Notas iniciais
Bom pessoal, ai está o último capítulo.
Espero que gostem
Chegamos a cidade de tarde e fomos caminhando para a casa da Winry. Estavam todos contentes por ter achado um jeito de voltar ao nosso mundo, menos eu. É claro que meus amigos estranharam eu ter ficado muito tempo calada, mas não me tiraram dos meus pensamentos, e até pude ficar feliz com isso. Quando estávamos perto da porta, mais uma vez, o Den saiu de dentro da casa e pulou no Rafael.-Mas será que ele vai fazer isso sempre que nós viermos aqui? -ele perguntou rindo e fazendo carinho na cabeça do Den.-Como se a gente fosse voltar aqui mais vezes. -eu disse para mim mesma.-Disse alguma coisa Letícia? -perguntou Jenny.-Não, nadinha. -menti. — Se precisarem de mim, vou estar lá em cima descansando. E não quero almoçar, estou sem fome. -eu disse já entrando na casa, mas senti que alguém segurou meu pulso e me virei.-Você esta bem? -Al me perguntou. Me soltei dele e disse:-Estou sim, não precisa se preocupar comigo. -sorri levemente e corri até o andar de cima. Entrei no quarto da Winry e me deitei no chão, ainda podia ouvir algumas coisas lá em baixo, mas só por alguns minutos, pois acabei dormindo.-----------------------------Com Jenny e os outros---------------------------------------Ei, Jenny, esta mesmo tudo bem com ela? -Al me perguntou.-Não exatamente, mas não posso contar o que ela tem, terá que descobrir sozinho, desculpa. -eu disse e antes que ele me fizesse uma pergunta, Envy perguntou.-Então, quando pretendem desenhar o circulo para voltarem?-Amanhã, quando todos acordarem. -disse Carol, percebi que ele ficou meio triste com essa resposta, mas nem tanto. -Agora vamos mudando de assunto. Jenny, você reparou que a Letícia mentiu quando o Envy perguntou no que nós pensamos quando tocamos no circulo? -ela me perguntou.-Percebi sim. -disse meio triste.-Você sabe por quê? -perguntou Rafael.-Mais ou menos, eu até tenho uma ideia, mas pode não ser por isso. -lhe disse.-Não acha melhor perguntar? -Ed me perguntou.-Se perguntarmos, ai é que ela não fala mesmo. Temos que deixa-la desabafar com alguém que ela confia -Carol disse.-Ela não confia em vocês? -Winry perguntou surpresa.-É claro que sim. -Rafael disse e continuou. -Só que ela não gosta de falar conosco certos assuntos, não quer nos preocupar.-Ela é uma boa amiga... -disse Al.-Uma das melhores que já encontramos. -eu, Rafael e Carol falamos juntos.-Carol, eu posso falar com você em particular? -Envy perguntou a ela.-Claro. -ela respondeu sorrindo. Eles foram pro lado de fora da casa e eu fui ver o que a Letícia estava fazendo.-------------------------------Com Carol e Envy-------------------------------------------O que você quer falar comigo Envy? -perguntei curiosa.-Bom, como você sabe, essa não é a minha forma de verdade. E...bem, queria te mostra como eu sou. -percebi que ele estava meio inseguro e o abracei.-Está com medo de me mostra né? Olha, você não precisa se importar tanto com minha opinião. Se quiser me mostra sua verdadeira forma, está bom pra mim, se não, também está bom. Só faça o que quiser. -disse sorrindo pra ele. Percebi que os pés dele começaram a soltar um tipo de faísca e me afastei um pouco. A faísca foi subindo até a cabeça e quando parou, me deparei com o ser mais bonito que já vi em minha vida.-Então, o que acha? -ele me perguntou, mas eu estava sem palavras, depois de um tempo, consegui falar espantada.-Você é...muito bonito. -ele veio andando até mim e me beijou de um jeito que parecia que eu estava no céu. Depois dele voltar a sua forma \"normal\" ele disse:-Eu realmente, não quero que você volte pro seu mundo, mas se essa é a sua escolha, vou respeita-la.-Fico feliz em ouvir isso. Não imagina como estava preocupada se iria ficar triste quando eu me fosse. -disse, o beijei levemente e fomos andando de volta pra casa.----------------------------------Comigo e Jenny-----------------------------------------Senti que alguém balançava o meu braço levemente e abri os olhos. Quando fiz isso, vi que Jenny estava me olhando e parecia zangada.-O que foi? Por que ta me olhando assim? -perguntei.-Pois estou zangada com você. Você mentiu no trem. -ela me acusou.-Desculpa, achei que vocês não tinham notado.-Mas é claro que notamos, você é nossa amiga e te conhecemos o bastante pra notar.-Eu sei que quer saber o porquê de eu ter feito isso né? Bom, eu... -ela não me deixou terminar.-Eu sei que você não vai me contar. -eu a olhei espantada e ela continuou. -Apenas, tente contar pra alguém que você ache que tem que entender. -depois disso, ele se levantou e foi até a porta.-Você esta chateada comigo? -perguntei a ela. Jenny se virou e disse:-Mas é claro que não. Eu respeito suas decisões, tanto respeito, que te aconselhei a tentar fazer o certo. -ela veio até mim, me abraçou e depois saiu do quarto. Decidi depois de alguns minutos descer e me deparei com a Carol e o Envy muito envolvidos.-Ta legal, o que aconteceu enquanto eu estava lá em cima? -perguntei.-Resumo de tudo: O Envy mostrou a forma verdadeira dele pra Carol e ele agora estão aproveitando as últimas horas juntos. -Rafael disse.-Ah, entendi. -disse e olhei pra eles, mas dois segundos depois, desviei o olhar rapidamente. -Mesmo assim, isso é nojento. Eles tão parecendo aqueles casais assanhados da escola.-Não me compare com aqueles tipos, entendeu? -ouvi Carol dizendo.-Mas é a pura verdade. -eu, Jenny e Rafael falamos.-Ta, mas não falem isso de novo. -e ela começou a beijar o Envy de novo.-Perai um pouquinho, cade o Ed, Winry e Al? -perguntei.-Pelo que eu ouvi lá de cima, Ed e Winry foram conversar sobre...alguma coisa. -Jenny me deu uma piscada e continuou. -Al foi com a Pinako a algum lugar. -depois que ela disse isso, foi para o segundo andar e Rafael foi para fora da casa brincar com o Den. Eu não queria ficar ali vendo o casalzinho se agarrando, então fui pra fora da casa também. Percebi que iria chover daqui a algum tempo e fiquei feliz com isso. Fui andando até a arvore e fiquei ali sentada. Comecei a pensar em muitas coisas ao mesmo tempo, mas principalmente, na nossa volta pro nosso mundo. \"Eu quero voltar, mas ao mesmo tempo, não quero. E agora...\" pensei e falei:-E agora, o que eu faço?-Falando sozinha Letícia? -alguém me perguntou e quando viu que eu tinha me assustado emendou. -Ops, desculpa.-Não, tudo bem Al. Eu as vezes levo susto facilmente, é normal.-Entendo. Posso me sentar ao seu lado?-Claro. -respondi sorrindo. Ele se sentou e me olhou meio zangado. Percebi de imediato o porquê disso. -Esqueci de avisar de novo pra onde eu ia ne?-Sim. Quando cheguei na casa, perguntei a todo mundo onde você estava, mas ninguém sabia. Então, imaginei que estivesse aqui.-Nossa, você é bom em me achar. Devia ter ido pra outro lugar. -fui sarcástica. Percebi que ele olhou pra mim e depois desviou a cara, então perguntei. -Tem alguma coisa que queira falar pra mim?-Caramba, você é perceptiva mesmo. -eu sorri com esse comentário e ele continuou. -Eu quero te pergunta uma coisa...-Então pergunte. -o encorajei.-Bom, é só uma pergunta boba, mas tudo bem, lá vai. -parecia que ele estava com um pouco de medo, mas mesmo assim foi em frente. -Você, bom...você quer voltar para o seu mundo?Essa pergunta me pegou de surpresa, mas tentei dar um sorriso mesmo assim.-Sim, eu quero. Mas...ao mesmo tempo, quero ficar aqui, no seu mundo. Mesmo que tenha guerras as vezes, é bem mais pacifico que o meu. E aqui não tem aqueles tipos de pessoas invejosas, mas nós precisamos voltar.Ele deve ter percebido que eu tinha ficado bem triste com essa pergunta e me abraçou. Eu estava com uma enorme vontade de chorar, mas não podia fazer isso. Eu sabia que ele ficaria ainda mais triste. Quando eu ia retribuir seu gesto, ele disse:-Só que eu não quero que você vá. — depois disso, ele me soltou e ficou me olhando. Devia estar esperando minha reação. Fiquei muito surpresa e perguntei uma das coisas que estava martelando na minha cabeça a alguns minutos atrás:-Al, por que você se importa tanto comigo? Devia se preocupar é com o Ed... -ele não me deixou terminar. Colocou um dedo nos meus lábios e perguntou:-Quer mesmo saber por que me importo com você?Ele não esperou minha resposta. Só colocou a mão que estava em meus lábios na minha nuca e a puxou. Um segundo depois, minha boca estava colada na dele e ele estava de olhos fechados. De inicio, achei que estava sonhando, mas quando me toquei que estava realmente acontecendo, coloquei minhas mãos em sua nuca, fechei meus olhos e correspondi ao beijo. Ele agora tinha colocado a outra mão na minha cintura e me trouxe para mais perto. Ficamos desse jeito por um bom tempo, ate que o ar faltou e tivemos que nos separar.Eu percebi que estava super vermelha, o olhei e ele estava do mesmo jeito.-Al... -tentei falar, mas ele interrompeu.-Sempre que você esta triste, eu fico do mesmo jeito. E toda vez que vejo seu sorriso, meu coração começa a bater mais forte e eu sinto uma sensação de alegria por dentro. Entendeu agora? Eu me importo com você, pois eu gosto realmente de você.Aquilo foi demais pra mim, eu tentei fazer com que as lágrimas que estavam se acumulando no canto dos meus olhos não caíssem, mas não consegui e elas começaram a descer pelo meu rosto bem devagar. Ele me olhou confuso por um momento e depois me abraçou.-O que foi Letícia? -ele me perguntou.-Al, desculpa. — eu falei ainda com lágrimas nos olhos.-Pelo que? Eu é que devia me desculpar. Devia ter percebido que você não gosta de mim desse jeito -disse indignado. Eu sai do seu abraço e coloquei minhas mãos em seu rosto.-Estou me desculpando, pois estou chorando. -lhe respondi e continuei. -Eu também gosto realmente de você, do mesmo modo que gosta de mim, mas...nós não podemos ficar juntos. É por isso que estou chorando. -depois disso, me levantei e comecei a correr para algum lugar. Pude ouvir ele me chamando, mas nem me importei, eu precisava ficar sozinha. Quando me cansei de tanto correr, olhei aonde estava e parecia um tipo de cemitério, fui subindo o morro que tinha ali até a lápide que estava no topo. \"É a lápide da mãe deles.\" pensei e me sentei em frente a ela. Depois de um tempo, começou a chover forte, mas não me mexi. A chuva sempre me ajudava a pensar melhor e fiquei ali, olhando pra lápide não sei por quanto tempo.Quando me levantei, a chuva estava mais fraca e percebi que ele estava atras de mim me olhando. Não me importei de inicio e fui até ele. Quando estávamos de frente, nos olhamos e depois ele me abraçou bem forte. Fomos andando pra casa e quando chegamos, percebemos que era meio tarde, nos secamos e fomos dormir.De manhã, fui a primeira a acordar, e acabei indo me sentar na varanda. Eu estava até feliz, mas às vezes, me entristecia rapidamente. Percebi que todos já tinham acordado e entrei na casa.-Agora que estamos todos acordados, vamos fazer esse circulo. -disse Rafael e lá fomos nós fazendo passo a passo. Terminamos meia hora depois e começamos a nos despedir.-Ué, cadê o Al? -Jenny perguntou.-Ele disse que ia a algum lugar rapidinho e já voltava. -dito e feito, depois que o Ed disse isso, Al entrou.-Quase que eles não falam com você, em Alphonse? -Pinako disse.-É, eu sei. -e ele veio até onde eu estava, mas eu não falei nada.-Você sabe que temos que conversar, né? -me perguntou.-Al, só te peço uma coisa: viva sua vida. -eu sorri meio triste com essa última frase e o olhei. -Você vai encontra alguém bem melhor do que eu. Isso eu te garanto.-Mas e quanto a você? -ele me perguntou.-Ora, a mesma coisa. Vou viver com a lembrança de um garoto especial que roubou meu coração. -respondi e ele sorriu também.-Comigo, a mesma coisa que você disse. -ele falou e completou. -Por isso, quero que fique com isso aqui. -então ele me mostrou um colar que o pingente era a inicial do meu nome. Fiquei sem palavras e ele já foi colocando em mim. Olhei no espelho que tinha ali perto e falei:-É lindo.-Eu tenho um igual, só que com a inicial do meu nome. -ele me disse.-Obrigada Al, por tudo. -disse com sinceridade e ele me abraçou.-Não há de que. -depois disso ele me beijou e ficamos assim por um tempo, só paramos quando a Carol assobiou pra gente e ficamos vermelhos.-Depois você reclama de mim. -ela me disse. Preferi não discutir e me despedi de todos. Quando nós quatro tocamos o portal e pensamos em voltar pro nosso mundo aconteceu a mesma coisa que antes, ele ficou amarelo e começou a nos sugar, antes que o portal se fechasse, ouvi o Al gritando:-NÓS AINDA VAMOS NOS REENCONTRAR. -e não ouvi mais nada.Quando abri meus olhos, percebi que estávamos no 4º andar deitados, chamei os três, nos levantamos e fomos até o local aonde estávamos quando eu estava contando a história.-Melhor não contar a ninguém essa aventura. -Rafael falou e nós três concordamos, vi de longe minha mãe chegando pra me buscar, me despedi deles e fui correndo até ela. Assim que saímos do colégio, olhei para o prédio lá longe e pensei:\"-Nós vamos nos reencontrar algum dia, isso é uma promessa.\" -e olhei mais uma vez para o colar que ele me deu.
Notas finais
Obrigada a todo mundo que leu, mandou reviews ou mandará. Tenho que dizer, que adorei escrever essa fanfic, e que quem saiba, eu escreva outras
Bom, é isso. Até a próxima
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!
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