazer com uma criança tão pequena, apesar de ser seu filho, decidiu então chamar alguém para auxiliá-lo.

(Ligação ON)

- Deseja alguma coisa senhor?

- Sim, chame o Major Raymond Mustang, preciso falar com ele com urgência.

- Sim senhor, mais alguma coisa?

- Não.

(Ligação OFF)

Richard não teve que esperar muito para que Raymond aparecesse em sua sala, quando ele entrou quase caiu para trás ao ver Richard brincando com um menino nos braços.

- O que é isso Rich?

Ele estava distraído – Ah Ray, você chegou! Fala oi para o tio Ray, Nich – ele balançava a mão do menino em um gesto de oi.

- Ele é... seu... Filho?

- É e seu sobrinho também.

- Como isso aconteceu?

- Eu e a Simone transamos....

- Não to falando disso, eu estou me referindo a ele estar aqui no quartel e no seu colo e a mamãe não ter te matado ainda.

- Ah isso! Ela ainda não sabe. Você é o primeiro para quem eu conto isso.

- Me explica essa história toda, e com detalhes.

- Ta certo, tudo começou assim...

Richard contou tudo o que ele havia escutado de Simone e Raymond escutava com atenção. Após tudo explicado nos seus devidos lugares, Raymond foi pegar no colo o sobrinho que acabara de conhecer.

- Esse menino tem cara de que vai ser um ótimo atirador.

- Que nada, ele vai aprender alquimia comigo.

- Se a mãe dele não ensinar alquimia da água...

- Ele vai aprender a das chamas, assim como eu e o avô dele.

- E quando o avô dele vai descobrir que é avô?

- Hoje.

- Já?!

- Ele vai ficar comigo até amanhã de manhã, até quando a Simone voltar do médico.

- O que ela tem?

- Disse que está se sentindo mal já faz algum tempo, e está com medo de ser algo grave.

- Caramba, tomara que ela fique bem, esse menino tem que ter pelo menos um dos pais vivos.

- O que você quer dizer com isso?

- Mamãe + Neto = Sua morte instantânea.

- Agora eu fiquei com medo.

Ambos gelaram ao escutarem batidas na porta, e para o azar deles era Riza. Ela entrou sem se importar se estaria incomodando ou não, quando se deparou com a criança nos braços de Raymond, e ainda por cima com a aparência muito familiar a de seus filhos.

- Me respondam agora e sem rodeios, de quem é essa criança?

- É filho do Richard – Raymond falava apavorado.

- O que?

- Er...

- Richard Mustang Hawkeye me explique tudo agora mesmo. – ela estava nervosa.

- Mãe me desculpa. – ele abraça Riza.

- Não precisa ter medo, eu não sou tão cruel quanto vocês pensam.

Richard contou toda a história para Riza, que já conhecia Simone de longa data, desde que ela começou a namorar com seu filho. Riza não sabia o que dizer e o que fazer, era algo surreal diante de seus olhos.

- Deixe-me segura-lo.

Raymond entrega o menino nos braços da mãe.

- Como ele se chama?

- Nicolas.

- Ele me lembra muito você quando era desse tamanho.

- Você ainda se lembra?

- Claro, o seu pai fez o mesmo que você quando descobriu que eu estava grávida.

- Te explodiu na guerra – Raymond pensava alto.

- Não, ele me pediu em casamento.

- E vocês planejavam me ter?

- Não, você veio sem ao menos esperarmos e que nos fez apresarmos as coisas para o casamento.

- Parece que é de família isso.

- Mas o que você vai fazer em relação à Violet? Eu acho que ela não vai ficar muito feliz em saber que você tem um filho.

- Eu ainda não sei o que eu vou dizer a ela, ficamos de nos encontrarmos hoje a noite, mas eu nem tinha a idéia que era pai.

- Leve-a em casa, deixe que eu explique, vai ser melhor ela escutar de outra mulher do que de você.

- Por quê?

- Ela pode achar que você mentiu e só se aproveitou dela.

- Obrigado mãe, você é demais.

- Eu sei, mas agora você precisa trabalhar.

- Eu sei, mas o que eu vou fazer com o Nich?

- Deixa que eu cuido dele.

- Você faria isso por mim?

- Não, eu estou fazendo isso por ele, você não leva o mínimo jeito com crianças.

- Mãe!

- Que é? E quantos anos ele tem?

- Parece que vai fazer dois no mês que vem.

- Então meu querido você quer conhecer o vovô?- ela brincava com o neto sem dar atenção ao Richard.

- Mãe?!

- O que? O Roy ainda não o conhece e ele é tão lindinho.

- Puxou a mim.

- Puxou a avó isso sim.

- Tudo bem isso eu não discuto.

Durante o resto da tarde Nicolas ficou aos cuidados de Riza, que ao contrário do que todos pensavam, ela estava adorando ser avó, e Roy também ficou encantado com o menino. Richard trabalhou muito durante a tarde, fazendo com que toda a papelada fosse terminada a tempo.

Todos foram para casa, Rachel também ficou muito empolgada com menino e Richard se afundava cada vez mais em seus pensamentos sobre a reação que Violet poderia ter. Quando Violet ligou para a casa dos Mustang, Richard lhe chamou para ir a sua casa por que ele precisava conversar com ela algo muito importante.

Quando Violet chegou, ela foi atendida por Riza, que estava com um ar sério e a chamou para conversarem no escritório de Roy. Ao entrarem no cômodo, Violet se sentou na frente de Riza, que lhe explicou todo o acontecimento.

Violet se desmanchou em lágrimas e lamúrias, não sabia o que fazer e nem sabia se deveria perdoar Richard depois disso. Riza a abraçou e lhe explicou que nem mesmo ele sabia da existência de tal filho e de que tudo aquilo era obra de um destino traiçoeiro.

Violet aos poucos foi se acalmando, mas mesmo assim ainda não gostaria de encarar Richard. Quando ela saiu do escritório se deparou com Richard cochilando no sofá com o filho deitado sobre ele também dormindo, e ela se comoveu com a cena.

Apesar de não ter nenhuma experiência como pai, Richard estava se esforçando para ser um, e fazendo com que o seu filho se acostumasse a ter um pai e agora em diante. Ele tentou fazer de tudo para não ver o pequeno chorar, até mesmo cantou músicas de ninar e preparou uma mamadeira.

Violet ficou durante cinco minutos o olhando, se aproximou e viu a carinha serena do menino nos braços de Richard, notou também que eles eram realmente muito parecidos e que nada poderia negar o parentesco entre eles.

Ela se sentou ao lado dele e o abraçou. Queria intimamente que esta fosse a sua família, Richard ao seu lado e que o menino fosse seu filho, mas não era assim, ele era filho de Richard com outra mulher, a mulher que tanto ele amou um dia.

Ela se acomodou ao lado dele e também pegou no sono, dormiu ao lado deles durante horas, quando acordou olhou brevemente para o relógio e viu que já se passava das três da manhã e não teria como ela ir para casa neste horário.

Acomodou-se novamente ao lado de Richard que dormia feito a criança que estava sobre si, ela puxou uma pequena coberta que estava na beirada do sofá para cobri-los e voltou a adormecer.

De manhã, por mais incrível que possa parecer, Riza os acordou sem usar a sua arma, apenas os chamou calmamente. Richard foi o primeiro a acordar e ficou feliz ao ver Violet dormindo pacificamente ao seu lado.

Assim que ela acordou viu Richard sentado no sofá a observando, o filho dele estava nos braços de Riza que lhe dava a mamadeira.

- Bom dia! Espero que você tenha dormido bem, eu sei que esse sofá não é um dos mais confortáveis...

Ele fora interrompido por um súbito abraço dela que veio acompanhado de muitas lágrimas. Ela virou o rosto em direção ao dele e lhe disse.

- Me desculpa.

- O que foi Violet? Você está bem? Por que você está me pedindo desculpa?

- Eu sou uma fraca mesmo, você me aparece com um filho seu nos braços e mesmo assim eu ainda não consigo sentir nenhum ódio de você.

- Violet...

- Sou uma burra por pensar que tudo vai se ajeitar e que vamos ficar juntos, você nunca me escolheria, provavelmente vai ficar com a mãe do seu filho.

- Eu não disse nada disso.

- E nem precisa, ta na cara o que você tem que fazer, e que seria ficar com ela e com o seu filho.

- Mas e se eu não quiser?

- Você não tem o que querer.

- Eu quero você Violet.

Ela chorou mais ainda – Não piore as coisas Richard.

- Ele não está piorando, apenas seguindo os próprios instintos e desejos – Roy interrompia enquanto adentrava na sala.

- Tio.

- Se eu bem conheço o meu filho, ele não vai desistir de você tão fácil assim moçinha.

- Mas...

- Ter um filho às vezes não quer dizer que as pessoas querem ter um, acontecem certos deslizes que fazem com que os filhos venham indesejadamente.

- Disso você sabe muito bem não é Roy? – Riza o questionava.

- Bom Violet, olhe o nosso exemplo, eu e Riza não planejamos ter três filhos e muito menos quando eles iriam aparecer em nossas vidas, apenas aconteceu.

- E foram as melhores coisas acidentais que aconteceram nas nossas vidas. – ela sorria para Richard. – e falando nisso eu vou acordar a Rachel.

- Querida, quer que eu fique com o Nich?

- Não precisa Roy, eu o levo comigo.

- Tudo bem.

- Parece que a tia Riza se apegou mesmo a esse menino.

- É ela nem parece mais a mesma mãe de sempre.

- Ela também ficou assim quando você nasceu e a Riza ficava até com saudades de quando eu saía com você sozinho.

- Sério pai?

- Sua mãe às vezes nos surpreende – Roy faz uma cara pensativa – será que ela gostaria de ter mais um filho?

- Nem pense nisso pai, de agora em diante vocês tem é que se preocupar é com os netos que virão.

- Você e a Violet estão pensando em nos dar mais um neto?

- Não – os dois juntos.

- Então o que?

- Raymond pode dar o segundo neto, do jeito que as coisas andam com a Isabelle...

- E você e a Violet vão me dizer que só estão andando por aí de mãos dadas?! Finge que me engana e eu finjo que acredito.

- Bom...

- Melhor pararmos com essa conversa, a minha princesinha está vindo e não quero que ela escute esse tipo de coisas.

Rachel estava arrumada com o uniforme escolar e Riza já estava fardada e com Nicolas em seus braços.

- Vamos tomar café?

- Claro querida.

Todos tomaram o café enquanto Roy mimava o neto, ele parecia realmente um bobo quando se tratava de suas crias, ou crias de suas crias. Tanto ele quanto Riza não estavam nada bravos com a chegada do novo Mustang na casa, muito pelo contrário estavam até que bem felizes e relembrando a época em que seus filhos tinham aquela idade.

Pouco depois do café ouviram algumas batidas na porta, a empregada atendeu e era Simone com alguns papéis na mão e uma cara um tanto que triste. Ela entrou e quando avistou Richard correu para abraça-lo – o que deixou Violet muito enciumada – ela chorava e entregou os papéis nas mãos de Richard.

Ele abriu com cuidado os papéis e viu que Simone tinha uma grave doença e que estava em estado terminal, não tinha mais nada o que os médicos pudessem fazer, em pouco tempo ela estria morta.

Riza buscou um copo de água para ela, que estava em um estado deplorável de desespero. Violet tentou se aproximar dela, mas Simone desmaiou. Assim que ela acordou estava em um dos quartos de hospedes, e Violet estava sentada em uma cadeira ao lado da cama.

- O que houve comigo?

- Você desmaiou lá em baixo e o Richard te trouxe até aqui para que pudesse descansar.

- E onde ele está?

- Teve que ir trabalhar, ele tinha uma reunião muito importante com os chefes de estado hoje.

- Entendo, e quem é você?

- Meu nome é Violet, sou uma velha amiga da família.

- Richard já me contou sobre você, era o seu nome que ele dizia nas primeiras semanas em que passamos a dormir junto.

Violet ficou envergonhada – Er... Você está se sentindo melhor?

- Estou um pouco zonza ainda, mas estou bem. Você também não tem que trabalhar?

- Tirei o dia de folga hoje, não se preocupe.

- Posso te pedir um favor? Não é exatamente um favor, mas sim um pedido.

- Pode sim.

- Cuida do meu filho quando eu morrer.

- Não diga essas coisas, você está esbanjando saúde e ainda mais na sua idade...

- Não adianta tentar me animar, o médico me disse que eu tenho pouco menos de dois meses para que o meu corpo não agüente mais essas dores.

- Oh eu não sabia, me desculpa.

- Não se desculpe, eu apenas quero que você faça isso por mim, então você pode cuidar do meu filho depois que eu não estiver mais viva?

- Não se preocupe, vou cuidar dele como se fosse meu.

- Me promete também que vai fazer o Richard muito feliz – ela tossia enquanto falava.

- Claro.

- Você é muito bonita e educada, agora eu entendo por que o Richard se apaixonou por você.

- Não fale essas coisas, ele também se apaixonou por você.

- Mas por mim foi uma paixão ardente, daquelas que só se tem para esquecer uma pessoa e naquela época ambos ficamos juntos apenas por isso, para esquecer quem realmente amávamos e não poderíamos ter.

- Você também já amou alguém sem ser o Richard?

- Já, e foi por isso que eu e ele acabamos ficando juntos, fomos separados pelo destino das pessoas que realmente nos importava.

- Como ele era?

- Ele era sensacional, era aquele tipo de homem que te faz perder o chão quando se está perto dele, suas pernas ficam bambas e sua voz fica falha, era uma sensação maravilhosa.

- E o que aconteceu com ele?

- Ele morreu assim que chegou à guerra, foi morto por um inimigo, com apenas um tiro no peito.

- Nossa que triste.

- Pois é, e foi logo depois que o perdi que eu encontrei o Richard, ele estava com uma carta na mão e chorando em um canto qualquer, foi ali que nos relacionamos pela primeira vez.

- História marcante, mas por que ele chorava?

- Ele me disse que a garota pela qual ele sempre esteve apaixonado estava namorando sério com um cara e que o tinha esquecido, provavelmente era você.

- Não sabia que o tinha feito sofrer.

- Eu acho que o resto da história você já sabe, não preciso contar.

- É ele me disse o resto.

Elas passaram algum tempo conversando, Violet e Simone já havia se tornado amigas. Violet cuidava dela a cada vez que ela passava mal, e que se tornava cada vez mais constante ela desmaiar e ter várias crises de tosse.

A tarde chegou e junto com ela a família Mustang de volta ao lar, Richard ao chegar à sua casa foi rapidamente para o quarto de hospedes para ver o estado de Simone e quando abriu a porta se deparou com as duas dormindo, Simone na cama e Violet cochilando na cadeira, ambas deveriam estar muito cansadas.

Ele se aproximou e pegou Violet nos braços, a levou para o seu quarto e a deitou em sua cama, apesar de não aparentar o dia de Violet também fora cansativo. Ele a deixou dormindo e foi para a sala, onde estava o resto da família.

- Elas estão dormindo.

- Como assim elas?

- A Violet também acabou dormindo enquanto cuidava da Simone, então a deitei na minha cama para ela poder descansar melhor.

- Está bem então, e como está a Simone?

- Aparentemente dormindo, mas vi alguns panos úmidos e lençóis sujos enrolados perto da cama, provavelmente ela passou mal e Violet a ajudou.

- Tudo bem, eu vou mandar a empregada lavar isso mais tarde.

- Mãe eu posso te fazer uma pergunta?

- Claro Richard.

- Se você estivesse no meu lugar, você escolheria quem?

- Como assim?

- Ficar com a mãe do seu filho ou com a mulher que sonhou desde criança?

- Decisão difícil não é?

- Por isso estou te pedindo ajuda.

- Vem aqui – ela lhe dá um abraço – eu sei que é muito difícil escolher, mas siga o que o seu coração mandar, e eu se fosse a Simone odiaria que você ficasse comigo por pena ou por mera obrigação de pai.

- O papai se casou com você por que te amava ou por minha causa?

- Os dois. Nós nos amávamos, mas não dizíamos a ninguém até que eu fiquei grávida e aí tivemos que tomar providências.

- Você topou de boa casar com ele de barrigão?

- Quem disse que eu casei de barrigão? Eu me casei com seu pai nos primeiros meses de gravidez, ninguém notou até que voltássemos da lua de mel.

- Caramba, eu me sinto um pouco culpado.

- Não se sinta, foi até bom você aparecer.

- Posso saber por quê?

- Por que se não seu pai não tomaria nenhuma atitude.

Os dois riram e continuaram a conversar. Chegou à hora do jantar e todos já estavam na mesa quando avistaram Violet descendo as escadas. Ela parecia ainda estar meio sonolenta, mas mesmo assim ela se sentou junto a eles na mesa de jantar.

- Me desculpem o incômodo, depois do jantar eu vou para a minha casa.

- Não se preocupe Violet, pode ficar o tempo que quiser. – Dizia Roy.

- Não precisa tio Roy, eu também tenho que trocar as minhas roupas e dar satisfações aos meus pais, eles podem estar preocupados.

- Quanto a isso fique tranqüila, eu me encontrei com o seu pai nos corredores do quartel hoje e lhe expliquei tudo.

- E o que ele disse?

- Que se quiser pode morar aqui e que ele não se importa mais.

- Ele disse naturalmente? – ela estava desconfiada.

- Ele disse choramingando e tentando parecer compreensível, mas do jeito que eu o conheço há essas horas ele deve estar nos braços da Winry chorando igual a uma criança mimada.

- Querido é melhor você ficar quietinho quanto a isso, eu tenho certeza de que quando a Rachel começar a se relacionar com alguém e sair de casa você vai ficar igualzinho.

- Riza?!

- Que foi? É verdade.

- Mas não precisa dizer na cara e tem muito tempo até isso acontecer.

- Você é que pensa.

- Richard e Raymond a partir de amanhã eu quero vigilância constante na sua irmã, eu não quero saber de nenhum idiota tentando se meter com a filinha do Führer entenderam?

- Sim senhor – eles respondiam juntos.

- Pare de criancices Roy! Vai deixar a Rachel com medo de namorar.

- É essa a intenção.

- Se eu tivesse sido criada como ela e você quisesse se aproximar de mim o que iria acontecer?

- Eu certamente iria morrer tentando e ainda bem que você não foi criada assim.

- Claro, se ela tivesse crescido como eu provavelmente ela já teria perdido a virgindade.

Roy correu para tapar os ouvidos da filha.

- Não diga uma coisa dessas na frente dela, não está vendo que ela ainda é pura.

- Meu pai pensava o mesmo, mas você apareceu e aí...

- Não vamos entrar em detalhes querida.

Todos estavam ficando envergonhados com a discussão dos dois, eles pareciam até crianças ou até mesmo adolescentes que acabaram de se conhecer. Richard e Raymond se divertiam com as caras que Roy fazia, Rachel e Violet ficavam cada vez mais envergonhadas e o bebê coitadinho, não entendia nada do que estava acontecendo.

Violet se levantou da mesa e foi buscar o seu casaco, ela estava disposta a voltar para a sua casa, mas não esperava ser impedida por Richard, que segurava uma das pontas do casaco.

- Onde você pensa que vai?

- Para a minha casa oras.

- E quem disse que eu vou deixar?

- Você não manda em mim Rich.

- Mas eu mando no seu coração e estou pedindo para ele ficar.

- Eu não tenho roupas, não insista.

- Usa as da Rachel ou as da minha mãe, não tem problema.

- E onde eu vou dormir?

- Na minha cama.

- E seus pais?

- Eles têm a própria cama deles.

- Você entendeu o que eu quis dizer.

- Para eles não é novidade que estamos juntos e também hoje eu não tenho energia para fazer mais nada e duvido que você também tenha, eu só quero dormir juntinho de você e mais nada.

- Richard e a Simone?

- O que tem ela?

- Você sabe.

- Ela também sabe que eu amo você e que quero passar o resto dos meus dias ao seu lado, ter uma vida assim como a dos meus pais – ele aponta para Roy e Riza – olha como eles estão felizes apesar do tempo que passaram juntos.

- Eu também quero ter uma vida assim, que apesar de nossas brigas à gente possa acabar ficando junto.

- Então por que não dá o primeiro passo e dorme comigo hoje?

- Por causa da mãe do seu filho que está doente e está dormindo no mesmo corredor do seu quarto, seria falta de educação e eu me sentiria muito mal em fazer isso com ela.

- Por que ficaria mal?

- Eu estar dormindo junto com o pai do filho dela não é motivo o suficiente?

- Mas estar ao lado dela apenas por pena seria algo ainda pior.

Violet estremeceu com tais palavras, e logo sentiu os lábios de Richard tocar nos seus, foi um beijo profundo e acolhedor.

Continua...

Notas finais
Espero que tenham gostado...

Comentem por favor!!! e no próximo Kapitel um homem estranho irá aparecer diante de Richard, este que vai fazer algo que somente um Mustang faria... aguardem e vejam.

Bjsssss e aguardando reviews!!!!!