Notas iniciais
Boa leitura, espero que gostem.

Enquanto a discussão ocorria, Raymond aproveitava a sua noite, ele tinha levado Isabelle a um restaurante francês no centro da cidade e apesar do que todos diziam, ele também era muito bem observado pelas mulheres. Raymond estava feliz de finalmente, após anos, conseguir sair com Isabelle, ela era a moça mais encantadora que ele já conheceu.

Isabelle era a filha única de Havoc com Rebecca, ela também trabalhava no exercito como atiradora – mas não chegava aos pés de Raymond – conhecia todos da central e tinha uma longa amizade com os Mustang desde a sua infância.

Ela também sonhara com ele, mas nunca disse, tinha medo dele não sentir o mesmo ou até mesmo de amar outra mulher em sua frente. Fazia de tudo para sempre estar perto dele em momentos impróprios – como quando ele vai tentar alguma coisa com qualquer mulher – mas ela se afastou dele, desde que se mudou do leste há uns cinco anos.

Eles se divertiram horrores durante o jantar, riram bastante de assuntos que aconteciam no quartel e de suas experiências amorosas.

- Sempre achei que você fosse bem melhor do que eu em termos de conquista.

- Para você ver, não basta apenas ter o sobrenome dos Mustang, precisa também ter um algo a mais que possa encantar as mulheres, parece que os genes da minha mãe não contribuem muito. – ele dizia rindo.

- Rayzinho, você não precisa de nenhum sobrenome, nenhum algo a mais e muito menos genes da sua mãe para me enlouquecer sabia?

- Para de falar essas coisas, eu vou ficar encabulado e quem deveria estar dizendo essas coisas para você Belle sou eu.

- Eu bem que gostaria de estar encabulada, mas em outra situação.

- Por quê? – dizia ele malicioso.

- Você não se atreveu a me dar nenhum beijinho, nem veio com a sua mão boba e nem nada desde que chegamos e se fosse o seu irmão, há essas horas a gente já estaria a caminho de um motel.

Ele ficou pasmo – Você está bem mais atiradinha do que eu me lembrava.

- Eu tento fazer você tomar o primeiro passo mais parece que não dá certo, parece até que eu sou a sua irmã ou que você não gosta de mim, eu vou ter que agir se quiser alguma coisa com você.

Ele não teve nem tempo de responder, ela já estava puxando o colarinho de sua camisa e selando os seus lábios em um beijo desesperado. Ele retribuiu o beijo, encontrando rapidamente uma brecha para que sua língua pudesse vasculhar a cada canto da boca de Isabelle.

Ela ficou impressionada quando ele lhe retribuiu, e mais surpresa ainda quando sentiu a língua dele dentro de sua boca, ela não podia acreditar que aquilo estava acontecendo de verdade. Mas eles se afastaram por causa de quem? Do oxigênio, esse maldito que interrompe todos os casais apaixonados existentes na face da terra.

- Cansei de te esperar, parece que alguém por aqui tem que tomar a iniciativa.

- Se eu soubesse que você queria que eu tomasse mais iniciativa, teríamos jantado em um quarto de hotel por aí.

- Essa é uma proposta? – ela o olhava maliciosamente.

- Quem sabe? – ele retribuiu a malicia.

- Que tal nós acertarmos estes detalhes em outro lugar, aqui parece um pouco cheio não acha?

- Também acho, em um motel está bom para você?

- Se eu estiver acompanhada de um, certo major para me proteger?

- A seu dispor senhorita Isabelle Catalina Havoc.

Ele a beijou – para o espanto dela – ela apenas se deixou levar por aquele beijo e logo que ele pagou a conta, ela o acompanhou até o carro. Ele dirigiu até um motel que tinha nos arredores da cidade, aquele no qual era um pouco escondido e que ninguém os encontraria tão cedo.

Eles foram para um dos quartos e Isabelle foi diretamente para o banheiro, deixando Raymond sozinho esperando-a sentado na cama. Ele ouvia um barulho de água, mas nem se importou, apenas ligou alguns fatos quando escutou a voz dela o chamar para dentro do banheiro.

- Rayzinho, eu estou me sentindo imunda, o que você acha que eu devo fazer?

Ele a olhou e olhou para a banheira cheia de água e pétalas de rosa, e sorriu maliciosamente para ela.

- Eu acho devemos limpar um pouco dessa sujeira, e que tal eu te acompanhar nessa limpeza?

- Adorei.

Ela pulou no colo dele, fazendo com que as suas pernas cruzassem na cintura dele, e ele por sua vez começava a beijar o pescoço da morena e a andar em direção a banheira. Por todo o curto cainho foram deixando no chão as roupas que usavam e entraram na banheira juntos, sem se desgrudar.

Na banheira ele trilhava beijos por todos os cantos possíveis da morena, e ela gemia enquanto puxava os fios negros de cabelo dele e lhe arranhava as costas. Entre gemidos e gritos, eles se beijavam ardentemente.

Ela decidiu subir sobre ele, deixando que as costas dele encostassem-se na banheira, ela o beijava desde o pescoço até a extensão do tórax e enquanto o fazia, acariciava o membro dele com força, com movimentos fortes e intensos, fazendo-o gemer cada vez mais por ela.

Os dois já estavam cansados de não se satisfazerem por completo, queriam mais um do outro e sabiam disso, eles estavam dispostos a fazer qualquer coisa para se tornarem um só naquele momento.

- Eu não agüento mais Ray... Preciso de você dentro de mim – ela lhe falava entre gemidos.

- Eu também não me agüento mais Belle, tem que ser agora – ele também gemia muito.

Em um movimento rápido, ela subiu em cima do membro dele, e ele com toda a força e desejo a penetrou. Ele a penetrou com rapidez, fazendo com que ambos gritassem de prazer, ela por sua vez cavalgava em seu colo, fazendo as estocadas serem mais fortes e fundas dentro dela.

Entre as estocadas ela percebia o tamanho do prazer que causava aquele homem e o prazer que ele a fazia sentir, ela já estava chegando ao seu limite, mas não queria dizer nada a ele, ela queria continuar a ouvi-lo clamando por ela e gemendo o seu nome.

Raymond não era burro, sabia que ela já estava chagando ao limite, mas não queria parar, queria estar cada vez mais dentro daquela mulher, continuar a sentir as suas costas arderem pelas unhadas dela, ouvi-la gritar de prazer, e fazer por diversas vezes até ficassem totalmente exaustos e sentir a essência dela escorrer pelo seu membro rijo.

- Ray... Eu não agüento mais... Eu vou... Gozar! – Ela gemia alto.

- Eu também... Faça-o em mim...– ele também gemia.

- Só se... Você também o fizer em mim – ela o encarava.

- Seu desejo é uma ordem.

E com mais alguns movimentos rápidos, e algumas estocadas fortes eles chegaram ao ápice e gozaram juntos um no outro, dentro daquela banheira. Ela debruçou-se sobre os braços dele, o abraçando.

- Vamos para a cama. – ela falava entre sussurros.

- Vamos sim! Eu te levo.

Ele a pegou nos braços e a levou para a cama, deitando-a levemente e deitando ao seu lado. Ela o abraçou e ficou a bricar com os dedos no tórax dele. Raymond apenas observava o que ela fazia, e entre sussurros lhe disse docemente.

- Eu te amo.

Ela virou o seu rosto para o dele e viu ele a observando.

- O que você disse Ray?

- Que eu te amo.

Ela sorriu – Eu também te amo.

- Se me ama tanto, por que ainda não me beijou? – sorriso dos Mustang.

- Que bom que você está começando a tomar a iniciativa, já estava cansada de te esperar.

- Eu não quero te deixar cansada de me esperar, apenas cansada de tanto me amar.

- Eu acho que vai ser bem difícil disso acontecer. – ela o beija.

- Pronta para o segundo haund?

- Eu ia te perguntar isso agora.

Os dois transaram durante toda a noite, sem perder o fôlego e a energia, afinal foram tantos anos de espera pra isso acontecer, que eles decidiram tirar ao atraso todo de uma vez só.

Na manhã seguinte, cada um foi direto para a sua própria casa e se encontrariam mais tarde no quartel, à noite eles contariam as suas famílias sobre o começo de seu namoro. Raymond foi o primeiro a chegar ao quartel, e foi diretamente para a sala do irmão contar a novidade – quando ele chegou à sua casa todos já haviam saído.

- Bom dia Tenente-Coronel.

- Que bom humor todo é esse Ray? E agora é Coronel Richard Mustang.

- Que bom, conseguiu virar Coronel.

- Desembucha qual o motivo de tanta felicidade? Ganhou na loto?

- Não, foi algo muito melhor.

- O que? – ele já estava com os dedos a ponto de estalar em direção do irmão.

- Calma, é que eu estou namorando.

- Com quem?

- Com a Isabelle.

- A filha do Havoc e da Rebecca?

- Essa mesma.

- Caramba. – ele ficou surpreso – Quer dizer então que todos os Mustang estão se ajeitando?

- Como assim – um sorriso brotou nos lábios de Raymond.

- Você com a Isabelle e eu com a Violet.

- Vocês estão namorando?

- Ainda não, vou pedi-la hoje à tarde.

- Ainda bem que é à tarde, por que eu quero que você esteja em casa hoje à noite.

- Posso saber pra que?

- Eu vou anunciar o meu namoro na frente de toda a família.

- Entendi, quer testemunhas caso a mamãe te mate.

- Não quer aproveitar a carona e anunciar junto comigo o seu namoro?

- Se a Violet aceitar namorar comigo, por que não? Quem sabe assim você não morra sozinho.

Os dois riram, estavam felizes e com as mulheres que amavam. Richard saiu na hora do almoço, ele queria ver Violet o mais rápido possível, decidiu ir até a escola vê-la. Quando se aproximou, a viu interagindo com os alunos, e ele ficou parado alguns minutos a admirando até ir falar finalmente com ela.

- Você está linda hoje – ele disse entregando uma flor para ela.

Ela se virou espantada – Obrigada, o que você está fazendo aqui?

- Eu vim te ver, não posso?

- Claro que pode, eu estava com saudades.

- Que bom, por que eu também estava. – ela dá um beijo carinhosamente nela.

- Para Richard! Está todo mundo olhando – ela o afastava com a mão.

- Que olhem! Pelo menos assim, todo mundo vai saber que ninguém pode se mecher com a mulher do Coronel Mustang.

- Hum, agora você é Coronel? E que papo é esse de sua mulher hein?

- Você escutou muito bem futura senhora Mustang, a partir de agora você é a mulher do mais novo Coronel da cidade central de Amestris.

- E quem disse que eu quero ser a mulher desse Coronel?

- Não precisa dizer, eu vejo como você fica quando eu estou por perto – sorrindo.

- Que bom que não preciso dizer nada, por que aí se alguma piranha chegar perto do meu namorado...

- Gostei de ouvir você me chamar de namorado, por que hoje você vai jantar lá em casa de novo e vai ser apresentada oficialmente como minha namorada.

- Nossa, parece que você ficou sério mesmo.

- E pode ir chamando toda a sua família, não quero arranjar encrenca com o seu pai.

- Ta bom pode deixar.

Os dois se beijaram.

- Tem algum programa para depois do jantar?

- Não por quê?

- Eu estava pensando em sair com você para um lugarzinho?

- Richard!

- Que foi? Vai dizer que você não quer?

- Com esse seu rostinho tem como dizer não?

Ele sorriu. – Te vejo mais tarde então?

- É claro.

Richard a beijou e voltou para o quartel, chegando lá ele se depara com a secretária desesperada querendo falar com ele.

- Coronel ainda bem que o senhor chegou.

- O que houve?

- Uma senhorita estava aqui querendo falar urgentemente com o senhor.

- E como era essa senhorita?

- Ela era uma morena de pele bem clara, mas com algumas marcas de queimadura e com uma criança pequena nos braços.

- Não me recordo de ninguém assim, ela disse o nome dela?

- Disse sim, parece que era Simone, ela disse que você saberia muito bem quem ela era.

Richard ficou calado, ele estava em choque após ouvir este nome depois de tantos anos, nunca imaginaria tal cena, nem em um milhão de anos. Ele voltou ao seu normal depois que a secretária lhe chamou a atenção.

- E então senhor, você a conhece?

- Er... Conheço sim, e ela disse o que queria comigo ou deixou algum contato?

- Não senhor, mas falou que voltaria amanhã.

- Obrigado por me avisar e amanhã na hora que ela chegar, leve-a imediatamente para a minha sala.

- Sim senhor.

- Era só isso?

- Sim.

- Então pode voltar ao seu posto, eu vou para a minha sala e qualquer coisa é só me chamar.

- Sim senhor.

Richard foi para a sua sala pensativo, ao chegar sentou-se em sua cadeira de couro e pegou o telefone, pediu para a secretária que chamasse o seu irmão, e assim ela o fez. Não demorou muito para que Raymond batesse na porta.

- Queria falar comigo?

- Queria sim, entre e feche a porta.

- Ta. – ele fechou a porta e se sentou na cadeira à frente da mesa de Richard. – Aconteceu alguma coisa? A Violet não quis namorar com você?

- Não é isso.

- Então o que houve?

- Sabe aquilo que estávamos conversando mais cedo?

- Sei, era sobre a notícia de que eles poderiam ter se enganado quanto à morte da Simone, e daí?

- Eu constatei de que ela está mesmo viva.

Raymond quase caiu para trás.

- Como? Quem? Quando?

- Aparentemente, hoje veio uma mulher me procurar aqui no quartel enquanto eu estava fora, ela era uma morena e com algumas queimaduras e com uma criança pequena nos braços.

- Você acha que pode ser ela?

- Provavelmente, a minha secretária disse que ela se chamava Simone.

- Você a viu?

- Não, eu estava fora nesse momento, mas ela vem aqui amanhã.

- E o que você pretende fazer?

- Eu ainda não sei.

- E se ela estiver realmente viva, você vai voltar com ela ou vai deixá-la para ficar com a Violet?

Um silêncio avassalador tomou conta da grande sala, até mesmo os pássaros que voavam e cantavam do lado de fora tinham ficado mudos, o barulho do vento, as vozes que vinham dos corredores do quartel, até mesmo a sua respiração ficou no mais pleno e absoluto silêncio.

Parecia que o mundo tinha parado de girar, e o tempo parado de correr, para que Richard pudesse dar uma resposta apropriada, ou pelo menos para ele poder decidir o que faria da sua vida de agora em diante.

O súbito silêncio foi quebrado por causa de Raymond que chamava a atenção do irmão mais velho, que parecia estar distante desta realidade.

- RICHARD! Acorda irmão, eu te fiz uma pergunta.

- Hum o que?

- Então? Vai ficar com a Simone ou a Violet?

- Sinceramente Raymond...

- Hum?

- Eu...

Continua...

Notas finais
Tem + Hentai aguardando vocês no próximo Kapitel, espero que tenham gostado e até a próxima.

Bjossss.