Destinos Traçados
9 Capítulo 9- A Teoria
Notas iniciais
Depois desse berro, entramos rapidamente na sala do Mustang e nos deparamos com a Carol segurando o Envy, o Roy meio encolhido num canto e a Riza terminando de fazer seu trabalho. Nem devia ser o trabalho dela, parecia mais o do Roy. \"Como sempre, esse mulherengo aprontou alguma.\" pensei e fui na direção da Riza pergunta o que tinha acontecido.
-Mais ou menos a mesma coisa de sempre. O coronel cantando uma mulher e o namorado dela querendo mata-lo. A única diferença, é que ao invés de um homem, é um homúnculo dessa vez. -ela respondeu.
-Como eu suspeitava. -eu disse.
-Como assim? -perguntou Al.
-Eu já estava imaginando que esse mulherengo ia acabar tentando seduzir a Carol e ela ia ficar feliz com isso. Mas também suspeitava de que o Envy estaria escondido e quando o Roy começou a canta-la, ele apareceu e ameaçou o Roy. Foi desse jeito, né Carol? -perguntei ficando do lado dela. É claro que, quando eu comecei a contar minha teoria, o Envy parou de tentar matar o Roy e ficou surpreso comigo.
-Foi desse jeito mesmo. -ela disse surpresa também. -Como adivinhou?
-Carol, você me conhece a tempos. Já deveria saber que sou mais obcecada que você por animes. -eu disse me gabando. Não sabia se \"obcecada\" era um talento, mas nem me importei.
Ela soltou o Envy e continuou me olhando espantada. Me irritei com isso e falei.
-Será que dá pra parar de me olhar assim?
-Tá, desculpa. -Carol disse. Eu vi que o Envy estava prestes a atacar o Roy e o segurei.
-Ei, me solta. -ele reclamou
-Só se prometer que não vai machucar o Roy. -eu disse.
-Por o acaso você é vidente garota? -ele me perguntou.
-Primeiro de tudo, meu nome é Letícia, e segundo, não sou vidente, só perceptiva. -lhe disse.
-Ta, eu não vou machuca-lo. -depois que ele disse isso, eu o soltei.
-Ótimo. Agora, quero te pergunta uma coisa. -eu disse ao Envy.
-O que? -ele perguntou.
-Como se sentiu quando viu o Mustang dando em cima da Carol? -depois que perguntei, ele e Carol ficaram meio vermelhos.
-Por que quer saber? -ele me perguntou.
-É só pra ver se estou certa em uma coisa. -ele ficou em silencio e quando eu perdi a paciência falei. -Fala de uma vez.
-Ta, eu senti ciumes. -e ficou mais vermelho ainda depois disso.
-Você sentiu ciumes? Mas por que? -Carol quis saber.
-Porque assim como você me disse ontem, eu também gosto de você, e não suporto ver ninguem te cantando. -depois que ele disse isso, puxou Carol e a beijou.
-Um já foi, falta outro. -eu disse.
-O que quer dizer com isso? -Al me perguntou.
-Já vai descobri. -lhe respondi e olhei pro Roy. -Roy Mustang, por que você vive dando em cima de um monte de mulheres? E não vale falar que é um apreciador do gênero feminino. -disse quando ele estava começando a abrir a boca. Percebi que a Riza já tinha acabado com os relatórios do Roy e o estava olhando, quando ele notou isso, também a ficou admirando. Depois de um bom tempo, ele tomou coragem e disse ficando vermelho:
-É porque eu quero causar ciumes numa pessoa especial, mas ela nem percebe.
-E o que \"ela\" acha disso? -perguntei olhando pra Riza.
-Por que esta me olhando assim Letícia? Não me diga que... -ela me olhou surpresa e depois olhou pro Roy, que ainda a estava olhando, quando olhou de novo pra mim, confirmei com a cabeça e ela perguntou. -Isso é verdade Roy? -ele foi andando até ela, a olhou fundo nos olhos, falou alguma coisa baixo e a beijou, onde ela acabou correspondendo. Nessa hora, o resto do pessoal entrou na sala e deu de cara com esses dois casais se beijando, e fizeram cara de nojo e surpresa ao mesmo tempo. Depois de 5 segundos, se recuperaram e Jenny falou:
-Ok, desisto de tenta adivinhar. Como você fez isso acontecer, em Letícia?
-Por que você acha que fui eu? -perguntei inocentemente.
-Vejamos, será que é porque, você é a ÚNICA capaz de fazer esse tipo de coisa? -perguntou Rafael.
-É você tem razão. Só eu mesmo para fazer isso. -falei.
-Como você conseguiu? -Ed e Winry me perguntaram.
-Fácil, como conheço a história de vocês, só precisei falar algumas coisas e pronto. O Roy se declarou pra Riza e começaram a se beijar -respondi.
-Mas e Carol e o Envy? -Winry perguntou.
-Foi muito simples. Resumindo a história: O Roy cantou a Carol, o Envy sentiu ciumes, fiz ele confessa isso e que ele gosta da Carol e depois aconteceu isso ai que estamos vendo. -disse com voz triunfante.
-Ta, agora tem como fazer eles pararem? -Ed me perguntou.
-Tem, mas só vou fazer isso com o Envy e a Carol, pois ta ficando nojento. -eu disse. Fui andando até ele e assobiei, ele pararam na hora. -Agora vamos deixar esse outro casalzinho ai. Eles tem muito o que conversar. — dito isso, todos saíram da sala e fomos para um café. Mas é claro que eu e todo mundo queria saber como foi o dia um do outro.
Jenny ficou andando por ai, Rafael a mesma coisa. Winry tinha ido compra automails, depois foi até a casa da dona Gracia e se encontrou com o Ed quando estava voltando pra Central. Ed tinha comprado as passagens de trem pra gente, como o coronel disse que eles não tinham nada pra fazer, poderiam voltar a Rizenpool conosco. Depois que contei sobre o meu, era a vez da Carol de contar sobre seu dia.
-Bom, depois de ficar um tempo andando por ai, me encontrei com o Envy e fiquei andando por ai com ele. Foi só isso.
-Esqueceu a parte que ele estava prestes a matar o Roy. -eu disse e ela ficou vermelha. -Bom, o papo ta ótimo, mas temos que ir pro hotel. Amanhã teremos que acorda cedo.
-É verdade. -todos disseram ao mesmo tempo. Depois de uma discussão com a Carol, todos concordaram com o que ela queria. O Envy iria com a gente pra Rizenpool. Fomos, finalmente, pro hotel e cada um entrou no seu quarto.
Na manhã seguinte, todos estávamos prontos pra ir. Quando chegamos a estação de embarque, encontramos o Roy e a Riza lá, e nos despedimos deles. Entramos no trem quando ele estava saindo e fomos nos sentar em nossos lugares. Em toda a viagem, Envy foi nos falando um pouco mais sobre os jovens que ele viu a alguns anos atras, e chegamos a conclusão de que eram mesmo um de nossos avos, não sabíamos qual, mas isso não era muito importante.
-O que estavam pensando quando tocaram no circulo daquela sala? -Envy perguntou de repente.
-Eu queria conhecer novos lugares. -disse Jenny.
-E eu, que parasse de ser meio calado. -Rafael falou.
-Eu só queria uma grande aventura. -disse Carol.
-Eu não pensava em nada. -falei. É claro que era uma mentira, mas por sorte, acho que ninguém notou.
-A um jeito de vocês voltarem. Basta desenhar o mesmo circulo que esta naquela sala e pensar que querem voltar pra casa. -Envy disse.
-Como sabe disso? -Carol perguntou.
-Foi exatamente o que aqueles jovens fizeram. -ele respondeu.
-É, faz sentido... -disse Jenny.
-Então vamos fazer isso. -Rafael falou e depois eles começaram a conversa sobre outra coisa. Eu fiquei quieta e pensando sobre o que ele falou pelo resto da viagem.
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